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3.2 TAHKİKLE İLGİLİ NOTLAR

3.4.1 Euclides’ten Birinci Makale

Depois de separar o Estado em grupos homogêneos, foi feita a análise de aspectos da eficiência na prestação de serviços de saúde nas microrregiões do Estado. A fim de comparar cada microrregião com as demais, escores de eficiência foram calculados para todo o Estado em conjunto, bem como para os três grupos de microrregiões separadamente.

As variáveis Taxa de Mortalidade Infantil e Percentual de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Ambulatorial foram invertidas, já que quanto maiores os valores destas variáveis, pior a situação do município, ou seja, seria um produto negativo. Ao inverter o valor, contorna-se este problema, seguindo o padrão das demais variáveis que, quanto maior o valor observado, melhor se encontra o município em análise.

Na Tabela 19 estão sintetizados os resultados obtidos para o Estado, nos anos de 2003 e 200926.

Tabela 19: Distribuição das microrregiões mineiras, em 2003 e 2009, segundo intervalos de medidas de eficiência técnica (E) em saúde.

NÍVEIS DE EFICIÊNCIA 2003 2009 E=1 29% 26% 0,9 ≤ E < 1,0 45% 56% 0,8 ≤ E < 0,9 18% 17% 0,7 ≤ E < 0,8 6% 2% 0,6 ≤ E < 0,7 2% 0% 0,5 ≤ E < 0,6 0% 0% 0,4 ≤ E < 0,5 0% 0% 0,3 ≤ E < 0,4 0% 0% 0,2 ≤ E < 0,3 0% 0% 0,1 ≤ E < 0,2 0% 0% E < 0,1 0% 0% Total 100% 100%

Média dos índices 0,939 0,953

Coeficiente de Variação (%) 7,7 5,9

Fonte: Resultados da pesquisa.

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Os resultados obtidos para cada microrregião do Estado podem ser verificados na tabela D do Apêndice.

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No período inicial do PMDI, a eficiência relativa média do Estado foi de 93,9%. Cinco (8%) das microrregiões obtiveram valores menores que 80% e a moda da distribuição foi o intervalo entre 90 e 100%.

Em 2009, a eficiência apresentou valor igual a 95%. Além disto, o CV passou de 7,7% para 5,9%, mostrando que os valores variaram menos em torno de uma média mais elevada, ou seja, o estado se tornou mais homogêneo em relação à gestão na alocação dos recursos destinados à saúde.

Depois de avaliar as microrregiões do estado em conjunto, foi utilizado a DEA para analisar a eficiência cada grupo formado separadamente. Isto porque, como visto anteriormente, o Estado possui regiões com características bem diferentes, o que faz com que o estudo dessas regiões em conjunto não seja adequado, já que com a comparação entre microrregiões onde a população e suas necessidades são peculiares, os resultados poderiam não ser significativos, ou não corresponder à realidade desses grupos.

Das 25 microrregiões pertencentes ao Grupo 1, 40% delas foram consideradas eficientes em 200327, como pode ser visto na Tabela 20.

Tabela 20: Distribuição das microrregiões do Grupo 1, em 2003 e 2009, segundo intervalos de medidas de eficiência técnica (E) em saúde.

NÍVEIS DE EFICIÊNCIA 2003 2009 E=1 40% 36% 0,9 ≤ E < 1,0 44% 56% 0,8 ≤ E < 0,9 12% 8% 0,7 ≤ E < 0,8 4% 0% 0,6 ≤ E < 0,7 0% 0% 0,5 ≤ E < 0,6 0% 0% 0,4 ≤ E < 0,5 0% 0% 0,3 ≤ E < 0,4 0% 0% 0,2 ≤ E < 0,3 0% 0% 0,1 ≤ E < 0,2 0% 0% E < 0,1 0% 0% Total 100% 100%

Média dos índices 0,955 0,970

Coeficiente de Variação (%) 6,4 5,1

Fonte: Resultados da pesquisa.

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Maiores detalhes sobre os níveis de eficiência para cada microrregião do Grupo 1 podem ser visualizados na Tabela E, em apêndice.

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A média de eficiência com Retornos Constantes de Escala foi aproximadamente 95,5%. As microrregiões se concentraram em valores mais elevados, sendo a maioria entre 90 e 100% de eficiência.

Para 2009, pode-se ver na Tabela 20 que a média da eficiência técnica foi igual a 97%. Nove, cerca de 36%, das 25 microrregiões obtiveram medidas de eficiência relativa máxima. Os valores obtidos não são menores que 80%. Mais de metade das microrregiões apresenta valores menores que um e maiores que 90%, o que explica a média elevada e igual a 97% de eficiência técnica relativa.

