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5. FİKİRTEPE KENTSEL DÖNÜŞÜM PROJESİ

5.4 Fikirtepe Kentsel Dönüşüm Projesi’nin Sürdürülebilirlik Açısından

O objetivo principal deste trabalho foi realizar um estudo prospectivo de longo prazo sobre a da demanda de aços planos no Brasil, considerando aspectos qualitativos e quantitativos.

Para tanto, utilizamos a técnica prospectiva baseada no método de cenários proposto por Michel Godet que se caracteriza como uma ferramenta que orienta a tomada de decisões diante das múltiplas incertezas que influem no estado futuro de um sistema.

Para atingir o referido propósito, utilizamos o método PROSPEX, idealizado por Eduardo Marques, cuja proposta em relação aos estudos de futuro se viabiliza através da estruturação da incerteza, da redução da complexidade do estudo e do respeito à sua organicidade.

Adequado à metodologia, efetuamos uma descrição retrospectiva e um diagnóstico da demanda de aços planos no Brasil, estudando as variáveis de naturezas econômica, social, política e suas inter-relações que tivessem relevância para o problema de pesquisa e conseqüentemente na identificação de cenários plausíveis.

Também identificamos os atores mais proeminentes mediante a análise de suas estratégias e a análise de suas influências sobre as variáveis, isto é, como e qual o impacto ocasionado por um ator sobre o comportamento futuro de uma ou mais variáveis.

Em seguida através de uma análise estrutural, utilizando a matriz morfológica, identificamos combinações coerentes de estados futuros para a demanda de aços planos, culminando com dois cenários contrastantes, demanda crescente e sustentável e demanda estabilizada, que nos permitiram avaliar futuros diferentes e suas respectivas conseqüências.

Porém, como em todo processo de construção de cenários deve-se procurar avaliar quantitativamente as variáveis, os cenários qualitativos acima revelados foram

submetidos a um modelo macroeconômico de projeção, o Projetar_e, que calculou o comportamento futuro do PIB até o ano de 2015, a partir de comportamentos futuros, coerentes entre si, das variáveis exógenas poupança interna (P), relação capital/produto (K/Y) da corrente de comércio (X+M) e dos saldos da balança comercial brasileira. É o que se denominou de Econometria Prospectiva. Uma junção concreta da prospectiva e da econometria, gerando resultados quantitativos a partir de cenários qualitativos.

Em seguida, concluímos que existe uma a forte relação de causalidade do PIB sobre o nível de consumo de aços planos e identificamos uma equação de regressão linear para a demanda de aços planos no Brasil.

Adiante, com base na equação de regressão linear obtida, o consumo aparente de aços planos no Brasil pôde ser projetado, de acordo com cada cenário: Demanda crescente e sustentável com integração competitiva e Demanda estabilizada com crise continuada

Ainda comparamos os cenários identificados neste estudo com os cenários projetados pelo IBS, cujos resultados apresentaram diferenças significativas, pois o mais otimista deles (integração competitiva) apresenta para o crescimento do consumo de aços planos um resultado de 6,8% (1, 4 milhões de toneladas) menor que o cenário conservador e 9,8% (2,1 milhões de toneladas) abaixo da projeção realista do IBS. Já o nosso cenário mais pessimista (crise continuada), demonstrou uma maior diferença, representado 24,2% (5,0 milhões de toneladas) abaixo do cenário conservador e 26,6% (5,7 milhões de toneladas) menor que o cenário realista.

Podemos concluir, então, que os cenários projetivos do IBS somente se concretizarão, considerando as diferenças de tonelagem apresentadas e uma elasticidade-renda histórica de 2,1 da demanda, se o PIB brasileiro crescer em média de 0,7% (cenário conservador) a 2,7% (cenário realista) ao ano acima do PIB’s projetados neste estudo prospectivo, cabendo aqui, portanto, uma reflexão sobre a exeqüibilidade dos cenários da demanda de aços planos no Brasil identificados pelo IBS, tendo em vista que os mesmos são de caráter projetivos,

baseados em dados históricos e não levam em consideração o comportamento futuro das variáveis que são determinantes na formação do Produto Interno Bruto do Brasil.

