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Faaliyet ve Proje Bilgileri

B- Performans Bilgileri

1. Faaliyet ve Proje Bilgileri

A fase do “ninho vazio”, apesar de parecer natural, é enfrentada por muitas mães de maneira negativa e dolorosa. Os estudos apresentados no capítulo “Revisão de Literatura”, em sua maioria norte-americanos, apresentaram mães que se adaptaram mais rapidamente à nova situação. Essa maior aceitação mostrada na “Literatura”, pode ser explicada diante do fato destas mães estarem em uma cultura que preza a independência do filho, uma vez que se preparam, inclusive financeiramente, para “lançá-los” para a faculdade.

Os fatores que se mostraram relevantes foram: a qualidade do casamento da mãe, possuir contato com a família, amigos, presença e apoio. Isoladamente esses fatores não apresentaram proteção ou risco para as mulheres se deprimirem. Mas, se essas relações foram negativas e concomitantes, o risco para se apegarem aos seus filhos é maior e com isso a fase do “ninho vazio” pode ser vista como negativa.

As mães que relataram um casamento insatisfatório, falta de apoio, de contato com a família e/ou amigos, foram mulheres que se isolaram por não suportar tais frustrações nos seus relacionamentos e projetaram no filho toda a sua expectativa de sucesso.

O medo das mães de que seus filhos não seriam felizes longe delas, pode significar o medo de enfrentar e conviver consigo mesma, uma vez que o filho já não é mais o foco de atenção e os aspectos internos se afloram por haver o ponto de projeção.

Podemos levantar a hipótese que as mães depositaram nos filhos toda a expectativa de melhoria e salvação de suas vidas, o que pode significar a sua insatisfação com os relacionamentos reais, já que não conseguem manter nenhuma relação sem idealizá-las.

Pode ser que os filhos representem para as mães do grupo RP, a complementação de sua vida e não o único foco de atenção, ao contrário do grupo RN, onde filhos e mães pareceram representar uma só vida. É como se o filho fosse a sua única fonte de energia, criando motivo para tal atitude de apego. Elas não têm

atividades bem sucedidas, bem como relacionamentos sólidos e resolvidos. O filho é sua única companhia, seu único sucesso, gerado e criado para salvá-la de todas as suas derrotas. Com isso, colocam neles todas as suas expectativas.

A independência do filho, então, é motivo de frustração para as mães, impedindo qualquer ampliação de consciência. A esperança depositada no filho para que este não as abandone é altamente alimentada durante toda a permanência dele em sua casa. Isso inclui os mais diversos tipos de chantagens emocionais e ganhos secundários para mantê-lo por perto, como doenças sem causas físicas aparentes.

A preparação para enfrentar esse momento inclui uma conduta de desapego, ampliação da consciência, retirada das projeções e interação com o meio, seja em atividades sociais ou convívio com família e amigos.

Diante das tantos papéis que a mulher pode desempenhar hoje em dia, dedicar-se somente ao de mãe é um risco para a conduta de apego. Por isso, é importante desenvolver todas as possibilidades do arquétipo do feminino.

O sofrimento das mães nesta etapa pode se tornar crônico, prejudicando a qualidade de vida delas e dos filhos, os quais podem ser constantemente solicitados a preencher um lugar que não lhes cabe mais. Neste sentido seria aconselhável que elas procurassem ajuda terapêutica para refletir que conflitos estão por trás do seu apego excessivo, da sua melancolia e até de doenças.

Este estudo tentou mostrar os principais sentimentos e comportamentos de mães diante da saída de seus filhos de casa e identificar tendências e o significado das reações. Não tem a intenção de esgotar o assunto, uma vez que mais estudos serão necessários, com outros enfoques, possibilitando uma maior compreensão da questão. Esperamos que esta pesquisa possa auxiliar mães que ainda passarão por essa fase, para que consigam entender que cada pessoa tem o seu processo de individualização, e que seguir esse processo requer perdas e ganhos necessários e conscientes.

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ANEXO I

Questionário Sócio-demográfico para pesquisa

1. Nome: 2. Idade:

3. Escolaridade: 4. Estado civil: 5. Profissão:

6. Numero de filhos (incluindo idade e gênero): 7. Há quanto tempo o seu último filho saiu de casa?

ANEXO II

Entrevista

1. Qual foi o motivo para seu filho sair de casa?

2. Qual era o seu estado de saúde quando o filho saiu? (incluindo sintomas da menopausa)

3. Como era o seu relacionamento com o filho que saiu?

4. Como você se sentiu quando o seu último filho saiu de casa?

5. Em que sua vida mudou depois que seu filho saiu de casa? (acrescentou algo? deixou de fazer algo?)

6. Com que freqüência você mantém contato com o filho que saiu? 7. Como é para você a experiência de ser mãe?

8. Como você classifica a qualidade da sua vida conjugal? (se casada) 9. Como você avalia a qualidade do seu trabalho?

10. Você mantém contato frequente com familiares?

11. Você se relaciona com pessoas além da sua família? (círculo de amizades) 12. Você acha que recebe apoio quando precisa?

13. Você frequenta algum grupo, clube ou instituição? Qual?

14. Você acha que algo ou alguém te ajudou a enfrentar esse momento da sua vida?

Benzer Belgeler