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Fırınlarda Enerji Verimliliği

Os desenhos conjugados a outros mediadores aqui registrados estavam em cena nessa intervenção em diversos momentos, como já foi reiterado. Por exemplo, nas contações de histórias após a visita ao museu e na própria cartilha da Dorinha, há espaço reservado a essa expressão gráfica. Percebemos que, em outros momentos, nos quais não estávamos intervindo, as crianças se utilizavam dessa linguagem do desenho para falar do museu – o que ocorreu em momentos nos quais a professora estava dirigindo suas atividades para outros fins educativos. De vez em quando uma criança vinha com uma narrativa, cujo conteúdo apresentava alguma cena dos objetos do museu ou de sua personagem mascote, Dorinha ou o bode Ioiô.

No tocante às pinturas, trabalhamos com essa linguagem plástica em dois momentos. Num deles, uma vez em sala de aula, por solicitação das crianças, pois disseram que nunca pintaram e queriam pintar com tinta. Foi num desses intervalos entre a 2ª e 3ª visita ao museu que trouxemos tintas, pincéis, papel 60k e rolinhos de espumas para a sala de aula. Solicitamos que as crianças criassem cenas através da pintura sobre o museu. Mas nesse dia, o que predominou foi a pintura livre.

O outro momento foi a pintura na parede, cuja temática se tratava da terceira visita ao museu. Nesse dia, organizamos as mesas fora da sala de aula (figura nº 9), formamos grupos com cinco crianças, conversamos com cada grupo sobre a pintura a ser realizada, cujo tema seria sobre a nossa mais recente visita ao museu (figura nº 10). Solicitamos que criassem cenas do que quisessem a respeito do Museu do Ceará. Enquanto isso, as outras crianças ficavam fazendo outras atividades livres. Concluímos essa etapa do trabalho nos três dias posteriores à visita ao Museu do Ceará.

A partir das imagens abaixo, podemos compreender melhor os procedimentos descritos, tendo como mediação a linguagem da pintura.

No que se refere ao painel coletivo, este foi pintado pelas mães/pais e seus filhos, figura nº 11, depois que os raios do sol iam desaparecendo da parede para nesta fazerem uma narrativa sobre a nossa última visita ao Museu. O tema seria sobre o nosso encontro com os objetos das exposições do Museu do Ceará. Assim, antes do final das tardes, entre os dias 09, 10 e 11 de dezembro de 2009, as mães participantes e alguns pais das crianças do Jardim II que iam buscar os seus filhos eram convidados a deixar a sua marca na parede interna da Escola Antonio Sales – parede essa que fora preparada com a contribuição de muitas dessas mãos colaboradoras nessa pesquisa-intervenção.

As rodas de conversas com as crianças antecipavam as atividades de desenhos, de contação de histórias, antes e depois das visitas museológicas. Fiz duas entrevistas com a professora: uma depois da primeira visita ao museu, a outra depois da terceira visita, além de muitas conversas informais. Com outros professores e profissionais da escola, conversamos informalmente sobre a pesquisa.

Com a direção da escola, realizamos uma entrevista videogravada e, com algumas mães, fizemos conversas informais, algumas destas registradas em vídeo. Foram importantes essas conversas, porque é nos discursos que percebemos as relações dialógicas e de poder imbricadas na cotidianidade escolar.

Foi realizada uma exposição na Escola Municipal Antônio Sales no período de 15 a 22 de dezembro de 2009, exposição essa que a intitulamos “Crianças, escola, museu: o que dizem as marcas do tempo?”80. Essa exposição teve como objetivo apresentar à comunidade escolar o trabalho de pesquisa realizado durante o semestre na escola. As diversas atividades mediadoras da intervenção foram apresentadas através de imagens fotográficas como se fosse

80 O texto de abertura da exposição encontra-se no Apêndice C.

uma fita de cinema. A imagem fotográfica abaixo é um exemplo do que foi mostrado na exposição. Nela estão imagens que narram as atividades de contação de história e de teatro de fantoches.

