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2.2. Yöntem

2.2.2. Değerlendirmeler

2.2.2.3. Fonksiyonel Uzanma Testi

Ao abordar a importância do currículo torna-se essencial dividi-lo consoante os níveis de ensino. Na educação de infância, surge as OCEPE devido à necessidade de uma referência que fosse comum a toda a educação para infância no país, de modo a que a educação fosse igual em todos os estabelecimentos de ensino (ME, 2000). Por sua vez Zabalza, (1992), afirma que as orientações são definidas como um combinado de normas provindas pelo poder central com a finalidade de serem aprendidas por todas as crianças em idade pré-escolar. A sua publicação foi em 1997 e trouxe dignificação social aos educadores como profissionais e a aproximação com o 1º CEB, servindo de guia e auxiliando os educadores na preparação e para a transição das crianças para um novo ciclo. As OCEPE distanciam-se do termo currículo, definindo-se como princípios gerais que o educador deve utilizar na sua prática, para planificar e para avaliar o desenvolvimento das crianças (ME, 2000).

As OCEPE contêm fatores que são fundamentais na prática entre os quais: o desenvolvimento e a aprendizagem da criança; identificação da criança como sujeito do processo educativo; utilização das aprendizagens significativas como ponto de partida para a aprendizagem; contribuição para a construção articulada do saber ao desenvolver atividades que englobem diferentes áreas; a exigência de resposta de todas as crianças utilizando uma pedagogia diferenciada que incentiva a cooperação entre crianças. Todos

estes fatores permitem que todas as crianças tenham direito à aprendizagem, independentemente das suas dificuldades e do meio onde se encontram.

O educador deverá ter em conta os objetivos gerais que foram enunciados na Lei - Quadro da Educação Pré-Escolar para a sua prática. É responsável por organizar o ambiente educativo, tal como a organização do grupo, do espaço, do tempo, e do estabelecimento educativo. Deve promover a relação com os encarregados de educação e com outros parceiros educativos e planificar e avaliar as suas práticas tendo em conta as áreas de conteúdo sendo estas: Formação Pessoal e Social, Conhecimento do Mundo, Expressão/Comunicação que se divide em três domínios: expressões (motora, musical, dramática e plástica), linguagem e abordagem à escrita e matemática (ME, 1997).

Por sua vez as OCEPE afastam-se do currículo por terem a capacidade de serem mais abrangentes, de incluírem mais escolhas educativas e por conterem vários currículos. Como construtor, o educador não se pode esquecer que a criança é o sujeito de todo o processo educativo e que o currículo deve dar importância aos seus conhecimentos e daí partir para as aprendizagens, pois estas são arquitetadas de modo articulado utilizando abordagens globalizadas e integradas. Cada criança é um ser individual que tem direito a uma resposta e integrar no grupo utilizando processos diferenciados (ME 1997).

Na sua prática o educador deve incluir todas as atividades que foram ou não planeadas, de modo a intervir através da observação, planeando, agindo, avaliando, comunicando e articulando todos os saberes e aprendizagens da criança (ME, 1997). Ao planear as atividades, o educador deve sempre refletir sobre a ação que realizou, avaliando todo o processo e adequando a sua prática de acordo com as necessidades observadas no grupo. Para atender às necessidades das crianças, por vezes o educador utiliza o currículo oculto em contexto educativo. Serra (2004) defende que o currículo, deve ser organizado em conjunto, tendo em conta as necessidades e interesses das crianças, do que as famílias recomendam que seja abordado com os seus filhos e também do que a comunidade quer transmitir.

As OCEPE possuem objetivos gerais que guiam e orientam o educador em toda a sua prática. Ao serem publicadas, a educação pré-escolar ganhou mais evidência, pois a família não conhecia o trabalho que era desenvolvido pelo educador. A educação Pré- Escolar ao ser vista como a primeira etapa da educação básica trouxe uma aproximação ao 1ºCEB, guiando os educadores na preparação para a transição para o novo ciclo (Serra, 2004).

Para concluir, as OCEPE orientam a prática do educador possuindo objetivos gerais que o guiam, de modo a fomentar uma melhor aprendizagem para as suas crianças. Na prática o educador permitindo constrói a sua ação tendo em conta as necessidades e os interesses de cada crianças promovendo uma educação de qualidade.

O educador também prepara a criança para a transição do pré-escolar para o 1ºCEB tendo como auxiliar as Metas de Aprendizagem que direcionam nos objetivos e nas aprendizagens que a criança deve adquirir. Estas metas segundo o ME (2012a), permitem que os educadores adequem a sua prática planeando estratégias de aprendizagem tendo em vista a progressão de todas as crianças e fornecer aprendizagens idênticas para o seu ingresso no ensino básico.

