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EVLENMENĐN ĐPTALĐ

Belgede Evlenmenin şartları (sayfa 128-133)

D) Özel Olarak Dinî Evlenme

III) EVLENMENĐN ĐPTALĐ

O objetivo central da tese é, pois, fazer estudo de caso da APAE de Barbacena, para compreender como foi realizado o atendimento multidisciplinar da pessoa com Síndrome de Down e qual a relação desse modelo de atendimento com os pressupostos teóricos derivados da obra de Helena Antipoff.

A hipótese é que, na APAE de Barbacena, a implantação de atendimento multidisciplinar às pessoas com Síndrome de Down obedeceu a diretrizes formuladas por Helena Antipoff, isto é, a necessidade da interação de equipe multidisciplinar para atuar no desenvolvimento e aprendizagem daquelas.

Segundo Antipoff (1934), a inspiração para a educação de crianças excepcionais estava nos princípios da escola comum, já que os princípios diretores do ensino das classes especiais diferiam pouco do ensino das classes comuns. Portanto, ao estabelecer as proporções entre os exercícios didáticos e os psicológicos, o trabalho manual, os jogos educativos e as ocupações livres, devia ser respeitado o desenvolvimento mental das crianças e os seguintes princípios:

1) atividade do aluno: corporal e intelectual, sem disciplina rígida, com atividades fora da sala de aula;

2) educação sensorial e intuitiva: ensinar a usar os sentidos, exercitar os órgãos sensoriais;

3) concentração dos diversos ramos de ensino em torno de alguns assuntos concretos e ao alcance do interesse das crianças. Procurando despertar associações entre as coisas, compreendê-las de modo variado;

4) a individualização, isto é, procurar satisfazer as necessidades de cada criança, levando em conta as suas particularidades físicas e mentais;

5) o caráter utilitário, isto é, visa um fim social – o de preparar as crianças para a vida – descobrindo as suas aptidões mais salientes, desenvolvê-las e orientá-las para aplicações práticas, malgrado toda a sua debilidade. Visa tornar a criança o menos possível dependente de outrem e que ela não sobrecarregue a sociedade. (DESCOEUDRES, 1968 apud ANTIPOFF, 1992, p.62)

Nesse estudo de caso, pode se observar que, dentre as diversas modificações necessárias para que a inclusão educacional se efetive, é preciso que as instituições de ensino mantenham uma maior integração com as famílias de seus alunos e com os profissionais da saúde. Acreditamos que essa parceria fará todas as pessoas envolvidas compartilharem conhecimentos a respeito das dificuldades e potencialidades do aluno com Síndrome de Down, o que favorecerá seu desenvolvimento.

Constituem-se como objetivos secundários esclarecer os seguintes tópicos: Descrever a historicidade do percurso dos atendimentos feito pela APAE de Barbacena às pessoas com Síndrome de Down.

Verificar em que medida o trabalho da APAE de Barbacena está relacionado com as propostas de Helena Antipoff em relação à educação dos excepcionais.

Cabe ressaltar que a Lei nº13.005 de 25 de Junho de 2014 que aprovou o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 estabelecendo 14 artigos, 21 metas e 177 estratégias, marcando assim, avanços, novos objetivos. A respeito das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, note-se o que o Plano Nacional de Educação estabelece na Meta 4:

• Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, e de escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

Dentre as 17 estratégias para a meta 4 destacamos algumas:

• Garantir atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados, nas formas complementar e suplementar 10, a todos os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de educação básica, conforme necessidade identificada por meio de processo avaliativo e ouvidos a família e o aluno;

• Estimular a criação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e assessoria, articulados com instituições acadêmicas e integrados por profissionais das áreas de saúde, assistência social, pedagogia e psicologia, para apoiar o trabalho dos professores da educação básica com alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação;

• Garantir a oferta de educação inclusiva, vedada a exclusão do ensino regular sob alegação de deficiência e promovida a articulação pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado, sem prejuízo do apoio às instituições, públicas ou privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial.

Dessa forma fica evidente que as pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação têm seus direitos assegurados no que diz respeito à escolarização, recursos didáticos e atendimento especial em instituições especializadas como é o caso das APAEs.

10 As Diretrizes nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001, p.27-28) adota as

seguintes acepções para os termos assinalados:

a) Apoiar: prestar auxílio ao professor e ao aluno no processo de ensino e aprendizagem, tanto nas classes comuns quanto em salas de recurso; complementar: completar o currículo para viabilizar o acesso à base nacional comum, suplementar: ampliar, aprofundar ou enriquecer a base nacional comum. Essas formas de atuação visam assegurar resposta educativa de qualidade às necessidades educacionais especiais dos alunos nos serviços educacionais comuns.

b) Substituir: colocar em lugar de. Compreende o atendimento educacional especializado realizado em classes especiais, escolas especiais, classes hospitalares e atendimento domiciliar.

É neste contexto que as pessoas com Síndrome de Down estão inseridas, e pretendemos investigar como e quais profissionais da APAE de Barbacena têm realizado atendimento a elas, e qual a relação desse trabalho com os pressupostos teóricos de Helena Antipoff.

Portanto, a proposta é realizar um estudo de caso pesquisando a perspectiva educacional dessa educadora e o trabalho por ela desenvolvido na educação do excepcional, estabelecendo conexões históricas com a APAE de Barbacena.

2 - Evolução Histórica e Organização de Serviços para Atendimento

Belgede Evlenmenin şartları (sayfa 128-133)