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– FİNANSAL ARAÇLARDAN KAYNAKLANAN RİSKLERİN NİTELİĞİ VE DÜZEYİ Finansal araçlar ve finansal risk yönetimi

Em conformidade com a Resolução 001/2003 do Conselho de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (CONERH), o regimento interno do CBH-RMF inclui como membros: 30% de representantes de associações da sociedade civil, 30% de usuários das águas em atividades nas bacias; 20% de membros do poder público estadual e federal; 20% de representantes do poder público municipal. São 60 membros, sendo 18 representantes da sociedade civil, 18 representantes de usuários, 12 representantes das prefeituras municipais e 12 membros dos poderes públicos estaduais e federais.

Além destes, compõem o CBH-RMF, como membros natos, conforme o § 3º do Art.8º do Decreto nº 26.462, de 11 de dezembro de 2001, um representante da Fundação Nacional do Índio - FUNAI e integrantes de comunidades indígenas residentes no território das bacias. São também membros natos: Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - DNOCS, Secretaria de Recursos Hídricos - SRH, Secretaria Estadual de Meio Ambiente - SEMACE, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente - IBAMA.

Os membros do CBH-RMF são eleitos para um mandato de quatro anos. Conforme entrevista feita com uma analista de recursos hídricos da COGERH, que atua como coordenadora do núcleo de gestão das Bacias Metropolitanas, sobre qual o critério de escolha dessas entidades, a mesma respondeu serem instituições atuantes nos municípios das bacias e terem interesse em participar do comitê, e ressaltou que qualquer instituição pode se candidatar. Ocorre votação entre as instituições candidatas e as mais votadas, por maioria simples são eleitas. Na votação são escolhidos os representantes titulares e suplentes de cada setor.

Houve eleição para escolha dos componentes da primeira gestão, que ainda era no período de dois anos. No caso, de 2003 a 2005. Porém, a partir do Decreto Nº 28.316/2006, ficou estabelecido que o mandato dos membros do comitê passasse a ser de quatro anos, para que, segundo depoimentos da gerência do CBH-RMF, pudessem

dar maior continuidade às atividades. Na atualidade o comitê está na sua 3ª gestão (2007-2011).

O regimento interno do comitê estabelece que o mesmo seja composto por uma diretoria, considerando o número paritário de setores representantes. A diretoria é eleita por um período de dois anos, podendo ser reeleita. A COGERH presta apoio técnico, financeiro e administrativo ao comitê, fazendo o papel de secretaria executiva do CBH-RMF, sendo ainda o local onde ocorrem as reuniões deste colegiado.

Como parte de suas atribuições o CBH-RMF formalizou e criou as comissões gestoras de sistemas hídricos, sendo essas responsáveis por coordenar a gestão participativa nesses açudes e canais. São formadas pelos usuários diretos dessas águas e pelo corpo técnico da COGERH, tendo a participação de integrantes do CBH- RMF e de entidades atuantes na área.

Essas comissões gestoras funcionavam em alguns casos antes do reconhecimento por parte dos órgãos públicos na forma de organizações de usuários, e ao serem reconhecidas, tornaram-se integrantes da área de infraestrutura e planejamento do CBH-RMF, e passaram por um processo de capacitação de seus membros.

Segundo a Resolução do CBH-RMF 001 de 13 de março de 2008, alterada em 29 de maio de 2008, em seu artigo 1º, os critérios para a formação de comissão gestora em um determinado sistema hídrico se dão pelas seguintes razões:

I – Sistemas hídricos monitorados tecnicamente pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (COGERH) e/ou pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) nas Bacias Metropolitanas e que já tenham Comissões Gestoras criadas informalmente. Vale ressaltar que essas Comissões Gestoras informais existentes, devem passar pelo processo eleitoral descrito no Art. 9º. desta Resolução.

II – Sistemas hídricos onde não haja nenhum trabalho de gestão com os usuários do sistema.

III – Sistema hídrico com poluição ambiental grave comprovada pelos técnicos da COGERH e/ou DNOCS em visita de campo. Considera-se poluição ambiental do sistema hídrico:

§ 1º Níveis elevados de eutrofização, que é o fenômeno causado pelo excesso de nutrientes num corpo de água, o que leva a proliferação excessiva de algas que, ao entrarem em decomposição, levam ao aumento do número de microorganismos e à consequente deteriorização da qualidade do corpo de água.

