• Sonuç bulunamadı

Uma empresa e qualquer organização, principalmente por pressões externas, e para ganhos de competitividade, devem atender a determinados requisitos de responsabilidade social corporativa, mais precisamente, de cidadania corporativa.

O conceito de responsabilidade social corporativo envolve dimensões importantes, como suas práticas, a relação com seus stakeholders e o conceito de cidadania corporativa.

As empresas estão mudando suas perspectivas e alinhando suas estratégias com questões que vão além do que é regulamentado.

A partir dos conceitos delineados no estudo e do Modelo de Cidadania de Mirvis e Googins (2006), tornou-se possível identificar o estágio de cidadania empresarial da empresa Galvão Engenharia, o objetivo geral do estudo.

De acordo com as proposições de Mirvis e Googins (2006), uma organização é impulsionada a mover-se dentre estágios de desenvolvimento quanto a inúmeras dimensões. Para Mirvis e Googins (2006), o desenvolvimento da cidadania no âmbito organizacional pode ser estabelecido a partir de um processo composto por estágios, que reúnem recursos internos aplicados aos desafios ambientais, estimulando o desenvolvimento. Para identificar em que estágio de cidadania corporativa uma empresa encontra-se, faz-se necessária uma análise das sete dimensões propostas pelos autores: conceito de cidadania; intenção estratégica; liderança; estrutura; questões gerenciais; relações com stakeholders e; transparência. Então, a partir desses conceitos, a Galvão Engenharia foi analisada.

A empresa apresentou características diversas, não podendo ser definido o estágio específico em que se encontra. Isso significa que a empresa está desenvolvendo-se com o intuito de inserir-se cada vez mais nas questões socioambientais, visando a sustentabilidade. Como Mirvis e Googins (2006) apontam, a maioria das empresas está em fase de transição quanto à cidadania corporativa, cujas práticas apresentam-se em estágios diferenciados, ou seja, a Galvão Engenharia situa-se em uma condição normal de cidadania. Logo, o primeiro pressuposto do estudo “a empresa do setor de construção civil encontra-se no estágio engajado quanto ao processo de contratação de assistidos” não foi confirmado.

A empresa apresentou algumas características que a situaram no estágio elementar de cidadania quanto à sua estrutura e transparência; no estágio engajado com relação à sua liderança e relações com stekaholders; e no estágio inovativo por seu conceito de cidadania. A intenção estratégica e as questões gerenciais encontram-se em um momento de transição, com

a empresa desenvolvendo sua capacidade para institucionalizar e operar de forma mais adequada as suas questões socioambientais. Por isso, destaca-se entre os estágios engajado e inovativo.

As discussões sobre o sistema penitenciário brasileiro têm sido polêmicas, principalmente pela sensação de insegurança da sociedade. Frente a essa questão, diversos autores tratam da falência do sistema brasileiro. Indo a falência ou não, uma das respostas que surgiram para a situação, foi a ressocialização de apenados.

Com base no estudo de Julião (2010), que assumiu que a educação e a profissionalização do apenado podem garantir as condições para o seu (re)ingresso no trabalho e, consequentemente, para a ressocialização, o estudo se propôs a identificar as estratégias de ressocialização adotadas pela Galvão Engenharia por meio do Programa Mãos que Constroem e; descrever a influência do trabalho, educação e qualificação na vida de um apenado.

A Galvão Engenharia adotou como estratégias de ressocialização a contratação dos apenados como mão de obra, assumindo a responsabilidade de inseri-los no regime celetista; a qualificação profissional, dando a oportunidade de crescimento na própria empresa, como é o caso do E6, que participou das duas obras, Arena Castelão e Complexo Olímpico, começando como ajudante e atuando no momento como sinaleiro de grua; e a educação, permitindo que os apenados tivessem acesso ao Programa da empresa denominado Construindo o Saber, que incentiva seus operários a concluírem o ensino fundamental.

