• Sonuç bulunamadı

Felsefe Tarihinin Başlangıcından Immanuel Kant’a Kadar Doğa ve Özgürlük

BÖLÜM 1: ÖZGÜRLÜK PROBLEMİNİN KAVRAMSAL ÇERÇEVESİ VE

1.2. Felsefe Tarihinde Doğa ve Özgürlük İlişkisi

1.2.1 Felsefe Tarihinin Başlangıcından Immanuel Kant’a Kadar Doğa ve Özgürlük

Dada as diiculdades apresentadas, tanto para a aquisição de imóveis via desapropriação, como a falta de recursos do poder público municipal para a transformação da área nos moldes dos projetos existentes, o prefeito Gilberto Kassab anunciou a Concessão Urbanística como instrumento viabi- lizador do projeto. Com a Concessão Urbanística, instrumento previsto pelo PD de 2002 no Artigo 239, o poder executivo concederia ao empreendedor privado o direito de desapropriar e explorar os imóveis localizados na área de transformação do projeto, dando como contrapartida investimentos em transporte, sistema viário, criação de áreas verdes e novos espaços públicos, infraestrutura e HIS, previstos em projeto urbanístico especíico.

As origens da Concessão Urbanística, segundo trabalho desenvolvido por Felipe Francisco de Souza, que acompanhou o processo enquanto era funcionário da Secretaria Municipal de Planejamento (SEMPLA), foram remetidas ao jurista Paulo Lomar, na época assessor chefe da assessoria jurídica da SEMPLA, que desenvolveu dissertação de mestrado sobre o tema e a incorporou, entre outros 41 instrumentos urbanísticos, no projeto de Lei do Plano Diretor de São Paulo de 2002. O instrumento, que foi muito pouco debatido durante as discussões sobre o PD, foi legislado com conteúdo genera- lista, sem detalhamento da sua operacionalização e sem delimitar nenhuma área para sua implemen-

Lei de Incentivos Nº 14.096/2005 Perímetro da ZEIS 3C 016 (Sé)

tação, o que inviabilizou qualquer debate sobre o tema nas audiências públicas.

Apesar da característica progressista de redeinição do paradigma das políticas urbanas em São Paulo, a inserção de um instrumento urbanístico sem delimitar uma área de atuação e sem uma discussão ampliada, incluindo os potencialmente afetados por sua implantação, contrariou o “espírito geral” do plano diretor. Aqui cabe uma questão: teria sido essa uma “artimanha” de seu proponente, aprovar o instrumento sem a delimitação de uma área especíica para sua aplicação no plano diretor, graças à previsão do potencial conlito de interesses que um instrumento dessa natureza pudesse causar? De qualquer maneira, a concessão urbanística na gestão Marta Suplicy foi resultado de um processo restrito, envolvendo um leque limitado de atores e pouca compreensão da comunidade técnica sobre a essência do instrumento urbanístico. (SOUZA, 2010, p. 139).

O instrumento de Concessão Urbanística foi introduzido por Lomar como referência de modelos aplicados no exterior “[...] buscando transpor as diiculdades nacionais por meio de artifícios jurí- dicos [...] para viabilizar uma agência de implementação de projetos, com permissão de exploração direta de atividade econômica” (SOUZA, 2010, p. 35). Foi apresentada pela primeira vez, portanto, pelo PDE de 2002, já que não faz parte dos instrumentos previstos pelo Estatuto da Cidade (Lei Fe- deral nº 10.257 de 2001), que apenas enumera no seu Artigo 4º que serão utilizados, para ins desta lei, “aqueles e outros instrumentos urbanísticos” (BRASIL, 2001), não mencionando a Concessão. O principal argumento da prefeitura para o uso da Concessão Urbanística foi baseado na possi- bilidade de induzir as transformações urbanas em áreas degradadas e minimizar a necessidade de investimentos pelo poder público em áreas declaradas como de utilidade pública e interesse social. Já os principais opositores à aplicação da Concessão Urbanística na NL, representados por juristas e so- bretudo pela Associação de Comerciantes da Santa Iigênia (ACSI), defenderam a inconstitucionali- dade da lei sob diversos argumentos, dentre os quais ser vedada ao poder público a desapropriação de imóveis para ins de revenda, e o fato de que as desapropriação por utilidade pública por concessio- nários são permitidas apenas para as empresas de serviços públicos de fornecimento de água, energia elétrica, esgoto, transporte coletivo e comunicação. Outro grande problema da regulamentação é a inexistência de garantias de permanência aos ocupantes dos imóveis inseridos na intervenção. Há menções ao ressarcimento aos proprietários, mas nada que conigure direito de permanência àqueles sem vínculos de propriedade, sejam eles locatários de comércio ou residências.

