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FERHAD İLE ŞİRİN EFSANESİ

A Política Nacional de Assistência Social situa a Assistência Social como Proteção Social não contributiva, sugerindo para a realização de ações direcionadas para proteger os cidadãos contra riscos sociais inerentes aos ciclos de vida e para o atendimento de necessidades individuais ou sociais.

Desse modo, PNAS e a NOB/SUAS definem como responsabilidades específicas da política pública de Assistência Social, as seguranças já mencionadas, estando estes, organizados em programas, projetos, serviços e benefícios e, hierarquizadas nas proteções sociais básicas e especiais. Isto posto, o SUAS vem requerer um reordenamento da rede de atendimento socioassistencial através da hierarquização e por níveis de complexidade. A desigualdade social e a pobreza, inerentes à sociedade capitalista contemporânea, engendram diferentes modalidades de desproteção social que exigem atenção estatal diferenciada para o seu enfrentamento.

É na unidade estatal local do SUAS, o que é possibilitado de forma direta através de unidades públicas de assistência social e dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, bem como de forma indireta, através de entidades e organizações de assistência social

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Controle Social: tem sua concepção advinda da Constituição Federal de 1988, enquanto instrumento de efetivação da participação popular no processo de gestão político administrativa financeira e técnico-operativa, com caráter democrático e descentralizado.

da área de abrangência dos CRAS, na maioria das vezes, o primeiro acesso das famílias e indivíduos aos direitos socioassistenciais, sempre sob coordenação do órgão gestor da política de assistência social. Portanto,

A proteção social básica tem por objetivos prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Destina-se à população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrentes da pobreza, privação (ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros) e, ou fragilização de vínculos afetivos – relacionais e de pertencimento social (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre outras) (BRASIL, 2005, p.33).

Prevê o desenvolvimento de estratégias e ações locais de acolhimento, convivência e socialização de famílias e de indivíduos, conforme identificação da situação de vulnerabilidade apresentada. Porém, ressalta-se que o conceito de risco “[...] não implica somente a iminência de um perigo, mas quer dizer também possibilidade de, num futuro próximo, ocorrer uma perda de qualidade de vida pela ausência de uma ação preventiva” (SPOSATI, 2001, p.69)

De fato, para alargar e edificar a abrangência da proposta do SUAS, ou seja extrapolar o caráter compensatório da política, é indispensável a efetivação do pressuposto da intersetorialidade, estabelecendo processos integrados de diagnóstico, planejamento, execução, monitoramento e avaliação da Política de Assistência Social com as demais políticas sociais e econômicas.

Sendo assim, é por meio do CRAS11 que a proteção social se territorializa e se aproxima da população, reconhecendo a existência das desigualdades sociais intra-urbanas, visando o rompimento da fragmentação historicamente reproduzida por esta política. Para tanto, é no CRAS que as políticas sociais agem em rede para a redução das desigualdades, quando apóiam a prevenção e mitigam situações de vulnerabilidade e risco social, bem como quando identificam e estimulam as potencialidades locais, modificando a qualidade de vida das famílias que vivem nessas localidades.

No entanto, é essencial conceber a política pública social para além de sua função de oferecimento de serviços públicos de qualidade à população ou de seu caráter redistributivo. É preciso considerar assim a ótica do trabalho coletivo no SUAS, orientado por um projeto ético-político assentado no acúmulo das diferentes profissões e de suas contribuições,

11 A existência do CRAS está estritamente vinculada ao funcionamento do Programa de Atenção Integral à

propondo uma ação voltada para o fortalecimento da organização e participação social dos usuários na condição de protagonistas centrais do processo de democratização da gestão e controle social da política pública.

Isso posto, é sabido que o Governo Federal expandiu a Proteção Social Básica pautando-se pelos princípios de transparência e impossibilidade, e oferecendo orientações metodológicas para que o trabalho os resultados satisfatórios. Desde 2004 até 2009, a expansão dos CRAS foi considerável, objetivando a universalização, considerando as especificidades, particularidades e as diferentes realidades sociais, econômicas, culturais e étnicas bem como diferenças regionais.

Nesta lógica, a efetividade da proteção social básica, materializada através do CRAS é ampla, complexa e extremamente desafiadora, necessitando de constante monitoramento, avaliação e replanejamento das ações a serem desenvolvidas, bem como dos limites a serem superados. Assim, o CRAS, além de constituir-se como a “porta de entrada” da Política de Assistência Social, é o equipamento público responsável pela materialização do direito à proteção social básica, com vista ao cumprimento das responsabilidades assumidas pelo SUAS, mas que muito ainda precisa ser feito.

Gráfico 01 – Número de CRAS – Brasil 2004 a 2009

Fonte: www.mds.gov.br

*A partir de 2007 os dados contabilizam os CRAS confinanciados pelos três entes federados **Dados do Censo CRAS 2009, ainda em processo de validação.

901 1.978 3.248 4.195 5.142 5.812 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 2004 2005 2006 2007* 2008* 2009*

Número de CRAS - Brasil 2004 a 2009

O número de CRAS12, segundo o censo CRAS 2009, já atinge a marca de 5,8 unidades em 4.327 municípios. A projeção para o co-financiamento do Governo Federal dos CRAS- PAIF para 2010 aponta o aumento de mais 1.230 unidades instaladas em 3.749 municípios. Assim, apenas com o co-financiamento federal, no ano de 2010 tivemos 5.146 CRAS (BRASIL, 2010).

Gráfico 02 – Recursos Investidos – CRAS e PAIF 2004 a 2010

Fonte: Brasil (2010)

O monitoramento do CRAS, que compreende o acompanhamento continuado de suas condições físicas, financeiras, de recursos humanos e dos serviços e das atividades que ocorrem nesse espaço, utilizando indicadores. Desafios: monitorar a oferta de serviços no território e ampliar a integração com os beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

12 3,2 mil municípios recebem co-financiamento federal para a implantação do CRAS e implementação do PAIF

em 3,9 mil CRAS. Entretanto, hoje existem mais de cinco mil CRAS em todo território nacional com co- financiamento dos três entes da federação, estados, municípios e União (Dados do censo CRAS, 2009, ainda em processo de validação). 0 200 400 600 2004 2010 61,6 406

Recursos Investidos - CRAS e PAIF

Valores em Milhões de R$ - Governo Federal)

Recursos Investidos - CRAS e PAIF

Benzer Belgeler