• Sonuç bulunamadı

Fe metabolizması bozukluğu

De acordo com a Pnad de 2013, no Brasil, existiam 56.019 creches responsáveis pelo atendimento de 23,2% das crianças de 0 a 3 anos de idade naquele ano. Lembremos que esse percentual, apesar de indicar crescimento do atendimento à essa faixa etária, representa menos da metade da meta 1 para o segmento de 0 a 3 no PNE 2001. Por isso, no novo PNE, em sua meta 1, colocam-se em destaque dois indicadores importantes: o percentual da população de 0 e 3 anos de idade e o de 4 e 5 anos. Já o percentual de crianças de 4 a 5 anos de idade que frequentavam a pré-escola foi de 81,4%, atendidas num total de 107.320 unidades escolares em todo território nacional. Quando observamos o movimento ou a evolução desses indicadores considerando o ano de 2005/2006 até 2013, verificamos um acréscimo de 18,7 pontos percentuais. (BRASIL, 2015).

Quando analisamos esses indicadores a partir de dados de Pnad que considerou o recorte temporal de uma década, confirmamos que esse avanço do atendimento de creches e pré-escolas aconteceu em todas as regiões do Brasil. Em nível nacional de 2004-2013, o salto foi de 19,9 pontos percentuais. A região que mais cresceu, nos últimos anos, foi a região Sul que apresentou crescimento absoluto de 27,2 pontos percentuais. A região Norte teve variação de 20,4 pontos percentuais, o Sudeste cresceu em 19,0 e o Centro-Oeste, em 22,0. Já o Nordeste teve a menor variação por ter apresentado uma taxa de crescimento absoluto de 16,2 pontos percentuais, contudo, apresenta a maior taxa de atendimento em educação infantil no ano de 2013. Veja no Gráfico 01.

Gráfico 01 - Percentual da população de 4 e 5 anos de idade que frequentava a escola, por grandes regiões – Brasil, 2004 e 2013

Fonte: Extraído de Plano Nacional de Educação PNE 2014-2024: Linha de Base

Essa evolução do atendimento na educação infantil pode ser verificada também de forma detalhada nos relatórios do Censo Escolar de 2013. Segundo dados do Censo Escolar de 2013, as matrículas na educação básica por modalidade e etapa de ensino no Brasil tiveram uma queda entre 2007 a 2013 - considerando o período de 2012 a 2013, o total de matrícula caiu em 0,8%. Se considerássemos o movimento das matrículas entre os anos de 2007 até 2013, quando o total de alunos era de 53.028.928 para toda a educação básica nacional, de 50.545.050, em 2012, ou os dados do Censo Escolar de 2013 quando as matrículas passaram para 50.042,448, o impacto seria ainda maior. É importante perceber que houve uma queda das matrículas entre 2012 e 2013.

Entre os anos de 2012 e 2013, a queda da matrícula no Ensino Fundamental foi de -2,2 (2,1 para anos iniciais e 2,2 para anos finais). Mas, de maneira contrária, a Educação Infantil cresceu 4,5 no mesmo período com forte destaque para o segmento 0 a 3 anos de idade que tem crescimento em todos os estados brasileiros e apresentou percentual de variação de 10,5% de crescimento. Isso pode ser verificado na Tabela 08.

Tabela 08- Evolução do Número de Matrículas na Educação Básica por Modalidade e

Etapa de Ensino - Brasil (2007-2013)

Educação Infantil Ensino Fundamental

Ano Total Geral Pré- Anos

Total Creche escola Total Iniciais Anos finais 2007 53.028.928 6.509.868 1.579.581 4.930.287 32.122.273 17.782.368 14.339.905 2008 53.232.868 6.719.261 1.751.736 4.967.525 32.086.700 17.620.439 14.466.261 2009 52.580.452 6.762.631 1.896.363 4.866.268 31.705.528 17.295.618 14.409.910 2010 51.549.889 6.756.698 2.064.653 4.692.045 31.005.341 16.755.708 14.249.633 2011 50.972.619 6.980.052 2.298.707 4.681.345 30.358.640 16.360.770 13.997.870 2012 50.545.050 7.295.512 2.540.791 4.754.721 29.702.498 16.016.030 13.686.468 2013 50.042.448 7.590.600 2.730.119 4.860.481 29.069.281 15.764.926 13.304.355 2012/2013(%) -1,0 4,0 7,5 2,2 -2,1 -1,6 -2,8

Fonte: Adaptado do MEC/Inep/2014.

