• Sonuç bulunamadı

ARAġTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESĠ VE ĠLGĠLĠ ARAġTIRMALAR

2.1 ARAġTIRMANIN KURAMSAL ÇERÇEVESĠ .1 Eğitim Nedir?

2.1.5 Fen ve Teknoloji Dersi Öğretim Programının Amaçları

Ao final do estudo, foi aplicado um questionário35 com o gerente de Recursos Humanos, Supervisora de produção do setor de Acabamento, supervisora de produção do setor de Embalagem, professores dos cursos e com a Telefonista que acompanhou a estagiária nessa função e foi realizada entrevista com as pessoas com deficiência que participaram da experiência.

Os professores dos cursos relataram36 a adequação da carga horária ao conteúdo programático. Apontaram que os alunos não apresentaram grande dificuldade na absorção do conteúdo das aulas, unicamente o professor de matemática apontou dificuldade dos alunos referentes a disciplina: “Os alunos tiveram dificuldade com a

disciplina, devido a alguns fatores como ter estudado estas matérias há muito tempo ou por ter deficiência no ensino anterior de matemática. Todos os alunos se esforçaram e

35 Os questionários são apresentados no anexo 04 e 05.

conseguiram fazer os exercícios sozinhos, demonstrando o interesse e o aprendizado em pouco tempo de curso”.

Os cursos tiveram seus conteúdos programáticos baseados nas análises das tarefas de trabalho e sua carga horária adequada com a experiência profissional dos docentes contratados. Os cursos foram realizados na empresa parceira, a proposta de uma sala na empresa facilitou o pedido de vale transporte devido a localização da empresa ser de fácil acesso, no entanto, a falta de preparação do departamento de Recursos Humanos da empresa influenciou negativamente, pois, durante todo o processo preparatório para o estágio, segundo as pessoas com deficiência, elas sentiram-se analisadas quanto a seu perfil pessoal. A avaliação constante realizada por parte da empresa valorizava as pessoas com pequenas deficiências e julgavam que as outras com deficiências mais aparentes não teriam capacidade de realizar os estágios, fato este que desencorajou e corroborou com a desistência de dois estagiários. Assim como na literatura, o desconhecimento das limitações e capacidades das pessoas com deficiência por parte da empresa dificultou a inclusão, pois, a empresa ao procurar pessoas com deficiência para completar suas cotas, selecionam essas pessoas através da aparência da sua deficiência ou limitação e não pela sua capacidade funcional.

Esta experiência apresentou a demanda de capacitação dos professores, existe a necessidade de serem apresentados conteúdos relativos aos tipos de deficiência, suas limitações e capacidades funcionais, desmistificar situações, além de uma preparação pedagógica, pois, o conteúdo a ser ministrado é de domínio dos professores, mas, os métodos didáticos devem ser adequados às pessoas com deficiência. Esta questão foi apresentada também pelos professores que apontam a necessidade de maior conhecimento da população com deficiência para melhor adequação dos métodos pedagógicos.

Foi unânime a indicação pelos professores dos problemas de acessibilidade da empresa como fator de dificuldade de acesso das pessoas com deficiência à sala de aula e a preocupação com o acesso dos mesmos à planta da fábrica para a realização dos estágios.

A questão da acessibilidade na empresa esteve muito presente durante todo o desenvolvimento da inclusão. Desde a catraca na portaria da empresa, rampa de

acesso a produção, escadarias de acesso ao setor administrativo e refeitório, número de sanitários adaptados insuficiente e utilização deste como depósito ou banheiro exclusivamente feminino, falta de acesso aos bebedouros e falta de sinalização de alerta áudio/visual para casos de abandono de área, todas estas questões dificultaram o acesso e a prática da inclusão. Tornou-se evidente a limitação do ambiente dificultando que as pessoas com deficiência realizassem suas atividades e a despreocupação da empresa em garantir condições de igualdade de acesso dentro da planta para todos os seus trabalhadores, já que possui em seu quadro 25 trabalhadores com deficiência contratados. A questão da acessibilidade foi apontada pela equipe, pelas pessoas com deficiência, professores e pela empresa.

