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5. GEREÇ VE YÖNTEM

5.2 Faktör Analizi

Como precursor dos trabalhos arqueológicos em Tell Dã, Biran dividiu o lugar em sete áreas principais muito bem localizadas. As áreas 1, 2 e 3, na entrada do sítio, parte sul, abrigam o conjunto de portões, entre eles os do século IX e VIII, que são os que sobressaem à entrada do local. Somado a estes, tem-se: o pátio interno e externo; o altar; o pavimento e a muralha.

Próximo ao centro, na ala norte, a área 4 - com a presença de um pavimento do século VIII já escavado. A oeste, a 5 - que somada ao conjunto de portões que formam as áreas 1, 2 e 3, é a mais importante - onde se encontra a bamah e o altar já demonstrados acima pelas imagens. Na ala nordeste, a 6, com a presença de uma fortaleza escavada, datada do período do Bronze Médio. E por fim, temos a 7 - a leste - onde se e encontra o portão de adobe datado do Bronze Médio, também demonstrado acima.

Vale ressaltar que a área 5, devida a sua importância foi dividida em outras quatro subáreas: 1) Norte, que se localiza a bamah; 2) Central, local do altar que fica num piso abaixo da bamah; 3) Oeste, onde se encontram as salas, formando uma longa estrutura retangular paralela ao complexo e 4) Sul, da qual se tinha uma prensa de azeite de oliva.

No local onde se escavou o grande altar, foi encavado outro altar menor - mas também de quatro chifres - de formato inteiriço. É o maior encontrado nesse formato. Atrás do grande altar - ao sul - havia uma escadaria que conduzia até o alto, e outra que levava a bamah.

Altar Menor de Tell Dã. Imagem obtida em: https://teldan.wordpress.com/israelite-temple/ (Acesso em 27/12/2015)

No complexo da área oeste - destinada aos sacerdotes e a preparação do culto - foram encontrados vários objetos usados nos cultos; dentre eles - uma grande bacia de cerâmica utilizada para os sacrifícios em cuja base há o desenho de um tridente.

Na área da bamah - foi encontrado um altar para a queima de incenso - de tamanho menor em relação aos demais, juntamente com três pás de ferro usadas para

esse fim. Debaixo do altar foi achada a cabeça de um cetro de bronze e prata, de formato similar ao altar de quatro chifres.

2.5A Estela de Dã

As escavações em Tell Dã foram iniciadas oficialmente como um projeto de emergência pelo Departamento de Antiguidades de Israel e logo evoluíram para uma expedição arqueológica de pleno direito.

Em 1974 elas se tornaram o maior projeto arqueológico da Glueck (Escola de Arqueologia Bíblica) pertencente ao Hebrew Union College e ao Nelson (Instituição de Religião Judaica) em Jerusalém (BIRAN; NAVEH, 1993, p.81). Nesse histórico de escavações, chama a atenção à descoberta de uma peça de basalto com inscrições aramaicas, e em bom estado de conservação.

A maior parte do fragmento, denominada parte A, foi encontrada no sítio arqueológico de Tell Dã - no Israel norte - em Julho de 1993. A expedição foi liderada pelo arqueólogo Avraham Biran, e o extrato fora localizado em uso secundário nos restos de uma parede que fazem fronteira com a parte leste de um grande pavimento, na entrada do portão exterior da cidade de Dã.

No ano seguinte, em escavações concentradas a leste da área onde fora encontrado o fragmento A, foi achado outro fragmento, denominado B1. Ele continha uma inscrição aramaica de seis linhas - e foram unidos ambos - como parte de um mesmo extrato arqueológico.

No dia 30 de Junho de 1994, um terceiro fragmento - denominado B2 - fora achado a exatos 8 metros de onde B1 tinha sido encontrado. Além do mesmo ser o menor dos três, ele havia sido utilizado como parte componente para a construção do pavimento que estava unido à muralha.

Em um esforço de se precisar a questão do período no qual a peça teria sido ali colocada, a partir de análises na laje superior da área - a data que mais se aproxima no tocante as constatações seria em meados do século IX - antes do início do século VIII. No entanto, tais apontamentos são passíveis de dúvidas quanto à exatidão.

