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5.1. FĐNASMAN

5.1.2. Fonlama Sistemi

A falta de motivação laboral deve-se também aos baixos salários, a conflitos de classes profissionais e à impressão de pouco reconhecimento pelas chefias (direção técnica/conselho de administração).

As sessões de formação contínua são importantes para a coesão grupal, permitem a partilha de emoções e sentimentos, favorecem a resolução de conflitos e oferecem uma oportunidade para desmistificar a falta de reconhecimento das chefias.

A competitividade e a concorrência entre as colaboradoras faz com que se tornem muito individualistas, porque estão ali com aspirações de transmitir uma imagem junto das chefias. Urge adotar uma política de gestão de recursos humanos mais objetiva e formas de avaliação justas que mudem práticas. As cuidadoras precisam de sentir que progridem em função de avaliação justas.

A ajudante de enfermaria trata-se de uma colaboradora que foi ajudante de lar durante mais de 20 anos e que depois subiu de categoria. A atitude altiva e arrogante desta funcionária demonstra a hierarquia entre colegas, geradora de momentos menos positivos durante a prestação de cuidados. Efetivamente, presenciei vários momentos em que esta colaboradora, cujo trabalho se relaciona com a saúde, se riu dos outros ou usou de sarcasmo como aparente estratégia de humor.

Há uma série de fatores que são responsáveis pelo aparecimento de conflitos no seio da equipa de cuidadoras. Para ajudar a prevenir algumas destas situações e melhor as resolver, selecionamos situações laborais que estão na origem de relações de confronto no Lar, nomeadamente: conflitos laborais que resultam de um não reconhecimento da atividade; o cansaço gerado por acréscimo de horas de trabalho; o sentimento de que recebem um salário abaixo das funções que executam; a precariedade do vínculo laboral; a obtenção de contratos a curto prazo em que não se sentem motivadas; a sobrecarga de funções; as faltas de solidariedade entre pares; o sentimento de sentirem que são utilizadas para fazer tudo; o problema dos turnos e dos horários, porque embora seja planificado para um ano, ele não é cumprido daquela forma, devido a faltas ou trocas de horários.

Refira-se que alguns conflitos nascem do desacordo entre as colaboradoras acerca do ato de cuidar. Por exemplo, quando uma ajudante vê uma colega a dar uma palmada, sente o dilema de manter a solidariedade com a colega e ocultar o que viu ou denunciar o ato. Esta é uma situação limite. Mas na maioria dos casos as diferenças são salutares: existem diferentes perspetivas sobre o ato de cuidar, é preciso perceber a diversidade de pensamento face a uma mesma situação.

Cuidar das relações laborais passa por não julgar, não olhar para os erros do outro, procurar a harmonia e viver em equilíbrio com o meio envolvente. Por outro lado,

é essencial compreender que a diversidade é inerente à vida, daí que seja saudável haver diferentes maneiras de pensar e de concretizar os cuidados.

Saliente-se que as dificuldades de comunicação são das mais frequentes e mais responsáveis por conflitos. Os “mal-entendidos”, o “diz-que-disse”, os enredos, passando pelo boato, são potenciais geradores de situações menos positivas na esfera laboral.

Nas sessões, irá propor-se um treino do elogio: as participantes são convidadas a encontrar elogios que podem declarar aos pares. Esta prática visa inverter o espírito de crítica aos pares.

Torna-se necessário incentivar uma convivência que contemple diretrizes para a promoção de uma cultura da paz. Quando a escuta e o diálogo são as regras, surgem soluções pacíficas para os conflitos.

3.3 Programas Psico-educativos

Deverá ser feito um contínuo apoio pessoal e profissional às cuidadoras da Instituição, através de ações de formação, remuneração adequada e medidas que aumentam a participação. Assim, favorecer-se-á o aumento da qualidade de apoios prestados pela instituição e a redução dos níveis de tensão dos funcionários.

Os profissionais que trabalham com o acolhimento das pessoas idosas devem receber uma formação específica, adaptada às características desta população. Desta forma, evita-se o aparecimento de abusos nos idosos, passando a existir, por parte da instituição e funcionários, um relacionamento de confiança e respeito mútuo (Tortosa, 2004).