Quanto à influência do trabalho, da educação e da qualificação na vida dos apenados, ficou evidente como o trabalho tem um impacto positivo em seu processo de ressocialização. Todos os apenados e egressos entrevistados agradeceram muito pela oportunidade que estavam tendo, e definirem o trabalho como a oportunidade para almejar um novo caminho. Apesar das declarações terem sido focadas no trabalho, mesmo que o apenado não perceba, educação e qualificação estão diretamente envolvidas, pois para trabalhar são feitas exigências de educação e qualificação. Dentre os três, as prioridades seguem a ordem de: trabalho, qualificação e educação.

Para os dois objetivos específicos descritos acima, foram vinculados os seguintes pressupostos: trabalho é a principal estratégia adotada pela empresa com o objetivo de ressocialização; para os apenados, o trabalho é importante para o seu retorno ao convívio social.

Trabalho, educação e qualificação foram as estratégias de ressocialização abordadas pela Galvão Engenharia, e essas três vertentes demonstraram ter importâncias

diferenciadas para os apenados, destacando, por ordem de importância, o trabalho, a qualificação e, por último, a educação, cujo devido destaque não foi dado.

Para atender ao último objetivo do estudo - descrever o processo de ressocialização desenvolvido pela parceria governo e empresa – foi realizada a descrição da parceria entre a Galvão Engenharia e a Sejus, identificando uma relação interativa, indicando que os apenados e egressos pressionam à Sejus por oportunidades, a Sejus, por sua vez, tenta exercer sua influência nas empresas, e ao final, se acatar, as empresas darão oportunidades de emprego aos apenados e egressos. Então, o pressuposto de que para fins de ressocialização, as iniciativas surgem primeiramente de órgãos de responsabilidade, seguido pelos apenados e empresas teria que ser substituído pela seguinte ordem: apenados, órgãos de responsabilidade e empresas.

Destarte, a questão de pesquisa “De que forma a empresa do setor de construção civil – Galvão Engenharia - está incorporando e proporcionando a ressocialização de apenados do sistema prisional nas suas práticas de cidadania?” pôde ser respondida, pois a Galvão, partindo de uma obrigatoriedade, devido o que foi determinado no termo de acordo de cooperação – a contratação de apenados e egressos do sistema prisional – teve a iniciativa de dar continuidade ao Programa em outra obra dando oportunidades igualitárias que permitem o retorno do indivíduo à sociedade.

Para estudos futuros, recomenda-se a adoção de estratégia de pesquisa de estudo de casos múltiplos, identificando os estágios de cidadania de cada empresa e realizando um comparativo; como também uma amostra maior de apenados.

O estudo também apresentou algumas dificuldades, principalmente quanto ao acesso às empresas e aos apenados. Devido a vulnerabilidades das pessoas envolvidas e do assunto, algumas dificuldades foram impostas e o estudo não pode ser realizado da forma pretendida inicialmente.

REFERÊNCIAS

ABREU, Mônica Cavalcanti Sá de; CASTRO, Felipe de; SOARES, Francisco de Assis; SILVA FILHO, José Carlos Lázaro da. A comparative understanding of corporate social responsibility of textile firms in Brazil and China. Journal of Cleaner Production, v. 20, p. 119-126, 2012.

ABREU, Mônica Cavalcanti Sá de; LIMA, Bruno Chaves Correia; SILVA, Verbena Maria Medeiros da; CUNHA, Larissa Teixeira da. O exercício da cidadania corporativa contribuindo para a transformação da realidade social da comunidade Serviluz. Revista Brasileira de Estratégia (REBRAE), Curitiba, v. 6, n. 2, p. 165-177, maio/ago. 2013.

AGÊNCIA DA BOA NOTÍCIA. Termo de cooperação emprega mão de obra carcerária em obras do metrô de Fortaleza. 2014. Disponível em:

<http://www.boanoticia.org.br/noticias_detalhes.php?cod_noticia=6409&cod_secao=1>. Acesso em: 12 nov. 2014.

AGUILERA, R. V.; RUPP, D. E.; WILLIAMS, C. A.; GANAPATHI, J. Putting the S back in corporate social responsibility: a multilevel theory of social change in organizations.

Academy of Management Review, v. 32, n. 3, p. 836-863, 2007.

