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b)12 Eylül Filmleri ve 12 Eylül 1980 Askeri Darbesinin Türk Sinemasına Etkisi

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Cruzando os objectivos gerais e específicos de cada plano com os respectivos domínios de incidência/intervenção preconizados, pretende-se chegar a uma matriz global, onde sejam facilmente identificadas as áreas de incidência preferenciais face às quais recaem os mesmos objectivos. A cada plano de acção local corresponde assim uma matriz (mapa 2.1) sintetizadora e identificadora do respectivo perfil de intervenção. Deste modo e ao invés de proceder-se a uma descrição e análise de cada plano em particular, opta-se antes por traçar em linhas gerais algumas das leituras mais significativas, sem prejuízo de uma análise mas aprofundada e individualizada, que pode ser obtida a partir de cada matriz, construída para cada plano de acção local.

A partir de uma tipologia agregadora de áreas de intervenção prevalecentes, a que designámos por

domínios de incidência, a saber: arquitectónico/urbanístico, paisagem/ambiente/espaços públicos, sócio-económico, arqueológico, sistema defensivo: estrutura fortificada e património histórico, sensibilização pedagógica sobre património e cultura e, finalmente, turismo, torna-se possível

chegar a um quadro sintetizador, por relação a cada um dos domínios específicos inventariados.

Começando pela dimensão arquitectónica/urbanística, à excepção dos planos de acção local de Ouguela e Monsaraz143, todos os outros contemplam objectivos gerais e específicos, que reúnem vários tipos de acções e projectos, com incidência nesta dimensão. Efectivamente, estamos perante um domínio que pode considerar-se estruturante no conjunto dos perfis de intervenção comuns à generalidade dos planos. Muitos deles consagram mesmo a esta área de intervenção um papel central

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na generalidade das respectivas propostas preconizadas, a avaliar pelo número de objectivos gerais e específicos a ela dirigidos, expressando preocupações relacionadas por exemplo com a malha urbana e a respectiva recuperação/reabilitação, a melhoria das condições de habitabilidade dos fogos e a ocupação dos devolutos, a intervenção nas redes de infra-estruturas existentes (ou inexistentes), entre outras.

Citam-se alguns exemplos de objectivos, projectos e acções concretas, ilustrativas deste tipo de preocupações, similares e transversais a vários planos de acção local: “qualificação de infra- estruturas básicas” (Avis); “revitalização do aglomerado urbano” (Belver)144; “melhorar a qualidade de vida da população: intervenção nos edifícios e instalação de equipamentos básicos”, “inverter o processo de desertificação da vila antiga criando condições habitacionais no seu interior” (Castelo de Vide); “revitalização social e funcional, incluindo mecanismos indutores de fixação de população” (Flor da Rosa); “aproveitar antigos logradouros e casas em ruína para reconstrução ou construção de raiz” (Marvão); “intervenções urbanísticas” (Mértola); “contribuir para a fixação da população na zona histórica” (Terena); entre outros.

Um outro domínio de intervenção que surge igualmente com algum peso e visibilidade na generalidade dos planos de acção local prende-se com a dimensão paisagem/ambiente/espaços

públicos. Com efeito, à excepção de Monsaraz, todas as outras localidades são objecto de propostas e

de projectos com incidência, directa e/ou indirecta, na vertente da arquitectura paisagística, a qual, associada à dimensão arquitectónica/urbanística, dão forma a uma estratégia de intervenção comum em muitos planos, combinando frequentemente acções e projectos articulados entre estas dimensões.

Domínios de incidência Objectivos (Gerais e Específicos) Arquitectónico Urbanístico (habitação) Paisagem / Ambiente / Espaços públicos Sócio- económico Arqueológico Sistema Defensivo: estrutura fortificada e património histórico Sensibilização pedagógica sobre património e cultura Turismo

- Melhorar a qualidade de vida da população

- Revitalizar o Aglomerado urbano de Belver

- Defesa da paisagem natural e cultural da envolvente - Promover o desenvolvimento económico sustentado e qualificado

- Promoção e divulgação

Fig. 11 – PAL de BELVER:

mapa 2.1- Matriz Objectivos (Gerais e Específicos) x Domínios de incidência/intervenção

143

- Como veremos mais à frente e no caso destas localidades, os domínios de incidência preferenciais são outros. 144 - Ver mapa respectivo a título de exemplo (Fig. 11).

