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Firmaya Yönelik Yatırım Ortamı Kısıtlamaları

Bölüm 2. Zonguldak Yatırım Ortamı Anketi Değerlendirmesi

2. Firmaya Yönelik Yatırım Ortamı Kısıtlamaları

Esta investigação científica no âmbito da inclusão de uma jovem com Espinha Bífida – Mielomeningocelo Lombo-sagrado e atraso no desenvolvimento global, numa escola regular, num Centro de Formação e reabilitação profissional (CERCIMARANTE) e depois no mercado de trabalho. A transição da escola para o emprego é uma questão importante para todos os jovens, mais ainda para os que apresentam necessidades educativas especiais.

Assim, a inclusão desta jovem nas duas instituições e no mercado de trabalho não se pode dissociar das adequações curriculares, práticas pedagógicas ou apoios educativos desenvolvidos ao longo do seu percurso escolar. Pois, as adequações curriculares, o PEI, o PIT e os apoios estruturados têm de ser realizados pensando na

discente, focalizando-se no progresso da aluna, nos interesses, necessidades e ir introduzindo as mudanças necessárias ao longo da situação escolar de modo a esta ter uma perfeita inclusão no mercado de trabalho.

Então vamos refletir sobre as adequações curriculares feitas no seu percurso escolar e o seu efeito no seu posto de trabalho (vida adulta).

Na escola regular e Cercimarante ao elaborar o seu currículo não se focaram somente no ensino dos conteúdos académicos, mas também nas competências sociais, e obviamente, nas competências vocacionais. As adaptações curriculares constituem possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos, neste caso tiveram de se utilizar métodos muito específicos tornando-os apropriados às particularidades desta aluna.

No decorrer dos anos na escola regular e Cercimarante, em conjunto com a equipa multidisciplinar, a aluna, a família e os profissionais trabalharam na formalização de um plano individual, pois o grande objetivo era formar no futuro uma adulta de sucesso, de modo a que ela venha a trabalhar em diferentes lugares, a completar tarefas e a assumir responsabilidades que correspondam às suas competências.

Assim, as competências aplicadas no ensino regular visaram apoiar o processo educativo, reajustar os projetos curriculares e selecionar metodologias em função das necessidades educativas funcionais da aluna. Tendo em atenção às suas principais áreas de desenvolvimento: cognitivo, motor, social e autónomo, estas foram trabalhadas da seguinte forma:

- A prioridade dos conteúdos é que garantam a funcionalidade e que sejam essenciais e instrumentais para as aprendizagens posteriores, como por exemplo, o desenvolvimento da linguagem, compreensão verbal, o conceito de tempo, manusear o dinheiro e planear a sua utilização …

- Enfatizar as capacidades e habilidades básicas de atenção, adaptabilidade e participação, como por exemplo, ter um comportamento social ajustado e com iniciativa, ser persistente, responsável e atenta nas tarefas …

- Desenvolver a parte motora passível de aperfeiçoamento, como a coordenação óculo-manual e funcionalidade dos membros superiores.

- Melhorar a sua autonomia ao nível da alimentação e higiene, principalmente na utilização da casa de banho, vestir/despir, escovar os dentes, ou seja tratar da sua aparência e cuidados a ter com o vestuário.

Todas estas áreas foram implementadas no seu PEI/PIT por entendermos a relevância destas atividades na vida diária e a importância das mesmas para a sua transição para a vida ativa. A aluna chegou ao final do terceiro ciclo com uma aquisição satisfatória das competências, obtendo assim o seu certificado de frequência.

Neste momento a equipa da educação especial contactou a Cercimarante e esta fez uma avaliação (competências e vocação) à aluna e considerou adequado encaminha- la para o curso de formação - Assistente administrativo.

Este era um curso com nível dois no quadro nacional de qualificação que foi desenvolvido ao abrigo da tipologia de intervenção 6.2 - Qualificação de Pessoas com Deficiência ou Incapacidade do POPH - Programa Operacional Potencial Humano, sendo o IEFP, IP (Instituto do Emprego e Formação Profissional, Instituto Público) o organismo intermédio.

O perfil a obter no final do curso, permite tornar-se Assistente Administrativo profissional, executar sob supervisão, tarefas administrativas relativas ao funcionamento de uma empresa ou serviço público, seguindo procedimentos estabelecidos.

Então as competências a trabalhar na aluna, além das competências sociais e de autonomia, foram as aprendizagens das atividades principais de uma empresa nesta área, impulsionando assim a jovem para o mercado de trabalho:

- Executar tarefas relacionadas com o expediente geral da empresa ou serviço público, de acordo com procedimentos estabelecidos, utilizando equipamento informático e utensílios de escritório.

- Preencher e conferir documentação simples de apoio à atividade comercial, designadamente requisições, guias de remessa e outros. Registar e atualizar dados manualmente ou utilizando aplicações informáticas específicas da área administrativa.

- Atender e encaminhar, telefónica ou pessoalmente, o público interno e externo à empresa ou serviço público, nomeadamente clientes, fornecedores e funcionários em função do tipo de informação ou serviço pretendido.

- Efetuar o serviço de estafeta interno e externo da empresa e/ou serviço público, designadamente na entrega e recolha de documentação e/ou mercadoria.

Na Cercimarante o currículo foi direcionado diretamente para o mercado de trabalho, complementando o currículo da escola regular, conseguindo-o com sucesso, pois só o facto da aluna se encontrar a trabalhar, sentir-se incluída e realizada a nível profissional, espelha que o trabalho realizado pelos técnicos, professores e familiares foram os mais adequados.

Em ambas as instituições os professores especializados com a parceria da psicóloga escolar, planificaram os programas/medidas de intervenção psicopedagógicas adequadas à discente, no entanto, na escola regular não houve um apoio mais direto devido à limitação de horário da psicóloga e por esta não considerar necessário.

Assim, estamos perante um exemplo de como os professores, os técnicos e a família enalteceram as competências da aluna e a sua autoestima.

Benzer Belgeler