O Projeto de Lei nº 87 sobre a Concessão Urbanística foi enviado à Câmara dos Vereadores em feve- reiro de 2009 e, por trata-se de matéria do PDE, icou sujeito à realização de no mínimo duas audi- ências públicas, realizadas nos dias 06 e 17 de março de 2009.

Audiência Pública realizada em 17 de março de 2009: Uma amostra do debate sobre a Concessão Urbanística

Do lado de fora da Câmara Municipal, centenas de manifestantes empunhavam faixas e cartazes contra a lei da Concessão Urbanística. “São Paulo está a venda” era o slogan dominante. Do lado de dentro, casa cheia, mesa posta, ânimos mais controlados, plateia excitada e as mesmas faixas de protesto impostas. A audiência foi iniciada por uma breve apresentação da Concessão Urbanística pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano Miguel Bucalem: o instrumento que permite induzir intervenções em áreas degradadas e minimizar a necessidade de investimentos pelo poder público. Tem como contrapartida o investimento em transporte público, modiicações no sistema viário, implantação de áreas verdes e novos espaços públicos, novos equipamentos urbanos, infraes- trutura e programa de atendimento econômico e social à população afetada pelas desapropriações. Com a concessão o privado adquire o direito de explorar a área comercialmente em áreas deinidas. Q75 Q67 Av Duque de Caxias Av Rio Br anc o Av Ipir anga 0 100 200 300 m N

RECURSOS O.U. CENTRO Quadra 67 (7 Imóveis) Quadra 75 (2 Imóveis) Finalidade

Construção de 170 His Convênio com o CDHU Custo Estimado R$ 4,0 Milhões RECURSOS PMSP Quadra 69 (integral) Custo Estimado R$ 2,8 Milhões Quadra 77 (integral) Custo Estimado R$ 3,0 Milhões Quadra 90 (18 Imóveis) Custo Estimado R$ 5,6 Milhões VALOR TOTAL 15,4 MILHÕES Q69 Q77 Q90 PRODAM 2.319 m2 SUB SÉ 2.291 m2 EQUIPAMENTO EDUCACIONAL 6.187 m2

108 109 Segundo o secretário, estariam previstos estudos de impacto ambiental e de vizinhança, estudos de

viabilidade e audiências públicas durante o processo de desenvolvimento e implantação do projeto para garantir a participação de todos os envolvidos.

Rubens Chamas, então Diretor de intervenção urbana da EMURB, empresa pública responsável pelo projeto, apresentou o histórico das intervenções na área e os objetivos da aplicação da Concessão Urbanística no perímetro do Projeto Nova Luz: transformar a região em um polo tecnológico vol- tado para empresas de telecomunicações e estruturar a Zona Especial de Interesse Social existente no perímetro a partir da participação da iniciativa privada. Chamas destacou as 12 ações públicas já realizadas na área desde 2005, dentre elas a instalação da Guarda Civil Metropolitana, as câmeras de segurança implantadas na região, a desapropriação das quadras 67 e 69 para a instalação de prédios públicos, as obras já em licitação para implantação de edifícios habitacionais nas quadras 69 e 75 e os processo de desapropriação em andamento pelo Governo do Estado da quadra 90 e da quadra 09, onde seria instalada a Escola da Dança. Chamas estimou o custo total da intervenção em 750 milhões de reais e a geração de 26 mil novos empregos, ressaltando que “o êxito da Concessão Urbanística é ter um bom projeto urbanístico”, cuja contratação seria o próximo passo a dar após a aprovação da Lei, juntamente com os projetos para a área da ZEIS e o Estudo de Viabilidade Econômica.