Assim, o estudo revelou dois cenários a seguir com suas respectivas sínteses e conclusões:

1. Demanda crescente e sustentável com integração competitiva

O Brasil mantém a essência da política macroeconômica e cresce o nível da poupança interna apesar da sua limitação.

A relação capital/produto reflete uma economia cada vez mais eficiente e o país continua o processo de alinhamento com a economia globalizada e em condição de competir internacionalmente.

A idéia-força do cenário é a integração competitiva do BNDES: a economia brasileira integrada com eficiência na economia internacional, com capacidade de competir, apesar de problemas com China e outros.

Neste cenário, portanto, o PIB cresce moderadamente, em média 4,7% no período 2010-2015, principalmente se comparado com os demais países emergentes, e a demanda de aços planos no Brasil cresce a uma taxa média de 7,5% ao ano até 2015, mas apresenta índices de crescimento inferiores aos apresentados nos últimos anos.

2. Demanda estabilizada com crise continuada

O país altera a condução da sua política macroeconômica, adotando uma linha mais estatizante e paternalista e o baixo nível da poupança interna reflete a manutenção da incapacidade do governo e do setor privado de poupar, de acordo com um padrão histórico brasileiro.

A relação capital/ produto reflete uma economia de baixa produtividade em relação às economias desenvolvidas. A infra-estrutura econômica nacional não se moderniza e é forte o peso de investimentos de baixa produtividade, inclusive os de natureza compensatórios com o propósito de mitigar as distorções sociais.

O comércio exterior enfrenta dificuldades na superação da crise internacional e a tendência é de haver concentração na exportação de commodities. Neste contexto, a modernização da infra-estrutura econômica se faz de maneira lenta, não havendo maior diversificação da pauta de exportação. O volume de trocas internacionais mantém um patamar que permite a manutenção de um fraco nível de superávit na balança de pagamentos.

A idéia-força do cenário é que a crise internacional não é resolvida e os seus reflexos são evidenciados na economia globalizada. Assim, a corrente de comércio fica prejudicada, a produtividade não se desenvolve muito, o PIB cresce pouco. O saldo comercial oscila perto de zero, ou seja, não se obtém uma série regular de superávit comercial nem de déficit.

Então neste cenário o PIB cresce pouco, em média 2,0% no período 2010-2015 e a demanda de aços planos no Brasil praticamente acompanha o crescimento econômico do Brasil, em torno de 3,0% ao ano em média, portanto, com taxas de crescimento bem inferiores às apresentadas nos últimos anos, refletindo os efeitos da crise internacional iniciada em setembro de 2008 e ainda não solucionada.

Enfim, O processo de elaboração de cenários se baseia no trabalho em equipe, durante o qual os participantes têm a oportunidade de melhor entender de que maneira o comportamento futuro incerto de variáveis relevantes poderá afetar o negócio da empresa. Em conseqüência, aprimora-se o processo decisório na organização. Esta observação nos leva a sugerir como linha de pesquisa a integração de métodos qualitativos, que são aplicados por intermédio das discussões em grupo, com métodos quantitativos, mas formalizando a ligação, isto é, introduzindo um elo formal, provavelmente qualitativo, que ligue os resultados qualitativos, como no nosso caso a matriz morfológica, com parâmetros quantitativos (como no nosso caso os parâmetros exógenos do modelo Projetar_e).

Outra recomendação importante para os estudos de futuro que dizem respeito ao consumo de aço plano no Brasil seria uma investigação mais aprofundada por parte das empresas participantes da cadeia de valor, introduzindo a técnica prospectiva de elaboração de cenários apresentada neste estudo, acoplada aos seus respectivos planejamentos estratégicos, para melhor entender e melhorar a qualidade das suas decisões quanto às estimativas de demanda de seus produtos que utilizam o aço plano como matéria-prima essencial nos seus processos produtivos.

Finalmente, outra linha de pesquisa interessante conduziria ao desenvolvimento de um tratamento setorial, isto é, utilizar os recursos da estrutura do modelo Projetar_e para estudar e projetar a demanda de aços planos no Brasil por setor econômico. Isto permitiria, por exemplo, um melhor planejamento por parte das usinas siderúrgicas na definição de novos projetos de investimentos em capacidade produtiva e modernização tecnológica e, conseqüentemente, na melhor adequação da oferta à demanda de aços planos para os diversos setores da economia.

Benzer Belgeler