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5. Temel c errahi prensiplere uyulması

2.4.3. Fibrinolitik Sistem

A PNAPO é um marco na efetivação dos modelos agroecológicos como política/proposta de desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar. Os sistemas de produção agroecológicos visam promover maior autonomia e soberania dos agricultores e a segurança alimentar e nutricional de toda sociedade, aliadas à produção de alimentos saudáveis e a preservação dos recursos naturais e culturas locais. Instituída pelo Decreto nº 7.794/2012, com o objetivo de integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica, que contribuam para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis. Entre as diretrizes da PNAPO, podemos observar pontos em que a conservação e uso das sementes locais, tradicionais e crioulas contribuem para o cumprimento de algumas das suas metas (Artigo 3º).

Através do estímulo às experiências locais de uso e conservação dos recursos genéticos vegetais e animais através do manejo de raças e variedades locais, tradicionais ou crioulas pelos agricultores familiares e comunidades tradicionais, preservam-se agrobiodiversidade e os produtos da sociobiodiversidade. Assim, são promovidas: a soberania e segurança alimentar e nutricional, o uso sustentável dos recursos naturais, a adoção de práticas culturais que reduzam a dependência de insumos externos para a produção, e sistemas justos e sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos. Portanto, as experiências locais de uso e conservação de raças e variedades locais também aperfeiçoaram as funções econômica, social e ambiental da agricultura e do extrativismo florestal. O processo de gestão da PNAPO é distribuído entre duas instâncias:

A Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO) tem a responsabilidade de elaborar e executar o PLANAPO no âmbito governamental articulando os diferentes órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, sendo composta pela Secretaria-Geral da Presidência da República e pelos seguintes Ministérios: MDA; MAPA; MDS; Ministério do Meio

Ambiente (MMA); Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA); Ministério da Saúde (MS); Ministério da Educação (ME); Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); e Ministério da Fazenda (MF).

A Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) é um órgão de composição paritária entre governo e sociedade civil organizada. Um espaço de diálogo, participação e controle social da PNAPO. São quatorze representantes divididos entre os seguintes órgãos e entidades do governo: Secretaria Geral da Presidência da República; MAPA; MDA; MS; ME; MCTI; MDS; MMA; e MPA.

Entre as competências da CNAPO está constituir subcomissões temáticas que reunirão setores governamentais e da sociedade, para propor e subsidiar a tomada de decisão sobre temas específicos no âmbito da PNAPO.

Segundo o Decreto nº 7.794/2012, os instrumentos de execução da PNAPO são: Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – PLANAPO; crédito rural e demais mecanismos de financiamento; seguro agrícola e de renda; preços agrícolas e extrativistas, incluídos mecanismos de regulação e compensação de preços nas aquisições ou subvenções; compras governamentais; medidas fiscais e tributárias; pesquisa e inovação científica e tecnológica; assistência técnica e extensão rural; formação profissional e educação; mecanismos de controle da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica; e sistemas de monitoramento e avaliação da produção orgânica e de base agroecológica.

2.1.1 Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - PLANAPO

O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO)é o principal instrumento de execução da PNAPO, integra programas de dez Ministérios parceiros com o objetivo de articular e implementar programas e ações indutoras da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica. O Plano busca a melhoria da qualidade de vida da população por meio da oferta e consumo de alimentos saudáveis e do uso sustentável dos recursos naturais (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, 2013).

Essa política pública do Governo Federal foi elaborada sob um intensivo debate e participação de organizações da sociedade civil. Esse processo envolveu diferentes órgãos de governo e dos movimentos sociais do campo e da floresta para o benefício de agricultoras e agricultores, assentadas e assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, incluindo a juventude rural, e suas organizações econômicas em busca de fortalecer ou modificar suas práticas produtivas para sistemas agroecológicos ou orgânicos de produção (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, 2013).

As ações articuladas dos dez ministérios parceiros no Plano formam um conjunto de 125 iniciativas, distribuídas em 14 metas e organizadas a partir de quatro eixos estratégicos (BRASIL, 2013): I. Produção; II. Uso e Conservação de Recursos Naturais; III. Conhecimento; IV. Comercialização e Consumo. No detalhamento das iniciativas da Planapo, identificamos quatorze que estão relacionadas à estratégias de uso e conservação de sementes crioulas ou varietais de interesse da agroecologia e produção orgânica. Essas quatorze iniciativas estão reunidas nos seguintes eixos: três no eixo I, dez no eixo II e uma no eixo IV. Notamos que nenhuma iniciativa está no eixo III, apesar do uso e conservação das sementes locais ser preservado pelos conhecimentos das comunidades tradicionais.

Essas iniciativas contemplaram a estruturação de bancos comunitários de sementes, a formação de guardiões de sementes, o mapeamento de variedades apropriadas à produção orgânica, o mapeamento de organizações e redes envolvidas com a conservação e uso da agrobiodiversidade, o acesso aos bancos de germoplasma da Embrapa pelos agricultores e suas organizações, a realização de ensaios participativos de avaliação de sementes junto às redes, o mapeamento de variedades crioulas em Unidades de Conservação de Uso Sustentável, a validação de tecnologias alternativas adequadas aos sistemas orgânicos de produção para a conservação de sementes, o aprimoramento de mecanismos para compra e distribuição de sementes de variedades crioulas e outros materiais de propagação pelo PAA e chamadas para Organizações Produtivas de Mulheres Rurais.

Nos três anos de execução do primeiro PLANAPO, até 2015, somaram R$ 8,8 bilhões de recursos a serem aplicados pelos ministérios. Para a aquisição e distribuição de recursos genéticos, vegetais e animais, especialmente sementes crioulas, varietais, orgânicas e agroecológicas, pelo PAA, foram reservados R$ 150 milhões. Para a implementação de infraestrutura de bancos e casas de sementes comunitárias foram reservados R$ 17,1 milhões (BRASIL, 2013).

2.1.2 Subcomissão Temática de Sementes

Entre as competências da CNAPO está a de constituir subcomissões temáticas que reúnam setores governamentais e da sociedade para propor e subsidiar decisões sobre temas específicos no âmbito da PNAPO. Assim, a Subcomissão Temática de Sementes (ST Sementes) foi instituída para proporcionar um espaço de diálogo entre os representantes do governo e de entidades representantes da agricultura familiar para subsidiar e formular as tomadas de decisões políticas que incidam sobre o acesso, a conservação e o uso da agrobiodiversidade. Os órgãos do governo que participaram da ST Sementes no período do estudo foram: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Conab, MAPA, MMA, MDA, SFA, MDS e Embrapa.

As organizações representantes da agricultura familiar e da sociedade civil são as seguintes: Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA-PB), Rede Ecovida, Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica (ABD), Bionatur, Terra de direitos, Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA).

Através da consulta as atas das reuniões da ST Sementes no período da pesquisa destacaram-se os seguintes encaminhamentos: regulamentação da modalidade de Sementes do PAA, processo de abertura do banco de germoplasma da Embrapa para acesso dos agricultores à materiais que sejam indicados para o cultivo agroecológico, acompanhamento das iniciativas de responsabilidade do Mapa, relatos de eventos relacionados a temática da

agrobiodiversidade, monitoramento dos PL em tramitação no Congresso Nacional e a apreciação de matérias recorrentes em torno das iniciativas da Planapo, como por exemplo a aprovação do Programa Nacional da Redução de Agrotóxicos (Pronara). A ST Sementes também ficou encarregada de coordenar e gerir o Programa Nacional de Sementes para a Agricultura Familiar.

Benzer Belgeler