• Sonuç bulunamadı

2. GENEL BİLGİLER

2.1. Premenstrual Sendrom

2.1.7. Premenstrual Sendromda Tedavi

2.1.7.2. Farmakolojik Tedavi Yöntemleri

São muitas as considerações resultantes do andamento desta pesquisa. A primeira diz respeito à própria fundamentação teórica-conceitual, com relação ao objeto de estudo. O conceito e mesmo a própria proposta metodológica de fragilidade, é ainda por vezes apresentados de maneira similares a outros modelos como o de vulnerabilidade, susceptibilidade, perigo e/ou risco. Algo que resulta, pois em uma grande confusão acadêmica, por vezes colocando em dúvida a natureza dos próprios resultados.

É interessante ainda ressaltar o fato de que as técnicas de geoprocessamento, apesar de se mostrarem como importantes ferramentas para esta análise, alguns pontos devem ser ainda expostos. Para a análise realizada foram necessárias algumas tentativas de mapeamento e correlação com as observações de campo que resultaram em variados padrões de fragilidade – divergentes do mapeamento final desta pesquisa. De modo que, as pesquisas de campo tornaram-se, pois de fundamental importância ao estabelecimento das proposições apresentadas como produto síntese final.

Além disso, no que diz respeito à região do Semiárido brasileiro, pelo menos com relação à metodologia utilizada de Ross (1994), algo ainda suscita como falho e/ou insuficiente para a análise de suas fragilidades com relação à dinâmica do sistema natural. Neste sentido, apesar dos resultados mostrados nesta pesquisa se apresentarem como sendo satisfatórios para o contexto atual, mediante adaptação para a realidade geoambiental da região, esta questão ainda se mostra um tanto abstrusa. Esta diz basicamente respeito ao grau de significância ao qual a variável do clima é inserida no referido modelo, se apresentando, senão como um aspecto secundário na análise, em uma região na qual deveria ser apresentada como um elemento de maior destaque.

Destarte, a análise da fragilidade ambiental sobre a bacia hidrográfica do Rio Seridó (RN/PB) se apresenta atualmente como uma ferramenta de considerável importância para a identificação das áreas de maior ou menor instabilidade/estabilidade. Para Ross (1994), conforme anteriormente abordado na fundamentação teórica, esta será maior ou menor, pois em função das próprias características genéticas do sistema natural e das ações humanas.

102 Estas áreas se apresentam deste modo, como sendo unidades da paisagem em potencial ou não para a intensificação dos processos erosivos, movimentos de massas, quedas de blocos, entre outros processos similares, mediante a concentração do escoamento hídrico superficial e/ou desenvolvimento das atividades antrópicas.

Ainda com relação ao recorte espacial desta pesquisa, é interessante ressaltar que, as áreas de intensa fragilidade ambiental da bacia hidrográfica em questão, estão de modo intrinsecamente associadas aos municípios do núcleo de desertificação do Seridó (CARVALHO et al, 2000; BRASIL, 2004). Dados estes que vem possivelmente corroborar com os resultados obtidos e validação desta análise – apesar de ainda ser um tanto complexa e abstrusa.

Nesse caso, observa-se que a degradação ambiental se torna particularmente mais eficaz nas áreas mais dissecadas da bacia hidrográfica. As condições ecológicas, em sinergia com o processo de degradação ambiental, impedem a reconstituição da cobertura vegetal quando surge uma oportunidade para o (re)estabelecimento de seu tênue equilíbrio.

Sobre esta assertiva, onde quer que a pressão do uso do solo persista, em associação com inadequadas técnicas de manejo, pela própria fitofisionomia da cobertura vegetal de Caatinga e/ou ainda pelos aspectos morfopedológicos, estes mesmos ambientes revelam-se instáveis, favorecendo e/ou potencializando os processos através dos quais o fenômeno da Desertificação se intensifica. Para Hare et al. (1992), ao menos que sejam tomadas medidas preventivas, sob várias circunstâncias, é frequente se verificar que este fenômeno avance inexoravelmente de modo auto-acelerado.

Apesar da vegetação de Caatinga aparecer, ela mesma como um elemento por vezes de modo rarefeito ou espaçado, esta se apresenta como um importante elemento para proteger e estabilizar a cobertura pedológica, conforme observado ao longo dos resultados obtidos, especialmente sobre aqueles solos pouco desenvolvidos localizados ao longo de encostas íngremes. Conforme acrescenta Tricart (1976), a própria pedogênese somente se exerce nas regiões onde a cobertura vegetal é capaz de fornecer detritos orgânicos para o referido processo.

