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1.2. KURAMSAL ÇERÇEVE VE LİTERATÜR TARAMASI

1.2.5. Fen Öğretiminde Öğretmenin Rolü

As preocupações com a viabilidade do desenvolvimento sustentável colocaram em pauta a necessidade de se discutir e elaborar estratégias para a implementação dessa proposta e o reconhecimento que a gestão ambiental é uma dimensão fundamental e intrínseca a este conceito (Castro, 1998).

Com as discussões provocadas pela necessidade de identificar estratégias para implementar as mudanças institucionais necessárias, a vinculação da gestão ambiental com a temática do desenvolvimento tornou-se ainda mais forte, fazendo

com que o termo gestão passasse a compor as discussões de estratégias de intervenção, se referindo ao modo de conduzir o processo. Isto porque à luz deste debate são examinadas as interfaces entre desenvolvimento, recursos naturais e meio ambiente, sob a ótica das estratégias de conservação e gerenciamento.

Em documentos como a Agenda 21, a expressão gerenciamento dos recursos naturais e do meio ambiente e termos como conservação, proteção, gerenciamento e manejo são tomados como vocábulos intercambiáveis. Além disso, há um destaque importante neste documento, em relação à identificação dos agentes envolvidos e de seu papel no processo de mudança.

Sobre este reconhecimento, é apontado que a gestão ambiental passou a constituir uma fronteira estratégica, onde se reencontram e se confrontam tanto os objetivos associados ao desenvolvimento e ao ordenamento espacial, como aqueles relacionados com a conservação da natureza, ou com a preservação da qualidade do meio ambiente. Um conceito inclusivo que abarca o conjunto das relações de uma sociedade com o seu meio ambiente (Godard, 1997) e que assume a necessidade de que sejam identificados os agentes envolvidos, os papéis de cada um e os arranjos institucionais necessários para a mudança.

Segundo Castro "a noção de gestão ambiental diz respeito às complexas

relações que se manifestam na interface sociedade-natureza ou desenvolvimento- meio ambiente/recursos naturais. Trata-se, portanto de uma referência às estratégias que as sociedades e os atores sociais utilizam para administrar e gerir as interações decorrentes das relações entre as variabilidades do sistema social e do sistema natural" (1998:20). Para o autor, a noção de gestão ambiental integrada

amplia o sentido estreito de gerenciamento e implica em uma nova relação sociedade-natureza, onde cada um deve ter consciência sobre seu papel, no que se refere à qualidade ambiental e na dimensão intergeracional intrínseca à questão da sustentabilidade.

Mas por outro lado, não se pode perder de vista que, em muitos casos, a demanda de gestão é puramente política e “maquiada” com o discurso

conservacionista; uma arena conflituosa baseada na negociação de diferentes interesses, onde o papel de cada ator deve ser avaliado.

Godard (1997) enfatiza que inúmeras tarefas ligadas à integração de fatores relativos à exploração e utilização dos recursos e dos meios naturais são necessárias para que se efetive uma gestão global destes, e sugere a consideração de estratégias que operacionalizem esta integração, bem como eixos de ação que orientem o esforço de gestão.

O autor observa que o envolvimento direto de agentes próximos aos recursos e espaços (comunidades locais) no processo de gestão é fundamental, uma vez que estes são capazes de utilizá-los e de reconhecer seu valor econômico, mas que não pode ser reduzido a uma descentralização total por exigir como contraponto outros níveis de regulação e coordenação. Ele sugere que haja um investimento na negociação entre os diferentes níveis, de forma que seja possível harmonizar os diversos critérios e pontos de vista que devem ser levados em conta na implementação de novos modos de gestão de recursos naturais.

No entanto, se a ética ambiental é colocada como pré-requisito para a instauração de um processo de gestão ambiental, é observada a necessidade de encontrar formas de engajar a sociedade no processo de gestão da natureza. Esta necessidade se acentua diante de fatores como: a) a existência de interesses divergentes e por vezes conflitantes, no uso dos recursos e b) a inadequação de critérios exclusivamente econômicos, como meio de viabilizar uma gestão ambiental norteada pela idéia de sustentabilidade, especialmente em sua dimensão intergeracional.