Após a explanação do poder público, foram abertas as falas para a sociedade civil. Nenhuma das falas apresentou apoio ao projeto de lei. Eduardo M. da AZUP apontou que um projeto como este não poderia ter sido realizado de cima para baixo, sem o diálogo com os habitantes e usuários da região para readequá-los de forma digna. Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo, e também a Presidente da Associação Viva Pacaembu, Lênidis Benfati, usaram suas falas para se referir à questão da propriedade, afetada com a lei. Lucila airmou que “o poder público está promovendo um conis- co das propriedades”, o que é inconstitucional. Lenidis ressaltou que os proprietários devem ser res- tituídos pelas quantias referentes à valorização da área. Paulo Garcia, da Associação de Comerciantes da Santa Iigênia (ACSI), chamou o projeto de “banco imobiliário”, segurando uma caixa do jogo nas mãos, que privilegia os interesses privados. Garcia ressaltou ainda que “há comerciantes na região há mais de 60 anos”, e as desapropriações na Santa Iigênia poderiam gerar um montante de cinco mil desempregados. Finalizou sua fala contra o processo de estigmatização da região dizendo que “Santa Iigênia não é cracolândia”. Karina Uzzo, do Instituto Polis, apontou irregularidades na elaboração do projeto de lei, como o fato dele não passar pelo Conselho e pela Câmara Técnica da legislação urbanística. Igor Carvalho, estudante da FAU/USP, ressaltou que se tratava de um projeto imobiliário onde os interesses dos cidadãos não estavam sendo considerados, e tal como as intervenções culturais realizadas na área, tratava-se de mais uma medida de limpeza social. Benedito Barbosa, da União dos Movimentos de Moradia da São Paulo (UMM), airmou que “um projeto com unidades imobiliárias custando 130 mil reais não pode beneiciar a população de baixa renda” e questionou sobre o que iria garantir a permanência da população da ZEIS na área. Ana Maria, do Conselho Municipal de Habitação, reforçou a necessidade de o projeto ser aprovado pelo Conselho.

Após as falas da sociedade civil foi a vez das manifestações dos vereadores presentes, iniciadas com as falas da oposição: Chico Macena, do PT, e Jamil Murad, do PCdoB, que contaram com a pre- sença do Prof. Nabil Bonduki, relator do PDE de 2002. Macena lembrou que apesar de terem sido apontadas irregularidades no projeto de lei, a maioria da comissão votou a favor. “O projeto de Lei precisa garantir o controle social para proibir o uso especulativo da terra e garantir a função social da propriedade”, airmou. Macena apontou ainda a necessidade de discutir a vocação da região antes de desenvolvimento de um projeto de reurbanização, “Por que não um projeto que valorize a área co- mercial existente?”. Sua proposta foi de retirar a questão da aplicação na região da Nova Luz e debater a Concessão Urbanística com a sociedade, pois apesar de ser necessária a criação de um instrumento

para interferir em áreas degradadas pelo estado, é preciso pensar se a Concessão Urbanística é o instrumento adequado. O vereador Jamil Murad ressaltou o fato do polo comercial da Santa Iigênia interligar interesses econômicos do país todo, da aprovação da Concessão Urbanística atingir toda a cidade e do projeto não apresentar soluções para a cracolândia, pois acabará transferindo os usuários de drogas para outras regiões da cidade, além de expulsar pobres e comerciantes, promovendo uma verdadeira “limpeza social”. Nabil Bonduki reforçou a necessidade de um maior debate para aprofun- dar o instrumento, separadamente da sua aplicação especíica, já que é preciso avaliar se há formas da Concessão Urbanística não ser um instrumento de segregação social. Ressaltou ainda a necessidade do projeto urbanístico da Nova Luz ser apresentado à população para que todos os atores sejam en- volvidos no processo.

