Fotoğraf 21: Dostlar Saz Atölyesinden Bir Görünüm
4.2. Evren ve Örneklem
Apresentamos, neste tópico, por meio de uma abordagem descritiva, o comportamento da parturição das adolescentes brasileiras por escolaridade e idade simples. Busca-se, principalmente, conhecer a proporção de adolescentes em cada parturição a fim de explorar o perfil reprodutivo dessas adolescentes.
Para estudar os diferenciais de comportamento reprodutivo apresentamos na Tabela 20 a distribuição proporcional das adolescentes por parturição e idade
simples, entre 1991 e 2010. Em todos os censos estudados a maior proporção é a de adolescentes sem filhos. Há um declínio dessa proporção entre 1991 e 2000 em todas as idades observadas. Porém, na década seguinte, essa proporção eleva-se novamente em todas as idades do grupo etário. Houve também um declínio da proporção daquelas com pelo menos um e dois filhos entre 2000 e 2010.
TABELA 20 - Distribuição percentual das adolescentes em cada parturição por idade simples. Brasil 1991, 2000 e 2010.
Parturição 15 16 17 18 19 Total 1991 0 97,49 94,16 88,54 81,28 73,96 87,34 1 2,21 5,06 9,51 14,34 18,46 9,74 2 0,23 0,64 1,61 3,54 5,91 2,33 3+ 0,06 0,14 0,34 0,83 1,67 0,59 2000 0 96,66 92,35 86,17 79,12 71,87 85,20 1 3,06 6,83 11,61 16,38 20,21 11,65 2 0,24 0,73 1,92 3,79 6,29 2,59 3+ 0,04 0,09 0,30 0,71 1,63 0,55 2010 0 97,14 93,55 88,74 83,25 77,44 88,19 1 2,66 5,91 9,90 13,88 17,75 9,89 2 0,14 0,48 1,20 2,49 4,00 1,63 3+ 0,06 0,07 0,16 0,38 0,82 0,29 Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Fonte: Elaboração própria a partir dos censos de 1991, 2000 e 2010.
A Tabela 21 apresenta a distribuição proporcional das adolescentes em cada parturição por escolaridade e idade simples em 1991. As adolescentes com maior escolaridade apresentam as maiores proporções sem filhos em todas as idades simples. As menos escolarizadas apresentam as maiores proporções com um, dois e três ou mais em todas as idades. Dentre estas adolescentes, 7,4% daquelas com 18 anos relatam ter dois filhos e 11,8% daquelas com 19 anos de idade relatam ter 2 filhos e 4,7% reportam três ou mais filhos.
TABELA 21 - Distribuição percentual das adolescentes em cada paridade por escolaridade e idade simples. Brasil, 1991.
Escolaridade 15 16 17 18 19 Total 0 a 3 anos 0 95,76 90,46 81,90 71,23 61,06 81,81 1 3,53 7,82 13,40 18,94 22,45 12,24 2 0,53 1,38 3,75 7,40 11,83 4,44 3+ 0,17 0,35 0,96 2,43 4,66 1,51 4 a 8 anos 0 98,13 94,74 88,38 79,35 69,66 87,39 1 1,73 4,73 10,19 16,70 22,78 10,22 2 0,11 0,44 1,24 3,42 6,29 2,02 3+ 0,02 0,09 0,18 0,54 1,28 0,37 9 anos ou mais 0 99,17 98,72 96,88 94,48 91,22 94,79 1 0,67 1,13 2,86 5,04 7,74 4,67 2 0,13 0,14 0,20 0,41 0,86 0,45 3+ 0,04 0,01 0,07 0,07 0,17 0,09 Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Fonte: Elaboração própria a partir do censo demográfico de 1991.
Já a Tabela 22 apresenta a distribuição proporcional das adolescentes em cada parturição por escolaridade e idade simples em 2000. Novamente, como esperado, a proporção daquelas com 9 anos ou mais de escolaridade sem filhos é maior em todas as idades. Esse grupo de escolaridade também apresenta pequenas proporções de adolescentes com parturições maiores que um. Comparando as adolescentes com 0 a 3 anos de escolaridade em 1991 e 2000, nota-se que a proporção delas nas parturições um, dois e três ou mais aumentou entre os censos analisados. Isso também pode ser observado para aquelas que têm de 4 a 8 anos de estudo no mesmo período.
