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Farklı ASA/ISO Değerlerinin Fotoğrafa Etkileri

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1. FİLMLERİN ASA/İSO DEĞERLERİ

1.3. Farklı ASA/ISO Değerlerinin Fotoğrafa Etkileri

Ao avaliarmos o programa de formação e enfrentamento da situação de morte por profissionais de enfermagem apresentado nesta pesquisa, pode-se observar a interferência do curso no desenvolvimento pessoal e na formação profissional dos participantes. Ao lidarem com pacientes terminais, os profissionais precisam se organizar emocionalmente para dar conta da sobrecarga de emoções que desencadeiam em si, nos colegas de trabalho, nos pacientes e familiares. Vivenciar diariamente esse papel leva o profissional à fadiga própria da natureza do trabalho, mas que pode ser minimizada a partir do reconhecimento de suas emoções.

Pudemos constatar nos relatos apresentados pelos participantes que o tema morte praticamente não foi contemplado durante o processo de formação desses profissionais, tanto nos cursos de formação técnica, como nos cursos de nível superior de enfermagem. Todos os profissionais referiram-se à falta de condições de aprendizagem e de formação específica para lidar com o paciente e o familiar na situação de morte. Dando voz ao projeto desenvolvido por Julia Kovács no Laboratório de Estudos sobre a Morte na Universidade de São Paulo (2004), os cursos voltados à área da saúde devem rever os seus currículos, promovendo espaço para discussão entre professores, alunos e profissionais sobre o tema da morte e o morrer, exercitar a reflexão acerca das suas vivências pessoais e de como estas podem interferir na prática profissional. Temos uma série de estudos teóricos sobre o processo de morte, lutos e cuidados paliativos que devem fazer parte do aprendizado profissional. Encontramos nessa instituição o mesmo movimento encontrado na literatura sobre os programas de educação continuada destinadas ao profissional de enfermagem, que se baseiam na modernização de equipamentos, aspectos de segurança, qualidade e economia, reciclagem, aprimoramento das técnicas e ao cuidado do corpo físico do paciente. Não houve relato de atividades com enfoque no cuidado emocional dos profissionais. Entretanto, os participantes referiram-se à vivência da situação de morte como um momento difícil, de grande sobrecarga emocional e desgaste físico e psicológico.

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Os programas de educação continuada voltados para a enfermagem devem ampliar a sua contribuição, fornecendo, além do desenvolvimento técnico especifico, condições para a promoção do autocuidado e manutenção da saúde física e emocional dos profissionais de enfermagem. Sendo o foco dos programas de saúde, a humanização é indispensável, assim como também o investimento de cuidado desses profissionais, suas necessidades, limitações, atividades rotineiras e realização de projetos pessoais.

Na pouca procura dos profissionais a participarem de um curso sobre o tema morte, avalia-se a ambiguidade de sentimentos apresentados, demonstrando ser um assunto que instiga e, ao mesmo tempo, provoca aversão. Alguns participantes relataram a reação de surpresa e questionamento de colegas de trabalho, parentes e amigos ao saberem do curso. Isso ratifica o quanto o tema necessita ser explorado; falar sobre a morte ainda é um tabu e explorar as nossas limitações diante dela necessita de encorajamento. Precisamos incentivar programas educacionais que proporcionem discutir sobre o tema em grupos sociais, nas famílias, escolas, nos hospitais e demais instituições. Essa atitude talvez possa desmistificar a morte, tornando-a menos assustadora e colaborando no momento em que nos deparamos com a situação, seja ela profissional ou pessoal.

A ausência dos auxiliares de enfermagem no curso aponta para a fragilidade na qual essa categoria profissional se encontra, já que são os auxiliares de enfermagem os profissionais responsáveis pelos cuidados mais íntimos dos pacientes nos leitos, pois são responsáveis pela troca de roupa, banho, higienização e demais procedimentos. Não temos aqui referência do quanto a predisposição e consciência da importância de um curso como esse, ou quanto a indisponibilidade dos auxiliares valeu-se pela falta de comunicação do seus gestores. Sabe-se que dentro da área da enfermagem, os auxiliares são os que recebem o menor salário e costumam trabalhar em dupla jornada para aumentar a renda, além de dividirem o tempo com cuidados necessários à família.