Uma intervenção passa pela criação de um espaço em que se dê um apoio consistente e sistemático aos cuidadores. É necessário acontecerem encontros periódicos com uma técnica, para colmatar a lacuna que representa a ausência de um apoio psicológico às cuidadoras. O diálogo, a escuta com um técnico, sempre que necessário, será uma prática a valorizar, porque as colaboradoras gostam e sentem necessidade de ser escutadas, valorizadas.

Os programas que englobam a aquisição de competências e conhecimentos são uma mais-valia para a qualidade do cuidado a prestar: «programas que integram informação e suporte emocional são os mais eficazes na melhoria das competências dos

cuidadores formais e da qualidade dos cuidados prestados» (Davison et al, 2007, citados por Barbosa et al, 2011:120).

As intervenções psico-educativas sobre a situação clínica de cada utente fornecem apoio educativo e suporte emocional, em programas estruturados, breves e multidisciplinares.

A componente educativa oferece informação sobre o estado de saúde clínico dos utentes. A vertente de suporte emocional visa a obtenção de orientações concretas para reduzir o stress resultante do impacto da doença, ajudar a gerir emoções e a usar estratégias mais eficazes de resolução de problemas.

A eficácia da abordagem psico-educativa junto dos cuidadores é reconhecida: reduz o stress familiar; aumenta o sentido de competência e autoestima dos cuidadores, reduz a ansiedade e sintomas depressivos e tem um impacto positivo no funcionamento psicológico destas pessoas.

Esta abordagem tem potencial para melhorar o conhecimento e aceitação da doença pelos cuidadores, ampliar o seu repertório de estratégias de gestão de stress e melhorar a expressão de ideias e de emoções (Barbosa et al, 2011).

3.4 A Supervisão

A vida de um profissional de saúde desenrola-se no seio de uma equipa de trabalho, de conflitos a clarificar, de tensões a gerir. Assume-se necessária a supervisão como espaço terapêutico, na medida em que se criam tempos de troca de experiências, corrigem-se erros, partilham-se acertos. Assim, o desenvolvimento como pessoa é também o desenvolvimento enquanto profissional (Duarte, 2012).

A supervisão é um processo dinâmico, potenciador da aprendizagem experiencial, baseado numa relação de confiança e ajuda entre todos os intervenientes, onde cada um desempenha funções e estabelece estratégias que permitam atingir uma finalidade comum: o desenvolvimento pessoal e profissional do supervisionado, simultaneamente o dos supervisores também (Rodrigues et al, 2007)

A supervisão é um processo em que uma pessoa mais experiente e bem informada presta ajuda a outros para alcançarem a plena maturidade no seu desenvolvimento humano, educacional e profissional.

O que acontece no lar em estudo e em todos os lares pelo país, é que a supervisão está ao cargo de encarregadas, que trabalharam muitos anos na Instituição e

foram promovidas para essa função. No lar em estudo, a Encarregada geral trabalha na Instituição há 35 anos, é a funcionária com mais tempo de serviço ali. Foi cozinheira ao longo de 34 anos e depois promovida a Encarregada geral pela direção, quando a Encarregada anterior se reformou. Tem participado em formações no âmbito da geriatria, mas nunca prestou cuidados diretos aos idosos e possui o 9º ano de escolaridade, alcançado através do Programa das Novas Oportunidades.

A Encarregada Geral tem muito poder na Instituição. Na entrevista concedida, a diretora de serviços pronunciou a seguinte afirmação: «A encarregada Geral é os meus olhos e a minha boca no Lar, quando eu não estou». Analogamente, quando a Enfermeira me fez visitas guiadas, na altura em que surgiu a Encarregada-Geral, a Enfermeira explicou: «Quando a Diretora não está, é a Encarregada Geral que dirige a Instituição».

Se eu não soubesse do poder da Encarregada Geral num Lar de idosos teria ficado estupefacta. Efetivamente, esta colaboradora tem mais poder de decisão do que a Enfermeira, do que o Animador ou o Técnico de Reabilitação Psicomotora, dentro da Instituição.

Trabalhei durante 18 meses em dois lares de idosos e pude perceber claramente que é a Encarregada Geral, uma colaboradora sem formação especializada nem superior, quem tem mais poder de decisão no Lar.

