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Finansal araçlardan kaynaklanan risklerin niteliği ve düzeyi (devamı) 1 Finansal risk yönetimi amaçları ve politikaları (devamı)

Ouvi a palavra Ashram alguns meses antes da viagem à Índia, quando tive o primeiro contato com a Arte de Viver, inicialmente através de um programa no canal aberto GNT e depois diretamente no site da Arte de Viver, versão da Índia. A palavra ashram deriva do sânscrito, do termo "aashraya" que significa proteção.Um ashram está vinculado a um Mestre hindu, ou Guru, e existem milhares deles em toda a Índia: gurus e ashrams. Desde o início da civilização hindu, existem estes tipos de lugares, provavelmente nasceram com o primeiro rishi5 e com os Vedas (ANEXO 3). Um ashram é um lugar reservado ao conhecimento. Juntos, os buscadores viajam no tempo ao encontro de “pérolas”, mensagens que inicialmente eram transmitidas exclusivamente pela tradição oral, e que hoje está disponível também em bibliotecas que custodiam tal riqueza. O Mestre ou guru é o guia que conduz, que traz para o cotidiano do gurukala o ensinamento direto, as “verdades” contidas nos Vedas.

Na antiguidade, geralmente era um eremitério, situado em lugares remotos, isolados e imersos na natureza, em florestas ou em regiões montanhosas, onde os sábios viviam em paz e em tranquilidade e cujo ambiente seria propício para o ensino do Yoga, meditação, e à instrução espiritual. Muitos ashrams também serviam como Gurukuls ou escolas residenciais para crianças. Os ashrams exerceram um papel significativo e significaran um símbolo de poder ao longo da história e na teologia hindu. A maioria dos chefes hindus até a Idade Média tinha um sábio que aconselhava a família real em assuntos espirituais, ou em tempos de crise e que era chamada rajguru, que literalmente se traduz por Mestre real. Muitos contos populares e lendas da antiga Índia têm como tema um imperador

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cansado do mundo que vai para um ashram com gurus, e que aí encontra consolo e tranquilidade.

Na Índia, visitei vários ashrams. Hoje, um ashram pode situar-se em áreas mais isoladas ou em áreas urbanas. Podem variar quanto à sua estrutura interna, arquitetura, no entanto, a essência da sua função foi mantida: é um espaço para o encontro entre Mestre e discípulos em busca da autorealização como é proposto na tradição da cultura hindu. É uma comunidade formada intencionalmente com o intuito de promover a evolução espiritual dos seus membros.

O Ashram da Arte de Viver nasceu em 1985, três anos após a criação da organização não-governamental Art of Living, por Sri Sri Ravi Shankar. Em abril de 1985, sessenta acres de terra foram arrendados por trinta anos na cidade de Bangalore, estado de Karnataka, sul da Índia. Esta área, pedregosa e seca, na época foi considerada por muitos como imprópria, no entanto, Sri Sri Ravi Shankar acreditava fortemente e a descrevia como seria no futuro: uma área verde de grande beleza, abundante em água, que receberia milhares de pessoas diariamente. Poucos acreditavam em tal empreendimento. Rajshree Patel, instrutora sênior da Arte de Viver, com quem tive oportunidade de fazer dois cursos de formação de instrutores, recentemente, nos contou o seguinte. “Enquanto estava voando de Bombay para Bangalore com Sri Sri Ravi Shankar, para visitar o ashram pela primeira vez, ele lhe disse: “Você vai adorar Bangalore, é a cidade dos jardins e o nosso ashram é tão verde!”. Mas para sua decepção, Bangalore tinha mais cimento que árvores ou flores. O ashram era estéril, seco, montanhoso, pedregoso e infestado de cobras. Muitas vezes, quando andavam juntos no ashram, ele costumava descrever a localização dos diversos prédios que idealizava: — “Ali será o coliseu, no alto da montanha, a cozinha aqui, e o salão de meditação lá”. Segundo Rajshree, a sua descrição era tão precisa que parecia estar lendo um mapa, no entanto não havia mapa nenhum. O único verde que ela via eram três árvores de mamão. Era tudo rocha e sujeira, mas ele insistia: — “O nosso ashram não é tão lindo, tão verde? Um dia, estas montanhas vão estar ocupadas por milhares de pessoas, vai existir um anfiteatro para as pessoas sentarem, ninguém vai conseguir andar por causa da multidão...”. No entanto, hoje isso é uma realidade. Está feito.

Até 1994, as instalações eram poucas e simples: instalações para a escola védica para crianças e jovens; o Narayana Kutir era uma cabana aberta com uma pequena sala de meditação e um quarto de dormir para o Mestre; o Shakti Kutir, uma pequena sala com uma cadeira de madeira de um lado e um fino colchão no chão do outro lado. Mais tarde, duas

outras salas foram acrescentadas. Apesar do grande crescimento da Fundação Arte de Viver, Sri Sri Ravi Shankar e seu estilo de vida têm permanecido simples e humilde.

O ashram de Bangalore é comprometido com a conservação do meio ambiente em uma Índia poluída e cheia de problemas decorrentes da atual modernização e industrialização em andamento no país. Sri Sri dá um grande exemplo no campo da ecologia: não são utilizadas sacolas plásticas no ashram; restos de alimentos e resíduos são usados para produção de compostos orgânicos, tudo é reciclado de alguma forma. Energia solar está sendo introduzida progressivamente, milhares de árvores foram plantadas no ashram, na alimentação são utilizados somente alimentos frescos vegetarianos e orgânicos. Além disso, a comunidade de voluntários que moram no ashram (ashramites) se envolve em ações públicas em defesa do meio ambiente, como petições públicas, encontros oficiais, ações de protesto, etc. (GAUTIER, 2002).

