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Os computadores pessoais surgiram na década dos anos setenta. No Brasil, a partir de iniciativas de educadores brasileiros fundamentados em experiências da Europa e dos Estados Unidos, foram introduzidas as primeiras aplicações das técnicas computacionais na área da educação. As universidades pioneiras no uso do computador foram a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A Educação a Distância é uma modalidade de ensino onde o aluno não está presencialmente com o professor, e sim distante no tempo e espaço, recebendo informações durante a realização de um curso, através de materiais impressos e utilizando as tecnologias existentes, sempre acompanhados por instituições de apoio.

Descobriu-se que se poderia construir o conhecimento e incrementar novas aprendizagens através da tecnologia computacional. O Ambiente Virtual de Aprendizagem é um exemplo, visto que é um conceito de endereço ou portal eletrônico onde pode ocorrer o processo de ensino e aprendizagem. Barbosa (2005, p.113) comenta que:

No final da década de 1990, a utilização de recursos tecnológicos como apoio à educação foi intensificada no Brasil. A ampliação das redes, o uso intensivo da internet e/ou barateamento dos equipamentos tornaram mais fácil essa inclusão tecnológica, que se realiza por meio de iniciativas governamentais e da escola privada.

No Ambiente Virtual de Aprendizagem são realizados cursos, palestras e outras formas de ensino, que atuam na educação com atividades pedagógicas por meio de mediadores na construção coletiva do conhecimento. O papel do professor é enriquecido por meio de pesquisas e descobertas do interesse do aluno para incentivar o processo de aprendizagem.

Valente enfatiza que (2009, p.38):

O uso do computador e da Internet alterou significativamente a concepção de educação à distância, de algo baseado na educação por correspondência para algo que enfatiza a interação entre professor-aprendiz e entre aprendizes.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem foi desenvolvido por empresas especializadas em tecnologia computacional que perceberam a necessidade social de aperfeiçoamento na Educação e outras áreas do conhecimento. Este ambiente direciona para o diálogo e a aprendizagem, para uma troca de conhecimentos ativa e colaborativa.

Litto e Formiga (2009, p.327) afirmam que:

Essa reflexão fundamentou a construção de ambientes virtuais de aprendizagem utilizando diferentes modalidades de presencialidade / distanciamento que, em comum, enfatizam a produção coletiva do conhecimento, a experiência de autoria coletiva na Web e a consequente criação de novas relações de poder a partir das interações propiciadas pelas ferramentas digitais.

Com o desenvolvimento e a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem, o setor educacional percebeu que poderia fazer uso do espaço virtual, criando o seu próprio ambiente de atuação para oferecer subsídios para novas formas de ensino e aprendizagem. Ambientes informatizados destacam-se na interatividade, na construção social do conhecimento, na interação com outros ambientes de aprendizagem e nas reformulações de ideias.

Segundo Carvalho (2001, p.37) os ambientes virtuais são:

Sistemas de software que integram várias facilidades, apresentados por outros sistemas cujo objetivo é apoiar as atividades que envolvem um curso à distância como: planejamento e elaboração das aulas; elaboração e acompanhamento de cronogramas; controle de presenças e senhas de acesso; participação em chats e apresentação de conteúdos no formato de multimídia, entre outras. São sistemas de fácil acesso e manipulação pelos docentes e alunos. São desenvolvidos para serem utilizados no ambiente da

Internet. Sua utilização na Educação a Distância Mediada por Computador vem aumentando a cada dia.

Assim, podem-se criar circunstâncias ou ambientes, nos quais “os alunos possam se expressar num clima de liberdade e confiança e que sejam capazes de exteriorizar seus pensamentos, suas emoções, suas sensações e utilizar diversas formas de linguagem” (TAVARES-SILVA, 2003, p.120).

São oferecidos recursos didáticos flexíveis e adaptáveis a diferentes regiões, que formam comunidades de aprendizagens as quais potencializam a construção de conhecimento e interação.

A presença da tecnologia é capaz de alterar o ambiente da escola e impulsionar o aluno a novos conhecimentos globalizados. A tecnologia pode oferecer à escola uma transformação pela reflexão e pelo questionamento. Landim (1997, p.35) apresenta como objetivos da Educação a Distância: “democratizar o acesso à educação; propiciar uma aprendizagem autônoma e ligada à experiência; promover um ensino inovador e de qualidade; incentivar a educação permanente e reduzir custos”.

Ocorre uma efetiva mudança nas práticas pedagógicas e uma transformação na prática do docente com a busca autônoma do conhecimento.De acordo com Belloni (2009, p. 3), “A intensificação do processo de globalização gera mudanças em todos os níveis e esferas da sociedade [...], criando novos estilos de vida e de consumo, e novas maneiras de ver o mundo e de aprender”. Possari e Neder (2009, p. 66) comentam que:

O que caracteriza a Educação a Distância é, dentre outros, a não imprescindibilidade de presença (no ato comunicativo). O corpo, neste caso, é representado pelo texto e possibilitado pelos meios. Para além do texto impresso, as mídias propiciam o bidirecional, a interação e a interatividade.

Para Almeida (2007):

A Educação a Distância deve ser compreendida como uma modalidade de educação que permite o compartilhamento, o diálogo entre sujeitos, na busca de construção de significados sociais, possibilitando a constituição de um espaço, não necessariamente físico, de interlocução entre sujeitos da ação educativa.

Esse processo de transformação gerou o que se conhece hoje por comunidades virtuais, que são espaços onde diversas pessoas comunicam-se em diferentes localidades, sem se importar com o tempo nem com a distância. Cria-se assim, um espaço físico entre

aprendizes e professores. Isto representa a desterritorialização do processo educacional, de modo a oferecer a universalização do conhecimento ou do objeto de aprendizagem. Barbosa (2005, p.31) enfatiza:

As comunidades virtuais são redes eletrônicas de comunicação interativa autodefinidas, organizadas em torno de um interesse ou finalidade compartilhados. Esse novo sistema de comunicação pode abarcar e integrar diferentes formas de expressão, bem como a diversidade de interesses, valores e imaginações, inclusive a expressão de conflitos.