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I. BÖLÜM

2. KURAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ALAN YAZIN

2.7 Fen Bilimleri Eğitimi

A doença do pai, como já comentamos, foi um motivo para Elisa afastar-se do marido. Podemos considerar que há uma semelhança entre pai e filha na forma de encarar os problemas conjugais. Luis fugiu em vez de formalizar a separação da esposa. Com Elisa não foi diferente: ela usou a doença do pai para fugir dos problemas conjugais e, afastada das questões de Antonio, deixou que o tempo passasse a fim de refletir sobre sua vida e a separação – que não resolveu ou dissipou a melancolia. Distante do marido, a certeza de

querer separar-se vai se concretizando: “[...] Conforme iba alejándose de casa y de Antonio, iba afirmándose en mi la idea de no volver nunca más junto al hombre con quien habían

transcurrido siete años de mi vida. Me marché, y ahora lo veo claro, para no volver más”

(SAURA, 2004, p. 152).

A separação se concretiza quando Antonio vai à casa de Luis para buscá-la. Num primeiro momento, Elisa tem uma crise histérica pela separação.

– Tranquilízate... Ya verás que todo se arregla...

– No quiero volver con él. No quiero volver a verlo. Luis asintió, y tratándola

como si fuera una niña, le dijo:

– De acuerdo... No vuelvas con él. Quédate conmigo. Ya sabes que puedes

quedarte aquí todo el tiempo que quieras.

Pero Elisa, obsesiva, reiterativa, repetía una y otra vez:

– No quiero verle nunca más. Nunca más. No quiero volver a verle nunca más...

A Luis empezaba a cansarle una situación que ni avanzaba ni retrocedía [...] (SAURA, 2004, p. 189).

A sequência das cenas mostra Elisa no seu quarto ouvindo a música de Jean Baptiste

Rameau, que chegava do quarto do pai: “[...] Fatal Amour, cruel vainqueur, quels traits as-tu

choisis our me percer le coeur!”(SAURA, 2004, p. 192). Percebe-se, mais uma vez, que Saura secomunica com a música melancólica de Rameau para retratar Elisa logo após a briga com o marido. É importante ressaltarmos, porém, que Elisa, nesse momento, estava irritada com a música que tanto gostava, porque era uma música triste que falava da crueldade do

amor: “[...] La música de Rameau, que tanto le gustaba, ahora le enervaba. Era lo que faltaba,

una canción triste que hablaba de la crueldad del amor. Sería del fracaso del amor, al menos

del suyo[...]” (SAURA, 2004, p. 194).

Nessa cena, como já mencionamos anteriormente, Saura também parece se comunicar com o filme A hora do lobo (1968), de Ingmar Bergman, em que uma personagem, para melhor ouvir uma música, retira o chapéu e em seguida arranca a pele do rosto. Em Saura, Elisa retira a fina película da máscara de beleza do rosto, mas sem maiores explicações; temos

espejo del armario con la telilla transparente de la mascarilla para regenerar el cutis cubriéndole el rostro. Parecía una máscara veneciana lacada y pulida. Con sumo cuidado fue sacando la piel semitransparente, dejando libre el rostro, como si fuera la muda de una

serpiente” (SAURA, 2004, p. 192). Elisa pretendia se renovar, transformar-se em outra

pessoa, iniciar uma vida nova, longe de Antonio.

[...] Ya no era Elisa, la de ayer, la que había discutido con su marido y con su padre. Era otra Elisa, una Elisa que a partir de ese momento iba a iniciar una nueva vida, y la única manera de hacerlo era cambiar la piel, perfumarse, maquillarse, ponerse el vestido de seda que sólo una vez se había puesto y que tanto le gustaba, y los zapatos de marca, y las medias de color ligeramente tostado, y pintarse los labios y los ojos [...]

Había llegado la hora de ser ella misma, y lo primero que se le había ocurrido había sido vestirse como para una gran gala [...] (SAURA, 2004, p. 193).

