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PERFORMANS BİLGİLERİ

D. İNSAN KAYNAKLARI

II- PERFORMANS BİLGİLERİ

Antes de prosseguirmos, cabe definir alguns termos recorrentes e essenciais em nossa discussão.

Comunidades terapêuticas – são locais de tratamento para dependentes de álcool e/ou drogas, em regime de internação, geralmente voluntária. O objetivo do tratamento é a abstinência total das substâncias ou drogas em relação às quais os indivíduos apresentam a dependência.

Conselheiros em dependência química – são dependentes químicos que se encontram “limpos”, ou seja, abstinentes à(s) droga(s) e/ou ao álcool, por um período de tempo satisfatório (em média, um ano), que prestam serviços nas comunidades terapêuticas como monitores de tratamento e prevenção, seguindo o modelo psicossocial, pautado na convivência entre pares e grupos de mútua ajuda.

Monitores – são internos em recuperação na CT que, no resgate de suas competências, tornam-se colaboradores da equipe de tratamento, auxiliando de diversas formas nas atividades realizadas; por exemplo: monitor de horta e jardinagem, de oficinas de reciclagem e pintura, limpeza, cozinha, organização de grupos (auxiliando tanto na formação do grupo quanto como coterapeuta do conselheiro coordenador de grupos), etc. Geralmente, os monitores após um ano de abstinência e treinamento na CT tornam-se “conselheiros de CT” para dependentes de drogas.

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Cuidadores – são monitores que, apesar de não terem sido dependentes químicos, apresentam uma disponibilidade interna ou aspectos resilientes, geralmente desenvolvidos indiretamente no envolvimento com a drogadicção, que servem como facilitadores no trabalho com dependentes químicos; são, normalmente, auxiliares ou técnicos de enfermagem.

Vulnerabilidade social – utilizamos em nosso trabalho o conceito de Vignoli e Figueira (2001), que pode ser definido como o resultado negativo da relação entre a disponibilidade dos recursos, capital social e cultural, ou seja, materiais ou simbólicos, dos atores, sejam eles indivíduos ou grupos, e o acesso a esta estrutura de oportunidades sociais, econômicas, culturais que provêm do Estado, do mercado e da sociedade. Esse resultado se traduz em debilidades ou desvantagens para o desempenho e a mobilidade social dos atores, contribuindo para a violência, drogadicção, criminalidade, analfabetismo, desemprego, etc.

48 2. RELEVÂNCIA DO TEMA

É de consenso entre os diversos autores especialistas em dependência de drogas o trabalho com as famílias dos drogadictos. Em nossa pesquisa, interessou-nos o trabalho das comunidades terapêuticas para a recuperação de dependentes de drogas, por serem importante recurso para esta finalidade, abarcando um grande número de indivíduos nesta situação que procuram recuperação de forma espontânea. É sabido que é grande a procura de dependentes de drogas e suas famílias – principalmente da camada social mais vulnerável – a estas comunidades, principalmente mobilizados pela Fé ou pela falta de recursos econômicos ou de oferta de serviços de saúde e social para dar atendimento a esta demanda. No Brasil, a maioria destas comunidades é de ordem religiosa, católicas, evangélicas ou protestantes, sendo grande o número de comunidades religiosas que não aceitam o tratamento médico ou psicológico, tendo como base principal e única a fé em Deus. “O encontro com Deus é a solução de todos os males do espírito e da carne”, comenta um pastor evangélico, coordenador de CT.

A maioria dos participantes de nossa pesquisa vem deste contexto religioso e é de grande interesse para nós entendermos como estes CDQs, sendo em sua maior parte tratados neste modelo de comunidade religiosa, lidam com as famílias dos dependentes químicos, e qual a sua disposição interna para o trabalho com famílias de drogadictos.

Abaixo, apresentamos algumas referências que nos mostram o importante papel destas comunidades religiosas no Brasil, independentemente de serem a favor ou contra o modelo utilizado por especialista em dependência química.

Estudos epidemiológicos quantitativos associam a religiosidade à maior proteção ao consumo de drogas e a melhores índices de recuperação em tratamento médico para dependência de drogas (Dalgalarrondo, Soldera, Correa Filho & Silva; CAM, 2004).

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Segundo Hodge Cardenas Montoya (2001), a religiosidade atua como protetora ao consumo de drogas para aqueles que estão de alguma forma ligados a uma religião, ou como praticante regular ou guardador dos preceitos religiosos, ou que tiveram educação religiosa formal na infância.

