EFI TABANLI ATEŞLEME EMNİYETİ CİHAZI TASARIMI VE DETAYLI ANALİZİ
3.4 Flyback Dönüştürücü Devre Parametrelerinin Hesaplanması
Contra a transformação da Torre de Babel emergente nos novos
ghettos civilizacionais à Huntington. O elogio de Babel e do babé- lico como património e destino comuns. A lucidez de Amartya Sen.
“[Niels] Bohr [sabia], bàsicamente, como todos nós sabemos, por expe- riência própria, que quando abordamos um problema cometemos em
geral erros: sabia que a única maneira de tentar tomar uma linha de acção, a única maneira de ver se está certa determinada interpretação da natureza, é falar dela e não tornarmo-nos responsáveis pela defesa de qualquer coisa que propusemos. Isto é essencial na governação; isto é essencial para todo o grupo que tenha responsabilidade; e, evidentemen-
te, tem um significado ainda mais rico e mais profundo na vida do indi- víduo”.(Robert Oppenheimer, “O íntimo e o comum”, in Como viver amanhã?,
Encontros Internacionais de Genebra, Publicações Europa-América, 1964, pp. 21-22.) “Principles are valid only if they are universal.” (Noam Chomsky, “De-Americanizing the World”, Truthout, November 5, 2013: <http://www.chomsky.info/articles/20131105.htm>) Primeiro, quatro excertos de Amartya Sen (n. 1933), Identidade e Violência de Amartya Sen (Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, 1998):
• “Elogiar uma suposta insularidade ocidental não faz justiça ao modo como o saber e o pensamento tendem a progredir no mundo, apoiando-se nos desenvolvimentos de diferentes regiões. Ideias e conhecimento cultivados no Ocidente têm, em séculos recentes,
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mudado drasticamente o mundo contemporâneo, mas seria difícil considerá-los uma concepção ocidental imaculada.
• A divisão civilizacional do mundo revela-se extremamente precá- ria devido a, pelo menos, duas razões distintas. Primeiro, existe um problema metodológico básico no pressuposto de que a divisão civilizacional é a única relevante e que ela aniquila necessariamente – ou neutraliza – outras formas de identificar as pessoas. É de lamentar, embora não surpreenda, que os investigadores de con- frontos globais ou de formas sectárias de violência local tentem impor uma identidade única e fracturante a pessoas que assim se tornam nos soldados rasos da brutalidade política; mas é ainda mais triste que esta visão autista seja significativamente reforçada pelo apoio implícito que os guerreiros fundamentalistas antioci- dentais recebem de teorias criadas nos países do Ocidente acerca da categorização com base num critério único.
• A segunda objecção à ideia de divisão civilizacional que esta abor- dagem supõe consiste numa imprecisão descritiva e numa inocên- cia histórica extraordinárias. Muitas das diversidades mais rele- vantes dentro de cada civilização são, de facto, ignoradas, e as suas interacções são substancialmente desprezadas.
• Estas duas falhas são responsáveis pela extraordinária pobreza com que se analisam as diferentes civilizações e as semelhanças, ligações e interdependência que as unem nos domínios da ciência, da tecnologia, da matemática, da literatura, do comércio e das ideias políticas, económicas e sociais. A percepção nebulosa da história global resulta numa visão particularmente limitada de cada cultura e numa leitura de cariz estranhamente paroquial da civiliza- ção ocidental.” (pp. 91-92)
Em epígrafe citou-se o físico nuclear Robert Oppenheimer, Director do Manhattan Project durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de citar três passagens do ensaio intitulado “O choque das civilizações?” da auto- ria de Samuel P. Huntington (1927-2008), professor de ciências políticas da Universidade de Harvard (era igualmente Director do Center for International Affairs dessa universidade e antigo conselheiro do Presi- dente americano Jimmy Carter), que integra um projecto do John M. Olin Institute, também da Universidade de Harvard, organizado sob a rubrica de “The changing security environment and American national interests”), cita-se novamente Robert Oppenheimer que, com a sua ponderada luci- dez intelectual e cultura científica, técnica e humanista, afirma:
Cem Dias à Sombra da Torre de Babel do Século XXI 79 Frequentemente nos convencemos de que são as surpresas de ontem que determinarão o que sucederá amanhã. Frequente- mente nos convencemos de que basta que conduzamos as coisas mais ou menos como no ano passado, ou nos últimos dez anos, para poder prever o futuro. Mas, bom ou mau, o amanhã é sem- pre novidade. É a novidade do possível; as coisas sucedem-se em conjunto por forma que ninguém pode prever. Mais ainda, é a novidade da imaginação humana, amor e desígnio, dedicação e finalidade. O que forma o amanhã é o que hoje não pode ser predito, o que não está implícito no hoje. (Oppenheimer, p. 16.) Ao lermos as palavras de Sen, desenfeitiçadoras e lucidamente complexas, no volume supracitado, constata-se que este economista galardoado com o Prémio Nobel, escreve em consonância com o pensamento de Oppenheimer. Em contrapartida, eis a visão “fracturante” de Huntington, que passamos a citar:
• A minha hipótese é a de que a fonte fundamental de conflito neste novo mundo não seja prevalentemente ideológica ou predominan- temente económica. As grandes divisões existentes na humanidade e a fonte dominante de conflito serão culturais. (…) O choque de civilizações dominará a política global. As guerras civilizacionais serão as batalhas do futuro.
