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3. Önemli Muhasebe Tahminleri ve Hükümleri

4.2 Finansal Risk

Com as novas mídias, o público fornece diferentes valores às imagens apreendidas no cotidiano. Um valor colaborativo que se dissocia do conceitual valor- notícia praticado amplamente pela imprensa. O público não se encontra munido apenas do conhecimento da utilização do arsenal tecnológico. Além de dominar estes aparatos tecnodigitais, a maioria dos interagentes parece possuir certo domínio da linguagem jornalística em TV. Embora desconheça as regras que regem o discurso jornalístico, apreende a sua estrutura e se apropria do conhecimento para o registro de seus flagrantes ―Na Hora Certa‖.

Ou seja, conseguem de imediato identificar mediante este código, o assunto que gera maior ou menor impacto devido à abrangência da notícia no momento em que assistem produzem as imagens dos vídeos colaborativos.

A lógica do processo de significação da notícia é elaborada de acordo com o processo de produção estabelecido pelo formato, e há sempre uma recontextualização do seu foco, para torná-lo mais adequado ao meio audiovisual, seja no tempo ou no formato da notícia. As notícias mais importantes, por exemplo, possuem um tempo de exibição maior que as consideradas de menor importância pelos editores, geralmente relacionadas à dimensão do fato.

No telejornalismo, uma notícia adquire maior tempo de exibição e mais pontos de vista, quando consegue atingir pela identificação, um grande número de pessoas. Os vídeos colaborativos, após analisados pelos gatekeepers, passam por um processo de edição que adapta o tempo e o formato das imagens no programa, a fim de destacar a participação do público.

Desta forma, as imagens podem gerar maior ou menor desdobramento, tempo de exibição e recontextualização do fato devido à abrangência local, estadual ou nacional que o fato representa. Conforme o editor-chefe do PRTV Primeira Edição, Arnoldo Friebe, relatou, que em apenas um dia recebeu mais de 200 vídeos com imagens de chuva ocorridas em Curitiba e Região Metropolitana. O valor das participações não foge da agenda e dos valores notícia estabelecidos pelo jornal, seja pelo estímulo do próprio veículo a determinados temas, seja pela seleção editorial das participações ou do próprio público que aprendeu a selecionar os assuntos passíveis de transformarem-se em notícia e a enviá-los como material colaborativo na convergência TV/Internet. Perguntados sobre qual a expectativa com as novas tecnologias digitais, os auxiliando no processo de comunicação, grande parte dos entrevistados do Grupo G2 demonstrou conhecer o processo de convergência midiática: TV/Internet e apoiou o uso das novas tecnologias, como essenciais para a co-participação da cobertura diária do telejornal.

1) “As melhores, pois assim a população poderá ficar sabendo de acontecimentos de que a imprensa não terá como filmar ou presenciar o ocorrido” (Denílson André

de Souza).

2)“Acredito, que a comunicação pela web só está engatinhando. A comunicação tradicional precisa se apoiar na web para sobreviver, até porque, a geração Y já está na casa dos 30 e será o maior consumidor de informação”. (Anderson Vianna).

3)“São fundamentais para que a comunicação seja agilizada” (Roberto Belotti)

A palavra ―comunicação‖ é recorrente na fala dos entrevistados, o que denota a intenção comunicativa na produção das imagens colaborativas, reforçando a idéia de melhorar a relação entre o telejornal, o seu público e os demais sujeitos da ação. O jornalismo consegue, com esse tipo de imagem, se aproximar da audiência, que há tempos vinha perdendo em público com o advento de novas tecnologias de comunicação e a migração do telespectador para outros meios na procura por manter-se informado sobre a agenda pública diária

Quanto aos critérios de seleção das imagens colaborativas, em entrevista, os editores-chefe dos telejornais Paraná TV 1 Edição e 2 Edição, os jornalistas Arnoldo Friebe e Sandra Salvadori, afirmaram que possuem alguns elementos que julgam importantes no momento da seleção das imagens colaborativas:

―Qualidade da imagem, abrangência do tema, decisão do editor chefe do jornal em pautar o assunto e personagens para a história, isso cria identificação com o público, além é claro do momento de chegada do material. Se estou fechando o jornal e chega determinado vídeo pelo portal, escolho os primeiros para ilustrar a matéria‖. (FRIEBE. A; SALVADORI. S, Entrevista concedida ao autor da tese, novembro de 2009)

Essa prática de edição dos telejornais do material colaborativo baseia-se nas seleção das imagens mais significativas gravadas pelo interagente que se tornarão notícia. O significado destas imagens está mais naquilo que se insinua do que naquilo que surge explícito: isto supõe a construção de uma linguagem (verbal, visual, pictórica, gestual) de dimensões mediativas que transformam o simples fato em meio comunicativo impactante.

O Jornalismo apresenta como prática midiática um código ou jargão que esconde os meandros da verdadeira dimensão da linguagem que o caracteriza, conforme Felipe Pena (2008, p.131) seriam usados também nas redações de jornais. Esses códigos determinam no processo produtivo, um significado e uma função e tornam-se dados evidentes para os profissionais envolvidos no processo: o chamado se parte do tempo daquela edição estadual do jornal, a cobertura jornalística das cidades atingidas pelo fenômeno natural. As imagens colaborativas foram utilizadas para ilustrar a participação do público.

Essas imagens complementaram a notícia e mostraram ângulos diferentes do fato e, em alguns casos, momentos anteriores à chegada da equipe da TV ao

local atingido. Assim, o uso do material do público enriqueceu a reportagem profissional feita pelos repórteres e estendeu as possibilidades da emissora de TV na cobertura dos fatos inusitados com mudanças significativas nas rotinas produtivas dos noticiários.

O advento da internet possibilitou a cada pessoa conectada tornar-se o seu próprio editor que seleciona, grava e edita assuntos de seu próprio interesse. A imprensa forneceu ao seu público, o acesso ao conhecimento dos modos de produção da notícia, alterando as rotinas jornalística em TV, que a partir de um custo reduzido na colaboração do interagente consegue gerar um interesse cada vez maior nas pessoas em compartilhar de enunciados em vídeo. Ou seja, quando isso ocorre, a participação do público se reduz a uma forma de colaboração, usada pelo telejornal para autenticar a veracidade do fato nas reportagens.

Benzer Belgeler