HEMŞİRELERİN YAŞLI AYRIMCILIĞINA İLİŞKİN TUTUMLARI
EVALUATION OF THE ATTITUDES OF NURSES TOWARDS ELDERLY ABSTRACT
Conhecendo de perto o que os mapas de riscos classificam por R4 (Muito Alto), ou como, frequentemente, os governantes identificam como áreas de remoção.
[...] Fomos separados em 4 grupos orientados por equipes de profissionais da prefeitura de São Paulo, cada grupo tinha um guia para o acompanhamento durante o percurso da
atividade prática (visitar as áreas de risco). Ao chegarmos numa região de fundo de vale, onde havia mais ou menos umas 20 moradias, aparentemente, “submersas” entre a vegetação e o esgoto, constatamos as precárias condições estruturais das casas, muitas delas compostas por madeiras de tipos disformes, sem portas ou janelas. O guia nos falava sobre conceitos utilizados na geografia e geologia, como espaço, paisagem, solo, taludes, etc. E nós observávamos os declives da terra e os possíveis caminhos tomados pelas águas das chuvas em meio à vegetação, madeiras e esgoto. Entre escadarias, rampas e madeiras soltas que formavam as pontes, o cheiro de esgoto era insuportável, e quando achávamos que havia visto o pior, algumas crianças, adolescentes, ou mesmo, adultos transitavam entre os barracos, entre os estreitos corredores, enfim, nos recebendo em suas casas. Em algumas situações nós cumprimentávamos, pedíamos licença, íamos andando e adentrando os corredores, atravessando as tábuas, as escadas, em determinado momento chegamos em um tipo de bar. Fomos andando, andando e demarcando nosso saber técnico-científico sobre o solo, sobre os riscos, sobre a precariedade das moradias. Em determinado momento, fiquei apreensivo, pois parecíamos nós, fiscais ou policiais invadindo e adentrando os corredores. Éramos muitos (uns 15 ou mais), e as pessoas não nos esperavam, elas apenas nos reconheciam como agentes da prefeitura. Estavam uns de uniformes e crachás. No início, algumas pessoas nos fizeram perguntas, lembro-me de uma senhora e um garoto de bicicleta nos interpelando. Nossas respostas eram do tipo: estamos aqui para identificar as
casas que estão em risco, vocês sabem o que é isso? A resposta não aparecia, mas a
peregrinação continuava. Ah, lembrem-se de cobrar e exigir dos políticos desta região para
que eles ofereçam melhores condições de habitação. É óbvio que, das vinte e poucas casas,
provavelmente, quase todas deveriam ser removidas em virtude da gravidade das condições, porém ficava visível o descaso público e a total invisibilidade daquelas pessoas que há uns bons anos ali viviam. Interessante notar a presença de diversas casas ao entorno do vale, estas com canos de esgoto apontados para os barracos, onde estávamos. Um bom exemplo, para entendermos a relação de vizinhança não muito “amigável” que por ali se dava. Caminhamos por quase duas horas, e depois fizemos uma reunião, orientada por uma das técnicas da prefeitura, na qual nos foi explicitado os motivos e os porquês da escolha daquele local e os modos possíveis de como os moradores, líderes comunitários e profissionais podiam fazer suas reivindicações. Dentre algumas considerações, recordo-me de uma feita por um estudante participante do curso de percepção de riscos urbanos: como
podiam aquelas pessoas viveram imersas a tanto lixo, sujeira e condições indignas?
Segundo seu julgamento, muito parecido com o de outros colegas: são essas pessoas “invasores” de áreas impróprias para a ocupação, pois deveriam ser impedidos imediatamente quando entrassem nesses locais, cabendo aos órgãos de fiscalização (a polícia em especial) ou a prefeitura (os técnicos como nós) serem mais eficazes, rápidos e eficientes! Pronto, resolvido o problema. Será? Me pergunto: Seria essa a nossa única
alternativa (ou saída) para um problema tão complexo? O que poderia, então, ser feito?
Em conversa paralela com o guia do nosso grupo, constatamos a diferença existente na reconstrução de áreas, ou mesmo, (re)urbanização de favelas, quando em conjunto aos interesses políticos existentes, corroboram interesses comerciais e imobiliários - por vezes, uma parcela desses políticos são os mais interessados em vender os terrenos (Diário de Campo – 30/05/2012).
Como primeiro passo para a identificação das ações locais de prevenção de riscos de desastres associados às chuvas (inundações, alagamentos e deslizamentos), apresentamos os registros relacionados à Análise e Mapeamento de áreas de risco (SÃO PAULO, 2010) e ao Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) - (SÃO PAULO, 2012).