ALIGLERI, Lilian; ALIGLERI, Luiz Antonio; KRUGLIANSKAS, Isak. Gestão

Socioambiental: Responsabilidade e Sustentabilidade do Negócio. São Paulo: Atlas, 2009.

ASHLEY, Patricia Almeida (Coord.) et al. Ética e responsabilidade social nos negócios. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

ASHLEY, Patricia Almeida ASHLEY; COUTINHO, Renata Buarque Goulart, TOMEI, Patricia Amélia. Responsabilidade social corporativa e cidadania Empresarial: uma análise conceitual comparativa1. In: Encontro da ANPAD, 24., 2000, Florianópolis. Anais… Florianópolis: ANPAD, 2000.

ASSIS, Rafael Damaceno de. A Realidade Atual do Sistema Penitenciário Brasileiro. Revista CEJ, n. 39, p. 74-78, out./dez. 2007.

BARNEA, Amir; RUBIN, Amir. Corporate Social Responsibility as a Conflict Between Shareholders. Journal of Business Ethics, 2010.

BARRETO, Mariana Leonesy da Silveira Depois das Grades: um Reflexo da Cultura Prisional em Indivíduos Libertos. Psicologia, Ciência e Profissão, v. 26, n. 4, p. 582-593, 2006.

BAUER, Martin; GASKELL, George (eds.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

BAUGHN, C. Christopher; BODIE, Nancy L. (Dusty); MCINTOSH, John C. Corporate Social and Environmental Responsibility in Asian Countries and Other Geographical

Regions. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, v. 14, p. 189- 205, 2007.

BITENCOURT, Cezar Roberto. Falência da Pena de Prisão: Causas e Alternativas. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

BLOWFIELD, Michael. Corporate Social Responsibility: reinventing the meaning of development? International Affairs, v. 81, n. 3, p. 515-524, 2005.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 1988. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm >. Acesso em: 12 mar. 2013.

BRASIL. Decreto-Lei nº 2.848, de 07 de dezembro de 1940. Código Penal, Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 1940. Disponível em:

<https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm>. Acesso em: 20 jan. 2013. BRASIL. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal,

Presidência da República, Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos, 1984. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm>. Acesso em: 20 jan. 2013. BRASIL. Termo de Acordo de Cooperação Técnica Nº. 001/2010. Acordo de cooperação técnica que entre si celebram o Conselho Nacional de Justiça, órgãos e entidades participantes da matriz de responsabilidades e da consecução das tratativas para realização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014 para os fins que especifica (processo CNJ nº. 338.576). Conselho Nacional de Justiça, 2010. Disponível em:

<http://www.cnj.jus.br/images/acordos_termos/ACOT_001_2010.pdf>. Acesso em: 12 mar. 2013.

BURCHELL, Jon; COOK, Joanne. Confronting the “corporate citizen”: Shaping the

discourse of corporate social responsibility. International Journal of Sociology and Social Policy, v. 26, n. ¾, p. 121-137, 2006.

CARROLL, Archie B. A Three-Dimensional Conceptual Model of Corporate Performance. The Academy of Management Review, v. 4, n. 4, p. 497-505, out. 1979.

CARROLL, Archie B. Corporate Social Responsibility: Evolution of a Definitional Construct. Business & Society, v. 38, n. 3, p. 268-295, Sept. 1999.

CARROLL, Archie B. The Four Faces of Corporate Citizenship. Business and Society Review, v. 100, n. 101, p. 1–7, 1998.

CARROLL, Archie B. The Pyramid of Corporate Social Responsibility: Toward the Moral Management of Organizational Stakeholders. Business Horizons, Jul./Aug. 1991.

CBIC. Um panorama da atuação social da Indústria da Construção. Brasília, 2011. CLARKSON, M. B. E. A stakeholder framework for analysing and evaluating corporate social performance. Academy of Management Review, v. 20, n. 1, p. 92-117, 1995.

