Geografia
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Professor de História
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Professora de Língua Portuguesa
Sim, são os mesmo recursos. Não são recursos diferenciados. Às vezes, a gente aprende assim alguma coisa com professores que dão aula até o 5º ano do nível I. Eu pergunto “Olha, o aluno tal faz tal coisa. Que que eu tenho que fazer pra ele não fazer assim?” Aí a professora dá umas dicas. Geralmente eu busco informação com quem alfabetiza pra de repente fazer alguma coisa que seja útil pro garoto. [ Esse seria um conhecimento específico que você tem que recorrer...] Isso, agora... [ no caso dele, né?] porque ele não é alfabetizado. Se ele fosse um aluno alfabetizado não haveria necessidade de um recurso diferente do usado com os outros alunos, né? Mas ele não é alfabetizado.
Professora de Artes
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Coordenador Pedagógico
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5 O que imagina que lhe falte de recursos pessoais para atender a esses alunos? Professor de
Geografia
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Professor de História
Acho que a primeira coisa é uma formação especifica na área de alunos de inclusão. Os cursos superiores, atualmente, você pode fazer como um curso optativo, mas numa
grade normal, normalmente você não tem uma matéria que trabalhe sobre isso. [Você fez bacharelado em História?] E Licenciatura. [ E na Licenciatura também não tem essa , não existe essa obrigatoriedade?] Não essa obrigatoriedade. Algumas universidades oferecem o curso como uma disciplina optativa e eu acho que isso é uma grande deficiência do ensino superior do Brasil. Você vai trabalhar, necessariamente, com alunos de inclusão na rede pública; é impossível você escapar disso. Você pode não trabalhar um ano, mas no outro você vai acabar pegando e a gente não vem preparado para isso. Até porque pela amplitude das possibilidades de deficiência que a gente tem. É diferente a forma como você vai tratar um aluno que tem uma síndrome de Down de outros problemas. E a gente não sabe exatamente como trabalhar com isso, né? Um aluno que tem síndrome de Down ou é um autista são abordagem completamente diferente que você tem que ter com o aluno e agente não tem um preparo para isso e, muitas vezes, o próprio aluno não tem um laudo que diga qual o tipo de problema que ele tem pra gente saber que forma atuar melhor com ele. [mas no caso do J., o que você acha que você pode fazer? Você estava dizendo: fazer um desenho...não adianta só ficar falando no caso dele.] no caso dele não adianta. Só ficar perguntando pra ele.. [ficar olhando...] Ele é um aluno que você pede pra fazer uma leitura e ele traz muita resistência, tanto que ele pede pra ler o mínimo possível. Ele já conversou comigo fora, à parte da sala ...[mas ele não sabe ler muito bem ainda, né?] Ele tem dificuldade, mas não é só esse o problema, porque tem aluno que não tem problema e tem mais dificuldade de leitura do que o J. O J., no caso, ele tem uma leitura e uma escrita superior a alunos que não têm problema nessa escola. [alguns alunos] Ele tem muita vergonha. Se comparar até com alunos da própria sala dele, tem alunos que leem pior do que ele [E quando ele vai fazer uma prova, ele escreve uma resposta, tudo?] Escreve, mas ele tem muita dificuldade em fazer. Então, as provas dele acabam sendo um pouco diferenciadas. Eu faço questões um pouco diferentes [Então existe um pouco essa diferenciação?] Eu tento não mudar totalmente as questões pra ele conseguir acompanhar mais ou menos, né? Pra ele estar conseguindo aproximar do que está sendo perguntado, do que está sendo exigido dos outros alunos, porque eu, simplesmente, não tenho como dar uma aula particular pra ele. Então ele tem que conseguir acompanhar, pelo menos, minimamente os outros alunos. [Mas aí você muda um pouco só para as perguntas ficarem mais claras?] A formulação é uma coisa mais simplificada, com termos um pouco mais simples, muitas vezes.[ Certo.] A gente tenta modificar um pouco, não simplesmente simplificar, às vezes dar um outro viés, porque simplificar também você não resolve o problema do aluno. Você vai passar simplesmente uma coisa fácil pra ele tirar nota, mas você não tá resolvendo o problema do aluno. Você tem que fazer com aquilo seja um desafio pra ele. [ Aqueles cadernos, você não faz na sua área? Porque eu sei que ele tem cadernos...] Caderno de apoio? [É, em História não tem?] Não, o caderno de apoio em História na Prefeitura (?) não tem, [Só em Português e Matemática. Eu sei que o professor de Matemática tem...mas aqui na História não tem?]Não.