Entendido como documento "chave" para a identificação das áreas de risco, o Relatório Técnico nº 116.880-205, produzido pela Prefeitura Municipal da cidade de São Paulo, em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT),
datado em 14 de abril de 2010, tem como subtítulo: "Análise e mapeamento de riscos associados a escorregamentos em áreas de encostas e a solapamentos de margens de córregos em favelas do município de São Paulo - Subprefeitura de Jaçanã-Tremembé". Consta deste documento:
Interessado: Assessoria Técnica de Obras e Serviços – ATOS, Sec. Municipal de Coordenação das Subprefeituras, Prefeitura Municipal de São Paulo – PMSP; Unid.
Responsável: Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas – CETAE; Este
Relatório Técnico apresenta os resultados referentes à Subprefeitura de Jaçanã-
Tremembé dentro das atividades correspondentes ao Contrato de Serviços Técnicos Especializados para Revisão e Complementação de Mapeamento de Áreas com Risco de Escorregamento e Solapamento de Margens de Córregos no Município de São Paulo (38/SMSP/COGEL/2009), firmado entre a Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT. Foram mapeadas 14 áreas de risco nesta subprefeitura. [...] Os acidentes geológicos e geotécnicos associados a movimentos de massa são fenômenos envolvendo movimentos coletivos conjuntos de solo e/ou rocha, que provocam danos ao homem e/ou a suas propriedades. No contexto das áreas urbanas brasileiras, existem diversos municípios com áreas de risco de escorregamentos envolvendo assentamentos precários, cujas comunidades encontram-se vulneráveis a alguma possibilidade de perda ou dano, seja de caráter social ou econômico.
Metodologia: A análise do conceito de risco (R), que fundamenta os estudos
realizados, pode ser feita a partir do seguinte modelo: R ~ P(A) x C(V)/G. Esta expressão mostra que o risco (R) é a probabilidade (P) de ocorrência de um acidente associado a um determinado perigo ou ameaça (A), que pode resultar em consequências (C), danosas às pessoas ou bens, em função da vulnerabilidade (V) do meio exposto ao perigo e que pode ter seus efeitos reduzidos pelo grau de gerenciamento (G) colocado em prática pelo poder público e/ou pela comunidade. [...] os fatores que compõem a avaliação e análise de risco são simplificados, agrupados e avaliados de forma qualitativa, a partir de observações diretas em campo. [...] foram avaliados os seguintes fatores: a) tipologia do processo esperado e a sua probabilidade ou possibilidade de ocorrência; b) vulnerabilidade dos assentamentos urbanos; e c) potencial de danos. Os elementos de análise: a) características morfológicas e morfométricas do terreno; b) materiais geológicos e perfil de alteração; c) estruturas geológicas; d) evidências de movimentação; e) cobertura do terreno; f) condições associadas às águas servidas, pluviais e subsuperficiais (SÃO PAULO, 2010, p. i; 2 e 3, grifo nosso).
Quanto às ações de prevenção, tomaremos como foco o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) produzido pela Prefeitura do Município de São Paulo em parceria com a Comissão Municipal de Defesa Civil, Subprefeitura - Jaçanã/Tremembé e a Comissão Distrital de Defesa Civil – CODDEC (2012). Segundo este documento,
[...] Compete ao Poder Público realizar um cuidadoso planejamento de ações
preventivas, corretivas e emergenciais com o objetivo de proteger as
comunidades. Neste sentido, o bairro Jaçanã/Tremembé, através da sua Defesa Civil da Subprefeitura tem trabalhado incansavelmente para diminuir os danos e eventuais impactos decorrentes de acidentes que possam afetar a comunidade local. Este plano tem por finalidade estabelecer um conjunto de diretrizes e informações para a adoção de procedimentos lógicos, teóricos e administrativos, estruturados para
serem desencadeados rapidamente em situações emergenciais, permitindo assim a atuação coordenada de órgãos públicos, locais e regionais, e demais instituições privadas colaboradoras, com eficiência e eficácia, minimizando as consequências de danos à saúde, segurança da comunidade, ao patrimônio público e privado e ao meio ambiente. Busca-se, assim, evitar a ocorrência de catástrofes: monitorando as áreas de risco, com trabalho preventivo e conscientização da população residente nas áreas de risco. E monitorar e impedir as invasões nas áreas de risco, proibindo qualquer tipo de construção de moradias nesses locais (SÃO PAULO, 2012, p. 5, grifo nosso).
