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BÖLÜM V SONUÇ

Fotoğraf 3.10. Farklı çözücülerde denenmiş böğürtlen özütleri

Para realização da caracterização físico-química, foram selecionados 12 pontos, sendo três deles de cada um dos Diagramas 1, 2, 3 e 5, os quais estão listados na Tabela 1. Em todos os sistemas, a porcentagem de tensoativo foi fixada em 40% e variou-se a razão água/óleo, simulando uma estruturação com a incorporação de água no sistema, de forma a mimetizar o ambiente bucal.

Tabela 1 – Composição (%) dos sistemas selecionados para a caracterização físico-química

Sistemas % AO % PRO % A % C974 5% % PP 5% % QS 5% F1-A 20 40 40 - - - F2-A 30 40 30 - - - F3-A 40 40 20 - - - F1-C 20 40 30 10 - - F2-C 30 40 20 10 - - F3-C 40 40 10 10 - - F1-P 20 40 30 - 10 - F2-P 30 40 20 - 10 - F3-P 40 40 10 - 10 - F1-QS 20 40 30 - - 10 F2-QS 30 40 20 - - 10 F3-QS 40 40 10 - - 10

AO: ácido oleico; PRO: Procetyl; A: água, C974: dispersão polimérica de Carbopol® C974P, PP: dispersão polimérica de Policarbofil®, QS: dispersão polimérica de Quitosana.

Materiais e Métodos

4.2.7.1 Microscopia de luz polarizada (MLP)

Uma pequena alíquota dos sistemas selecionados foi colocada em uma lâmina, a qual foi coberta com lamínula e em seguida analisada em microscópio sob luz polarizada. Foram utilizadas lentes de aumento de 20 vezes.

4.2.7.2 Espalhamento de raios X a baixo ângulo (SAXS)

As medidas de SAXS foram realizadas no Laboratório Nacional de Luz Sincrotron (LNLS-Brasil), na linha SAXS1. Esta linha é equipada com um monocromador (λ= 1.488 Å) e um detector vertical localizado cerca de 1,5 m da amostra e um analisador multicanal para registrar a intensidade do espalhamento I(q), em função do vetor de espalhamento, q. O espalhamento das micas e do ar foram subtraídos da intensidade total espalhada. Cada espectro foi coletado por 45 segundos. Essa instalação permitiu um vetor de espalhamento, q, entre aproximadamente 0,1 e 2,3 Å-1.

4.2.7.3 Análises reológicas

Para a caracterização reológica dos sistemas foram realizadas a análise reológica contínua e a análise reológica oscilatória, conforme etapas 4.2.7.3.1 e 4.2.7.3.2.

4.2.7.3.1 Análise reológica contínua

Os reogramas dos sistemas escolhidos foram obtidos através do reômetro RS-1 (Haake) no modo fluency (flow), utilizando geometria cone/placa (C35/2º Ti) e placa/placa de 35 mm, de acordo com a consistência de cada formulação, à temperatura de 37 ºC.

Uma pequena amostra dos sistemas foi colocada, cuidadosamente, na placa inferior do reômetro, e esperou-se o tempo de repouso de 3 minutos para o início da análise. A taxa de cisalhamento utilizada foi de 0 a 100 s-1 para a curva ascendente e de 100 a 0 s-1 para a curva descendente, durante 120 segundos cada. O teste foi realizado em triplicata.

A análise oscilatória foi realizada através do reômetro RS-1 (Haake) utilizando geometria cone/placa (C35/2º Ti) e placa/placa de 35 mm, de acordo com a consistência de cada formulação, à temperatura de 37 ºC, em triplicata.

Primeiramente, colocou-se o reômetro no modo amplitude sweep para a realização do teste de varredura de tensão para determinação da região viscoelástica. Para esse teste foi utilizada uma faixa de tensão de cisalhamento de 0 a 50 Pa e frequência de 1 Hz.

Após a determinação da tensão de 1 Pa da região viscoelástica, colocou-se o reômetro no modo frequency sweep para realização do teste de varredura de frequência para determinação do módulo elástico (G’) e módulo viscoso (G''). Para esse teste foi utilizada a faixa de frequência de 0 a 10 Hz, à tensão de 1 Pa.

4.2.7.4 Análises térmicas

As análises térmicas foram realizadas com a colaboração do Prof. Dr. Éder Tadeu Gomes Cavalheiro do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).

4.2.7.4.1 Análise termogravimétrica (TGA)

A análise termogravimétrica foi realizada em um analisador térmico simultâneo SDT Q600 controlado pelo Software Thermal Advantage for Q Series (Release 4.2.1) da TA Instruments. Para a realização desse teste, pesou-se 7 mg dos sistemas selecionados em suporte de amostra aberto de alumina e utilizou-se uma razão de aquecimento de 10 ºC min-1, entre 0 e 600 ºC, em atmosfera dinâmica de ar com vazão de 100 mL min-1.