Transcrevem-se a seguir alguns exemplos de objectivos ilustrativos daquela relação: “qualificar a imagem de Cabeço de Vide” (Cabeço de Vide); “requalificar os espaços públicos extensível a toda a área, permitindo à população a reapropriação da sua vila”, “requalificar a envolvente próxima (...) fortalecendo as relações entre a vila e a paisagem natural humanizada” (Castelo de Vide); “propostas de intervenção paisagística e urbana” (Evoramonte) e “intervenção na zona da vila/intervenção na zona ribeirinha” (Juromenha).

No que respeita ao domínio de incidência de projectos e acções concretas relacionadas com a dimensão sócio-económica, realce-se o facto de em todos os planos de acção local analisados encontrarmos referências, directas e indirectas, não só à importância deste domínio de intervenção no conjunto das estratégias de desenvolvimento preconizadas, como também pelo facto de, em alguns planos, constituir mesmo o nó central aglutinador das intervenções propostas. Com efeito, cabem neste segundo grupo os planos de acção local relativos à maioria das localidades abrangidas: Alegrete, Alter Pedroso, Alvito, Amieira do Tejo, Avis, Barrancos, Belver, Cabeço de Vide, Castelo de Vide, Flor da Rosa, Marvão, Monsaraz, Santo Aleixo da Restauração e Terena.

Não obstante o carácter estrutural, mais uma vez, deste domínio de incidência, duas notas complementares se impõem. Por um lado, importa clarificar que, na generalidade dos planos, a dimensão sócio-económica congrega iniciativas, acções e projectos muito dependentes das linhas de acção igualmente defendidas na óptica do turismo. Quer isto dizer que, um número significativo dos projectos com incidência directa no domínio sócio-económico é explicado pelo facto da aposta no

turismo – transversal a todos os planos – implicar investimentos que, em parte ou no todo, tendem a

repercutir-se na economia local. Tendo presente esta circunstância, importa assim olhar para este domínio de intervenção, não na perspectiva de que o seu carácter estrutural se deve a uma opção clara e preponderante, no âmbito das várias dimensões de intervenção, mas sim como uma área de investimento que recolhe, muitas vezes indirectamente, os efeitos gerados em torno de uma aposta mais centralizada no turismo.

Por outro lado e apesar desta característica subjacente aos planos, importa referir, contudo, que em alguns deles, ressalta de forma expressiva e estrategicamente assumida, um enfoque consciente e estruturante da componente económica para a revitalização das respectivas localidades. Para corroborar esta ilação é possível encontrar alguns projectos e algumas iniciativas que se reportam directamente à necessidade e aumentar e melhorar as bases produtivas locais, sem que esses investimentos se confinem em exclusivo ao turismo. Citam-se alguns exemplos ilustrativos: “dinamização de agentes locais - programa de dinamização económica e sócio-cultural (Alcáçovas); “promover o desenvolvimento económico sustentado e qualificado” (Belver); revitalizar funcionalmente a vila antiga, promovendo o comércio tradicional e/ou outras actividades inexistentes

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e criando postos de trabalho com fixação de população jovem” (Castelo de Vide); “revitalização social e funcional, incluindo mecanismos indutores de fixação de população” (Flor da Rosa); “dinamização de iniciativas de desenvolvimento económico local que se concretizam em projectos de investimento, principalmente da responsabilidade dos agentes económicos e sociais” (Santo Aleixo da Restauração) e “apoiar a revitalização da economia local” (Terena).

Inflectindo o eixo de análise para outros domínios de incidência das acções propostas nos planos, detecta-se um menor investimento e uma menor relevância nas dimensões arqueológica e sistema

defensivo: estrutura fortificada e património histórico, embora em proporções desiguais.