A partir de uma análise das informações (conteúdos e/ou enunciados), entendidos pela noção de dispositivo38, em especial, sobre a definição de títulos e subtítulos, os órgãos interessados, os objetivos e os procedimentos delineados, é possível identificarmos características específicas deste território. Tendo como base as particularidades identificadas (geológicas, geomorfológicas, geográficas, políticas, sociais, institucionais, etc.), podemos supor, ou mesmo, entender como estão estruturadas as ações de prevenção de riscos de desastres neste território.
Em outras palavras, tal análise nos fornece condições para refletirmos sobre como são produzidas e identificadas as áreas de risco num determinado território, compreendendo, aqui, os saberes, as técnicas e tecnologias empregadas pelos especialistas (engenheiros, geólogos e geógrafos) responsáveis pela elaboração do mapeamento das áreas de risco, assim como os diversos procedimentos empregados pelos agentes locais de defesa civil, conforme o PPDC.
Dando continuidade, explicitamos as 14 áreas de risco identificadas na região da subprefeitura Jaçanã-Tremembé39, de acordo com o Relatório Técnico n°116.880-205.
38 Segundo Castro (2009), podemos delimitar a noção foucaultiana de dispositivo como: 1) [...] é a rede de relações que podem ser estabelecidas entre elementos heterogêneos: discursos, instituições, arquitetura, regramentos, leis, medidas administrativas, enunciados científicos, proposições filosóficas, morais, filantrópicas, o dito e o não dito; 2) o dispositivo estabelece a natureza do nexo que pode existir entre esses elementos heterogêneos. [...]; 3) trata-se de uma formação que, em um momento dado, teve por função responder a uma urgência. O dispositivo tem, assim, uma função estratégica [...] - (p. 124).
39 Conforme o Relatório Técnico n°116.880-205, dentre os aspectos metodológicos específicos: a) “os limites de análise de cada área foram estabelecidos com base nos logradouros limítrofes fornecidos pela Prefeitura (ruas, avenidas, estradas, etc.) e nas observações coletadas na vistoria técnica [...]” ; b) a contagem das edificações foi realizada principalmente com base nas fotos de helicóptero, considerando como edificação as áreas construídas contíguas sendo, portanto, aproximadas [...]”. – (p. 8);
QUADRO 5 - Áreas de risco mapeadas no território da Subprefeitura de Jaçanã-Tremembé
Nº Nome Endereço
JT -01 Jova Rural II Rua N. Sra Aparecida / Rua da Prata / Rua da Bica / Rua Maranhão / Rua Esperança / Rua das Flores.
JT -02 Jardim Filhos da Terra Rua Igarapé Primavera / Rua do Inverno / Rua Montreal / Rua Santa Cecília. JT -03 Jardim Corisco I Rua Tamon / Rua Paraná / Rua Seixal / Rua Kotinda JT -04 Jardim Corisco II Rua da Bica / Rua da Mina / Rua Kotinda JT -05 Jardim Hebrom Rua do Inverno / Rua São Gerônimo / Travessa Borges dos Santos / Travessa Bahia JT -06 Vila Nova Galvão Rua Antônio Francisca de Siqueira / Rua Ernesto Simões Filho / Rua José de Moraes Navarro JT -07 Alfredo Ávila Av. Alfredo Ávila / Rua Mario Lago / Rua Salvador / Rua do Córrego / Rua Japaranduba /
Rua Catanari
JT -08 Vila Airosa Rua Viana / Rua José Russo
JT -09 Filhos da Terra Rua Igarapé Progresso
JT -10 Jardim Fontalis Rua Ushikichi Kamiya / Travessa Ferdinando Fontana/ Rua São Cirilo de Alexandria
JT -11 Jardim da Fonte Rua Irineo Varoni
JT -12 Engordador
Av. Sezefredo Fagundes, Km 19 / Rua Francisco Alves /Travessa das Araras
JT -13 Barrocada I Av. Sezefredo Fagundes, Km 20 / Rua Floriano de Freitas JT -14 Barrocada II Rodovia Fernão Dias (BR-381) / Acesso pela Av. Sezefredo Fagundes, Km 21
Fonte: Relatório Técnico n° 116.880-205 (p. 10)
Vale acrescentar duas considerações específicas sobre os métodos40 utilizados para identificação das áreas e dos setores de risco situados neste território, conforme Relatório Técnico n° 116.880-205.