Segundo Godard (1997), para uma gestão integrada dos recursos naturais não são suficientes os princípios modernos da gestão representados pelos mecanismos de mercado e da administração pública. Isto porque, se por um lado, ambos podem fornecer fundamentos e pontos de referência indispensáveis para as tarefas de gestão, por outro, eles apreendem apenas uma parte dos aspectos pertinentes à gestão dos recursos, seja porque fazem uso de uma lógica que corresponde a um tempo

econômico não compatível com uma gestão prospectiva, seja pela fragmentação e setorialização da ação administrativa.

Um exemplo deste tipo de deficiência nas instituições públicas é a dificuldade que seus mecanismos de regulação tem de assegurar a dimensão de longo prazo de uma forma prospectiva, pró-ativa e aceitável pela população. Outro exemplo é a tendência em separar, de um lado as instituições que organizam a exploração dos recursos e de outro, aquelas encarregadas de garantir a conservação destes.

Godard questiona se mesmo havendo certa variedade de atores envolvidos direta ou indiretamente na gestão dos recursos haveria necessidade de criar uma estrutura institucional que pudesse promover e implementar uma gestão integrada. Isto porque, se por um lado é reconhecida a defasagem institucional para lidar com as peculiaridades do processo de gestão pretendido, por outro é lembrado que geralmente um processo de institucionalização implica na transferência da capacidade de resolução de problemas, podendo induzir numa abordagem especializada dos problemas e desresponsabilizar muitos dos agentes envolvidos.

Segundo o autor há dois níveis que precisam ser considerados no que se refere à gestão dos recursos: 1) o primeiro se refere à multiplicidade de agentes que intervêm diretamente no processo de gestão e 2) o segundo se refere aos mecanismos institucionais se encarregam de integrar, coordenar, estimular e controlar a gestão. Há de se considerar, nesse processo, a natureza dos recursos em questão, lembrando que no caso de recursos que envolvem um grande número de atores, a estrutura institucional encarregada de geri-los deve ser buscada junto aqueles que estão mais próximos dos recursos no dia a dia, que sejam capazes não só de usar o recurso, mas também de valorizá-lo e que são afetados pelos modos de gestão instituídos.

De acordo com Montgolfier & Natali (1997) para o alcance de uma gestão adequada dos recursos naturais é insuficiente a utilização exclusiva de uma concepção objetiva, constituída pela análise sistêmica do meio ambiente natural e dos métodos multicritérios de ajuda aos processos de tomada de decisão. Os autores corroboram as preposições acima, ao considerarem que além do enfoque objetivo, é

indispensável assegurar o engajamento daqueles agentes sociais que estão de alguma forma envolvidos no processo.

A partir destas constatações surgem os principais desafios que se impõe perante a necessidade de construção de novos modos de gestão, que “conservando o

potencial de ação oferecido pelas técnicas modernas, estejam em condições de possibilitar tanto uma confrontação mais efetiva da dimensão de longo prazo, quanto à integração efetiva de todos os atores que intervêm no processo de gestão de um mesmo bem comum” (Montgolfier & Natali, 1997:363).

Superar estes desafios implica na criação de espaços físicos e institucionais de negociação e gestão, numa linguagem adaptada, específica e que seja aceita pelos grupos envolvidos e pela adoção de certas regras como condições balizadoras. Trata- se, portanto, de garantir a institucionalização de estruturas e mecanismos que possam assegurar tanto o “entendimento” entre os usuários e outros agentes envolvidos, através de acordos e decisões consensuais, quanto o seu cumprimento.

Porém, é importante reconhecer algumas dificuldades em viabilizar o envolvimento dos agentes, como a constatação que na atualidade, “a tomada de

consciência da responsabilidade de cada um quanto à qualidade ambiental permanece um tanto difusa e mesmo latente” (Castro, 1998:23). Outro desafio a ser

vencido é que este tipo de abordagem implica que todos os atores sejam identificados e mutuamente reconhecidos, assim como seus diferentes interesses.

Neste sentido, duas questões devem ser consideradas: 1) a importância das “regras do jogo” neste processo, inclusive para que a participação da sociedade civil seja garantida e 2) a necessidade de mudar a relação entre as instituições, a ponto de mudar o referencial que condiciona o comportamento dos agentes individuais.

A busca de respostas para estas questões passa pela necessidade de estabelecer uma estrutura de análise que integre teorias e métodos de análise institucional e do processo de mudança institucional. Algumas referências teóricas que abordam estes temas são apresentadas a seguir.