Em seguida foram ouvidos os vereadores da base aliada, Jucelino Gadelha, do PSDB, e Paulo Fran- ge, do PTB, ambos defensores do PL e do Projeto Nova Luz. Jucelino airmou ter havido consenso de que o instrumento é bom para a cidade, já que foi muito debatido quando inserido pelo PT na aprovação do Plano Diretor em 2002. Airmou ainda que o projeto Nova Luz prevê melhorias e não expulsão e que “não é verdade que os comerciantes serão expulsos da Santa Iigênia”. Frange ressaltou que São Paulo precisa de instrumentos para intervir na cidade e que a ZEIS não iria desaparecer do projeto, pois “é no centro que o trabalhador deve icar”. Por im, foi a vez de José Pólice Neto, relator do projeto de lei. Ele lembrou os debates realizados sobre a Concessão Urbanística em 2002 e 2004, que já haviam deinido a utilização do instrumento, restando agora regulamentá-lo. “É importante a aplicação do instrumento na Nova Luz, para gerar o debate e a participação popular”, airmou. Police Neto ainda argumentou a favor da ZEIS, citando o descontentamento de alguns comerciantes com a demarcação, e ressaltou o esforço do poder público em mantê-la, a im de primar pelo interesse coletivo e não o de grupos especíicos.

Neste debate caloroso, marcado pela disputa política, pela resistência popular e pela manifestação expressiva de uma associação de comerciantes então recém-formada, dois aspectos iriam dialogar com os desdobramentos do Projeto Nova Luz:

• A menção à ZEIS 3 pelo poder público como garantia de manutenção da população de baixa ren- da e promotora de equidade social. No entanto, quando as ações que se sucederam para a concre- tização dessa prorrogativa caminharam no sentido contrário e o projeto da lei da Concessão Ur- banística não apontava quaisquer garantias à permanência dos moradores e trabalhadores locais; • A ênfase das manifestações populares na questão da “propriedade”, em uma região ocupada so- bretudo por locatários, ausentes do debate. Este fato, sintomático, aponta para a condição de despolitização e vulnerabilidade social dos moradores locais e a inexistência, até então, de uma mobilização da população local em torno da questão da moradia.

Aprovação da Lei

Após a realização das audiências públicas necessárias e dos protestos advindos, sobretudo dos co- merciantes da Rua Santa Iigênia, foi aprovada a Lei 14.917 de 2009, que dispões sobre a Concessão Urbanística no Município de São Paulo e, logo em seguida, a Lei 14.918 de 2009, que autoriza o executivo a aplicar a Concessão Urbanística na área da NL. O Jornal Folha de São Paulo, no dia 23 de abril de 2009, anunciou a aprovação da “terceirização da Nova Luz” (Folha de São Paulo, Cotidiano, 23 de Abril de 2009) pela Câmara Municipal, por 41 votos a 10. A Câmara aprovou no mesmo ato também um substitutivo para o PL da Concessão Urbanística elaborado pelo vereador José Pólice Neto. Entre as alterações foi retirada a autonomia exclusiva do prefeito em deinir, sozinho, as áreas passíveis da aplicação do instrumento, tendo que passar pela anuência da Câmara Municipal; i-