Professora de Língua Portuguesa
Algum conhecimento sobre a alfabetização []. Se nós trabalhássemos em dois professores em sala, se houvesse uma quantidade menor de alunos. Porque na verdade, o aluno acaba ficando jogado lá dentro, porque ele não tem muita autonomia. Os outros alunos ...A diferença essencial é essa questão da autonomia, os outros têm autonomia. Ele tem menor autonomia, fica muito dependente do professor e o professor não tem condições de, né...[ porque tem o grupo todo] Isso. Não tem condições. Eles concorrem entre si. Os outros alunos tem ciúme. Se você fica ajudando um só...Existe essa concorrência, tem que tentar lidar em igualdade.
Professora de Artes
Ainda falta. [Que tipo de coisa ainda falta?] Ainda falta a gente conhecer as diferenças, detectar mais essas diferenças de..., como se fala... deficiências intelectuais que tem, que cada um é um caso, que cada um tem um nível de entendimento. A gente às vezes cria uma expectativa de que ele vai chegar àquilo e ele não chega, ou então a gente às vezes subestima, acha que ele não vai chegar àquele resultado e na hora que
chega a gente se surpreende. Então ainda é muito no acerto e no erro que a gente vai indo e isso é uma coisa que me incomoda. Então eu acho que se a gente tivesse mais embasamento teórico talvez eu acho que isso... e continuar com aquele projeto que inicialmente nós tínhamos aqui, mas como eu disse mas mudou a equipe, até isso a gente tentar fazer de novo é conhecer mais esse ambiente familiar [Isso você colocaria como sugestão?] Isso. É uma coisa necessária. [ Ou seja, voltar a esse projeto de ter mais contato com as famílias?]Exatamente. Inclusive esses alunos que já foram... eu encontrei já trabalhando, no mercado de trabalho. No Mac’Donalds eles acolhem muito. Encontrei ex-alunos com deficiência trabalhando e achei muito legal. Foi muito gratificante. Mas ainda eu acho que essa questão da família estar próxima ainda é muito necessário porque a família também precisa de um apoio. A maioria dos familiares não tem estrutura para suportar isso também. [Você acha que hoje está um pouco mais distante essa história da família com a escola desses alunos?] Aqui na escola algumas famílias ainda estão distantes. [Em termos estruturais da escola, você acha que precisaria alguma outra coisa acontecer além do que você já falou?] seria bom mais profissional na sala de aula. Quando eu tenho a professora que trabalha com a gente que é de Artes também, ela me substitui. Seriam os professores que nos substituem. Quando ela está presente aqui comigo, eu consigo dar mais atenção pra eles porque aí ela dá uma atenção geral ou vice-versa, ela fica com esse aluno que necessita e esse aluno rende mais. E outra coisa, a gente poder criar atividades diferenciadas não é sempre que a gente tem tempo. Pra criar essas atividades diferenciadas pra esses alunos. [Precisaria ter uma grade horária que encaixasse esses tempos de produção?] Ou pelo menos nessas salas que tem esses alunos, ter um outro professor junto com a gente. É necessário.[ Por que a atividade que você dá pra todo mundo precisaria ser adaptada?] No momento eu não estou tendo esse tipo de problema. A não ser quando eu trabalho com geometria, que aí é uma coisa um pouco é mais técnica. Aí eu preciso de uma atividade diferenciada. Fora isso não ...porque geralmente esses alunos que tem uma certa deficiência intelectual, eles têm uma grande habilidade em Artes. Geralmente. [A sua experiência indica isso?] Indica isso. Geralmente eles têm uma habilidade mais desenvolvida na área de Artes. Todos, mesmo aqueles que não tem laudo, que a gente fica observando e a gente vê que...aí você conversa com outros professores das outras disciplinas e você vê que eles não tem um rendimento, que eles não conseguem e em Artes eles conseguem. Eles têm uma outra maneira talvez de perceber o mundo e então desenvolvem uma habilidade em Artes que não é em toda área que vai ter. [Obrigada]
Coordenador Pedagógico
Acho que é formação, cursos...porque na Pedagogia, quando eu fiz lá na Educação, acho que eu fiz só um semestre ... [você achou que foi pouco?] Pouco pra você entender os vários tipos de deficiências mental, física ...mental, principalmente. Você não tem o olhar lá na faculdade pra entender melhor isso aí. Talvez acho que tem aquele pessoal que faz aquele curso que eu fiz de um semestre e depois faz o mestrado na área e talvez tenha uma preparação melhor, mas só a graduação..
6 O que a instituição já possui de estrutura para promover a aprendizagem do