O método de trabalho indicado pelo Ministério das Cidades (BRASIL, 2007) [...] está fundamentado nas seguintes atividades: a) obtenção de fotos oblíquas de baixa altitude, a partir de sobrevoo de helicóptero; b) trabalhos de campo para caracterização e delimitação ou reavaliação dos setores de risco nas áreas de risco previamente definidas; c) avaliação da possibilidade de ocorrência dos processos destrutivos; d) avaliação das consequências potenciais considerando a
40 Para maiores detalhes ver em ANEXOS A, B e C referentes aos: 1) graus de risco relacionados a escorregamento; 2) critérios para a caracterização das ocupações; 3) recomendações de intervenções para controle de risco e as indicações das intervenções.
vulnerabilidade das moradias; e) definição do grau de risco dos setores; f) recomendações de intervenções para controle de risco; e g) inserção dos dados em banco de dados georreferenciado integrado ao sistema da PMSP (Habisp/SEHAB). [...] Cadastros da área: os resultados dos trabalhos estão fundamentados na realização de investigações geológico-geotécnicas expeditas, análise da probabilidade de ocorrência dos processos geológicos, identificação dos setores, análise de possíveis consequências dos processos e a indicação de medidas de intervenção para controle de risco (SÃO PAULO, 2010, p. 4 e 10, grifo nosso).
A primeira refere-se à utilização de uma metodologia de zoneamento de áreas de risco, e não de cadastramento pontual das moradias em situação de risco, isso significa que, ao menos neste mapeamento, houve pouco detalhamento das condições estruturais das moradorias em situação de risco, dificultando, em nossa análise, uma avaliação em detalhe dos setores de risco e das recomendações de intervenção indicadas.
Outra consideração vincula-se às experiências advindas dos trabalhos de campo, nos quais foi observado maior incidência de situações de risco provocadas por intervenções antrópicas (cortes em altas declividades do terreno) e ausência de infraestrutura (obras de drenagem e saneamento básico), colocando como os principais fatores desencadeadores dos processos a concentração das águas pluviais e o vazamento em tubulações (PREFEITURA DE SÃO PAULO, 2010).
Na sequência, iremos propor um exercício didático - Quadro 6 - que tem como objetivo relacionar os aspectos técnicos e as metodologias empregados na análise, avaliação e identificação das áreas de risco (Relatório Técnico n° 116.880-205) com os aspectos referentes às ações locais de prevenção, delineadas no PPDC (2012). Para isto, tomamos como exemplo uma área de risco identificada pela sigla (JT-07), mais especificamente, um setor desta área, identificado pela sigla (JT-07-11), situada a menos de 15 metros da sede do CEU – Jaçanã, conforme figuras abaixo41:
41Para melhor visualizarmos a área de risco (JT-07) e o setor (JT-07-11), assim como sua proximidade a sede do
CEU – Jaçanã, disponibilizamos abaixo três figuras que constam no documento referente ao Relatório Técnico N° 116.880-205.
FIGURA 1- Identificação da área de risco JT-07 – Alfredo Ávila
Fonte: Relatório Técnico n° 116.880-205 (p. 227)
FIGURA 2: Identificação do setor JT-07-11 (R3)
FIGURA 3: Identificação referente à proximidade entre o setor JT-07-11 e a sede do CEU- Jaçanã
Fonte: Relatório Técnico n° 116.880-205 (p. 235)
Mapeamento de áreas de risco - Relatório Técnico N° 116.880-205 Ações Locais de Prevenção - Plano Preventivo de Defesa Civil - PPDC (2012) Identificação da área de risco/
setor IPT (2209/2010) (JT-07-11) Identificação das áreas de risco/ setor IPT (2209/2010) Constam as 14 áreas de risco identificadas (SÂO PAULO, 2010).
Grau de Probabilidade R3 – Risco Alto Grau de Probabilidade R1 (Baixo); R2 (Médio); R3 (Alto); R4 (Muito Alto)
Diagnóstico do Setor Talude marginal com 3 m de altura máxima, com moradias entre 0 a 4m de distância do topo do talude; A drenagem apresenta trechos naturais e retificados, tendo morfologia retilínea; Observa-se assoreamento, além da presença de lixo e entulho; Apresenta degraus de abatimento e solapamento de margem; Ocorre concentração de água de chuva em superfície, lançamento de águas servidas/esgoto em superfície e vazamento de tubulação; O sistema de drenagem superficial é precário; Há presença de árvores, vegetação rasteira e área com cultivo de bananeira.
