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- FİNANSAL TABLOLARIN SUNUMUNA İLİŞKİN ESASLAR (Devamı) 2.4 Önemli Muhasebe Politikalarının Özeti (Devamı)

O tributo, objeto da relação de tributação, desde os primórdios, é o instrumento do qual se vale o Estado para a obtenção de recursos financeiros indispensáveis ao desempenho de suas atividades. É obtido com o exercício do poder de tributar, que pode estar, ou não, adequadamente limitado por normas jurídicas. Com ou sem estas, o governante exerce sempre o seu poder, em busca do tributo para atender ao interesse público.

Dessa forma, a receita tributária se constitui a partir dos ingressos provenientes da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria. Essa é uma receita privativa das entidades investidas do poder de tributar: União, Estados, Distrito Federal e os Municípios.

Algumas peculiaridades do poder de tributar devem ser consideradas nessa classificação, dentre as quais se destacam as seguintes:

a) o poder de tributar pertence a um ente, mas a arrecadação e aplicação pertencem a outro ente – a classificação como receita tributária deve ocorrer no ente arrecadador e aplicador e não deverá haver registro no ente tributante, como, por exemplo, no caso do Imposto Territorial Rural (ITR);

b) o poder de tributar, arrecadar e distribuir pertence a um ente, mas a aplicação dos recursos correspondentes pertence a outro ente – a classificação como receita tributária deverá ocorrer no ente tributante, como ocorre no caso dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e da cotaparte do ICMS, porém, observando os seguintes aspectos:

I) no ente tributante, a transferência de recursos arrecadados deverá ser registrada como dedução de receita ou como despesa orçamentária, de

acordo com a legislação em vigor;

II) no ente beneficiário ou aplicador deverá ser registrado o recebimento dos recursos como receita tributária ou de transferência, de acordo com a legislação em vigor;

III) no caso de recursos compartilhados entre entes da federação, quando um é beneficiado pelo tributo de outro, é necessária a compatibilidade entre os registros dos respectivos entes.

Segundo Silva (2005, p. 111), “o Estado arrecada [...] sem contraprestação diretamente equivalente, e cujo produto se destina ao custeio das atividades gerais ou específicas que lhes são próprias”.

Nesse sentido, vale ressaltar que os tributos se dividem em três principais espécies: impostos, taxas e contribuição de melhoria. O artigo 16 do Código Tributário Nacional define imposto como o “tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte” (BRASIL, 1966).

De acordo com Amaro (1999, p. 25), tributo “é a prestação pecuniária não sancionatória de ato ilícito, instituída em lei e devida ao Estado”. Etimologicamente, tributo é uma palavra originária do latim tributum (tributo, imposto), do verbo latino tribuere (MAIA, 2007), que significa “dividir por tribos, repartir, distribuir, atribuir”, vem desde os primórdios da civilização em que os povos vencedores cobravam dos vencidos as indenizações de guerra (AMARO, 1999).

Tanto o artigo 5º do CTN, como o artigo 145 da Constituição Federal classificam os tributos em impostos, taxas e contribuição de melhoria. Alexandre (2009) destaca que uma parte da doutrina defende que as contribuições especiais e os empréstimos compulsórios também são tributos, que comporiam cinco tipos de tributos (classificação quinpartite).

Segundo Bonomo (2007), a classificação quinpartite tem respaldo no artigo 217 do CTN, o qual dispõe que as contribuições previdenciárias, sindical, o empréstimo compulsório e outras contribuições sociais ou econômicas são disciplinados pelas regras do regime tributário vigente.

Conforme dispõe o artigo 4º do CTN, a natureza jurídica de cada tributo “é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação” (BRASIL, 1966). A partir desse procedimento torna-se mais fácil identificar um imposto, uma taxa ou uma contribuição de melhoria. Para Ichihara (2009, p. 83) “é a materialidade do fato gerador que fornece os elementos para a classificação da espécie tributária”. Por exemplo, a operação de saída de mercadoria do estabelecimento do contribuinte considera-se como a principal situação do fato gerador, in concreto, do ICMS.

Conforme artigo 16 do CTN, o imposto é uma espécie de “tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte” (BRASIL, 1966). De acordo com as ideias de Alexandre (2009, p. 48), “os impostos são tributos de arrecadação não vinculada,” não existindo, portanto, qualquer atividade do Estado que venha a condicionar a exigência do tributo, com certeza, estará se tratando de um tributo do tipo imposto (ICHIHARA, 2009).

No que diz respeito às taxas, de acordo com o artigo 77 do CTN, tem-se a seguinte definição:

[...] as taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (BRASIL, 1966).

A Contribuição de Melhoria, segundo o artigo 81 do CTN é definida como:

[...] a contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado (BRASIL, 1966).

Pelas definições do CTN, pode-se entender que os impostos têm como principal característica a não-vinculação de sua cobrança a uma atividade estatal específica, enquanto as taxas são tributos vinculados a uma contraprestação específica do Estado, decorrente do poder de polícia ou da utilização, efetiva ou potencial, de serviço público efetivo ou divisível. Já a contribuição de melhoria decorre de valorização imobiliária provocada por obras públicas.

tributos, a saber, impostos, taxas e contribuições de melhoria, faz-se necessário explanar a respeito de quem possui a competência para instituir e cobrar cada um dos tipos de tributos definidos por meio do Sistema Tributário Nacional, instituído pela Constituição Federal de 1988.