• O que queremos dizer quando falamos de uma civilização? Uma civilização é uma entidade cultural. Aldeias, regiões, grupos étni- cos, nacionalidades, grupos religiosos, todos têm culturas distintas em diferentes níveis de heterogeneidade cultural.
• No futuro, a identidade civilizacional será cada vez mais impor- tante e o mundo será moldado, em grande medida, pelas interac- ções entre sete ou oito grandes civilizações. Nestas incluem-se a ocidental, a confucionista, a japonesa, a islâmica, a hindu, a esla- vo-ortodoxa, a latino-americana e, possivelmente, a africana. Os conflitos mais importantes do futuro ocorrerão ao longo das linhas que separam estas civilizações umas das outras. (O choque das civilizações?, O debate sobre a tese de Samuel P. Huntington, vários autores, trad. Henrique M. Lajes Ribeiro, Lisboa: Gradiva, 1999, pp. 7. 8, 9-10.)
Entende-se o posicionamento de Sen face à “tese” fracturante do cientista político da Universidade de Harvard. Segundo ele, as diferenças surgem, enrijecem-se e tornam-se barreiras depois de se traçaram as fronteiras, por mais factícias que sejam, ou infundadas, ou
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ideologicamente instrumentalizadas. É perigoso formular a existência de fronteiras tão profundamente fracturantes porquanto tais cisões dificultam ou impossibilitam a eventual tomada de consciência das continuidades historicamente patentes e culturalmente complexas que aparentam as comunidades humanas numa rede de posições, sobreposições e contra-posições à face da Terra. Para além de ser uma análise fracturante da realidade sócio-política do nosso século, tais fracturas provocam, segundo Sen, uma visão do outro que peca pelo simplismo histórico e pelo repúdio de raiz ideológica da efectiva realidade mundial. Trata-se de um posicionamento ideológico que fomenta o desentendimento inequivocamente desestabilizador no tocante ao mundo contemporâneo.
Com efeito, a tese do choque civilizacional substitui uma política de paridade deliberativa, mediação e diplomacia por uma mentalidade orientada para a inevitabilidade do conflito e o imaginário belicoso. Epílogo
Noam Chomsky em torno de Samuel P. Huntington: • <http://www.chomsky.info/debates/19700226.htm> • <http://www.chomsky.info/books/priorities01.htm> • <http://www.chomsky.info/articles/20131105.htm> • <http://www.chomsky.info/articles/20140602.htm> • <http://www.chomsky.info/talks/20141010.htm> • <http://www.chomsky.info/articles/19690102.htm> • <http://www.chomsky.info/articles/199401--02.htm>
18. “What is Education for” and what must it struggle against? David Orr, fundador de um “environmental education center” escreve:
The goal of education is not mastery of subject matter, but of one’s person. Subject matter is simply the tool. Much as one would use a hammer and chisel to carve a block of marble, one uses ideas and knowledge to forge one’s own personhood. For the most part we labor under a confusion of ends and means, thinking that the goal of education is to stuff all kinds of facts, techniques, methods, and information into the student’s mind, regardless of how and with what effect it will be used. (David Orr, “What is Education for? Six Myths about the Foundations of Modern Education and Six New Principles to Replace Them”, 1991: <http://www. context.org/iclib/ic27/orr/>)
A reter:
We are more than what we’re told we are. We are more than memory machines. We are more than test scores. We are more than training for work-readiness (i.e., the neoliberal’s understanding of pedagogical culture meant for the common lot of humanity).
We are other than who we are told we are. We are other than masters. We are other than information repositories. We are other than brain receptacles.
We are less than who we are told we are. We are less than masters. We are less than our arrogance suggests (a dangerous illusion).
We are animals in semi-exile from nature and in need of a radical rebooting of consciousness.
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What must education struggle against?
The struggle is twofold: first, against forgetting and secondly, against memory.
Against forgetting: The past matters. Understanding grows in the complete human narrative, i.e., the cognitive history of humankind encompasses the genesis, development, and transformation of ideas and concepts over time. The mind attains self-understanding when it sees itself as part of a greater whole. Partial, self-satisfied understanding stunts our growth and mars our values. There are no minute- and second-hands on thought, and progress is as much a completion as it is a beginning. There are no absolute beginnings because there can be no discovery without the long view, or without the long hour of historical example, or without the long reach of creative thought.
