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2. FİRMALARDA SÜRDÜRÜLEBİLİR KALKINMA

2.3. Firmaların Eko-Yetenekleri

Através dos resultados obtidos observaram-se alterações em algumas variáveis em função do nível de atividade física. Indivíduos mais ativos utilizaram menos estratégias conservadoras como o passo unido e utilização do corrimão. O mesmo aconteceu para o pico de força vertical, que apresentou maior magnitude para aqueles que eram mais ativos, juntamente com maior velocidade da articulação do joelho e menor tempo para realização da tarefa. Analisando o comportamento destas variáveis, o aumento dos níveis de atividade física parece levar o indivíduo a realizar a tarefa de descer degraus com maior desenvoltura, ao contrário do que acontece com os indivíduos menos ativos, que se mostram mais conservadores.

CARTER, KANNUS e KHAN (2001), após levantamento rigoroso de estudos entre 1966 e 2001, constataram que não é possível identificar uma prescrição ótima de exercício para prevenção de quedas, podendo-se apenas assegurar que alguns fatores de risco para quedas podem ser minimizados com programas de atividade física.

Efeitos positivos são observados sobre componentes da aptidão como equilíbrio, flexibilidade, agilidade, tempo de reação, coordenação e força (SPIRDUSO, 1995; VAN NORMAN, 1995; MIYASIKE-DA-SILVA, et al., 2002; POLASTRI et al., 1999; HONG, et al., 2000), que estão relacionados com a ocorrência de quedas em idosos (BOUCHARD et al., 1993; LORD et al., 1998; WALKER, 1998). Níveis mais altos nestes componentes permitem ao indivíduo idoso realizar a descida de degraus com maior eficiência (em termos de tempo e gasto energético) e, ao mesmo tempo, permite que ele tenha condições de reagir caso alguma perturbação ocorra.

Benefícios também são observados no funcionamento dos órgãos sensoriais envolvidos no controle do equilíbrio, com treinamentos específicos (SPIRDUSO, 1995; SHUMWAY-COOK & WOOLLACOTT, 1995; MIYASIKE-DA-SILVA et al., 2003), ou atividades generalizadas, em função do aumento do fluxo sangüíneo nesses órgãos (BOUCHARD et al., 1993; SPIRDUSO, 1995). Com isso erros perceptuais que costuram causar acidentes no início e fim de um lance de degraus (CAVANAGH et al., 1997) podem ser minimizados, com a identificação das informações relevantes do ambiente para realizar a tarefa seguramente.

Desta forma, os efeitos positivos sobre os componentes motor e sensorial consideradas separadamente ou em conjunto, podem ter contribuído para os resultados encontrados nos indivíduos com diferentes níveis de atividade física.

O menor pico força de reação vertical e taxa de crescimento para indivíduos com níveis mais baixos de atividade física, quando a restrição ambiental foi maior, podem refletir a maior busca de segurança. Este comportamento dos indivíduos menos ativos pode ser decorrente da preocupação em realizar uma descida mais controlada, principalmente em situações mais arriscadas, como é o caso de degraus mais altos.

O uso do corrimão pode estar relacionado com a diminuição da força de reação vertical e da taxa de crescimento, visto que, o menor nível de atividade física é uma das variáveis explicativas do emprego de estratégias de utilização dos membros superiores no último degrau (rever item 4.4.2.3. Utilização dos membros superiores). Utilizar os membros superiores durante a descida do último degrau pode servir de apoio mecânico para uma descida mais controlada,

levando a uma menor magnitude do pico de força vertical. A tarefa de descer um degrau alto, deixa o indivíduo em uma situação em que o centro de massa está se deslocando em direção a um novo ponto de apoio, onde utilizar o corrimão permite alcançar o solo em uma posição segura e confortável, pois amplia a área de suporte. No outro extremo, indivíduos ativos mostraram-se mais arrojados, com picos de força vertical maiores e com menor utilização dos corrimãos, evidenciando maior controle durante a descida, abdicando de atitude conservadora.

Uma velocidade maior para atingir o pico de força vertical significa que, em condições de degraus mais altos, o choque mecânico ocorre mais cedo, restringindo as possibilidades de absorção deste choque. Isso acontece com os indivíduos mais ativos, possivelmente por possuírem um nível de aptidão mais favorável. O mesmo já não acontece com indivíduos sedentários, que possuiriam certa limitação para adaptar-se em tais situações.

O treinamento visando aumentar a força de membros inferiores mostra resultados que favorecem a realização da tarefa de descer degraus de ônibus. Após 24 semanas de treinamento progressivo de resistência, idosos mostram ganhos significativos na força de membros inferiores, que se refletiu no tempo para descer degraus de alturas correspondentes a 10, 20 e 30% do comprimento do membro inferior (LAMOUREUX, SPARROW, MURPHY & NEWTON, 2003). Estes autores também verificaram diminuição da velocidade vertical do pé durante a descida do degrau, resultado que não foi encontrado no presente estudo, visto que os indivíduos ativos apresentaram velocidades verticais do tornozelo mais altas do que os indivíduos menos ativos. Uma possível explicação para esta diferença pode estar relacionada à tarefa do estudo de LAMOUREUX et al. (2003), constituída em descer um único degrau, enquanto que no presente estudo os participantes desceram 3 degraus (e em metade das tentativas com alturas diferentes). Um único degrau para descer consiste em uma tarefa mais simples, pois o indivíduo vem de uma superfície plana e se transfere para outra. Entretanto, ao descer três degraus, cada nível requer a retomada do equilíbrio perturbado pela transição do degrau anterior. Como resultado, a descida do último degrau é uma conseqüência da ação da gravidade, da velocidade de descida e das estratégias utilizadas durante a realização de toda a tarefa.

Outro fator a se levar em consideração, é que indivíduos que utilizam o ônibus com maior freqüência empregaram menos estratégias comportamentais mais conservadoras, o que parece demonstrar que a prática específica na tarefa leva a uma melhor performance. Apesar de, em termos de intensidade, os níveis dessa prática serem baixos, níveis modestos de atividade física já mostram condições de preservar habilidades funcionais básicas (MILLER, REJESKI, REBOUSSIN, TEN HAVE & ETTINGER, 2000). Para algumas tarefas, ainda não existem evidências consistentes que o treinamento em uma tarefa específica traga melhoras em outras tarefas, como é o caso de tarefas estáticas e dinâmicas (TANG & WOOLLACOTT, 1996). Neste ponto, a especificidade da tarefa parece ser essencial.

Benzer Belgeler