2. KATI ATIK YÖNETİMİNDE YAPISAL BİLEŞENLER 5
2.4 Finansal Yapı 15
2.4.2 Finansal Yapının Değerlendirilmesi 16
homem com melhor instrução poderia fornecer é o que tornaria irresistível tal investimento, para além dos exorbitantes custos pré-anunciados.
Na tentativa de indicar os financiadores da educação, Friedman12 (2012) aponta o Estado como custeador e regulador – o que evidencia a promoção de ideário neoliberal – entendamos a ação de custear e regular dentro do mínimo necessário focando a organização de todo o sistema e sua eficiência, bem como aponta Anderson (1995), ao construir um Balanço do neoliberalismo, pois:
...manter um Estado forte, sim, em sua capacidade de romper o poder dos sindicatos e no controle do dinheiro, mas parco em todos os gastos sociais e nas intervenções econômicas. A estabilidade monetária deveria ser a meta suprema de qualquer governo. Para isso seria necessária uma disiplina orçamentária, com a contenção dos gastos com bem-estar, e a restauração da taxa ―natural‖ de desemprego, ou seja, a criação de um exército de reserva de trabalho para quebrar os sindicatos. Ademais, reformas fiscais eram imprescindíveis, para incentivar os agentes econômicos. Em outras palavras, isso significava reduções de impostos sobre os rendimentos mais altos e sobre as rendas. Desta forma, uma nova e saudável desigualdade iria voltar a dinamizar as economias avançadas... (ANDERSON, 1995, p. 9). A apresentação das ideias acima auferem à nossa pesquisa elementos substanciais para o posicionamento das recomendações advindas das reuniões de construção do Projeto Principal de Educação para a América Latina e Caribe (PPE), que se tornam presentes no cenário das políticas públicas educacionais em nosso país. Veremos, na sequência, do que trata o PPE e as implicações para as políticas públicas para a educação em nosso país, principalmente na abordagem da formação de professores.
2.1.3. Projeto Principal de Educação para a América Latina e Caribe (PPE)
Alguns documetos de organismos ligados às questões econômicas, tanto mundial, bem como especificamente regionais serão aqui apresentados e veremos nesses documentos a retomada da teoria do capital humano como norteadora das orientações desses organismos econômicos, levando-os à afirmação de que os
12 Milton Friedman (Nova Iorque, 31 de julho de 1912
— São Francisco, 16 de novembro de 2006) foi um dos mais destacados economistas do século XX e um dos mais influentes teóricos do liberalismo econômico.
investimentos sociais só são proeminentes se trouxerem retorno; entendamos retorno aqui, como garantia de acúmulo financeiro.
Agora vamos apresentar, sucintamente, os setes documentos oriundos das reuniões promovidas pela UNESCO e que nos darão subsídios para pensarmos suas orientações para a formação dos docentes, os usos de inovações tecnológicas para essa finalidade e, em consequência disso, o conceito de qualidade na educação. Documentos esses elaborados sob influência do mesmo ideário liberal acima exposto e que buscam expor as diretrizes construídas nas reuniões do Comitê Regional Intergovernamental na análise do Projeto Principal de Educação para a América Latina e Caribe, conhecidos como PROMEDLAC. Tal projeto – PROJETO PRINCIPAL DE EDUCAÇÃO PARA A AMÉRICA LATINA E CARIBE (PPE) – teve a coordenação da Oficina Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (OREALC) que, por sua vez, é organismo vinculado à UNESCO, agência da ONU dedicada à construção da paz pela educação e cultura, primando pelo entrelaçamento de objetivos que visem a uma educação humanitária, isonômica.
Situando o PPE, podemos afirmar que é resultante de uma reunião entre ministros da educação, planejamento e economia vinculados à CEPAL13 – Comissão Econômica para América Latina e Caribe, bem como da OEA – Organização dos Estados Americanos, que se reuniram na Cidade do México por iniciativa da UNESCO, com objetivo de mapear na região os problemas relativos à educação e planejar ações para o enfrentamento dos mesmos.
Nas décadas de 1980 e 1990, essas reuniões denominadas PROMEDLAC foram oportunidades para dinamizar em várias frentes as políticas públicas para a educação na América Latina e Caribe e, que ainda hoje são passíveis de reconhecimento, nas formulações das políticas governamentais dos países dessa região, incluindo o Brasil.
No quadro 4, logo abaixo, temos a síntese das recomendações dessas reuniões.
13 A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) é uma das cinco comissões
regionais da ONU, que tem como mandato o estudo e a promoção de políticas para o desenvolvimento de sua região, especialmente estimulando a cooperação entre os seus países e o resto do mundo, funcionando como um centro de excelência de altos estudos. Os países requerem um organismo com a capacidade de compilar informação, analisá-la e fazer recomendações. Desde 1948 a CEPAL contribui para o debate da economia e da sociedade latino-americana e caribenha, apresentando alertas, ideias e propostas de políticas públicas. Disponível em www.onu.org.br.
Quadro 4 - Síntese do Projeto Principal de Educação para a América Latina e Caribe
Projeto Principal de Educação para a América Latina e Caribe – PROMEDLAC
Reunião/Local /Ano Síntese da Reunião/Recomendações
PROMEDLAC I
México (1984) Momento de diagnóstico da situação da educação nos países membros, resultando num Plano Regional de Ação com prioridade em 03 metas: oferta entre 08 e 10 anos de escolarização de crianças e jovens; eliminação do analfabetismo com maior oferta de educação aos adultos, e; a melhora da qualidade e eficiência da educação.
