İÇİNDEKİLER
Bulgu 11: Kamu Ġdareleri Ġçin Stratejik Planlama Kılavuzunda, hedeflerin yeterince açık ve anlaĢılabilir ayrıntıda olması ve zaman çerçevesinin belli olması gerektiği ifade
2.2 Faaliyet Raporunda Yer Alan Performans Bilgisinin Ġçeriği
A inserção, dentre os princípios reitores da atividade econômica, do princípio da redução das desigualdades sociais e regionais não é de causar surpresa, pois ele também constitui objetivo fundamental da República, consoante o art. 3º, III, da Constituição. Ele deve ser, dessa maneira, perseguido pela política econômica adotada. Daí porque compete à União elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social (art. 21, IX, da CF) e a lei que estabelecer as diretrizes e bases do planejamento deve incorporar e compatibilizar os planos nacionais e regionais de desenvolvimento (art. 174, §1º, da CF). Visando o desenvolvimento à redução das desigualdades regionais, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social, o que se dará através da criação de regiões (art. 43, da CF).
Não obstante, os direitos sociais e os mecanismos da seguridade social são preordenados de maneira a buscar um sistema que propicie maior igualização das condições sociais. Neste sentido, os direitos assinalados no art. 6º do texto constitucional são bons parâmetros para aferirmos a desigualdade no país. Índices que reflitam estatísticas relativas à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância e à assistência aos desamparados, direitos sociais do povo em geral, se prestam para a verificação do cumprimento desta norma-objetivo204 da atividade econômica, pois as desigualdades não se colocam, apenas, no plano econométrico da renda per capita, a despeito de ela ser um indicativo das diferenças encontradas. No que toca às desigualdades sociais, há
203“Fica certo, dessa forma, que a exploração dos recursos ambientais necessários ao desenvolvimento
econômico do país deve ser pautada pelas diretrizes do chamado desenvolvimento sustentável, opondo-se à devastação ambiental inconsequente e desmedida.” (TAVARES, André Ramos. Op. cit., p. 188).
de se destacar que constitui competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos, consoante o disposto no art. 23, X, da Constituição.
Na abalizada opinião de Gilberto Bercovici:
O princípio da igualação das condições sociais de vida significa que os cidadãos das regiões menos desenvolvidas têm o direito de que o Estado providencie para eles a mesma qualidade de serviços públicos essenciais que usufruem os cidadãos das regiões mais desenvolvidas.205
Está-se falando, pois, de um Estado prestacional, do qual se demanda a atuação positiva no sentido de, progressivamente, construir as condições materiais e sociais constitucionalmente requisitadas. E essa atuação, como saliente o mesmo autor, há de ser uma atuação conjunta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
De se assinalar, também, que políticas tributárias e orçamentárias têm por escopo o mesmo fim da redução de desigualdades sociais e regionais. Assim, por exemplo, a despeito da proibição de a União instituir tributo que não seja uniforme no território nacional, ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado ou Município (art. 151, I, da CF), ela entregará 3% (três por cento) do produto da arrecadação do imposto de renda e do IPI às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para aplicação em programas de financiamento do setor produtivo (art. 159, I, “c”, da CF), procurando evidentemente favorecer as regiões mais pobres. Ainda, dispõe o art. 165, §1º, da Constituição, que as metas e objetivos de longo prazo, tais como a da redução das desigualdades sociais e regionais, devem estar consignadas no plano plurianual.
205 BERCOVICI, Gilberto. Desigualdades regionais, Estado e Constituição. São Paulo: Max Limonad,
2003, p. 241. Em outra obra, ensina o ilustre jurista: “A Constituição de 1988 destaca-se pela importância dada à „Questão Regional‟ em seu texto, seja pelos dispositivos especificamente de interesse regional, seja pela instituição definitiva do Federalismo Cooperativo como forma do federalismo brasileiro. O modelo cooperativo de organização federal é erigido sobre o fundamento básico da cooperação entre as unidades federadas, tendo por finalidade o objetivo nacional do desenvolvimento equilibrado. Os programas de desenvolvimento passam a ser não apenas nacionais, mas, também regionais e locais, envolvendo os vários entes federados. Para isso, devem-se organizar os meios de colaboração entre as diferentes entidades federativas, entre si e entre estas e o Poder Central. Em termos econômicos, substitui- se a mera distribuição de verbas pela busca de condições efetivas de produção de riquezas pelas várias unidades federadas conjuntamente. A revisão do federalismo busca o estabelecimento do „princípio da solidariedade funcional‟ entre as diferentes esferas de competência administrativa (federal, estadual e municipal), instaurando um equilíbrio dinâmico com a abolição da rígida partilha de competências. Procura-se compatibilizar a autonomia de cada unidade federada com a reserva de áreas exclusivas (competência indelegável) ou privativas (com possibilidade de delegação de poderes) e áreas de atuação comum, onde as entidades federativas agem de forma paralela ou concorrente: a União traçando as diretrizes gerais e os entes federados suplementando-as.” (BERCOVICI, Gilberto. Constituição
econômica e desenvolvimento: uma leitura a partir da Constituição de 1988. São Paulo: Malheiros,
A bem da razão, a meta da redução de tão discrepante realidade, que é marca registrada do nosso país, pode ser identificada no princípio isonômico, em sua faceta substancial, que se ancora na dignidade da pessoa humana, fim da ordem constitucional econômica. Mesmo a superação dos problemas políticos passa pelo estabelecimento de um processo de desenvolvimento com progressiva eliminação das desigualdades sociais.
As transferências tributárias, supramencionadas, visam a diminuir as diferenças, mas elas também são causa de conflitos políticos ocorridos na divisão do bolo das receitas tributárias transferidas. E o pior é que a história da ocupação do território brasileiro bem dá conta dos motivos de tantas diferenças encontradas nas realidades sociais e regionais, o que significa dizer que mudanças concretas não ocorrerão naturalmente, mas são mesmo dependentes de uma forte atuação estatal corretiva desta situação.
Este é o grande significado do princípio da redução das desigualdades sociais e regionais. A história não registra gestos coletivos de generosidade das elites para com as camadas mais carentes, ainda que seja pródiga em exemplos no plano individual.