COLLIS, J.; HUSSEY, R. Pesquisa em administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

COOPER, Donald R.; SCHINDLER, Pamela S. Métodos de Pesquisa em Administração. 10. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

CORRÊA, Lásaro Roberto. Sustentabilidade na Construção Civil. 2009. 70 f. Monografia (Especialização em Construção Civil) – Escola de Engenharia UFMG, Belo Horizonte, 2009. CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa: Método Qualitativo, Quantitativo e Misto. 3. ed. São Paulo: Artmed, 2010.

CRUZ, Francisco José Albuquerque; CABRAL, Augusto Cézar de Aquino; PESSOA, Maria Naiula Monteiro; SANTOS, Sandra Maria dos. Relações entre responsabilidade social interna e comprometimento organizacional: um estudo em empresas prestadoras de serviços. Revista Brasileira de Administração Científica, v.3, n.3, jul./dez. 2012.

DAVIS, Keith. Understanding the social responsibility puzzle: What does the businessman owe to society? Business Horizon, v. 10, n. 4, p. 45-50, 1967.

DIÁRIO DO NORDESTE. Governo usará mão-de-obra carcerária em obras de mobilidade para a Copa do Mundo. 2013. Disponível em:

<http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/gov erno-usara-mao-de- obra-carceraria-em-obras-de-mobilidade-para-a-copa-do-mundo-1.827334>. Acesso em: 23 maio 2014.

DUARTE, Vergílio Rios. Reinserção de egressos do sistema prisional frente ao Programa “Começar de Novo” do Conselho Nacional de Justiça. II Seminário de Ciências Sociais Aplicadas, 2010.

EPSTEIN, Edwin M. Business Ethics, Corporate Good Citizenship and the Corporate Social Policy Process: A View from the United States*. Journal of Business Ethics, v. 8, p. 583- 595, 1989.

FERREIRA, Helder; FONTOURA, Natália de Oliveira. Sistema de Justiça Criminal no Brasil: Quadro Institucional e um Diagnóstico de sua Atuação. Brasília, mar. 2018.

FLICK, Uwe. Introdução à Pesquisa Qualitativa. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009. FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 40. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.

FREEMAN, R. Edward. Strategic Management: A Stakeholder Approach. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.

FREEMAN, R. Edward; HARRISON, Jeffrey S.; WICKS, Andrew C.; PARMAR, Bidhan L.; COLLE, Simone de. Stakeholder Theory: The state of the art. Cambridge: Cambridge University Press, 2010.

FRIEDMAN, Milton. The Social Responsibility of Business Is to Increase Its Profits. The New York Times Magazine, New York, Sept. 1970.

GALVÃO. Galvão Engenharia Brasil. 2012. Disponível em: <http://www.galvao.com/>. Acesso em: 10 nov. 2013.

GARRIGA, Elisabet; Melé, Domènec. Corporate Social Responsibility Theories: Mapping the Territory. Journal of Business Ethics, v. 53, p. 51-71. 2004.

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Cadeias Públicas. 2008a. Disponível em: <http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/gestao-penintenciaria/39-gestao-penintenciaria/67- cadeiapublica>. Acesso em: 07 out. 2008.

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e Egresso - CISPE. 2013a. Disponível em:

<http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/ressocializacao >. Acesso em: 23 maio 2014. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Efetivo de presos. 2010a. Disponível em: <http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/gestao-penintenciaria/39-gestao-penintenciaria/70- efetivopreso >. Acesso em: 23 maio 2014.

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2009. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2010b. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2011. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2012. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2013b. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Mensagem à Assembleia Legislativa. 2014a. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Sobre a Sejus. 2014b. Disponível em: < http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/secretaria/38/65 >. Acesso em: 23 maio 2014.

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ. Unidades Prisionais. 2008b. Disponível em: <http://www.sejus.ce.gov.br/index.php/gestao-penintenciaria/39-gestao-penintenciaria/69- unidadesprisionais>. Acesso em: 23 maio 2014.