1.3. 1.º Ciclo do Ensino Básico

O currículo no 1º CEB é constituído por quatro anos de escolaridade, sendo estes o 1º, 2º, 3º e 4º ano. Contrariamente à educação pré-escolar, o currículo é formal no 1ºCEB, detendo áreas curriculares como o Português e a Matemática. No que concerne a sua organização curricular estes anos abordam disciplinas como: português, matemática, estudo do meio, expressão físico-motora e expressão plástica.

Como áreas não disciplinares existem o estudo acompanhado, a área de projeto e a formação cívica. O estudo acompanhado procura apoiar o aluno nos seus estudos, enquanto a área de projeto promove o desenvolvimento de projetos que surjam através das necessidades das crianças, sendo estes muitas das vezes em grupo propagando a aprendizagem cooperativa. Por sua vez, a formação cívica procura informar as crianças para a vida na sociedade, para que os mesmos sejam cidadãos responsáveis. A disciplina de inglês surge como componente obrigatória a partir do 3º ano de escolaridade prologando – se até o 3º ciclo, artigo 9 (Decreto-Lei n.º 176/2014) aprovando a nova disciplina no Ensino Básico (EB).

Segundo o Decreto-lei nº 91/2013 de 10 de julho, referência o número de horas semanais das componentes letivas que deverão ser cumpridas pelo docente do 1ºciclo do ensino básico, destacando o português e a matemática que deverão ter um mínimo de sete horas e o estudo do meio cerca de três horas. As expressões artísticas e físico-motoras têm a duração de um mínimo de três horas e o apoio ao estudo uma hora e meia. Quanto à oferta complementar, tem a duração de uma hora. As atividades de enriquecimento

curricular duram entre cinco a sete horas e meia e para as escolas que possuam a disciplina de educação moral e religiosa esta tem a duração de uma hora. O docente deve gerir o tempo de cada disciplina do modo que achar mais adequado para a sua turma.

O professor na sua prática deve utilizar os Programas Curriculares de Português, Matemática e Estudo do Meio com uma abordagem flexível dos conteúdos, com o intuito de proporcionar aos seus alunos uma educação de qualidade através de aprendizagens estimulantes e enriquecedoras.

O EB tem três objetivos gerais. Salienta-se a capacidade de desenvolver valores e práticas que vão ao encontro às suas necessidades e da sua formação pertencendo à sociedade. O objetivo de criar condições para que a criança tenha um desenvolvimento global, que contribua para a sua formação pessoal e que proporcione novos saberes e valores que são fundamentais para a via escolar e profissional (ME, 2004).

O ensino pré-escolar e o 1ºCEB encontram-se interligados, tendo o educador de infância a possibilidade de acompanhar o grupo de crianças de idade pré-escolar num novo ciclo, o 1ºCEB. Tanto as orientações curriculares para o Pré-Escolar, como o programa do 1º Ciclo do Ensino Básico, possuem conteúdos correspondentes que facilitam a articulação curricular, dando continuidade e permitindo a progressão entre os dois ciclos.

Ambos os programas mantêm as mesmas caraterísticas inerentes às idades das crianças de cada nível educativo (Serra, 2004). O percurso escolar da criança é desde a primeira infância influenciado, pelas aprendizagens que experienciou, sendo capaz de promover na mesma autonomia, curiosidade e uma maior autoestima no seu percurso de aquisição de conhecimento (Portugal, 2002).

Os dois ciclos escolares contêm três princípios: o “princípio da globalidade da ação educativa, o princípio da flexibilidade curricular e o princípio da integração das atividades educativas”, segundo Marchão (2002, referido por Marchão. 2012, p.51). A continuidade existente deve afirmar-se no 1º ciclo, partindo do que a criança já conhece e das suas aprendizagens significativas que adquiram no pré-escolar.

Ao articular a educação pré-escolar com o 1º ciclo o educador utiliza as metas curriculares que permitem avaliar o desenvolvimento da criança e conhecer o que precisa de ser mais estimulado. A criança pode ingressar para o 1ºCEB mesmo que nem todas as metas tenham sido alcançadas pela mesma, tendo o educador o dever de informar ao professor do CEB, quais os objetivos que não foram alcançados de modo a que o mesmo possa dar continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente (ME, 2012).

É de salientar que o pré-escolar e o ensino básico são estudos diferenciados em que o ultimo dá continuidade ao que foi adquirido inicialmente. O ensino básico deve assim apoiar-se nos conhecimentos prévios das crianças, articulando os mesmos com os conteúdos que tem que ser aprendidos. O professor deve apoiar todo este processo e utilizar atividades criativas no pré-escolar de modo a atingir aprendizagens mais complexas e que vão de encontro as necessidades dos seus alunos.

Benzer Belgeler