TABELA 22 - Distribuição percentual das adolescentes em cada paridade por escolaridade e idade simples. Brasil, 2000.
Escolaridade 15 16 17 18 19 Total 0 a 3 anos 0 92,77 83,79 71,86 60,17 49,32 72,94 1 6,17 13,23 20,11 25,43 26,73 17,63 2 0,88 2,58 6,63 11,22 17,26 7,23 3+ 0,17 0,41 1,40 3,19 6,68 2,20 4 a 8 anos 0 97,24 91,58 81,73 69,78 57,77 83,02 1 2,61 7,72 15,75 23,92 30,30 13,58 2 0,13 0,64 2,25 5,51 9,81 2,89 3+ 0,02 0,06 0,27 0,79 2,13 0,50 9 anos ou mais 0 98,54 97,70 95,46 92,07 87,82 92,85 1 1,40 2,19 4,33 7,42 10,97 6,59 2 0,03 0,09 0,19 0,46 1,11 0,50 3+ 0,03 0,02 0,03 0,04 0,10 0,05 Total 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00
Fonte: Elaboração própria a partir do censo demográfico de 2000.
A Tabela 23 apresenta a distribuição proporcional das adolescentes em cada paridade por escolaridade e idade simples em 2010. O grupo daquelas adolescentes menos escolarizadas apresenta menor proporção de adolescentes sem filhos em todas as idades. Dentre aquelas com 0 a 3 anos de escolaridade 15,4% têm pelo menos um filho e 4,9% relatam pelo menos dois filhos, enquanto que daquelas com 4 a 8 anos de escolaridade 17,5% relatam pelo menos um filho e 3,5% pelo menos dois filhos. Ao comparar o grupo com 0 a 3 anos de estudo em 2000 com aquele com mesma escolaridade em 2010, nota-se uma diminuição das proporções de adolescentes nas parturições um e dois, enquanto houve leve aumento daquelas com três ou mais filhos. Ao analisar o grupo de 4 a 8 anos de escolaridade em 2000 e 2010 observa-se um aumento da proporção de adolescentes com mais de um filho e diminuição daquelas sem filhos. Esse foi o único grupo com diminuição daquelas sem filhos entre 2000 e 2010.
TABELA 23 - Distribuição percentual das adolescentes em cada parturição por escolaridade e idade simples. Brasil, 2010.
Escolaridade 15 16 17 18 19 Total 0 a 3 anos 0 93,27 86,19 77,76 67,92 61,72 78,05 1 5,73 11,47 16,80 21,82 23,40 15,43 2 0,59 1,78 4,40 8,12 10,71 4,92 3+ 0,42 0,55 1,03 2,14 4,16 1,60 4 a 8 anos 0 95,42 86,72 74,14 62,49 53,03 78,38 1 4,33 12,16 22,29 29,60 34,18 17,52 2 0,19 1,05 3,19 6,97 10,69 3,53 3+ 0,06 0,08 0,38 0,94 2,10 0,56 9 anos ou mais 0 99,05 97,58 94,74 91,12 86,52 93,46 1 0,87 2,31 4,97 8,17 11,98 5,97 2 0,05 0,08 0,27 0,63 1,34 0,50 3+ 0,03 0,02 0,02 0,08 0,16 0,06 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte: Elaboração própria a partir do censo demográfico de 2010.
Um dos elementos para análise do comportamento da fecundidade das adolescentes é estudando aquelas com 19 anos, porque estão na idade final da adolescência. Assim, para estudar a repetição da fecundidade adolescente, analisamos os dados daquelas que tem 19 anos. A Tabela 24 apresenta a distribuição percentual das adolescentes24 de 19 anos por parturição em 1991, 2000 e 2010. Nota-se, claramente, que a grande maioria das adolescentes dessa idade não tem nenhum filho, as quais representam mais de 85% em todos os censos estudados. Aquelas que têm pelo menos um filho eram menos de 10%, em 1991 e 10,50 em 2010. As adolescentes de 19 anos que tiveram o segundo filho eram 2,38%, em 1991, e esta proporção declinou, chegando a 1,79%, em 2010.