GRUPO GALVÃO. Relatório Anual. 2013. Disponível em:

<http://www.galvao.com/pdfs/relatorioanual/RelAnual2013.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2014. JOHN, Vanderley M.; SILVA, Vanessa Gomes da; AGOPYAN, Vahan. Agenda 21: Uma proposta de discussão para o construbusiness brasileiro. In: Encontro Nacional e Encontro Latino Americano sobre Edificações e Comunidades Sustentáveis, 1, Canela. Anais... ANTAC: Porto Alegre, 2001, p. 1-9.

JULIÃO, Elionaldo Fernandes. O impacto da educação e do trabalho como programas de reinserção social na política de execução penal do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação, v. 1, n. 45, set./dez. 2010.

LEE, Min-Dong Paul. A review of the theories of corporate social responsibility: Its

evolutionary path and the road ahead. Journal of Management Reviews, v. 10, n 1, p. 53-73, 2008.

LONGSDON, Jeanne M.; WOOD, Donna J. Global Business Citizenship and Voluntary Codes of Ethical Conduct. Journal of Business Ethics, v. 59, p. 55–67, 2005.

LIMA, Teresa Cristina Aguiar; CABRAL, Augusto Cézar de Aquino; PESSOA, Maria Naiula Monteiro; SANTOS, Sandra Maria dos; NASCIMENTO, Debora Cardoso do. A

Institucionalização das Práticas de Responsabilidade Social: Um Estudo da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Contextus: Revista Contemporânea de Economia e Gestão, v. 9, n. 1, jan./jun. 2011.

MADEIRA, Lígia Mori. A atuação da sociedade civil na ressocialização de egressos do sistema penitenciário: estudo de caso sobre a FAESP. 2004. 245 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2004. MAIGNAN, Isabelle; FERRELL, O. C. Corporate citizenship as a marketing instrument Concepts, evidence and research directions. European Journal of Marketing, v. 35, n. 3/4, p. 457-484, 2001.

MATTEN, Dirk; CRANE, Andrew. Corporate Citizenship: Towards an extended theoretical conceptualization. International Centre for Corporate Social Responsibility (ICCSR), n. 4, p. 1-28, 2003.

MATTEN, Dirk; CRANE, Andrew. CHAPPLE, Wendy. Behind the Mask: Revealing the True Face of Corporate Citizenship. Journal of Business Ethics, v. 45, p. 109–120, 2003. MCINTOSH, Malcolm; LEIPZIGER, Deborah; JONES, Keith; COLEMAN, Gill. Cidania Corporativa: Estratégias bem-sucedidas para empresas responsáveis. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.

MENDES, Gabriela C.; MOREIRA, Lilian L.; RODRIGUES, Angelo Antonio Davis O. Um estudo sobre a evidenciação da responsabilidade social corporativa na construção civil. Revista Fafibe On-Line, v. 5, n.5, nov. 2012.

MIRVIS, Philip, GOOGINS, Bradley. Stages of Corporate Citizenship. California Management Review. V. 48, n. 2, 2006.

MUNSHI, Natasha Vijay. Conversations on Business Citizenship. Business and Society Review, v. 109, n. 1, p. 89–93, 2004.

OLIVEIRA, José Antonio Puppim de. Empresas na Sociedade: Sustentabilidade e Responsabilidade Social. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

PASTORE, José. Trabalho para ex-infratores. São Paulo: Saraiva, 2011.

PINHEIRO, Manuel Duarte. Construção Sustentável – Mito ou Realidade? In: Congreso Nacional de Engenharia do Ambiente, 7, 2003, Lisboa. Anais... Lisboa: APEA, 2003. PIRES, Armando de Azevedo Caldeira; GATTI, Thérèse Hoffman. A reinserção social e os egressos do sistema prisional por meio de políticas públicas, da educação, do trabalho e da comunidade. Inclusão Social, Brasília, v. 1, n. 2, p. 58-65, abr./set. 2006.

POZZEBON, Fernanda S. de Souza. Aspectos da Prisonização e o Ex-Presidiário. Direito & Justiça, Porto Alegre, v. 33, n. 2, p. 267-278, dez. 2007.

RODRIGUES, Anabela Miranda. Novo olhar sobre a Questão Penitenciária: estatuto jurídico do recluso e socialização, jurisdicionalização, consensualismo e prisão. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2001.

