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A. İSLÂM’A GÖRE KADIN HAKLARI

2. Evlilikle İlgili Hakları

De forma geral, as correlações entre distâncias de custo e euclidianas10 foram muito

altas, superiores a 0.95, com apenas três exceções para o DNA mitocondrial: r=0.93 para

todas as populações da América juntas; r=0.83 para as populações da região descrita

como centro norte da América do Sul; e r=0.92 para as populações da América do Sul, o

que mostra que não existe grande diferença entre os dois tipos de medidas de distância

geográfica.

Diante destas pequenas diferenças dos valores de correlação entre as distâncias

geográficas, seria esperado que as distâncias de custo tivessem maior correlação com as

distâncias genéticas, pois refletem possibilidades migratórias mais plausíveis, uma vez

10 Distâncias de custo são aquelas em que regiões de difícil transposição são evitadas pelos caminhos

escolhidos pelo programa. Distâncias euclidianas são aquelas de caminhos diretos em linha reta entre as populações.

que obedecem barreiras naturais de difícil transposição (enquanto as distâncias

euclidianas traçam linhas retas entre as populações). Apesar de teoricamente ser

esperada uma maior correlação entre distâncias de custo e distâncias genéticas, este

padrão não foi encontrado em todas as análises: de 7 agrupamentos populacionais com

resultados significativos entre distância genética e geográfica, em apenas 4 as distâncias

de custo obtiveram maior correlação, contra 3 com maior correlação para distância

euclidiana. Dos conjuntos maiores de populações, a América do Sul como um todo

(biom74), a região centro norte da América do Sul (biom42) (analisadas por DNA

mitocondrial), e a América Central (por microssatélites) apresentaram uma maior

correlação com distâncias euclidianas do que com distâncias de custo.

Surpreendentemente, essas exceções referem-se a populações com as mais altas

correlações entre distâncias genéticas e geográficas (América Central para

microssatélites r=0.8466) e com a menor correlação entre distâncias genéticas e

geográficas (região centro norte da América do Sul para DNA mitocondrial r=0.1856).

A região centro norte da América do Sul foi, entre todos os agrupamentos

populacionais, o que apresentou a menor correlação entre as distâncias geográficas

(correlação entre custo e euclidiana r=0.8322), o que significa que o caminho construído

pelo programa para evitar acidentes naturais (distâncias de custo) foi o mais diferenciado

do caminho direto, ignorando tais acidentes (distâncias euclidianas). Estes resultados

podem ser explicados pelo custo atribuído às altitudes entre -431m e 0m o que pode ter

gerado uma diferença no caminho tomado por essas populações. Estas localizações

cortam o nordeste brasileiro até próximo à Amazônia e são condizentes com leitos de rios

da bacia hidrográfica amazônica, incluindo o Rio Amazonas. As rotas por rios podem ter

facilitado percursos não computados nas análises e os dados para custo podem ter feito

caminhos mais lineares seriam mais adequados, mesmo quando nenhum dos dois

caminhos é o mais apropriado.

Já para as populações da América Central (por microssatélites), a explicação pode

estar correlacionada com o meio que essas populações usaram para locomoção. O fato

de a correlação entre as matrizes de distância geográfica ser bastante alta (r=0.9877),

indica que os caminhos traçados pelo programa, um evitando completamente as regiões

oceânicas e outro ignorando o obstáculo marítimo, não foram tão distintos. Porém, as

diferenças neles contidas foram suficientes para que o caminho de distâncias euclidianas

obtivesse maior correlação. Isto leva a crer que uma ocupação usando os meios

marítimos, como por exemplo por cabotagem, pode ter sido uma realidade para essas

populações.

Com os resultados aqui obtidos não se pode fazer nenhuma afirmação quanto aos

benefícios do uso de distâncias com custos em detrimento das distâncias euclidianas,

uma vez que os resultados não apontaram claramente uma preferência entre as duas

distâncias, deixando uma grande margem de discussão.

A correlação entre distâncias genéticas e distâncias geográficas para dados de DNA

mitocondrial é baixa, entre r=0.31 para a região da Patagônia e r=0.12 para a região

descrita como centro norte da América do Sul. Para a América como um todo o valor é

intermediário (r=0.28). Esses baixos valores podem ser fruto de duas possibilidades: a

primeira, de que o isolamento por distância não foi o principal fator estruturador das

populações nativas americanas pelo menos pela herança materna. Neste caso a variação

genética entre as populações poderia ser explicada por outros fatores que não a deriva

genética (como exemplo do papel da língua na estruturação das populações nativas

americanas ver Fagundes et al., 2002). A outra explicação reside no fato de que devido às

realocações dessas populações e constantes transferências para reservas indígenas

genética com seus vizinhos pode estar subestimada, levando a uma baixa correlação com

distância geográfica.

A análise de microssatélites mostrou uma correlação não significativa entre distância

genética e distâncias geográficas entre as populações da América do Norte e do Sul.

Estes resultados são compatíveis com os obtidos com DNA mitocondrial, indicando que a

hipótese de ser um problema de descendência materna exclusiva é menos provável, uma

vez que microssatélites apresentam ancestralidade biparental.

Porém, em desacordo com os resultados anteriores, as populações da América

Central, com microssatélites, apresentaram uma alta correlação (r=0.84) entre distância

geográfica euclidiana e distância genética, o que indica o isolamento por distância como

principal fonte estruturadora, diminuindo a probabilidade de as populações na América

Central terem sofrido grandes realocações. Mesmo com este resultado não é possível

fazer inferências sobre os motivos que levaram à baixa correlação nas outras localidades,

uma vez que este resultado apresentou-se como exceção e não como regra. Ele pode

indicar ainda que o isolamento por distância foi um fator pontual para as populações da

América Central analisadas por microssatélites, não sendo necessariamente verdadeiro

para outras regiões e populações do Novo Mundo.

Benzer Belgeler