A obra Elisa, vida mía, filme (1977) e romance (2004) é cíclica, volta sempre ao mesmo ponto: Elisa reflete, melancolicamente, muitas vezes, sobre o fato de a crise do seu casamento coincidir com a doença do seu pai. Esse estado melancólico a acompanha praticamente em todo o filme e em todo o romance, Elisa só se mostra mais disposta depois de romper com Antonio e após a morte do pai, quando assume o seu lugar na escola. No filme, Saura retrata a melancolia de Elisa através da imagem e no romance, pelos diálogos e pelas reflexões.

Percebemos que Elisa manteve-se em estado melancólico enquanto havia uma situação indefinida em relação ao seu casamento e também enquanto via o pai sofrer por causa da doença. A cena em que Elisa tira a máscara de limpeza do rosto inaugura o começo de sua transformação. Quer deixar a vida antiga para trás, o que significa também abandonar as coisas que a deixavam triste. Um bom exemplo é o da música que citamos acima. Na nova fase, já não suporta ouvir a música triste de Rameau, da qual tanto gostava, porque, naquele momento, ela lhe trazia sofrimento: “[...] Dio unos pasos, llegó a la mesa y sin mediar

A título de concluir a evolução da melancolia de Elisa, pode-se dizer que o processo melancólico de Elisa é demonstrado através do seu sofrimento por causa da crise do seu casamento e por causa da doença do pai. Ao constatar que não amava mais Antonio e que não podia mais viver com ele, entra em estado depressivo, por não saber como dizer ao marido que não o amava mais. Depois do confronto com Antonio, quando finalmente consegue falar abertamente com o marido, Elisa começa a se transformar, a ser ela mesma, despida de culpa.

Até aqui, mostramos a intertextualidade com a Égloga I, de Garcilaso de la Vega e também verificamos que Saura confessa ter se inspirado nessa obra para escrever o roteiro do filme Elisa, vida mía (1977). Vinculamos, assim, a Égloga I à melancolia apresentada na obra de Saura, por se tratar de uma poesia triste sobre um amor não correspondido e tentamos mostrar todas as relações amorosas problemáticas presentes em Elisa, vida mía, filme (1977) e romance (2004), relacionando-as à obra de Garcilaso de la Vega, a fim de evidenciarmos os traços comuns entre as obras.

Deste ponto em diante, pretendemos ressaltar, primeiramente, a intertextualidade do texto de Saura, Elisa, vida mía, filme (1977) e romance (2004), com o texto de Baltasar Gracián, El criticón (1651). Vale destacar que, na narrativa de El criticón (1651), há um exemplo de dois personagens melancólicos: Andrenio e Critilo, que peregrinam pelo mundo, indo de uma encruzilhada a outra, buscando escolher entre um caminho e outro, correndo, é claro, o risco de fazer a escolha errada. Em El criticón (1651), Baltasar Gracián mostra, através das reflexões melancólicas dos personagens Andrenio e Critilo, uma visão desenganada do mundo.

Gracián (1651) traça nessa obra um percurso filosófico através das etapas da vida do homem, estabelecendo um diálogo existencial entre os personagens Critilo e Andrenio, que se encontram na Ilha de Santa Elena e seguem para a Ilha da Imortalidade. Nesse itinerário, se discorre sobre a natureza, passando pela arte até chegar à moralidade. Começa pelo mundo

infantil, passando pela juventude e pelo mundo adulto até desembocar na velhice. O mundo ao revés, o desengano e a caducidade temporal, a desmitificação do herói e outros assuntos se entrelaçam ao longo das 38 crises que se apresentam em El criticón (1651).

A primeira referência que Saura faz a El criticón (1651) no romance é logo no primeiro capítulo, com uma epígrafe de El criticón (1651), de Baltasar Gracián: “Pero donde acabó mi padre las esperanzas, y aun la vida, fue cuando me vio enredado en el oscuro laberinto del amor. BALTASAR GRACIÁN, El Criticón” (SAURA, 2004, p. 5). Posteriormente, Baltasar Gracián é citado novamente por Luis, também no primeiro capítulo, enquanto conversa com o genro:

[…] Hay un pasaje en El criticón, que como sabes, es uno de mis libros favoritos, en dónde una multitud de ciegos son conducidos por otro ciego al abismo sin que puedan reaccionar, y no se queda ahí la cosa, porque mi querido Baltasar Gracián continúa diciendo que es todavía mayor disparate que un ciego quiera guiar a los que ven (SAURA, 2004, p. 53).