Começando pela primeira dimensão, os projectos e as iniciativas dirigidas à componente arqueológica não atingem a visibilidade e o peso reconhecidos às dimensões anteriores. Efectivamente, ela surge com alguma relevância apenas nos planos de acção local relativos às localidades de Amieira do Tejo, Barrancos, Cabeço de Vide, Flor da Rosa e Juromenha, sendo importante acrescentar que em oito das outras localidades as propostas a incidir nesta dimensão são praticamente residuais ou mesmo até nulas. Uma das possíveis explicações para esta ausência de referências explícitas à componente arqueológica prende-se com o facto de, em algumas destas vilas e aldeias, ser já bastante significativo o número de intervenções realizadas no passado, no âmbito de outros planos e projectos de dinamização cultural, apoiados na vertente arqueológica. Tal pode ser o caso de Marvão, Mértola e Monsaraz. Por outro lado, a mesma ausência de referências explícitas a este domínio de intervenção pode ainda ser explicada, complementarmente, por uma orientação deliberada da estratégia de desenvolvimento preconizada para outras direcções e, portanto, para outras dimensões, que não a arqueológica.

No que concerne à dimensão sistema defensivo – estrutura fortificada e património histórico, apesar de também não constituir uma componente central em termos de proposta de acção estruturante nos vários planos em análise, conhece no entanto uma visibilidade e uma importância mais notória comparativamente à dimensão arqueológica. Apenas os planos de Alter Pedroso, Alvito, Mértola, Monsaraz, Santo Aleixo da Restauração e Terena não contemplam, de forma explícita, acções e projectos com incidência directa nesta dimensão. Nos outros planos, os objectivos a atingir e relacionados com este domínio passam por intervenções que visam essencialmente: “valorizar o património cultural edificado e o castelo de Noudar” (Barrancos); “promover a valorização patrimonial do conjunto [do aglomerado] e a dinamização cultural através da reabilitação e revitalização de imóveis de excepção” (Castelo de Vide); “intervenção na fortaleza” (Juromenha); e “recuperação e revitalização dos castelos a par de uma ligação dinâmica entre estes e as respectivas povoações” (Ouguela), só para mencionar os casos mais significativos.

A fechar este eixo de análise, dedicado aos domínios de incidência das propostas de intervenção apresentadas nos planos, falta apenas referenciar e desmontar duas outras dimensões: a

sensibilização pedagógica sobre património e cultura e o Turismo. Intimamente associadas na

generalidade dos planos, divergem, contudo, quanto à natureza das acções e dos projectos consagrados e ao âmbito dos efeitos esperados. Ao passo que no caso da primeira e a partir de investigações, total ou parcialmente de cunho científico, o que parece estar em causa é mais uma intervenção dirigida à devolução de saberes e ao incremento de acções de sensibilização e valorização dos recursos e da cultura local junto das populações, das escolas e dos agentes económicos e culturais com expressão local, assumindo, assim, uma intervenção com configuração interna; já os projectos que traduzem intervenções exclusivamente na óptica do turismo, estes assumem não só um perfil de actuação e visibilidade apoiado numa estratégia virada, no essencial, para o exterior, com preocupações eminentemente de ordem promocional no âmbito dos circuitos turísticos existentes e/ou a potenciar.

No primeiro caso – dimensão sensibilização pedagógica sobre património e cultura – assumem especial relevo algumas iniciativas descritas em alguns planos, dos quais se destacam os seguintes exemplos: “investigação histórica sobre a identidade local” (Alter Pedroso); “promover a participação e a cidadania” (Cabeço de Vide); “garantir a preservação da identidade sócio-cultural e simbólica da vila, criando incentivos à fixação da população originária” (Castelo de Vide); “realização de uma monografia sobre Evoramonte” (Évoramonte); “intervenção ao nível promocional, com edições e outras acções de divulgação” (Juromenha).

No segundo caso – a dimensão turismo – é possível reconhecer-lhe, à semelhança dos domínios

arquitectónico/urbanístico e sócio-económico, um carácter estrutural, com uma visibilidade muito

preponderante e nuclear, quer internamente a cada plano, quer no conjunto dos vários planos analisados. Tendo em conta este pressuposto, e ao invés de reproduzir aqui exemplos de objectivos, acções e projectos com incidência directa neste domínio, limitamo-nos a sublinhar o facto de, na generalidade dos planos, consagrar-se um lugar central a esta dimensão, embora com pesos desiguais de plano para plano, na globalidade das propostas elaboradas. A preponderância do turismo enquanto outra dimensão algutinadora de várias propostas de acção explica-se pelo facto de – relembramos - o turismo constituir, afinal, o móbil orientador das propostas de revitalização das aldeias e vilas candidatas ao programa145.

145

- Tal como se pode comprovar através dos mapas 2.1 – matriz objectivos x domínios de incidência/intervenção – preenchidas para todos os planos.

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