§ 2º Desmatamento e uso da Área de Preservação Ambiental (APPs). § 3º Efluentes domésticos no entorno do sistema hídrico sem saneamento. IV – Sistema hídrico com muitos conflitos entre os usuários. Compreende-se por conflitos com usuários questões como: exploração da piscicultura, pesca predatória, roubo de apetrechos dos pescadores, barramentos sem licença ao longo do rio e usuários de montante sem querer liberar a água para usuários da jusante.

V - Sistema hídrico com múltiplos usos (abastecimento, irrigação, indústria, pesca, lazer) (CBH-RMF, 2008).

De acordo com a Resolução CONERH 02/2007 e a Resolução CBH-RMF 001/2008 foram criadas as comissões gestoras dos seguintes reservatórios (COGERH, 2010):

 Acarape do Meio, com 17 membros;  Canal do Trabalhador, com 12 membros;  Castro, com 12 membros;

 Aracoiaba com 21 membros;  Catucinzenta com 22 membros;  Penedo com 14 membros;  Itapebussu com 32 membros;

 Pompeu Sobrinho, com 27 membros.

No Ceará, uma das metodologias de gestão ocorre justamente por meio de comissões gestoras que atuam no levantamento das condições operacionais de sistemas hídricos, o uso e ocupação no seu entorno, as necessidades da população, os conflitos, com a participação direta da comunidade local, que resulte na minimização dessa problemática.

Essas comissões gestoras devem possuir 60% de seus representantes de usuários, 20% de sociedade civil por meio de entidades e 20% de poder público, devendo ter pelo menos um membro do CBH-RMF, geralmente aquele que represente alguma entidade da localidade. As reuniões que forem realizadas devem ocorrer na cidade onde se encontra o sistema, e ser aberta ao público, passando primeiramente por um trabalho de divulgação e mobilização.

Dentre as suas atribuições está o envolvimento com o processo de alocação negociada de água, quando é a feita definição da quantidade de água a ser liberada entre os diversos usuários dos açudes, considerando os usos a montante e a jusante. Antes da definição da alocação, ocorrem reuniões no CBH-RMF para simulação de vazão, em que se definem os valores mínimo e máximo de água a ser alocada, de acordo com o nível de chuvas daquele ano o que por sua vez interfere diretamente na disponibilidade de água. Vale ressaltar que esse processo deve passar por discussão com os demais membros das comissões gestoras daquele sistema hídrico em questão e conta também com a atuação dos técnicos da COGERH e do DNOCS.

Figura 4- Reunião da Comissão Gestora Canal do Trabalhador. Fonte: arquivo COGERH, 2009.

Além dessas comissões, integram o comitê as câmaras técnicas, que são divididas em eixos temáticos considerados estratégicos para o processo de gestão delineado pelo sistema estadual. Dessa forma, existem as câmaras técnicas de Meio Ambiente, Legislação, Instrumentos de gestão, Águas Subterrâneas, Enquadramento dos Corpos Hídricos, Reuso da Água, Infraestrutura.

Alguns encaminhamentos feitos por essas câmaras técnicas estão ligados a visitas a obras hídricas e a mananciais poluídos, à discussão sobre os instrumentos de gestão, à produção de relatórios, à realização de palestras, à busca de parcerias com empresas e prefeituras em projetos de conservação e à educação ambiental, dentre outros.

Conforme Caldas (2009), a Câmara Técnica de Meio Ambiente visitou em 2006 o matadouro em Itapiúna; em 2007, as obras de um empreendimento imobiliário em Aquiraz; a Câmara Técnica Instrumentos de Gestão em 2006 visitou o Canal do Trabalhador, produzindo um relatório encaminhado à COGERH; e a Câmara Técnica de Reuso da Água em 2005 produziu um relatório intitulado: ―Água: reuso e economia‖.

Os grupos de trabalho - GTs - são formados para estudar e analisar alguns aspectos da política hídrica. Dividem-se em: GT Litoral, GT Serra, GT Sertão e GT RMF.

Os GTs Cobrança e Legislação, criados na ocasião para discussão e estudo dos instrumentos de gestão e para elaboração de propostas, produziram entre 2007 e 2009, pareceres sobre a implantação da cobrança pelo uso da água na irrigação, além de

terem elaborado proposta de reformulação da Política Estadual de Recursos Hídricos e do próprio regimento do CBH-RMF.

Benzer Belgeler