No terceiro capítulo, El criticón (1651) é citado por Luis enquanto tenta consolar Elisa, depois que ela rompe definitivamente com o marido. Elisa, histérica, grita com o pai:

“[...] –!No me pegues! !No me pegues! !No me pegues! […]” (SAURA, 2004, p. 191). Luis

imagina que talvez Antonio, uma pessoa aparentemente doce e delicada, poderia ter batido na sua filha e tê-la humilhado em muitas ocasiões e se pergunta quantas humilhações, rancores e também paixões podiam se esconder em casais dentro de quatro paredes, mascaradas por uma capa de civilização, que encobre os problemas íntimos para que de lá não escapem. Na continuação, Luis pensa sobre os problemas que fazem parte da vida de um casal: a parte escura e negativa, a dos rancores, da vingança, do ciúme, da possessividade do homem, dos desenganos e da hipocrisia e a vidas duplas.

No filme, em uma das primeiras cenas, Elisa entra no escritório do pai e encontra o livro El criticón em cima da mesa, como se pode ver na foto dessa cena, que mostraremos a seguir:

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Fig. 42. (Cena 13).

O percurso filosófico de Baltasar Gracián em El criticón (1651) é marcado pelas reflexões melancólicas dos personagens Andrenio e Critilo sobre a vida. Em Elisa, vida mia (filme e romance), observamos que algumas reflexões dos personagens Luis e Elisa, na maioria das vezes, também estão vinculadas à melancolia. Aqui o personagem Luis reflete sobre o que há debaixo dessa capa de civilização:

[…] bajo esa capa de civilización, no convenía olvidarlo, yacía ese animal que

llevamos dentro, que a través de los años ha afilado sus garras aprendiendo a mentir, a ser amable, a utilizar sus encantos y también a reprimir en público sus pasiones (SAURA, 2004, p. 191).

Percebe-se nessa reflexão uma visão pessimista, pois aponta o lado obscuro da natureza humana. Saura compara o homem aos animais que afiam suas garras. Os animais, porém, não mentem, mas os homens o fazem frequentemente.

Na sequência, ao se referir à aparência do ser humano, Luis menciona o fato de que cortamos o cabelo, andamos bem vestidos e perfumados para estarmos mais bem preparados para a luta pela vida; e aqui temos outra citação de El criticón, alusiva ao tema: “[...] bajo esa capa de civilización, en ese mundo de apariencias, yace agazapado el hombre [...]” (SAURA, 2004, p. 191).

Seguimos apresentando a melancolia de Luis, que, frequentemente, está associada à sua doença40, e muitas vezes ele reflete porque teria sido escolhido para passar por esta

experiência. Talvez possamos associar a melancolia de Luis, quando se refere à sua doença, à parte da narrativa de Baltasar Gracián que trata da velhice. Luis já é uma pessoa de certa idade e está acometido de uma doença incurável. Verificamos sua tristeza durante a despedida da família, no dia do seu aniversário:

A través de la ventana Luis observaba cómo Julián, Isabel y Elisa se dirigían al

coche. Hasta allí llegaba la vez del hombre llamando a los niños: „!Arantxa! ¡Jacobo! Venga, que nos vamos. Recoged las cosas y darle un beso al abuelo‟.

Un gesto de dolor cruzó el rostro, y se llevó la mano al costado. ¡No, ahora no por favor! Suplicó. Trató de respirar llenando sus pulmones, y después de varias inhanalaciones el dolor se atenuó y enseguida supo que se disiparía pronto. Le sucedía con cierta frecuencia, y lo mejor era no darle demasiada importancia. Poco poco las punzadas serían más leves, y el dolor desparecería. No tardó mucho en sentirse mejor. Suspiró aliviado, y cuando se encontró bien, aunque todavía sentía el latido corazón acelerado, se dirigió decidido hacia la salida de la casa (SAURA, 2004, p. 61).