Na origem desta situação está o facto de os lares possuírem técnicos superiores somente desde há 10-20 anos. Até aí, poderia haver um técnico superior, que ocuparia o lugar de direção de serviços, mas os restantes colaboradores não tinham qualificação superior. Era a Encarregada Geral quem geria a prestação de cuidados.

Não faz sentido os lares possuírem atualmente técnicos qualificados e ser a Encarregada-Geral a dirigir a prestação de cuidados. É urgente findar com esta função nos lares e substituí-la por um cargo desempenhado por um profissional da saúde, com formação superior.

Não se pode pretender que as ajudantes sejam profissionais de saúde e continuar a consentir que uma colaboradora sem formação superior na área da saúde desempenhe funções de supervisão.

No Lar, existem também as Encarregadas de Setor, que são responsáveis pela prestação de cuidados. No lar em questão, são funcionárias que foram ajudantes durante muitos anos e depois foram promovidas para essa função. Ou seja, os cuidados são supervisionados por… pares. São quatro, as Encarregadas de Setor, duas detêm o 9º ano

e outras duas o 4º ano. São estas colaboradoras quem supervisionam a prestação de cuidados.

Refira-se que, naturalmente, a diretora de serviços e a Enfermeira também acompanham e avaliam a prestação de cuidados concretizada no Lar. Mas são as Encarregadas que orientam o serviço, ensinam as ajudantes, acompanham diretamente os atos de cuidar, até porque elas mesmas também prestam cuidados, diariamente.

As ajudantes não vêm com bons olhos que sejam colegas que foram promovidas a dar-lhes ordens e a avaliá-las. Não lhes reconhecem uma formação nem competência superior à delas. Este é, aliás, um motivo de descontentamento entre as funcionárias.

Um exemplo claro de como faz muita falta ser um técnico superior a supervisionar é o seguinte: de manhã, os residentes dependentes fazem as necessidades fisiológicas na fralda, deitados na cama e não são levados à sanita. É-lhes feita a higiene na cama, são vestidos e conduzidos para o refeitório.

De manhã, ao levantar, os residentes devem ter o direito de ser levados à casa de banho, sentar-se na sanita e aí se aliviarem. As ajudantes, simultaneamente, podem ir preparando a roupa dos utentes, o material da higiene, ou até ir vestindo algumas peças de vestuário aos idosos. Não nos referimos aos residentes acamados. Estes não deverão ser levados à sanita, pois isso representa um enorme esforço físico para as ajudantes e é escusado.

É necessário que uma supervisora qualificada impeça uma outra prática semelhante: no dia do banho, os residentes dependentes são conduzidos diretamente da cama para o poliban ou para a banheira e é aí que urinam, não são levados à sanita. Não é higiénico urinar no espaço do banho, porque isso pode contribuir para a propagação de bactérias, além de ser incómodo. É preciso intervir e não consentir a situação: antes de se ir para o banho, deve-se levar os residentes à sanita, de modo a não haver secreções no espaço do banho.

Os vários problemas identificados na etapa de diagnóstico não terão resolução, não se concretizarão mudanças, enquanto forem as Encarregadas a deterem a tomada de decisão. As Encarregadas incorrem nas mesmas problemáticas que as ajudantes e auxiliares. Tratam-se de pares a formar pares, o que perpetua formas de tratamento inadequadas, de humilhação, de infantilização, etc.

Consideramos que é bastante mais salutar haver ajudantes a prestar cuidados e um técnico superior da área da saúde a supervisionar esses mesmos cuidados.

CAPÍTULO III – AVALIAÇÃO

Estamos perante um projeto caracterizado por algum dinamismo no que diz respeito à sua implementação, pelo que no seu decurso estão planeadas avaliações intercalares, a ocorrerem no término de cada plano formativo desenvolvido, o que tornará possível a realização dos ajustes necessários para que o projeto se torne o mais eficaz e eficiente possível. Citando Serrano (2008:96), «através da avaliação progressiva do projecto vamos tomando consciência tanto dos progressos e avanços como dos desajustamentos e vicissitudes no processo de desenvolvimento do mesmo. Este caminho vai-nos indicando em que grau, de que forma e de que modo se vão alcançando os objectivos. A avaliação de qualquer projecto deve ser integrada nele próprio. Esta deve ser contínua, sistemática e flexível».

