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Faktörlerin Tanımlayıcı İstatistikleri

Belgede E-ISSN ISSN: (sayfa 28-32)

III. Araştırma Bulguları

3.4. Faktörlerin Tanımlayıcı İstatistikleri

A noção de gêneros mais universais que outros indica uma divisão no âmbito das

próprias Formas, de modo que “esses gêneros máximos, na nova configuração do mundo ideal

como estrutura de gêneros e espécies de extensão variada, inclusivos e exclusivos entre si, são

os mais amplos e universais entre os demais gêneros.”59 Aqui entra em jogo, novamente, o

problema do uno-múltiplo, pois mesmo que se argumente que a multiplicidade dos objetos particulares é unificada pela participação na sua correspondente Forma, para Platão não é razoável passar abruptamente da unidade das Formas, e destaca-se a forma de Bem, à multiplicidade dos seres sensíveis, sendo necessário intermediários. A importância dos

intermediários é ressaltada por Reis60, que defende que os elementos intermediários permitem

57 SANTOS, Op. cit., 2012, p. 127.

58 Tipos de predicados existentes: os que existem por si mesmo, como é o caso do predicado homem, os de relações,

que se dividem em contrários, como branco e preto e os contraditórios, como maior e menor.

59 TRABATTONI, Op. cit., 2010, p. 237.

60 Cf. REIS, Maria Dulce. Por uma nova interpretação das doutrinas escritas: a filosofia de Platão é triádica. In:

Kriterion. N. 116, dez. 2007. Belo Horizonte. pp. 379-398. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/kr/v48n116/a0748116.pdf>. Acessado em: 01 de abril de 2017. p. 394.

a ligação entre entes inteligíveis e sensíveis, Formas e seres corpóreos, bem como outras relações entre extremos. Estas ligações proporcionam a comunicação, unidade, interação dinâmica, afetação hierárquica e ascese do elemento “inferior”. A impossibilidade da passagem direta da multiplicidade à unidade é apresentada no Filebo, onde é dito:

De fato, uma vez que alguém começa com uma unidade ou outra, cabe-lhe, como eu asseverava, não se voltar imediatamente para o ilimitado, mas primeiramente para algum número definido; do mesmo modo, no caso inverso, quando tem que tomar o ilimitado primeiro, não deve voltar-se imediatamente para o uno, devendo, ao contrário, pensar em algum número que detém em cada caso alguma pluralidade, e terminar passando do todo para o uno.61

A citada referência, ao não conceber a passagem direta da multiplicidade presente na ilimitação à unidade, reforça a tese da divisão platônica das Formas, que no Sofista envereda pelo campo ontoepistemológico por teorizar a divisão das Formas a partir dos Sumos Gêneros. À vista disto, este estudo se volta para a divisão das Formas presente na Teoria das Formas e na sua reformulação. Isto porque, é por meio de tal divisão que são encontrados elementos que contribuem, de maneira mais concreta, para a hierarquização dos seres existente no neoplatonismo. Neste sentido, é considerado o fato de cada Forma, por si mesma, ser uma e em seu conjunto serem múltiplas, em razão de haver uma Forma para cada predicado. Esta multiplicidade requer uma unificação que se dá por meio de uma hierarquia da divisão entre Formas gerais e especiais62.

A unificação das múltiplas Formas em gêneros contribui para a hierarquia apresentada pela tradição indireta. Sobre tal hierarquia, Reale defende que: “É evidente que a teoria das Ideias não podia constituir o nível de explicação último. De fato, o ‘múltiplo’ sensível

se explica com Idéias, que são ‘unidades’, mas que [...] formam um ‘múltiplo’ inteligível.”63

Para o citado estudioso, por constituir uma multiplicidade, as Formas exigem uma explicação ulterior, tornando imprescindível a suposição de um nível mais elevando, no qual se pode encontrar os Primeiros Princípios. A Teoria dos Primeiros Princípios foi transmitida pela traição indireta e encontra alguns respaldos nos Diálogos platônicos, mas estes só se mostram de maneira indicativa. Adentramos na perspectiva da tradição indireta. Mas, para que as teses

61 PLATÃO, Filebo, 18a-b.

62 Segundo Cornford, as Formas constituem uma hierarquia entre formas gerais e especiais. É dito: “The structure

of Forms is conceived as a hierarchy of genera and species, amenable to the methods of Collection and Division;” CORNFORD, Francis MacDonald. Plato’s Theory of Knowledge: The Theaetetus and the Sophist of Plato.

London: 1935. O método de divisão estaria respaldado no Fedro, onde é dito: “Primeiro: concentrar numa ideia única, por meio de uma visão de conjunto, os elementos dispersos, a fim de ressaltar pela definição, em cada caso, o ensinamento que se deseja comunicar.” PLATÃO. Fedro. Texto grego John Burnet; tradução Carlos Alberto Nunes. 3° Ed. Belém: Ed.ufpa, 2011.

levantas pela tradição indireta sejam plenamente apreendidas, é primordial entender como se dá sua formulação.

Segundo Aristóteles, para Platão, entre os sensíveis e as Formas há os entes matemáticos, que seriam intermediários por serem imóveis e eternos. As Formas, de acordo com a leitura do Estagirita, seriam causa de todas as coisas, de modo que o Uno seria a causa formal, e o grande e o pequeno, que corresponderia à Díade indefinida, seria o elemento

material das Formas64. Assim, as Formas e os números deveriam participar da Díade no Uno.

Logo, o Uno agiria sobre a Díade a delimitando, determinando e definindo. Isto ocorreria porque a Díade seria uma multiplicidade indeterminada que serviria de substrato à ação do Uno. Contudo, apesar de se falar em dois princípios: Uno e Díade, não é razoável afirmar que os Princípios são numericamente dois, tendo em vista que os números são posteriores aos Princípios65.

Na citada estrutura, tem-se que os números ideais corresponderiam à essência dos

números matemáticos, de maneira que eles não estariam sujeitos às operações aritméticas66. Os

números ideais, por serem essências, possuiriam a mesma relação com os números matemáticos que as Formas possuem com os seres sensíveis, não estando sujeitos à mudança nem a participação em outro. Deste modo, os números ideais são princípios gerados por representarem, de forma originária e paradigmática, a estrutura sintética da unidade-na-

multiplicidade, característica de todos os entes. Ora: “o ser é produto de dois princípios

originários e é, portanto, uma síntese, um misto de unidade e de multiplicidade, de determinante

e determinado, de limitante e limitado.”67 Isto ocorre porque os entes teriam surgido da síntese

da ação do Uno sobre a Díade, que se manifesta como unidade-na-multiplicidade68.

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Benzer Belgeler