Luis não se conformava, mas ao mesmo tempo não sedeixava enganar, pois sabia que sua doença não tinha cura. O medo e a ideia de morte rondavam seus pensamentos constantemente. A melancolia de Luis, no aspecto referente à sua doença, pode ser associada ao texto de Freud, Luto e melancolia (1915), como forma de explicar o estado de espírito do personagem. Lembramos que nesse artigo Freud evidencia que as pessoas que realizam o trabalho de luto se diferenciam das que realizam a melancolia em um ponto específico: quem sofre o trabalho de luto sofre por uma perda consciente, já os que perderam, mas não sabem exatamente o quê, podem sofrer de melancolia.

Luis está melancólico porque está gravemente doente, e a doença gera perdas, algumas

possivelmente conscientes, como as citadas: “[...] cansancio, la pérdida de masa muscular, ya

no podía saltar alegremente desde un escalón, y menos desde algo más de altura, porque peligraban sus articulaciones; el vientre aumentaba de volumen; las piernas se adelgazaban, y

también los brazos […]” (SAURA, 2004, 197). Outras perdas, pelo fato de não serem conscientes, talvez contribuam para gerar o estado melancólico do personagem. Luis sentia medo do desconhecido e do conhecido também, como da dor que aparecia com certa freqüência e o deixava prostrado:

El extraño sonido, que llevaba un tiempo fastidiándole los oídos, solía acompañar al punzante dolor del costado. Sabía de dónde provenía, conocía su significado y le daba miedo. Aparecía con cierta frecuencia, cuando venía el dolor, la antesala de un dolor más fuerte, casi insoportable. Tomó las pastillas que siempre llevaba consigo

y que calmaban ese dolor […] (SAURA, 2004, p. 169).

Em alguns momentos da narrativa do filme e do romance, Elisa se refere ao pai melancolicamente. Na primeira parte de Elisa, vida mía, filme (1977) e romance (2004), ao se despedir do pai, Elisa se entristece quando ele pergunta quando a verá novamente, porque havia na voz de Luis um tom de despedida definitiva. A ideia de morte aparece constantemente em Elisa, vida mía (filme e romance), e, muitas vezes, como na cena que vamos comentar, está associada à doença de Luis, que pode ser fatal. Este foco na velhice e na morte, oferecido pelo personagem Luis, nos permite associá-lo novamente ao texto de El criticón (1651). A passagem do romance, exposta a seguir, mostra a tristeza gerada pela despedida entre pai e filha:

[…] Elisa le besó también, y Luis, abrazándola, con tristeza apenas disimulada, más

que preguntarle se preguntó:

– ¿Cuándo te veré otra vez, hija?

Por el tono de su voz Elisa se dio cuenta de que era una despedida definitiva, y trató de no dejar traslucir su emoción cuando le respondió:

– En cuanto pueda vengo a verte, papá. Ahora estaré unos días en Madrid con

Isabel, pero antes de marcharme te prometo que vendré a verte. Lo he pasado muy bien, papá, ha sido un día marvilloso (SAURA, 2004, p. 62).

Outras vezes, Elisa reflete sobre a doença de Luis e como ele padece por causa dela –

sua insônia, as músicas tristes que ouvia enquanto escrevia. A narrativa, nesses momentos, é densa, carregada de melancolia e dramaticidade:

Su padre dormía poco, y de madrugada le oía pasear por la casa evitando hacer ruido. Pero ella le sentía, sabía que andaba por ahí. Le acompañaba, muy queda, la música de su amado Bach. Sentía su insomnio, su inquietud por la enfermedad, y

seguramente tenía dolores de vez en cuando que le impedían conciliar el sueño. Deambulaba por la casa de aquí para allá, paseando, ensimismado en sus pensamientos. A veces se ponía un chaquetón y una bufanda alrededor del cuello y salía al exterior, sobre todo al amanecer. Caminaba observando la salida del sol, escuchando el canto de los pájaros (SAURA, 2004, p. 171).