ROSA, Maria Virgínia de Figueiredo Pereira do Couto; ARNOLDI, Marlene Aparecida Gonzalez Colombo. A entrevista na pesquisa qualitativa: mecanismos para validação dos resultados. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

SANTOS, Erivaldo Ribeiro dos. Projeto Começar de Novo. Prêmio Innovare, 7, Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.premioinnovare.com.br/praticas/projeto-comecar-de- novo/>. Acesso em: 24 maio 2013.

SCHNEIDER, Dan Moche. Deposições Irregulares de Resíduos da Construção Civil na Cidade de São Paulo. 2003. 131 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.

SERON, Paulo Cesar. Nos difíceis caminhos da liberdade: estudo sobre o papel do trabalho na vida de egressos do sistema prisional. 2009. 203 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Departamento de Psicologia Social do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009.

SILVA, Roberto da. O que as empresas podem fazer pela reabilitação do preso. São Paulo: Instituto Ethos, 2001.

SILVA, Vanessa Gomes da. Indicadores de sustentabilidade de edifícios: estado da arte e desafios para desenvolvimento no Brasil. Ambiente Construído, v. 7, n. 1, p. 47-66, jan./mar. 2007.

TENÓRIO, Fernando Guilherme (Org.). Responsabilidade Social Empresarial: Teoria e Prática. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.

VIDAVER-COHEN, Deborah; ALTMAN, Barbara W. Corporate Citizenship in the New Millennium: Foundation for an Architecture of Excellence. Business and Society Review, v. 105, n. 1, p. 145-168, 2000.

VIDAVER-COHEN, Deborah. Public-Private Partnership as a Strategy for Crime Control: Corporate Citizenship Makes the Difference. Business and Society, v. 100, n. 101, p. 21-31, 1998.

VISSER, Wayne. The Age of Responsibility: CSR 2.0 and the New DNA of Business. United Kingdom: John Wiley & Sons, 2011.

WADDOCK, Sandra; SMITH, Neil. Relationships: The Real Challenge of Corporate Global Citizenship. Business and Society Review, v. 105, n. 1, p. 47-62, 2000.

WADDOCK, Sandra. The Multiple Bottom Lines of Corporate Citizenship: Social Investing, Reputation, and Responsibility Audits*. Business and Society Review, v. 105, n. 3, p. 323- 345, 2000.

WERTHER JR., William B.; CHANDLER, David. Strategic Corporate Social Responsibility: Stakeholders in a Global Environment. 2. ed. California: Sage, 2011.

YIN, Robert K. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

APÊNDICE A – ENTREVISTA SEJUS

BLOCO I: QUESTIONÁRIO SEJUS

Perguntas Gerais – Relação da Sejus com a empresa.

1. A Sejus consegue atender a essa demanda da lei? Quantas instituições apresentam essa oportunidade? E quantos apenados estão sendo beneficiados?

2. Houve algum requisito para a contratação?

3. Ao trabalhar, um apenado não está sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e sim sob a Lei de Execução Penal. O que isso difere para a administração da empresa?

4. Qual a relação da empresa com a Secretaria da Justiça e Cidadania para a consecução do projeto?

5. Existe algum caso de sucesso na/para a empresa?

6. Após o cumprimento da pena, os apenados têm regressão de regime. A empresa oferece a oportunidade de seleção para dar continuidade ao trabalho?

7. A empresa oferece algum apoio aos apenados após tornarem-se egressos? Tais como, cartas de recomendação, vagas de emprego de acordo com CLT, entre outras oportunidades?

APÊNDICE B – ENTREVISTA EMPRESA

BLOCO I: DADOS DA EMPRESA

EMPRESA:

NÚMERO DE APENADOS CONTRATADOS:

BLOCO II: COMENTÁRIOS SOBRE O HISTÓRICO DA EMPRESA

1. Relate a história da responsabilidade social da sua empresa.

2. Relate sobre as práticas de RSC para a contratação de apenados do sistema prisional.

BLOCO IV: DIMENSÕES DE CIDADANIA CORPORATIVA

Benzer Belgeler