Durante a minha permanência no ashram, o meu passatempo preferido, quando tínhamos tempo livre, era passear e explorar os seus vários recantos. Consegui uma planta e me divertia em descobrir áreas, prédios, apreciar a sua arquitetura e jardins. Era como reconhecer uma casa nova, e eu me sentia muito em casa, apesar dos milhares de pessoas que ali estavam. Cada prédio é chamado pelo nome de uma divindade: Buda, Laxmi, Narayana, Krishna, Rama, Ganesh, Radha, Shiva, Pavarti, Chaitanya; ou um termo relacionado ao conhecimento védico: siddhi, shraddha, parashara, shakti, anasuya... Explorar o ashram pode tornar-se uma experiência de aprendizagem, um mergulho na cultura hindu, e assim o foi para mim. Quando retornei ao Brasil, era grande a minha curiosidade em saber o significado de cada nome e palavra, descobri o Sânscrito, a linguagem mais antiga da humanidade, uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia e uma das línguas oficiais da Índia. O Sânscrito ( ; em devanagari, pronuncia-se sa sk t ) é uma língua clássica da Índia antiga que influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais. O alfabeto original do sânscrito é o devanagari, um composto bahuvr hi formado pelas palavras deva ("deus") e n gar ("cidade"), que significa "a escrita da cidade dos deuses".

Nas minhas explorações solitárias visitei a área mais antiga do ashram, Ved Vigyan Maha Vidya Peeth, a escola védica residencial para crianças e jovens, e também a escola comum para mil e quinhentas crianças da área rural circunvizinha, a primeira sala de meditação, com chão de terra batido e uma cadeira larga tipo balançador de crianças, onde sentava-se Sri Sri Ravi Shankar, e os escritórios onde hoje funciona a casa editora da Arte de Viver.

Me encantou o Sumeru, o primeiro templo construído no ashram. O termo Sumeru (do Sânscrito) deriva da mitologia hindu e significa a montanha central do mundo, a qual é chamada Meru, quando se acrescenta o prefixo su, adquire o significado de “excelente meru” ou “maravilhoso meru” (dicionário on-line babylon hindi-português). O templo é uma construção situada no alto de uma montanha, da qual se avista todo a área do ashram, e mais além. De dois andares, em forma circular, não possui paredes, sendo completamente aberto em todas as direções. A sua estrutura é sustentada por colunas circulares esculpidas, no mesmo estilo do novo templo, e exatamente nas mesmas cores suaves, rosa, verde, lilás, bege, branco, creme. O centro é um jardim com uma árvore de estatura média, retorcida. É de uma beleza delicada, encantadora e sólida. Em uma tarde quente de fevereiro, em que me sentia muito cansada, permaneci ali por algumas horas, relaxando, meditando, observando, ouvindo os rumores do vento e dos pássaros. Uma das tardes mais belas que já vivi, me senti renovada e plena. No alto da montanha, solitária, me senti completamente integrada à natureza e ao mundo. Uma experiência indescritível e inesquecível, a qual foi completada pela beleza das flores de lótus que crescem em um pequeno jardim que antecede o Sumeru.

Foi a primeira vez que vi uma flor de Lótus. A flor de Lótus (do sânscrito, padma) (Nelimbonaceae nucifera) nasce em águas lamacentas e lodosas e representa a beleza que pode nascer nas mais difíceis e obscuras circunstâncias. A flor de Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro. Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bodhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). A beleza de uma flor de lótus é encantadora. Com suas pétalas que podem ser brancas, cor-de-rosa, branca com bordas rosadas, são de uma delicadeza inconfundível. Curiosamente mantém a sua temperatura em trinta e cinco graus como a do corpo humano, suas pétalas são autolimpantes, isto é, repelem microorganismos e poeira, e quando morrem estas se secam e não caem. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais de cinco mil anos sem água, somente esperando a condição ideal de umidade para germinar. É olhada com respeito e veneração pelos povos orientais. Na Índia, a planta também está relacionada com a criação do mundo. De acordo com as escrituras indianas foi do umbigo do Deus Vishnu que teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, isto é, Brahm , o criador do cosmo. Nas gravuras indianas deuses costumam aparecer em pé ou sentado sobre

a flor. Isso ocorre com as representações do deus elefante, Ganesha, de Lakshmi - a deusa da prosperidade, e de Shiva - o destruidor. Também existe a crença de que o conhecimento espiritual supremo é comparado ao florescimento de uma flor de lótus na cabeça.

Segundo o Mestre Sri Sri Ravi Shankar, os lugares de Mestres iluminados eram chamados de “ashrama”. “Ashrama”, que significa lugar aonde você vai e se livra do seu cansaço (“a” significa “sem”; “shrama” significa “esforços”). Todo cansaço, tanto mental quanto físico, desaparece. Você não tem que lutar para isto. Você não tem de fazer coisa alguma. Apenas senta ali na luz. Há uma vela, uma luz, queimando para você. Você apenas tem de sentar debaixo desta luz. A sua intenção ao criar o ashram de Bangalore foi

Trazer paz para todos aqueles que vierem aqui. Isso é uma benção e um presente capaz de dar conforto e paz na vida. Uma pessoa pode ter dinheiro, comida, mas ter paz na mente é o maior presente dentre todos aqueles que podem ser compartilhados e oferecidos (GAUTIER, 2002, p. 82).

Benzer Belgeler