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No geral, os profissionais de enfermagem trabalham em dois empregos e isso se dá pela desvalorização do trabalho e a baixa remuneração; essa foi uma das causas de desistência no curso, impedindo assim que os profissionais participem de eventos que possam contribuir com suas atividades de trabalho e cuidados pessoais, tanto físicos como emocionais. Faz-se necessário que as instituições favoreçam cursos e reciclagens, colaborando no desenvolvimento dos profissionais, propondo atividades dentro do horário de trabalho.

A diferença significativa entre o número de profissionais do sexo masculino e feminino alude à categoria gênero, assinalando a desigualdade ainda presente no setor trabalhista, mantendo a fragmentação das práticas em saúde e a naturalização de práticas femininas e masculinas imersas nas diferentes profissões da saúde. Ao nos reportarmos para a história da enfermagem, percebemos como ela foi caracterizada como uma profissão “feminina”, considerada como um atributo do sexo frágil, imputada pela ação de cuidado, afeto, paciência, sacrifício, altruísmo, amorosidade. Essa caracterização é marcada por argumentos de caráter biológico, definindo os conceitos de macho e fêmea, de masculinidade e feminilidade e, por mais que percebamos haver certas mudanças nas relações tradicionais, não podemos esquecer que a cultura é formada por um conjunto de conhecimentos, valores e práticas de cada sociedade, que difere de acordo com a classe social ou com grupos regionais.

Ao depararmo-nos com a escolha profissional que se dá pelo desejo em “ajudar o próximo”, pode-se pensar na frustração desses profissionais ao perceberem as limitações existentes diante da situação real no cuidado ao paciente, confrontando suas expectativas como profissional que foram construídas com base na imagem social da profissão, norteadas pela visão humanista.

O ambiente hospitalar exige dos profissionais que enfrentem cargas emocionais com as quais, muitas vezes, não estão preparados emocionalmente; surgem então ações desconectadas dos seus sentimentos e das suas vivências pessoais, apóiam-se no objetivo prático, no exercício das

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técnicas e dos protocolos que foram desenvolvidos. É justamente nesse momento que surge a vivência dos medos, dor, fragilidade, vulnerabilidade, que nem sempre encontram espaço para compartilhamento.

O profissional esquiva-se diante do paciente, sente-se impotente, e racionaliza, na tentativa de aceitar tal situação como natural: „esse sofrimento faz parte da vida‟, „o estado clínico do paciente demonstrava sinal que o seu fim estava próximo‟. O apoio na religião explica a morte como passagem para outra vida, onde o indivíduo cumpriu sua missão e agora descansa em paz: „Hoje ele libertou-se do sofrimento...‟, „cumpriu sua missão aqui na Terra, agora ele descansa em paz‟. E, finalmente, toma uma atitude de distanciamento, não falando sobre o assunto: „com o passar do tempo, a gente acostuma, não sofre mais como antes, para de se apegar‟.

Diante da morte de um paciente, surgem sentimentos próprios do ser humano que não podem ser confundidos com fraqueza do profissional ou mera falta de preparo. Essa falta de diálogo sobre o tema faz com que os profissionais tornem-se solitários e autocríticos diante da sua atuação profissional, podendo se sentir envergonhados, inadequados e incapazes. Os profissionais criam seus próprios rituais para lidarem com as perdas, principalmente nas relações nas quais desenvolveram maior afeto, participando do velório e do enterro, encomendando missa, visitando os familiares. O reconhecimento da importância dessas ações é negligenciado pelas instituições e por gestores, como se elas não coubessem no processo de cuidados do paciente, da família e do profissional (SILVA, 2009).

Pode-se constatar que os princípios religiosos norteiam a atitude desses profissionais e fazem parte do repertório de valores que fundamentam a ação desses profissionais diante da terminalidade, havendo uma intersecção entre a religiosidade e os cuidados da saúde no exercício da caridade cristã, demonstrações de amor e fraternidade. Pode-se refletir sobre a ponderação de Gussi (2008) de que na conformação da enfermagem brasileira existe uma raiz religiosa, imbricada na memória coletiva que, mesmo com a expansão de instituições que não se declaram religiosas, os pressupostos cristãos se

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