A exposição foi pensada a partir do espaço, o pátio interno da escola, constituído por duas paredes inteiras e de 7 colunas laterais, nas quais colocamos fitas cinematográficas coloridas. Aqui, nesta fotografia extão expostas as contações de histórias. Uma das fitas era composta só por imagens das crianças nas exposições do museu; a outra, de reproduções fotográficas das pinturas da crianças e das mães, isto é, processo da própria exposição, cujos painéis foram pintados em outro espaço da escola; noutra fita estão os jogos educativos sobre os objetos do museu, assim sucessivamente. Vale destacar ainda que numa parede ficaram textos resumidos sobre as histórias: do bairro Rodolfo Teófilo, da Escola Municipal Antonio Sales e do Museu do Ceará. Num espaço que fica um pouco mais recuado que dá acesso ao pátio, entrada para a biblioteca, expusemos fotografias dos escritores Antônio Sales e Rodolfo Teófilo, além de um breve texto sobre eles e de uma carta81 que reproduzimos do autor de “Aves de Arribação”, direcionada ao Eusébio de Sousa, primeiro diretor do Museu do Ceará (nessa missiva ele faz a doação da bandeira da “Padaria espiritual”, objeto do acervo dessa instituição, o qual reproduzimos numa imagem fotográfica e colocamos ao lado a carta do Antônio Sales).

Colaboraram na organização dessa exposição a professora Ana e a professora Rita (afastada da sala de aula por problemas de saúde e, hoje, trabalha na biblioteca), Rosemary (uma das mães das crianças) e as pesquisadoras do grupo de pesquisa LUDICE Marcelle Cabral, Josélia Lima e Ana Camila. Do processo da pintura, participaram as crianças do Jardim II e suas mães: Mirtes, Patrícia, Lidiane, Luciana, Maria, Vera Lúcia, Djeane, Marli,

81 Ver carta no Anexo J - Pode ver também no livro “Antonio Sales e sua época” de Wilson Bóia. A bandeira da

Padaria encontra-se no Museu do Ceará.

Jéssica, Rosemary e o professor Nilton, que solicitou ajuda de alguns adolescentes do Ensino Fundamental II no processo de preparação da parede que seria o painel individual das crianças.

Vale lembrar que a vice-diretora Fernanda82 foi quem fez a abertura da exposição juntamente conosco. Nesse dia, contamos com a presença dos alunos do turno da tarde e seus professores, bem como de familiares. Após o fim da exposição, a diretora solicitou algumas imagens. Fizemos a doação de praticamente quase todas as imagens e textos, que hoje se encontram expostos na biblioteca e em outros espaços da escola.

Benjamin (1994) pensa dialeticamente o papel da imagem, referindo-se à imagem fotográfica. O autor reconhece a ampliação do campo visual que a imagem possibilita. Importa ressaltar que fizemos uso tanto da imagem fotográfica, quanto da videografada. No que diz respeito ao contexto desta pesquisa-intervenção, temos como estratégias metodológicas esses instrumentos, por compreendermos que, através da imaginação e destas lentes, alargaremos o nosso campo visual em relação aos modos de se expressar das crianças no espaço museal e escolar. Todavia, não podemos esquecer estas palavras de Souza (2003, p. 79): “Uma imagem técnica esconde conceitos e sentidos que lhe deram origem; portanto, decifrá-la é procurar reconstituir o texto ou os textos que tal imagem contém”. Nesse sentido, debruçar-nos-emos sobre as condições de produção, nas quais as imagens são produzidas e em que as palavras são ditas, porque são de suma importância para o exercício da reflexão e da escrita. A fotografia e a videografia contribuíram registrando as intervenções em diversos momentos, tanto no espaço escolar, quanto no espaço museológico.

Benzer Belgeler