Diagnóstico do Território JT. O aumento das pressões por expansão fez com que a urbanização alcançasse progressivamente, a partir dos anos 90, os terrenos pré- cambrianos topograficamente mais acidentados e com sérias restrições de cunho geológico à ocupação, principalmente no que tange à susceptibilidade à erosão. Iniciou-se, desta forma, a implantação de inúmeros loteamentos irregulares nesta parte da cidade. No caso específico da SP-JT, principalmente para além dos limites dos córregos do Tremembé e Piquiri. Este histórico ocupacional também foi responsável pela origem do risco geológico em inúmeras destas áreas, [...] em função da geração de taludes de corte e aterro, com forte inclinação e grande amplitude (> 30° e 10m, respectivamente).
Descrição dos processos de
instabilização Setor com ocorrências pretéritas e possibilidade de novos escorregamentos em depósito, solapamento de margem e erosão.
Descrição dos processos de instabilização relacionados aos Acidentes Ambientais
Inundação/Enchente: [...] quando submetido a grande intensidade de precipitação pluviométrica, coincidindo com o período das chuvas (dezembro a abril), é vitimada por inundação e enchente, nos 14 pontos da área, sofrendo problemas com a paralisação dos sistemas viários, infraestrutura urbana (abastecimento de água, telefonia, energia elétrica, etc.), colocando em risco a comunidade, principalmente, quanto ao surgimento de surtos epidêmicos
Escorregamento: [...] Quanto maior a declividade da encosta maior a suscetibilidade à ocorrência de escorregamentos. A ocupação das encostas de forma indevida induz a uma maior propensão de escorregamento, assim sendo, o bairro do Jaçanã possui áreas de encosta vulneráveis a estes riscos.
Nº de Moradias 90 Nº de Moradias situadas no
território Existem 54 comunidades (favelas), construídas de alvenarias, portanto, com menor potencial para incêndios. A grande maioria dessas comunidades tem infraestrutura própria: água, luz, esgoto e telefones instalados.
Alternativas de intervenção - Não foram observadas intervenções no setor.
- Executar serviços de limpeza de lixo e entulho no setor. - Executar limpeza (desassoreamento, lixo, entulho) do canal de drenagem no setor.
- Executar sistemas de drenagem superficial (águas pluviais, servidas e/ou esgoto) no setor.
- Executar obras de retificação e contenção de margem de canal (gabiões, muros de concreto, etc) no setor.
Ações de Prevenção [...] A SP-JT está empenhada no combate às catástrofes, provocadas por
enchentes e deslizamentos, a frente de combate está focada na manutenção e limpeza dos 15 córregos localizados na área desta Subprefeitura, nas bocas de lobos, bueiros e galerias existentes. Diurnamente as equipes de manutenção percorrem toda a extensão limite desta subprefeitura, fazendo esse trabalho. Esta subprefeitura fez várias obras, nas encostas das 14 áreas de risco, como jateamento em concreto na encosta do morro da rua Nove, Jardim Hebron. Construímos muros de arrimos nas ruas da Kotinda, Jardim Corisco e Brinco de Ouro da Princesa. Executamos também obras de contenção das encostas na vila Nova Galvão. [...] Nas áreas de risco, removemos famílias, que estão sendo assistidas pelo aluguel social do governo municipal e as suas antigas residências foram desfeitas. Existem monitoramentos diários feitos pela GCM e pela DC desta subprefeitura, nos locais de riscos. [...] As ações preventivas com vistas a evitar e/ou minimizar os efeitos de acidentes naturais, tecnológicos e outros serão implementadas pelas equipes de Defesa Civil.
Evidente que tal exercício não comporta nem a totalidade das ações de prevenção de riscos de desastres desenvolvidas pelos agentes locais de defesa civil, muito menos explora com o rigor necessário os critérios, os procedimentos e a metodologia empregada pelos técnicos da Prefeitura de São Paulo e do IPT. No entanto, conforme a noção de dispositivo42, ele nos permite entender uma série de procedimentos, instrumentos técnicos, administrativos e políticos responsáveis pela formatação e orientação das diferentes práticas sociais relacionados à gestão de riscos de desastres situadas neste território.
Portanto, ao tomarmos como fio condutor de nossas análises as práticas discursivas e não discursivas presentificadas nos enunciados e/ou conteúdos disponíveis nestes documentos, acabamos por dar visibilidade aos procedimentos, técnicas, tecnologias e intervenções empregadas tanto pelos técnicos responsáveis pela identificação das áreas de risco, quanto pelos agentes locais de defesa civil, responsáveis pelo planejamento, gerenciamento e execução das ações de prevenção de riscos de desastres situadas no bairro do Jaçanã.