Segundo Sanchez, Oliveira & Nappo (2004), no Brasil, um estudo mostrou que a maior diferença entre adolescentes usuários e não-usuários de drogas psicotrópicas, de classe socioeconômica baixa, era a sua religiosidade e a de sua família. Observou-se que 81% dos não-usuários praticavam a religião professada por vontade própria e admiração e que apenas 13% dos usuários de drogas tinham este mesmo comportamento religioso.

Silva, Malbergier & Stempliuk (2006) referem que uma pesquisa com estudantes universitários em São Paulo mostrou que alunos com renda familiar alta e sem religião apresentavam maior risco para o consumo de drogas em relação aos religiosos. O mesmo estudo identificou a ausência de bebedores excessivos entre espíritas e protestantes que professam suas religiões.

Richard et al. (2000) afirmam que a frequência regular à religião professada contribui para a diminuição do consumo de drogas, como a cocaína, e prevenção à recaída ao uso de drogas.

Alguns autores sugerem que a religiosidade pode auxiliar no processo de recuperação de dependentes de drogas principalmente pelo acolhimento e apoio oferecidos, como uma rede de proteção que contribui para o resgate de sua identidade, cidadania e auto-estima, com um valor de enriquecimento social por meio do convívio e dos novos vínculos adquiridos.

Richard et al. (2000) realizou uma pesquisa com ex-usuários de drogas que haviam utilizado recursos religiosos não-médicos para tratar a dependência de drogas, abstinentes há pelo menos seis meses. Foram analisados três grupos religiosos: católicos, evangélicos e espíritas. Segundo o autor, houve diferenças no suporte ao dependente de drogas em cada grupo. Os evangélicos foram os que mais utilizaram a religião como forma

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exclusiva de tratamento, não aceitando nenhum tipo de tratamento médico e farmacológico. Os espíritas foram os que buscaram mais apoio terapêutico à dependência de álcool, simultaneamente ao tratamento convencional, justificado pelo maior poder aquisitivo. Os católicos utilizaram mais a terapêutica religiosa exclusiva, mas relataram menos repulsa a um possível tratamento médico. A importância dada à oração como método ansiolítico era comum nos três tratamentos. Segundo os entrevistados, o que os manteve na abstinência do consumo de drogas foi mais do que a fé religiosa. Contribuíram para isso o suporte, a pressão positiva e o acolhimento recebido no grupo, e a oferta de reestruturação da vida com o apoio incondicional dos líderes religiosos.

Cabe acrescentar que é importante, também, contemplar um trabalho com famílias destes pacientes em CTs, pois tem sido consenso entre os especialistas em drogadicção a necessidade de participação da família no tratamento e manejo dos problemas do usuário de drogas. Em 1999, um grupo de estudo da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) foi criado com o objetivo de pensar o papel da família no tratamento do dependente químico, mostrando a importância de sua participação no processo de recuperação e na inserção sociofamiliar deste indivíduo.

Apesar dessa constatação, as comunidades terapêuticas – responsáveis pelo tratamento de uma importante parcela da população de dependentes químicos –, durante o período de internação dos indivíduos, que é, em média, de nove meses, geralmente chegam a proibir ou restringir muito o contato com os familiares.

Não temos interesse em modificar a conduta terapêutica destas instituições, contudo, com base em pesquisas na área de drogadicção e em resultados obtidos por meio de nossa prática clínica, no acompanhamento de vários pacientes nestes serviços, assim como pelo contato permanente, nestes últimos dez anos de trabalho, com a problemática das drogas, temos observado uma crescente demanda para o atendimento de famílias, solicitado por pacientes, familiares, conselheiros e outros cuidadores. É relevante dizer que as comunidades terapêuticas apresentam um índice de recuperação

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semelhante aos outros modelos de tratamento para dependência química. Com base nessas informações, nossa hipótese é que uma abordagem em nível familiar poderia melhorar o índice de adesão e a recuperação nestas comunidades terapêuticas, tornando-as um recurso diferenciado de intervenção em dependência química.

Gráfico 1: Atores que participam no tratamento e prevenção da dependência de drogas em CAPS ad (álcool e drogas), modelo de atendimento e prevenção à dependência química preconizado pelo Ministério da Saúde.

Gráfico 2: Atores que participam no tratamento e prevenção da dependência de drogas na CT AEP

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Benzer Belgeler