110 111 cou prevista a obrigatoriedade da formação de conselhos gestores para acompanhar as concessões,

formados por membros da prefeitura e da sociedade civil. A bancada do PT havia solicitado ainda que os pedidos de aplicação da Concessão deveriam ser apresentados juntamente com um projeto detalhado das áreas a serem desapropriadas e suas destinações, porém a proposta não foi acatada. O líder da oposição na Câmara, João Antônio, do PT, airmou que a aprovação da lei na forma como foi redigida se tratava de um “cheque em branco” em benefício do mercado imobiliário. Anaí Arantes, coordenadora do núcleo de Habitação e Urbanismo da Defensoria Pública do Estado de SP alegou a inconstitucionalidade da Lei, já que “não existe concessão para obras, mas somente para serviços” (Folha de São Paulo, Cotidiano, 23 de abril de 2009). Na mesma matéria, o jornal apontou uma valorização do metro quadrado da região de R$ 700,00 para R$ 2.100,00, podendo chegar até R$ 4.800,00 nas áreas passíveis de incorporação. Estava sendo iniciado um processo de “valorização” de uma região até então desinteressante para o mercado imobiliário, em função das expectativas por um projeto ainda não concebido efetivamente.

Na cerimônia de entrega do projeto da Concessão Urbanística ao prefeito Gilberto Kassab, realizada um dia após a aprovação da Lei na Câmara Municipal, o prefeito comparou o Projeto Nova Luz à Lei da Cidade Limpa, que ordenou a instalação de anúncios nas fachadas dos imóveis e marcou o inicio da sua gestão na prefeitura de São Paulo: “Vou fazer com este projeto o que iz com a cidade limpa, a minha presença diária à frente das ações e operações. Este é o projeto mais importante da gestão iniciada pelo nosso Serra”, (O Estado de São Paulo, Cidades C4, 24 de abril de 2009). O prefeito anun- ciou ainda a instalação de um escritório para acompanhar de perto o projeto em um antigo hotel de seis andares, construído na década de 1940, na Rua General Couto de Magalhães, perto da Estação da Luz. O prédio, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado (Condephaat) havia sido desapropriado em dezembro de 2008, permanecendo desocupado até então.

A matéria do Jornal da Tarde da mesma data, além de tratar da aprovação da Concessão Urbanística, trouxe também a notícia do desejo da Prefeitura em ter empresas internacionais como participantes da licitação que iria escolher o melhor projeto urbanístico para a área da Nova Luz, a ser realizada até o i- nal de 2009. Rubens Chamas airmou que a concorrência valorizaria “[...] proissionais com experiência comprovada na revitalização de áreas degradadas em diferentes lugares do mundo. [...] temos um bom produto e queremos valorizá-lo.” (Jornal da Tarde, 24 de abril de 2009), airmou o presidente da Emurb. Estava formado o cenário para o início de uma intervenção urbana viabilizada pelo chamariz do megaprojeto, onde o papel do ente público seria deinidor para a elaboração dos pactos e deinição dos atores, mas cujo ônus seria remetido ao mercado privado através da aplicação de um instrumen- to inédito na regulamentação urbanística brasileira, sem precedentes de aplicação. Nesta trama de articulações e deinições de responsabilidades sobre a produção do espaço público e a exploração do espaço privado, o principal ator, o morador, aquele que habita o espaço em questão, usufrui de sua estrutura e sofre com seus problemas cotidianos, era mantido à margem da trama articuladora. Seria informado na hora do despejo durante o período pré-projeto ou nos exíguos canais de comunicação formalmente construídos para a divulgação de um projeto pronto.

Este processo inicial da abertura de áreas para o início de uma intervenção de grande porte, que bus- cou atuar sobre um território de alta vulnerabilidade social e a problemática situação habitacional do centro de São Paulo, se daria em paralelo com outras ações da prefeitura municipal em andamento, como o Programa de Cortiços, alterando seus rumos, atropelando políticas historicamente constru- ídas e colocando-se contraditoriamente a uma área demarcada como ZEIS 3, na qual a manutenção da população residente deveria ser colocada como prioridade.

Demolições, despejos e deslocamento:

Benzer Belgeler