24 Nesta tabela apresentamos os dados sem expansão para mostrar o real número de casos
TABELA 24 - Distribuição percentual das adolescentes com 19 anos por parturição. Brasil 1991, 2000 e 2010. 1991 2000 2010 Idade n % n % n % 0 350.840 87,45 451.385 85,02 380.287 87,38 1 38.418 9,58 62.022 11,68 45.703 10,50 2 9.542 2,38 14.333 2,70 7.801 1,79 3 1.878 0,47 2.602 0,49 1.174 0,27 4 379 0,09 411 0,08 182 0,04 5 65 0,02 72 0,01 41 0,01 6 29 0,01 28 0,01 13 0,00 7 15 0,00 50 0,01 9 0,00 8 4 0,00 12 0,00 3 0,00 9 4 0,00 6 0,00 2 0,00 10 3 0,00 3 0,00 0 0,00 Total 401.177 100,00 530.924 100,00 435.215 100,00
Fonte: Elaboração própria a partir do censo demográfico de 1991, 2000 e 2010.
4.1.4 A Razão de Progressão por Parturição
Outra forma de analisar a fecundidade das adolescentes é analisando as Razões de Progressão da Parturição (RPP). Neste caso analisamos as razões por grupos de anos de estudo para pesquisar como se comporta a fecundidade por ordem de nascimento.
O Gráfico 6 apresenta as RPP das adolescentes com 19 anos de idade25 em
1991, 2000 e 2010. Analisando os resultados do censo de 1991 nota-se que aquelas com 0 a 3 anos de estudo apresentam maiores razões nas primeiras parturições e a partir da mudança da segunda para a terceira parturição a RPP declina. O padrão de repetição da fecundidade pode ser observado principalmente para aquelas com menos anos de estudo. Cerca de 40% daquelas nesse grupo de escolaridade que tiveram o primeiro filho também tiveram o segundo. Apesar das semelhanças dessas curvas com aquelas adolescentes que
25 Neste trabalho, o estudo da parturição é feito apenas para adolescentes com 19 anos. Isso
porque elas estão na fase final da adolescência e grande proporção delas já terminou o ensino médio nesta idade.
têm 4 a 8 anos de estudo, entre estas 25% das que tiveram o primeiro filho também tiveram o segundo.
Em 2000 aquelas com menos anos de estudo (0 a 3 anos) apresentam maior RPP nas parturições de primeira e segunda ordem e iniciam um rápido declínio a partir da parturição de terceira ordem. Quase 50% das adolescentes com essa escolaridade que tiveram o primeiro filho também tiveram o segundo. Essa proporção é muito elevada quando se compara com aquelas com 4 a 8 anos e 9 anos ou mais de estudo. Há, porém um aumento na proporção daquelas com 4 a 8 anos de estudo que tiveram o primeiro filho. Dentre elas 30% tinha o primeiro filho em 2000 e em 2010 essa proporção passou para quase 40%.
GRÁFICO 5 – Razão de Progressão da Parturição das adolescentes de 19 anos de idade por grupos de escolaridade. Brasil 1991, 2000 e 2010.
Fonte: Elaboração própria a partir dos censos de 1991, 2000 e 2010.
Em 2010 as RPP apresentaram grandes e importantes mudanças principalmente para as adolescentes com 0 a 3 anos de estudo. Elas diminuíram suas RPP em todas as ordens estudadas. Dentre elas 40%, tiveram o primeiro filho e, dentre aquelas que já tinham o primeiro filho, 40% também tiveram o segundo. Essas duas proporções sofreram declínios, se comparadas com 2000. Dentre aquelas com 4 a 8 anos de estudo, quase 50% tiveram o primeiro filho. Esse valor sofreu novamente um aumento, se comparado com 1991 e 2000. Para as parturições
mais altas poucas mudanças foram notadas. Aquelas com 9 anos ou mais de estudo apresentaram o mesmo comportamento observado em 2000, isto é, aproximadamente 10% delas tiveram o primeiro filho e daquelas que já tinham o primeiro, aproximadamente 10% tiveram o segundo.