Nessa época, para qualquer importância. Até havia sido erigida por um re

As escavações não Há uma possibilidade de qu que juntos governaram entr III, derrotou a Damasco (B feitos, pelo fato de Joás te Sírios (2 Reis 13;25) - e a J e leste (2 Reis 14;25 e 28). N contra os sírios três vezes - 1995, p.9-10).

Estela de Dã: Imagem Obtida (Acesso em 09/09/2015)

ara os construtores do pavimento, o fragm té mesmo por se tratar de parte de uma Estela

rei sírio.

ão puderam apontar os responsáveis pela destr que tenha sido - Joás - neto de Jeú ou Jeroboão

ntre os anos de 800 a 745 a.C., época em que (BIRAN; NAVEH, 1995, p.9). A estes reis são ter recuperado as cidades que haviam sido d

Jeroboão II por ter expandido os limites do re . No entanto, o pêndulo favorece mais a Joás, p

- derrotando Ben-Hadad - filho de Hazael (BI

ida em: http://iadrn.blogspot.com.br/2011/11/arqueolo

gmento não tinha tela quebrada, que

struição da Estela. oão II - seu filho - ue Tiglate-Pileser são atribuídos tais dominadas pelos reino para o norte s, por haver lutado BIRAN; NAVEH,

O monumento ficou na porta de Dã por mais de quatro décadas, como um lembrete aos israelitas de que os mesmos estavam sobre o domínio dos sírios.416

Vejamos abaixo, a proposta de tradução do conteúdo da Estela42:7 1. [...]...[...] e cortou [...] 2. [...] meu pai foi [contra ele quando] ele lutou em [....]

3. E meu pai deitou-se (morreu), e foi para seus [pais]. E O rei de I[s-] 4. rael entrou previamente na terra de meu pai. [E] Hadad me constituiu rei 5. E Hadad foi à minha frente [e] eu parti de [os] sete[...]

6. do meu reino, e eu matei [sete]nta rei[s], que usavam milha[res de caros] 7. ros e milhares de cavaleiros (ou cavalos). [Eu matei Jeo]rão filho de [Acabe] 8. Rei de Israel, e eu matei [Acaz]ías, filhos de [Jeorão re]i

9. Da Casa de Davi. E eu tornei [suas vilas em ruínas e tornei] 10. sua terra em [desolação...]

11. outro ...[...e Jeú gover]

12. nou sobre Is[rael...e eu pus cerco] 13. sobre[...]

A união dos fragmentos A, B1 e B2, mesmo que limitadamente, demonstram a temática do conteúdo da Estela, de maneira que - à luz desta tradução - alguns pontos da história de Israel são rememorados, como também esclarecidos.

Umas das descobertas que mais chamou à atenção na Estela de Dã, foi a expressão localizada na linha 9 do extrato, “byt dwd”, que foi traduzida como “Casa de Davi”. Essa menção seria um importante indício que atestaria a existência de Davi, fato este muito questionado pelos historiadores pela ausência de registros comprobatórios de fontes extra bíblicas.

No entanto, Kaefer (2015, p.79) diz que há uma pequena quantidade de historiadores que sugerem como tradução para “dwd”, a palavra “amado”, pois as letras

41http://www.biblearchaeology.org/post/2011/05/04/The-Tel-Dan-Stela-and-the-Kings-of-Aram-and- Israel.aspx. Acesso em 09/09/2015;

42 Tradução realizada a partir do texto em inglês: “The Tel Dan Inscription: A New Fragment”. Israel

que compõem o nome de Davi na inscrição - em hebraico - teriam este significado, porém sendo pronunciada como dôd, usada comumente em livros como Cântico dos Cânticos.

A Estela de Messa trás um caso parecido. Ela tem uma referência à palavra “dwd”, caso este onde é bem mais provável que a expressão signifique “amado”, por fazer referência direta à Javé, como divindade de Israel, que teve seu altar arrastado perante a divindade Quemosh. Já na Estela de Dã, provavelmente a menção se refira de fato a Casa de Davi, como sendo uma dinastia conhecida no reino da Síria e, por conseguinte, detentora de certa importância a ponto de ser mencionada.

Benzer Belgeler