Nesse sentido, as atividades humanas realizadas sem consonância com as limitações e/ou as áreas de forte fragilidade, em especial sobre a bacia

103 hidrográfica em questão, significará utilização errônea e indevida aos moldes do desenvolvimento sustentável. Para Tricart e Killian (1979, p. 10), a única atitude aceitável “moralmente e, por adição, racional, consiste em efetuar sobre os ecossistemas as máximas extrações que estes possam suportar, sem degradar-se e nem destruir-se”. Entretanto, conforme ainda ressalta o referido autor (op. cit), esta não é uma tarefa fácil.

Igualmente importante, para a elaboração de um mapeamento síntese acerca dos estudos de fragilidade ambiental, ou quaisquer outros documentos do tipo, que envolvam as variáveis uso do solo/cobertura vegetal, é interessante ressaltar que estas devem obrigatoriamente ser revistas a cada aproximados 5 (cinco) anos. Este período condiz com a própria obrigatoriedade de atualização dos planos diretores, devido, sobretudo à recorrente transformação do espaço geográfico pela ação humana direta e/ou indiretamente*8. Nesse sentido, conforme acrescenta Bertrand (1971) e Santos (1997), é interessante ainda ressaltar o fato de que não há paisagem inerte, parada, o que há é uma combinação dinâmica, em perpétua evolução, que deve ser, pois frequentemente analisada.

O papel do planejamento ou ordenamento territorial ambiental assume, pois através desta contextualização, uma função de suma importância. Para Tricart e Killian (1979, p. 10), o objetivo de seus estudos acerca da ecodinâmica é, senão prático de modo a “ajudar a realizar uma melhor ordenação do meio natural a fim de permitir que essa necessária exploração não devastadora se efetue nas melhores condições”.

O resultado desta combinação, conforme acrescenta Crepani et al. (2001), é de interesse tanto de agentes econômicos, quanto dos órgãos governamentais que atuam na região. Estes dados, ainda segundo os referidos autores (op cit.), fornece ao gestor uma visão rápida das limitações e aptidões das áreas de maior ou menor instabilidade, garantindo o conhecimento sobre as ações desenvolvidas no território sob sua responsabilidade.

Neste sentido, ainda que se apresente como uma pesquisa que aponta áreas com uma maior ou menor instabilidade ambiental da bacia hidrográfica

8 Em palestra sobre "Risco de Movimentos de Massa, Planejamento e Gestão de Desastres

Naturais no Brasil", proferida pelo Prof. Dr. André de Souza Avelar (UFRJ), na UFRN, em 13 de dezembro de 2012.

104 em questão, e seus aspectos constituintes, é interessante ainda ressaltar para o fato de que esta se apresenta, senão como sendo o resultado obtido a partir de um dado contexto, para uma dada escala geográfica. Conforme forem evoluindo os estudos e as pesquisas sobre esta área, os dados aqui identificados só ganharão sentidos quando analisados sobre o viés e contextualização então apresentados no decorrer deste trabalho.

Igualmente interessante, são, portanto diversas as indagações e apontamentos para futuras pesquisas em potencial e indiretamente preconizadas com todo o contexto aqui apresentado. A própria capacidade de suporte do meio, parece ser bom exemplo para esta assertiva, entre tantas outras. Destarte, as fragilidades e as potencialidades da bacia hidrográfica do Rio Seridó são, conforme observado no decorrer deste estudo, por demais complexas, assim como a própria noção de sistema.

A identificação das diferentes fragilidades e potencialidades das bacias hidrográficas da região Semiárida, e em especial da bacia hidrográfica do Rio Seridó, é, portanto elemento-chave para as inúmeras possibilidades socioeconômicas dispostas atualmente sobre o espaço geográfico. Torna-se ainda uma ferramenta impar para o estabelecimento de restrições, resultando possivelmente no melhoramento da qualidade de vida humana e conservação dos recursos naturais, conforme a dinâmica, complexidade e fragilidade dos sistemas geoambientais.

Destarte, é interessante ressaltar, esse trabalho não se apresenta de modo algum como um fim em si mesmo, apenas oferece interessantes subsídios e questionamentos que, porventura, venham a impulsionar ou motivar outras diversas pesquisas sobre a bacia hidrográfica do Seridó (RN/PB), juntamente às próprias ações de cunho conservacionistas e alternativas para o desenvolvimento e planejamento regional.

Eu acho que o Brasil vale a pena ser pensado. Muito obrigado. (AB’ SABER, 2007)

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