É importante considerar que tem ocorrido no Brasil uma diminuição da taxa de fecundidade e natalidade, consequentemente, uma redução populacional. Segundo dados do IBGE e da Pnad, esse fenômeno vem ocorrendo desde 2002, e atinge, principalmente, a base da pirâmide, ou seja, a faixa etária entre 0 a 14 anos. Esse fato tem reflexo direto na diminuição do número de matrículas da educação básica. Contudo, poderá ter efeito positivo para o segmento de 0 a 5 anos que ainda não foi universalizado, principalmente, para as crianças de 0 a 3 anos, em que mais da metade ainda não tem acesso à educação. Como a projeção do IBGE para os próximos 40 anos é de contínua redução populacional, significa que, mesmo que mantenhamos números baixos de matrícula, o percentual de atendimento será elevado. Na Tabela 09 encontra-se a projeção da população por faixa no período de 2013 a 2024.

Tabela 09- Projeção da população por faixa (2013-2024)

Etapa educacional Faixa etária 2013 2024

Creche 0 a 3 12.035.305 10.525.848

Pré-escola 4 a 5 6.268.537 5.434.160

Ensino Fundamental 6 a 14 30.227.810 26.145.927

Fonte: IBGE/2014.

É importante destacar que tem ocorrido um baixo crescimento populacional, uma queda na taxa de natalidade e, de maneira similar, um decréscimo na taxa total de matrícula. Essa constatação é importante para pensar o financiamento da educação, sobretudo, porque a maior parte da sistemática e do mecanismo de distribuição dos recursos públicos para a educação acontece mediante o valor aluno per capita. Sendo assim, a probabilidade é que o valor-aluno aumente e, por conseguinte, seja mais favorável ao pagamento de melhores salários. No que se refere à educação infantil, devemos levar em consideração o fato de o ensino fundamental, praticamente, já ter sido universalizado, assim o país poderá concentrar esforços na ampliação do atendimento das crianças de 0 a 5 anos. Na Tabela 10, podemos verificar a taxa de matrícula e a população em idade 0 a 5 anos entre os anos de 2007 a 2013.

Tabela 10- Número de Matrículas na Educação Infantil e População Residente de 0 a 3

e de 4 e 5 Anos de Idade - Brasil (2007 - 2013)

Ano Matrículas na Educação Infantil População por Idade Total Creche Pré-escola 0 a 3 Anos 4 e 5 Anos 2007 6.509.868 1.579.581 4.930.287 10.956.920 5.928.375 2008 6.719.261 1.751.736 4.967.525 10.726.657 5.765.405 2009 6.762.631 1.896.363 4.866.268 10.536.824 5.644.565 2010 6.756.698 2.064.653 4.692.045 10.925.892 5.802.254 2011 6.980.052 2.298.707 4.681.345 10.485.209 5.698.280 2012 7.295.512 2.540.791 4.754.721 10.553.268 5.516.458 2013 7.590.600 2.730.119 4.860.481 - - 2012/2013 (%) 4,0 7,5 2,2 - - Fonte: MEC/Inep/2014.

Verificamos que, em 2013, a matrícula na educação infantil seguiu crescendo, alcançando o volume de 7.590,600 matrículas dividido entre creche e pré-escola. Para a creche, foram 2.730,119 matrículas e, para pré-escola, 4.860,481 matrículas. Na Tabela 10, é possível verificar o quantitativo de população das crianças de 0 a 3 anos e de 4 a 5 anos de idade.

Cabe ressaltar que essa ampliação no atendimento da educação infantil tem se dado em todos os seus indicadores, como no número de professores com formação específica, na melhoria da infraestrutura, na ampliação do número de unidades, dentre outros. Um exemplo importante é o investimento que tem sido feito pelo poder público brasileiro no sentido de construir, reformar e equipar instituições de atendimento à educação infantil por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). De acordo com informação disponível na página do FNDE,

entre 2007 e 2014, o Programa investiu na construção de 2.543 escolas, por meio de convênios e a partir de 2011, com sua inclusão no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC2) outras 6.185 unidades de educação infantil foram apoiadas com recursos federais, totalizando 8.728 novas unidades em todo o país. (http://www.fnde.gov.br/programas/proinfancia).

De acordo com dados do Ministério da Educação disponível na página do Fnde, os gastos com o Proinfância já chegam aos R$ 10 bilhões em 2015. Além disso, os dados dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do SE e das despesas com a

Função Educação Infantil, bem como os indicadores de estimativa do valor do investimento público total em educação por nível e o Investimento Direto por Estudante confirmam o aumento na distribuição de recursos para esse segmento. Segundo dados do Inep/MEC, a Educação Infantil é uma das etapas que mais apresentaram evolução nos recursos aportados no período de 2004 a 2013. (BRASIL, 2015).

Benzer Belgeler