B- Performans Bilgileri
1- Faaliyet ve Proje Bilgileri
Hansen e Mowen comentam que:
A melhoria ambiental deve produzir consequências financeiras benéficas e significativas. Isso quer dizer que a empresa atingiu uma substituição favorável entre atividades de falhas e atividades de prevenção.
Outra possibilidade é computar o custo ambiental total como uma porcentagem de vendas e rastrear esse valor por diversos períodos. A seguir um gráfico de tendência desse tipo. Gráfico de tendências dos Custos Ambientais (opus cit., p. 581).
Ano
2000 2001
Atividade Ambiental que Não Adicionam Valor
R$ R$
Processos de inspecionar 240.000 200.000 Operar equipamento para poluição 400.000 350.000 Manter equipamento para poluição 200.000 200.000
Limpar poluição da água 900.000 700.000
Indenizar danos de propriedades 400.000 300.000
Gráfico 2: Custos Ambientais/Vendas (%)
Fonte: Fonte: Hansen e Mowen 2003 p.581
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Períodos
CAPÍTULO III
3. Desenvolvimento Sustentável
Em 1983, a ONU cria a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento como organismo independente. Em 1987, a comissão sobre a presidência de Gro Harlem Brundtland, primeira-ministra da Noruega, materializa um dos mais importantes documentos do nosso tempo – o relatório Nosso Futuro comum, responsável pelas primeiras conceituações oficiais, formais e sistematizadas sobre desenvolvimento sustentável – idéia-mestra do relatório.
Em seu segundo capítulo – “Em busca do desenvolvimento sustentável”-, o relatório define o desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades” ( Tinoco e Kraemer , 2008, p.139).
O desenvolvimento sustentável é uma questão de conceito. Sua aplicação exige mudanças na produção e no consumo, enfim na nossa forma de pensar e de viver. Além das questões ambiental, tecnológica e econômica, o desenvolvimento sustentável envolve uma dimensão cultural e política que exigirá a participação democrática de todos, na tomada de decisões para as mudanças indispensáveis.
Muitas vezes, o desenvolvimento sustentável é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.
Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.
O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.
Para alcançar um desenvolvimento sustentável mundial, os países que compõem as Nações Unidas, que estão em transição rumo ao desenvolvimento sustentável exige:
• estabilização, em curto prazo, da população mundial;
• redução da pobreza;
• inovação na forma de viver, poupando energia e recursos naturais, principalmente por parte das populações dos países desenvolvidos, que são os maiores responsáveis pela degradação ambiental do planeta;
• aceleração nas descobertas das tecnologias que aumentem a eficiência da utilização de energia e dos recursos naturais, nas atividades econômicas;
• educação ambiental, em todos os níveis da escolaridade nos países em desenvolvimento, com vistas à redução do crescimento populacional e mudanças de comportamento, especialmente em relação à destinação final do lixo e conservação da água;
• inclusão das preocupações ambientais e econômicas em todos os níveis para a tomada de decisão nas empresas;
• redução dos gastos militares, com o fortalecimento do multilateralismo, das Nações Unidas.
• estabelecimento de políticas públicas e privadas, em nível local, nacional e internacional, que levem às mudanças exigidas para viabilização do desenvolvimento sustentável.
Essas são algumas das premissas presentes na Declaração do Milênio, aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas no ano de 2000.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) passou a orientar as ações globais em prol do desenvolvimento sustentável pelo que denominou Metas do Milênio.
Para defini-las, contou com a colaboração do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Banco Mundial. São 18 metas, estruturadas em torno de 8 objetivos básicos. Veja o quadro que segue:
(Cont.)
Metas do Milênio
Objetivo 1 Erradicar a pobreza e a fome
Meta 1: reduzir à metade, entre 1990 e 2015, o percentual de pessoas com renda inferior a US$ 1/dia.
Meta 2: reduzir à metade, entre 1990 e 2015, o percentual de pessoas que padeçam de fome.
Objetivo 2 Alcançar a universalização do ensino primário
Meta 3: zelar para que, até 2015, meninos e meninas de todo o mundo possam terminar um ciclo completo de ensino primário
Objetivo 3 Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher
Meta 4: eliminar as desigualdades entre os gêneros, no ensino primário e secundário, preferencialmente até o ano de 2005, e em todos os níveis de ensino, antes do final de 2015.
Figura 24: Metas do Milênio
Fonte: United Nations Statistics Division. Millenium Indicators, 2004 - Adaptado.