A avaliação das atividades também serve para melhorar e orientar a distribuição dos recursos. Trata-se de uma forma de utilizar a experiência para melhorar a atividade em curso e planificar, eficazmente. Como tal, os progressos alcançados são comparados com as atividades programadas na fase inicial e com os objetivos e metas marcadas.

Através da avaliação torna-se possível verificar se a intervenção realizada contribuiu para o alcance dos objetivos definidos para o projeto. Esta fase final implica a elaboração de uma síntese, que se atinge com a conjugação de todos os elementos proporcionados pela avaliação inicial e processual, para chegar a uma formulação global.

Será também um momento de partilha acerca das dificuldades sentidas, da satisfação em participar na operacionalização do projeto, promovendo a importância da concertação de esforços quando se trabalha na comunidade, com ela e para ela.

A avaliação final terá lugar em setembro de 2016, momento em que se prevê que o projeto tenha sido realizado, para a qual serão convocados todos os técnicos que intervieram no projeto, para estimar os resultados obtidos com base na avaliação feita através dos objetivos, indicadores e metas.

A indispensabilidade desta fase no decurso do projeto e a sua importância são inquestionáveis, uma vez que através da avaliação torna-se possível verificar se as intervenções realizadas estão a contribuir para o alcance dos objetivos definidos para o projeto. Permite-nos um controlo do que se encontra em execução, possibilita a implementação de ações corretivas com o intuito de melhorar e atingir os objetivos operacionais (Imperatori & Giraldes, 1982).

REFLEXÃO CRÍTICA

Com este trabalho pretende-se contribuir para o estudo das representações e das práticas de cuidado a pessoas mais velhas residentes em Lar. O itinerário prosseguido envolveu a construção de um quadro conceptual e operativo para a intervenção em gerontologia. Procedeu-se à investigação das práticas de cuidado pelos ajudantes de lar, através de um estudo de caso, realizado segundo uma abordagem qualitativa e intensiva.

Pretende-se chamar a atenção para a importância da atitude da ajudante no bem- estar do residente e para a necessidade de se promoverem novas práticas nos cuidados aos residentes. O objetivo deste trabalho não foi judiciar, mas conhecer a realidade do ato de cuidar os residentes em Lar e propor melhorias.

É necessário questionar a legitimidade de perpetuar os valores mais negativos da sociedade, que hierarquiza os cuidados às pessoas idosas no escalão mais baixo do saber; assim como a apreciação da eliminação vesical e intestinal como a mais baixa das tarefas (Isaksen, 2005).

As áreas da saúde e da ação social têm reconhecido de forma crescente a importância dos cuidados humanizados. Vai-se fortalecendo a intenção de tornar a humanização dos serviços um verdadeiro indicador de desempenho dos serviços prestados, uma vez que a mesma corresponde a uma maior satisfação da pessoa.

Não obstante, pretende-se que estes cuidados passem despercebidos ou sejam quase invisíveis, pois são muitas vezes desagradáveis e embaraçosos para todos, doentes e ajudantes, para além de que têm conotações sociais que os identificam como um trabalho inferior e sujo.

Parece-nos claro que o cuidado à pessoa mais velha deve ser o motor exclusivo de toda a atividade da ajudante de lar e que as tarefas de limpeza da instituição devem ser realizadas somente por funcionárias contratadas para esse efeito. Deste modo, os ajudantes terão oportunidade para se dedicar por inteiro ao Cuidado, entregando aos residentes a sua energia, a sua atenção e não a tarefas que nada têm a ver com o ato de cuidar uma pessoa. Esta distribuição personalizada e equitativa de trabalho beneficia a qualidade de serviços na organização e promove o bem-estar dos ajudantes, que são dignos de ser encarados como verdadeiros cuidadores.

Conscientes das dificuldades que as ajudantes enfrentam diariamente, da sua exposição a fatores relacionados com a ansiedade e a perceção do stresse, quisemos

refletir sobre os métodos, os procedimentos que poderiam ajudar a aliviar este tipo de problemas, de forma a melhorar o mal-estar sentido por estas profissionais.

