5. TARTIŞMA VE YORUM
5.4. Evli Bireylerin Kullandıkları Mutluluğu Artırma Stratejilerinin Psikolojik İyi
5.4.4. Evli Bireylerde Psikolojik İyi Oluşun Doğrudan Mutluluğa Yönelik
Além da observância dos princípios examinados acima, o legislador, ao instituir o parcelamento, terá de obedecer, subsidiariamente, as disposições relativas à moratória contidas no Código Tributário Nacional, conforme estabelece o seu art. 155-A, § 2º. Portanto, não pode a lei que conceder o parcelamento contrariar as normas gerais previstas no CTN. Vejamos.
O Código Tributário Nacional disciplina, em seu art. 152 e incisos, a competência para a concessão da moratória em caráter geral e em caráter individual186, que em tudo se aplica ao parcelamento. Na primeira hipótese, o instituto do parcelamento é cabível de forma indeterminada a todo um ou mais grupos de pessoas, ou a toda uma região, com distinção de classes, ou sem ela. Já na segunda situação, a lei que cria o parcelamento limita sua aplicabilidade a determinadas situações em que se encontra um ou alguns contribuintes.
Em caráter geral, o parcelamento pode ser expedido por qualquer pessoa política titular de sua competência tributária outorgada pela Constituição, referindo-se, consequentemente, às suas exações. Todavia, o art. 152, I, “b”, do Código Tributário Nacional garante à União o privilégio de outorgar
186 Aduz Luciano Amaro “O dispositivo (ao falar em concessão em caráter geral ou em caráter individual),
mistura competência para decretação da moratória com o modo de efetivação da medida” (Direito Tributário
parcelamento quanto aos tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, desde que, simultaneamente, também conceda aos tributos de competência federal e às obrigações de direito privado.
Resta evidente, portanto, que o Código Tributário Nacional prevê, no dispositivo supra, competência heterônoma para a União outorgar parcelamento de tributo alheio, desde que atendidos os pressupostos citados.
Embora alguns autores,187 fundados na Constituição de 1967, procurassem justificar a competência heterônoma da União para conceder a moratória, neste caso leia-se o parcelamento de tributo estadual e municipal, pensamos que, via de regra, o artigo 152, I, “b”, do Código Tributário Nacional encontra-se revogado à luz da atual Carta Magna. Explicaremos.
A Constituição Federal de 1988 reserva posição de supremacia aos princípios da república e do federalismo, conforme demonstram seus artigos 1º e 60, § 4º, I, respectivamente. Dessa forma, verifica-se que em torno desses dois primados gravitam todos os demais princípios e normas que compõem o nosso sistema. Vale dizer, aqueles postulados constituem verdadeiros alicerces que sustentam a estrutura piramidal do nosso ordenamento.
José Souto Maior Borges,188 a propósito, já afirmara:
O princípio republicano e o princípio federativo têm uma importância tão grande que há de ser encarado como um princípio constitucional cardeal supremo, a informar o texto constitucional todo, na sua
187 Com base no Texto Constitucional de 1967, Aliomar Baleeiro assim explicava a competência heterônoma da
União em conceder moratória a tributos alheios: “A regra evita dum lado, o abuso da União, impondo a Estado ou Município sacrifício de que ela não quis participar, e, de outro, opera a coordenação da política econômica e financeira em todo o plano nacional, sem que unidades locais o possam estorvar” (Direito Tributário Brasileiro. 11.ed. Atualizada por Mizabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, 1999, p.846).
188 BORGES, José Souto Maior. Competência Tributária dos Estados e Municípios. Revista de Direito
exegese.
Ora, tendo em vista que o princípio federativo, cujas diretrizes traçadas conduzem à autonomia dos Estados e dos Municípios e à não existência de hierarquia entre estes e União, é posto como pedra basilar de todo o sistema, entendemos que, em razão disso, não é possível ignorá-lo na interpretação do art. 152, I, “b”, do Código Tributário Nacional. Nesse sentido, Geraldo Ataliba189 advertia: “É inaceitável qualquer interpretação que importe ignorar, anular um princípio.”
Assim, sustentamos que, em face da obediência ao princípio do federalismo, a União não pode gozar de competência heterônoma para conceder parcelamento às exações estaduais e municipais, salvo na hipótese dos impostos extraordinários previstos no artigo 154, II, da Constituição Federal. Deveras, no sistema constitucional tributário brasileiro, feita a ressalva supra, não pode a União invadir a esfera tributária dos demais entes políticos para tratar da matéria em pauta.
Mizabel Derzi,190 ao discorrer sobre a competência heterônoma da União em matéria de moratória, alerta: “Portanto, parece-nos que idêntico raciocínio, fortalecido frente à Constituição de 1988, que reforça as bases do federalismo brasileiro, deve ser empregado para negar à União competência heterônoma, em matéria de moratória.” E adiante arremata:191 “Assim, competência extraordinária autoriza a União a conceder moratória em relação a
189 ATALIBA, Geraldo. República e Constituição. 2.ed. Atualizada por Roselca Miranda Folgosi. São Paulo:
Malheiros, 1998, p.41.
190 BALEEIRO, Aliomar. Direito Tributário Brasileiro. 11.ed. Atualizada por Mizabel Abreu Machado Derzi.
Rio de Janeiro: Forense, 1999, p.848. Do mesmo modo José Eduardo Soares de Mello afirma: “Criticável todavia a exclusiva faculdade cometida à União (art. 152, I, b, do CTN) por não possuir competência para intrometer no âmbito tributário das demais pessoas de direito público” (Curso de Direito Tributário. São Paulo: Dialética, 1997, p.214).
191 DERZI, Misabel Abreu Machado. In: NASCIMENTO, Carlos Valder do (Org.). Comentários ao Código
qualquer imposto (art. 154, II, da CF).”
Em caráter individual, o parcelamento, também com base em lei, é concedido por despacho da autoridade administrativa, segundo dispõe o artigo 152, II, do Código Tributário Nacional. Desse modo, cabe à autoridade administrativa competente analisar em cada caso concreto o preenchimento dos requisitos estabelecidos em lei para proferir o despacho concessivo, sob pena de invalidade deste.
A lei que cria o parcelamento, seja ela geral ou individual, pode limitar a sua aplicabilidade à determinada região do território da pessoa jurídica de direito público que a expedir, ou à específica classe ou categoria de sujeitos passivos, conforme demonstra o artigo 152, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. Para isso, pensamos ser necessário que a concessão do parcelamento seja feita com critérios e métodos. Ou seja, é preciso que a pessoa política que crie o parcelamento tenha por escopo sempre a obtenção do interesse público, a fim de que possa promover o equilíbrio no desenvolvimento sócio-econômico entre suas diferentes regiões (no caso dos Estados) ou bairros (no caso dos Municípios ou do Distrito Federal).