Against memory: As everything human, time becomes our artefact in and through memory. How shall we understand memory as an object of creation in addition to bearing the after-life of experience? Memory provocatively persists only to the extent that it evolves. Memory, to be both living and dynamic, must be continually retrieved and transformed. Memory is not simply content filling a vessel; it is a creative process. Education has relied too long and too heavily on a static conceptualization of such content. Curricula have perpetuated regimes of signification and transmission in terms of memory routines, cognitive authoritarianism, and the subsequent absence of shared human agency in the construction of knowledge. Memory, thus conceived, has impeded the persuasive passion of fresh perspective, and education too often recalls the sadistic routines of the prison-house.
On the other side of this two-fold struggle, memory and forgetfulness can plausibly converge into complex sites of reflexive intensity and promote positive crises of perplexity.
Epílogo
“Na teoria da relatividade e na teoria quântica aprendemos que alguns dos conceitos tradicionais não se ajustavam de modo aceitável, e consequentemente tiveram de ser substituídos por outros melhores. O espaço e o tempo não são independentes um do outro, como tinha acreditado Newton, mas estão relacionados pela transformação de Lorentz. Na mecânica quântica, o estado de um sistema pode ser caracterizado, de um ponto de vista matemático, por um vector no espaço multidimensional; este vector
Cem Dias à Sombra da Torre de Babel do Século XXI 83 implica enunciados acerca do comportamento estatístico do sistema sob determinadas condições de observação, pelo que é impossível uma dedução objectiva do sistema no sentido tradicional. (…) Dado que a minha tarefa é focar o papel da tradição na ciência, tenho de indagar se a tradição tem sido na realidade somente um obstáculo a estes desenvolvimentos e, ainda, se tem apenas infundido o espírito do cientista com preconceitos, cuja eliminação tem sido a condução mais importante para o progresso. O problema surge neste ponto com a palavra preconceito. Quanto nos referimos à descrição dos fenómenos em estudo, utiliza-se necessariamente uma linguagem com palavras que são as expressões verbais dos conceitos. No início das nossas investigações não se pode evitar o facto de que as palavras estão relacionadas com os velhos conceitos, já que os novos ainda não existem. Por conseguinte, os chamados preconceitos são uma parte necessária da nossa linguagem e não podem ser simplesmente eliminados. Aprendemos a linguagem por tradição, e os conceitos tradicionais moldam o nosso raciocínio acerca dos problemas e determinam as nossas perguntas. (…) Assim, pode-se dizer que, num estádio da ciência onde os conceitos fundamentais têm de ser substituídos, a tradição é tanto uma condição como um obstáculo para o progresso. Por conseguinte, é geralmente necessário um tempo suficientemente longo antes que os novos conceitos sejam realmente aceites”.(Werner Heisenberg, “A tradição na ciência”, in
Werner Heisenberg, Páginas de reflexão e auto-retrato, trad., apresentação e notas A. M. Nunes dos Santos, Lisboa: Gradiva, 1990, pp. 88-89.) “Caracterizei os poetas como os guardiães das metamorfoses, mas eles o são também num outro sentido. Num mundo onde importam a especialização e a produtividade; que nada vê senão ápices, almejados pelos homens em uma espécie de limitação linear; que emprega todas as suas energias na solidão gélida desses ápices, desprezando e embaciando tudo o que está no plano mais próximo – o múltiplo, o autêntico –, que não se presta a servir ao ápice; num mundo que proíbe mais e mais a metamorfose, porque esta atua em sentido contrário à meta suprema de produção; que multiplica irrefletidamente os meios para sua própria destruição, ao mesmo tempo em que procura sufocar o que ainda poderia haver de qualidades anteriormente adquiridas pelo homem que poderiam agir em sentido contrário ao seu – num tal mundo, que se poderia caracterizar como o mais cego de todos os mundos, parece de fundamental importância a existência de alguns que, apesar dele, continuem a exercitar o dom da metamorfose”. (Elias Canetti, A
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Em torno do conceito, ideologicamente orientado, de “work-ready”, ver os seguintes artigos relacionados com a política norte-americana actual:
Forbes: “Scott Walker’s Plans for University of Wisconsin are Epically Stupid”: <http://www.forbes.com/sites/kevinomarah/2015/02/22/the-epic-stupidity-of-scott-walker
/print/> Breitbart: “Scott Walker retreats from replacing ‘Wisconsin idea’ with
‘workforce development’ language”: <http://www.breitbart.com/big-government/2015/02/07/scott-walker-retreats-from-replaci
19. Na companhia do sociólogo Zygmunt Bauman