PROMEDLAC II
Bogotá (1987) Teve essa reunião por objetivo central intensificar os esforços para reverter a situação de queda dos investimentos públicos no setor social. Assim buscou-se incentivar os Estados membros a alcançarem nos 05 anos seguintes, significativos avanços na efetivação dos objetivos do PPE, renovando o compromisso de maior mobilização no que tange a conquista das metas antes do fim do século.
PROMEDLAC III
Guatemala (1989) Não obstante aos esforços apontados para alcançar a concretização dos objetivos estabelecidos nas reuniões anteriores, nessa 3ª reunião acentua- se a preocupação em aumentar esses esforços, pois foi a reunião que congregou o maior número de representantes dos Estados membros, o que lhe confere um caráter especial para a renovação e formulação do segundo Plano de Ação do PPE. Assim se evidenciou a necessidade de alargar as cooperações horizontais entre os Estados membros.
PROMEDLAC IV
Quito (1991) Essa reunião aconteceu após um ano da Conferência Mundial da Educação Para Todos (1990) em Jomtien na Tailândia, momento de reconhecimento dos esforços empreendidos pelas nações presentes à Conferência, mas também momento de reafirmação do exposto na Declaração Universal dos Direitos Humanos: ―toda pessoa tem direito à educação‖. Há fortemente a vinculação da profissionalização da gestão como condição para o êxito na solução dos problemas anteriormente apontados, se fazendo necessário planejamento e administração eficientes dos recursos disponíveis, otimizando-os. É mais uma vez aqui reforçada a ideia de cooperação horizontal, bem como se apontou a transformação pedagógica como complemento dessas, pois melhorar a qualidade implicava pensar a profissionalização docente.
PROMEDLAC V
Santiago (1993) Reunião onde a necessidade de que na região as políticas públicas, deveriam caminhar para a profissionalização das estruturas educativas. o que, por sua vez, culminou num volver o olhar para a profissionalização docente.
PROMEDLAC VI
Kingston (1996) É nesse momento que os pilares da Educação contidos no Relatório Delors14 - aprender a conhecer (adquirir os instrumentos da compreensão), aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente), aprender a viver juntos (a fim de participar e cooperar com os
14 O ―Relatório Jacques Delors‖ – RJD – é resultado dos trabalhos desenvolvidos entre 1993 e 1996, pela
Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI, da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), com a qual colaboraram educadores do mundo inteiro.
outros em todas as atividades humanas), aprender a ser (via essencial que integra as três precedentes em razão da autonomia)‖ – far-se-ão presentes como valores a serem promovidos na região, em razão das transformações educativas necessárias ao cultivo da democracia.
PROMEDLAC VII
Cochabamba (2001) Aqui a recomendação aos países membros foi, novamente, quanto aos cuidados com a profissionalização docente como eixo estruturante do processo educacional, incorporando especial atenção à formação inicial e continuada, introdução de inovações tecnológicas no rol das atividades educacionais, reestruturação curricular que incorporasse as necessidades do mundo do trabalho.
Fonte: Dados coletados na pesquisa. Elaborado pelo autor.
Na leitura de cada um dos documentos conclusivos das reuniões – PROMEDLAC – surgem várias orientações, e para nossa pesquisa, nos interessa destacar as alusões à formação em serviço de professores como recomendação para a melhoria da qualidade de ensino. Temos essas recomendações explicitadas nas reuniões de Santiago (1993) e Cochabamba (2001).
A reunião realizada na capital do Chile, Santiago (1993) buscou analisar o biênio 1990-1992, na tentativa de transpor em novas recomendações ações que possibilitassem avanços quanto às limitações e obstáculos que impediram até alí o desenvolvimento dos povos, sendo que na seção de apresentação desse documento tem início a ideia de que a educação é o meio mais eficaz para ―acrescentar o bem estar material‖.
Destaca-se no documento um centro a partir do qual as discussões serão travadas, se trata de desenvolver um debate em torno da equidade e melhoramento da qualidade da educação, perpassando pelos ideários da Conferência Mundial da Educação em Jomtien na Tailândia (1990). É importante frisarmos que o Promedlac V faz ouvir as vozes concordantes entorno da constatação de que a América Latina e Caribe passavam por processo de modernização educacional, mesmo que a passos lentos e desiguais. Assim admitem e orientam a necessidade de que na região as políticas públicas, nessa área, deveriam caminhar para a profissionalização das estruturas educativas, com intervenção mais pontual, com vistas ao interior dos sistemas educaionais, o que, por sua vez, culminou num volver o olhar para a profissionalização docente como eixo estruturante da Declaração de Santiago. Ora, isso funciona como orientação para que as ações de formação inicial e continuada dos docentes estabeleçam-se em bases técnicas sólidas para o desenvolvimento da docência.
Em Cochabamba (2001), cidade da Bolívia, o encontro propiciou um revisitar os 20 anos de execução do PPE e se constatou que a meta de elevar a qualidade da educação não foi atingida, se bem que houve maior cobertura da educação. Na reunião houve o reconhecimento de que o encontro bienal entre os países da região para tratar dessas questões foi fundamental para que a educação estivesse sempre na pauta das políticas públicas, fazendo com que as recomendações fossem incorporadas pelos países, ainda que o sucesso não fosse total.
A propositura de um novo PPE com duração de 15 anos e que esse recomendasse aos países membros cuidados com a profissionalização docente como eixo estruturante do processo educacional, incorporando especial atenção à formação inicial e continuada, introdução de inovações tecnológicas no rol das atividades educacionais, reestruturação curricular que incorporasse as necessidades do mundo do trabalho. E que um regime de cooperação entre as nações fosse fator de partilha das boas práticas de gestão dos recursos – reconhecidamente escassos – que pudessem garantir a equidade e qualidade do sistema educacional.