Há outras cenas do filme e passagens do romance que nos levam a refletir sobre o intertexto entre Elisa, vida mía (filme e romance) e El Criticón (1651), ressaltando a reflexão a respeito das etapas da vida. Dessas cenas e passagens, destacamos, primeiramente, a passagem do romance em que Elisa briga com o marido, fica histérica e perde o controle da situação. Luis se vê refletido na filha, com a ressalva da diferença de idade e da experiência

que ele, já idoso, tinha e ela não: “[...] Se veía reflejado en Elisa, con la diferencia que

suponía la edad y la experiencia, y pensaba que él había pasado ya por algunos de los tragos por los que ella tenía inexorablemente que pasar […]”(SAURA, 2004, p. 198). Luis sabia, por experiência, que as separações sentimentais geravam um sofrimento que se levava por uma boa parte da vida: “[...] El dolor era tal, que uno se sentía el ser más desgraciado del universo. Luego, poco a poco, uno se iba recuperando, y con los anõs el corazón endurecía y se veían las cosas de otra manera. La pasión había cedido, y un cierto conformismo,

resignación decían los cristianos, se adueñaba de nosotros” (SAURA, 2004, p. 198).

No último capítulo do livro e na parte final do filme, os personagens refletem sobre as etapas da vida. Verificamos uma intertextualidade com El criticón, pois nessa obra os personagens também discutem sobre as etapas da vida. Em Elisa, vida mía (romance), ilustramos essa intertextualidade com a cena de uma conversa entre os personagens Elisa e Luis, que apresenta uma forte carga de dramaticidade. A morte é novamente o tema, e nessa passagem do romance Luis pede que seu corpo não seja cremado, e, sim, enterrado na estrada. Elisa se comove como o pedido do pai e a atmosfera da cena fica carregada de melancolia gerada pelas palavras do pai e pela tristeza de Elisa, ao ouvir seu pedido:

Tú ya lo sabes, y prefiero que entre nosotros no haya un malentendido. Te voy a pedir una cosa, Elisa. Cuando me muera, quiero que mi cuerpo sea enterrado en el camino. No necesariamente donde murió Carmen, en otra parte, pero enterrado como si fuera un animal. Que no me quemen, sobre todo que no me quemen. Y no quiero que venga nadie. Sólo tú e Isabel. No digáis nada a nadie, ni siquiera a tu madre. Prefiero desaparecer sin ruido ni alharacas (SAURA, 2004, p. 174).

Por fim,destacamos também as últimas cenas do filme e do capítulo final do romance, que giram em torno do ensaio final do El gran teatro del mundo; Luis não consegue se levantar da cama por causa da dor, e Elisa, ao abraçá-lo, percebe como a doença o havia emagrecido, e pensa na fragilidade do pai, idoso, vítima de uma doença incurável, prestes a morrer. É uma cena dramática e melancólica na qual Elisa, no leito de morte do pai, percebe- o como uma pessoa adulta, mas frágil e desprotegida como uma criança:

Ella se levantó de la cama para abrazarlo. Por primera vez se percató de lo mucho que había adelgazado. Le sorprendió la fragilidad de su cuerpo. Él, que había presumido de fuerte, incluso de atleta, parecía ahora un pajarill sin plumas.

– Vas a vivir muchos años, papá, y yo estaré a tu lado.

Luis se separó de su hija. Tenía lágrimas en los ojos. Con un hilo de voz le dijo:

– No quiero morir. La muerte me da miedo.

Ella le abrazó con todas sus fuerzas, porque entonces su padre era como un niño, un ser desvalido que necesitaba protección (SAURA, 2004, p. 173).

As reflexões do personagem Luis sobre sua solidão desejada e sobre sua falta de interesse por sexo e poder mostram sua melancolia, e, mais uma vez, podemos associá-las a El criticón (1651), porque Luis, além de representar um homem idoso e doente, reflete sobre sua situação de forma melancólica e filosófica:

Él ya estaba curado de las dos tentaciones que mueven al hombre: el sexo y el poder. A estas alturas de su vida sólo esperaba que le dejaran vivir en paz con sus achaques y su soledad, una soledad deseada, que no impuesta, un acompañera de viaje a la que había dedicado los últimos años de su vida. En la cultura japonesa zen, la piedra y el hombre, y la arena, la tierra, el universo. Le gustaba pensar que era como una piedra, una piedra ya desgastada por los acontecimientos, por la lluvia, los vientos y las heladas (SAURA, 2004, p. 131).

Ainda sobre a velhice, a cena em que Luis e Elisa esperam por Soror Trinidad aborda os efeitos da idade; a freira praticamente já não enxergava e caía muitas vezes, por ver apenas

Benzer Belgeler