4.2.7.4.2 Calorimetria exploratória diferencial (DSC)

As curvas de DSC foram obtidas em um calorímetro DSC Q10, controlados pelo Software Thermal Advantage for Q Series (Release 4.2.1) da TA Instruments. Os experimentos de DSC foram realizados em ciclos de aquecimentos e resfriamento entre -50ºC e 20 ºC para verificar a presença de eventos térmicos em temperatura subambiente, utilizando razão de resfriamento/aquecimento de 10 ºC min-1, massa de amostra em torno de 2 mg,

Materiais e Métodos

vazão de gás nitrogênio de 50 mL min-1. Inicialmente a amostra foi resfriada até -50 ºC, sendo mantida nesta temperatura por três minutos para estabilização térmica. A seguir a amostra foi aquecida de -50 até 20 ºC, seguida de isoterma por três minutos na temperatura final, e resfriada até -50 ºC, encerrando-se o ciclo de resfriamento/aquecimento. Esta programação foi repetida para os demais ciclos. Todas as análises foram feitas em cadinho de alumina tampadas com furo central com 2 mg de amostra.

4.2.7.5 Análise de perfil de textura (TPA)

O perfil de textura dos sistemas selecionados foi analisado utilizando um analisador de textura TA-XT plus (Stable Micro Systems, Inglaterra), a partir do qual é possível extrair propriedades mecânicas, tais como a dureza, compressibilidade, adesividade e coesão.

Para a realização do teste, os sistemas selecionados (15 g) foram colocados em tubos de centrífuga cônicos de 50 mL (Falcon, BD®, Franklin Lakes, EUA) e centrifugados a 4000 rotações por minuto, durante 3 minutos, para eliminar as bolhas de ar e tornar a sua superfície lisa. Em seguida, esses tubos foram colocados embaixo da sonda analítica (10 mm de diâmetro) do analisador de textura, que foi programada para comprimir a amostra a velocidade de 0,5 mm/s até a profundidade pré-definida (10 milímetros) e retornar para a superfície da amostra na mesma velocidade. Após 5 segundos de repouso, uma segunda compressão iniciou-se, nas mesmas condições. Todas as análises foram realizadas em setes replicatas, à temperatura de 37 ºC.

4.2.7.6 Bioadesão in vitro em superfície de dente bovino

Para a avaliação in vitro da força bioadesiva em superfície de dente bovino, as etapas 4.2.7.6.1 e 4.2.1.6.2 foram realizadas inicialmente.

4.2.7.6.1 Preparação de saliva humana

A saliva não estimulada foi obtida de 15 doadores adultos e saudáveis, de ambos os sexos, e que não fizeram uso de antibióticos, soluções para bochecho ou qualquer outro medicamento conhecido por afetar a composição e fluxo salivar, nos últimos três meses. A

saliva foi coletada em tubos de centrífuga cônicos de 50 mL resfriados por gelo e, posteriormente, uma quantidade igual de saliva de cada doador foi misturada, homogeneizada e submetida à centrifugação 10.000 g por 5 minutos a 4 °C (MOURA, 2006), sendo, em seguida, filtrada por meio de sistema de filtração com membrana de 0,22 μm (PEROS & GIBBONS, 1981). A saliva não utilizada imediatamente foi armazenada a –70 ºC. É importante salientar que esta etapa do projeto teve parecer (nº 47/2011) favorável pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, sob o protocolo 15/2011.

4.2.7.6.2 Obtenção do disco de dente bovino

O disco de esmalte bovino foi obtido a partir de incisivos de novilhos com 20 a 30 meses de idade. Dentes com trincas no esmalte, cálculo no terço médio coronário, desgaste do terço incisal, alterações morfológicas da coroa e hipoplasias de esmalte foram descartados. Depois de limpos, foram obtidos discos de 1 cm de diâmetro do terço médio da face vestibular dos dentes, com auxílio de um motor de alta rotação (modelo MRS 400 Torque- Dabi Atlante, Ribeirão Preto, SP, Brasil) acoplado a um disco de ponta diamantada cilíndrica (KG Sorensen, Barueri, SP, Brasil). Para a regularização da superfície, os blocos foram desgastados com lixas d’água de granulação 200 (T469-SF).

4.2.7.6.3 Avaliação in vitro da força bioadesiva

A força necessária para remover os sistemas selecionados da superfície do dente bovino foi avaliada in vitro, utilizando o analisador de textura TA-XT plus (Stable Micro Systems, Surrey Inglaterra), no modo Adhesion Test.

O disco de dente bovino foi fixado com fita adesiva dupla face à extremidade inferior da sonda cilíndrica (10 mm de diâmetro) do equipamento. Antes do ensaio, o dente foi imerso em saliva humana para simular o ambiente bucal. Na temperatura de 37ºC, as formulações foram acondicionadas em recipientes de vidro pequenos sob a sonda. O teste foi iniciado abaixando a sonda a uma velocidade constante (1 mm/s) até que o dente entrasse em contato com a amostra. O dente e a amostra foram mantidos em contato durante 60 segundos e nenhuma força foi aplicada durante este tempo. Em seguida, a sonda subiu a velocidade constante (0,5 mm/s) até ocorrer o destacamento do dente da amostra. A força necessária para

Materiais e Métodos

destacar o dente da amostra foi calculada pela curva força versus tempo. O teste foi realizado em sete replicatas.

Benzer Belgeler