Metas do Milênio - continuação
Objetivo 4 Reduzir a mortalidade de crianças menores de 5 anos
Meta 5: reduzir em 2/3, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
Objetivo 5 Melhorar a saúde materna
Meta 6: Reduzir em ¾, entre 1990 e 2015, a mortalidade materna
Objetivo 6 Combater o HIV/AIDS, a malária e outras enfermidades
Meta 7: deter e começar a reduzir a propagação do HIV/AIDS, até 2015
Meta 8: deter e começar a reduzir a incidência de malária e outras enfermidades graves
Objetivo 7 Garantir a sustentabilidade do meio ambiente
Meta 9: incorporar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e inverter as perdas de recursos do meio ambiente
Meta 10 reduzir à metade, até 2015, o percentual de pessoas que careçam de acesso sustentável à água potável e a serviços de esgoto
Meta 11: ter melhorado consideravelmente, até o ano de 2020, a vida de pelos menos 100 milhões de moradores de barracos
Objetivo 8 Fomentar uma associação mundial para o desenvolvimento
Meta 12 desenvolver ainda mais o sistema comercial e financeiro aberto, baseado em normas, previsível e não discriminatório
Meta 13 atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos
Meta 14 atender as necessidades especiais dos países em desenvolvimento sem litoral e os pequenos estados insulares
Meta 15 encarar, de maneira geral, os problemas da dívida dos países em
desenvolvimento, com medidas nacionais e internacionais, a fim de torná-la sustentável, no longo prazo
Meta 16 em cooperação com os países em desenvolvimento, elaborar e aplicar estratégias que proporcionem trabalho digno e produtivo aos jovens Meta 17 em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar acesso aos
medicamentos essenciais aos países em desenvolvimento, a custos razoáveis Meta 18 em colaboração com o setor privado, zelar para que se possam aproveitar os
benefícios de novas tecnologias, particularmente das tecnologias da informação e das comunicações.
A ONU – Organização das Nações Unidas para incentivar o desenvolvimento sustentável dos países, tem avaliado, a cada cinco anos os compromissos, cujas metas foram delineadas na Agenda 21 e outros documentos aprovados na Conferência Rio/92 Conferências das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
Para Tinoco e Kraemer (2008, p.141),
O desenvolvimento sustentável, além de equidade social e equilíbrio ecológico, segundo Donaire (1999), apresenta como terceira vertente principal a questão do desenvolvimento econômico. Induz a um espírito de responsabilidade comum como processo de mudança no qual a exploração de recursos materiais, os investimentos financeiros e as rotas do desenvolvimento tecnológico deverão adquirir sentidos harmoniosos. Nesse sentido, o desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o progresso será entendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social equitativo e equilíbrio ecológico.
Cinco dimensões do que se pode chamar desenvolvimento sustentável são apresentadas na figura a seguir.
Figura 25: As cinco dimensões da sustentabilidade
Fonte: Tinoco e Kraemer (2008, p.141, apud Sachs, campos 2001),” – Adaptado,
Sustentabilidade
Ecológica
Espacial Cultural
3.1. Meio Ambiente
Segundo Tinoco e Kraemer (2008, p.34), “O meio ambiente pode ser definido como o conjunto de elementos bióticos (organismos vivos) e abióticos (energia solar, solo, água e ar) que integram a camada da Terra chamada biosfera, sustentáculo e lar dos seres vivos.”
Encontra-se na ISO 14001:2004 a seguinte definição sobre meio ambiente: “circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo-se ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações.”
Uma organização é responsável pelo meio ambiente que a cerca, devendo, portanto, respeitá-lo, agir como não poluente e cumprir as legislações e normas pertinentes (ISO 14001).
No Art. 225 da Constituição Federal há a seguinte frase: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Capítulo VI - DO MEIO AMBIENTE
Artigo 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
I. preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
II. preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III. definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV. exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V. controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;
VI. promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
VII. proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
§2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
§3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
§4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.
§5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.
§6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.
3.2. Problemas Ambientais
De acordo com Tinoco e Kraemer (opus cit., p. 42), “Diz-se que com o rápido crescimento da população criou-se uma demanda sem precedentes, a que o desenvolvimento tecnológico pretende satisfazer submetendo o meio ambiente a uma agressão que está provocando o declínio cada vez mais acelerado de sua qualidade e de sua capacidade para sustentar a vida.”
3.2.1. Uso de pesticidas
Um dos impactos que o uso de combustíveis fósseis tem produzido sobre o meio ambiente terrestre é o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na
atmosfera, dando lugar, por sua vez, a um aumento da temperatura global da terra. Tinoco e Kraemer (opus cit., p. 42).
Os pesticidas por sua vez, contaminam as regiões agrícolas e causam um grande e devastador prejuízo as aves e ao solo e, consequentemente aos canais aquíferos subterrâneos, também contribuindo ao final, para a destruição da camada de ozônio.