Segundo o gerente de recursos humanos da empresa, em ambos os setores a produção dos estagiários ocorreu dentro das expectativas desejadas. Relatou que todos os estágios foram acompanhados na integra pela supervisão do setor, contando com atenção especial dos setores de SESMT e Recursos Humanos.

Relata ainda que o setor de Recursos Humanos na empresa não possui treinamento ou metodologia própria para a seleção de pessoas com deficiência, quando necessário o preenchimento de vagas a empresa recorre aos trabalhadores com ou sem deficiência que já trabalham na empresa, os quais indicam outros. O concorrente a vaga, após ser selecionado para entrevista, vem acompanhado a empresa de responsável (pai/mãe), o qual auxilia nos procedimentos inerentes a contratação.

Quanto aos pontos positivos do estudo, disse o Gerente de Recursos Humanos da Empresa: “... a aprendizagem foi bilateral, ou seja, compartilhamos experiências com

os alunos, identificando pontos nos quais deveremos repensar. Exemplo: estacionamento com vagas para deficientes, acessibilidade a portaria, infra-estrutura apropriadas como sanitários e refeitório, procedimentos para abandono de local de trabalho em caso de sinistro, alerta aos líderes de abandono, principalmente com os portadores de necessidades especiais, sinalização de alerta áudio/visual...”.

Sugere que o período de estágio poderia ser expandido e como dificuldade aponta a preocupação quanto a acessibilidade das pessoas até seus postos de estágio e a segurança e preservação quanto a integridade física dos mesmos.

Referente à contratação dos estagiários, o gerente relatou que embora o resultado do estudo tenha sido favorável, a empresa está com a cota de contratações cumprida conforme percentagem de lei, 25 pessoas com deficiência trabalham na empresa: 12 pessoas com deficiência auditiva, 6 pessoas com deficiência física, 3 pessoas com deficiência mental e 4 pessoas com deficiência visual, podendo ser analisada contratações futuras.

As supervisoras de produção apontaram que o desempenho dos estagiários foi excelente e que corresponderam à produtividade em comparação aos demais trabalhadores da empresa porque eles têm muita vontade de trabalhar. Apresentaram bom relacionamento com os demais trabalhadores e com a supervisão. Nenhum acidente ou incidente ocorreu com as pessoas com deficiência durante os estágios, assim como nenhum acidente foi provocado por elas.

Quanto aos pontos positivos as supervisoras apontam a coragem, vontade de trabalhar e aprender a tarefa. Relataram não ter havido pontos negativos e quanto a dificuldades, foram apontadas questões de acessibilidade da empresa, por exemplo, acesso ao bebedouro.

As supervisoras relatam que os estagiários estão aptos e preparados para trabalhar nas tarefas em que estagiaram e que são favoráveis a inclusão de pessoas com deficiência no trabalho: “Acho a inclusão de pessoas com deficiência no trabalho

uma boa, se eles têm condições, nós temos dever de dar oportunidade a eles de se sustentar com seu trabalho”.

A trabalhadora que acompanhou o estágio da telefonista relatou que a estagiária aprendeu a tarefa de ajudante de telefonista com muita facilidade e que apresentou boa produtividade. Não houve acidentes ou incidentes com a estagiária, ou provocados por ela. Apresentou bom relacionamento com os demais trabalhadores. Relata que o estágio poderia ter seu tempo expandido para que a estagiária pudesse aprender todo o conteúdo que compõe a função de telefonista nesta empresa.

Quanto à inclusão de pessoas com deficiência no trabalho a telefonista da empresa relata: “Acho ótimo, pois todos somos iguais e temos a capacidade para

As pessoas com deficiência que participaram do estudo em entrevista relataram que é necessário o esclarecimento de questões referentes à previdência social para que as pessoas comprometam-se a participar da capacitação profissional. Todos apresentaram receito de perder benefícios ou aposentadorias por estarem envolvidos em um estágio dentro de uma empresa. A equipe não estava treinada a responder essas questões o que fez com que muitas das pessoas convidadas a participar do estudo recusassem. Na experiência as dúvidas quanto aos direitos da previdência estiveram presentes desde a classificação da capacidade funcional e perdurou até o momento do estágio.