Nos serviços de atenção à dependência, a qualidade humana dos cuidadores, a sua motivação pessoal e profissional, a sua qualificação e profissionalismo são elementos fundamentais. A humanização dos serviços pode ser conseguida através de um melhor funcionamento do serviço, da planificação de mudanças organizacionais que aumentarão a qualidade e a eficácia dos cuidados prestados.

A qualidade e a humanização dos cuidados depende da capacidade de cuidador satisfazer as necessidades do idoso. Neste sentido, a implementação do Projeto de Intervenção «Envelhe

S

er com cuidados» torna-se essencial, porque irão estimular-se as habilidades das ajudantes, auxiliá-las na resolução dos seus conflitos de forma positiva e veicular-lhes estratégias que ajudam a reduzir o stress, influenciando positivamente as relações entre os profissionais e os idosos.

Uma limitação identificada prende-se com o facto de a formação ser realizada durante o horário de trabalho, o que implica que apenas uma parte das cuidadoras irá participar em cada sessão. Contudo, consideramos que há mais vantagens na formação em exercício do que desvantagens. O objetivo das sessões é o de envolver ao máximo as participantes nas problemáticas do projeto de intervenção e mudar algumas práticas. Por isso, o facto de as ajudantes estarem dentro do seu horário laboral, significa que estão a cuidar da sua própria atividade profissional, o que as responsabiliza ainda mais.

O que importa não é a quantidade de sessões frequentadas mas a qualidade das aprendizagens que irão sendo alcançadas. E, dentro de cada temática, não é a quantidade de assuntos focados que interessa, mas a profundidade com que cada assunto é abordado. Irão haver, com certeza, conteúdos definidos no plano das sessões que não serão abordados, mas isso não constituirá um problema. Os assuntos que não forem objeto de estudo poderão sê-lo num projeto de intervenção a realizar futuramente.

Ao chegarmos a esta fase do trabalho-projeto, torna-se importante relembrar que é nosso objetivo realizar um estudo que nos permita compreender quais as representações do cuidar dos ajudantes de lar. Dada a complexidade do tema, sentimos e acreditamos que este trabalho é apenas uma etapa de uma longa caminhada, para a compreensão do fenómeno num mundo tão vasto como é o da prestação de cuidados.

Consideramos que a investigação-ação realizada neste Trabalho-projeto, enquadrada na investigação em cuidados, pode oferecer importantes contributos para o

desenvolvimento da profissão. Por um lado permite um aprofundamento do que significa ser ajudante de lar, por outro lado, contribui para dar visibilidade e reconhecimento aos cuidados prestados por estes profissionais.

O carácter qualitativo do estudo permite-nos entrar no universo simbólico das ajudantes de lar, a que as representações dizem respeito. Pretende-se que a implementação deste projeto constitua o ponto de partida para futuras investigações, que promovam a aquisição de competências no ato de cuidar.

Estamos conscientes de que algumas problemáticas identificadas apenas dizem respeito às intervenientes do nosso estudo, pelo que não são passíveis de serem generalizadas. No entanto, estes dados ajudar-nos-ão a alcançar uma melhor compreensão do fenómeno “cuidar”, assim como permitirão a realização de novos estudos, contribuindo para um maior conhecimento deste fenómeno.

Realce-se que este estudo de caso é exemplar, elaborado a partir de um contexto empírico estudado em profundidade. O projeto é suscetível de ser generalizado a outras instituições, pois pode servir para que mais tarde se possa disseminar ou replicar o projeto noutros lares. A partir das boas práticas, deseja-se que elas não se esgotem naquele contexto, mas que sejam adaptadas noutros contextos com problemas semelhantes.

A implementação deste projeto de intervenção terá mais-valias para a prática de cuidados e para a melhoria do bem-estar da população-alvo destes cuidados. Assume-se importante que as estruturas residenciais para a população de idade mais avançada comecem a integrar um profissional de Gerontologia no quadro técnico, dado o amplo campo de trabalho em que o mesmo pode estar envolvido.

A Gerontologia intervém ao nível da biologia, quando exerce investigação sobre as mudanças que ocorrem com a idade e o que o passar do tempo provoca nos sistemas