Ainda pode-se ver que a distribuição apresentou coeficiente de variação menor neste ano, indicando que os desvios em relação à média se reduziram, contribuindo para a redução das disparidades em saúde no Grupo 1.

O segundo grupo apresentou valor médio de eficiência técnica pouco menor que primeiro em 2003: 95,3%, como se pode ver Tabela 21.

Tabela 21: Distribuição das microrregiões do Grupo 2, em 2003 e 2009, segundo intervalos de medidas de eficiência técnica (E) em saúde.

NÍVEIS DE EFICIÊNCIA 2003 2009 E=1 45% 50% 0,9 ≤ E < 1,0 35% 35% 0,8 ≤ E < 0,9 20% 15% 0,7 ≤ E < 0,8 0% 0% 0,6 ≤ E < 0,7 0% 0% 0,5 ≤ E < 0,6 0% 0% 0,4 ≤ E < 0,5 0% 0% 0,3 ≤ E < 0,4 0% 0% 0,2 ≤ E < 0,3 0% 0% 0,1 ≤ E < 0,2 0% 0% E < 0,1 0% 0% Total 100% 100%

Média dos índices 0,953 0,950

Coeficiente de Variação (%) 7,1 6,5

Fonte: Resultados da pesquisa.

Todavia, não se pode afirmar que esse grupo manifesta desempenho inferior ao outro, visto que o método utilizado permite a comparação relativa dentro de uma amostra específica, ou seja, pode ser que o padrão, ou a fronteira deste grupo seja inferior, e os municípios sejam mais homogêneos em relação à

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alocação dos recursos. O que se pode afirmar é que as microrregiões deste grupo apresentam coeficiente de variação de 7,1%, ou seja, os valores variam em torno da média em até 7,1% desta, valor que é superior ao do primeiro grupo para o ano de 2003, mostrando que neste há maior desigualdade de valores de eficiência que o primeiro.

Em 2009, a média da eficiência foi de 95%. Metade das microrregiões28

obtiveram máxima eficiência técnica. O coeficiente de variação diminuiu após a implantação do PMDI, mostrando que a dispersão em relação à média do grupo diminuiu no período em estudo, ou seja, a desigualdade na eficiência das microrregiões componentes do Grupo 2 se reduziram.

O Grupo 3 obteve média de eficiência de 97% em 2003. A Tabela 22 sintetiza os resultados encontrados29. Como pode-se ver, apenas 67% das microrregiões apresentaram máximo desempenho, sendo que nenhuma região apresentou valor menor que 80%. A grande concentração em valores elevados é confirmada pelo coeficiente de variação desta distribuição, que é relativamente baixo (5,2%).

Tabela 22: Distribuição das microrregiões do Grupo 3, em 2003 e 2009, segundo intervalos de medidas de eficiência técnica (E).

NÍVEIS DE EFICIÊNCIA 2003 2009 E=1 67% 62% 0,9 ≤ E < 1,0 24% 38% 0,8 ≤ E < 0,9 10% 0% 0,7 ≤ E < 0,8 0% 0% 0,6 ≤ E < 0,7 0% 0% 0,5 ≤ E < 0,6 0% 0% 0,4 ≤ E < 0,5 0% 0% 0,3 ≤ E < 0,4 0% 0% 0,2 ≤ E < 0,3 0% 0% 0,1 ≤ E < 0,2 0% 0% E < 0,1 0% 0% Total 100% 100%

Média dos índices 0,97 0,98

Coeficiente de Variação (%) 5,2 2,5

Fonte: Resultados da pesquisa.

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Os valores obtidos para cada microrregião do Grupo 2 podem ser vistos na Tabela F do apêndice.

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Em 2009, a média da eficiência foi 98%. As ineficiências não passaram de 10%, e em apenas 38% de regiões que não obtiveram valor máximo. O CV passou de 5,2% em 2003 para 2,5% em 2009, indicando maior concentração em níveis mais altos de eficiência.

Tanto os três grupos quanto o Estado quando estudado conjuntamente apresentaram características semelhantes em relação à eficiência na alocação de recursos no setor de saúde. A média foi elevada, com as microrregiões mais concentradas em valores altos.

A fim de verificar a evolução do nível de eficiência ao longo do tempo, sendo possível a comparação entre os grupos formados, foi calculado o emparelhamento, pela técnica de Malmquist. Os valores obtidos estão sintetizados na Tabela 23.

Tabela 23: Emparelhamento e variação da eficiência em saúde

Grupo Emparelhamento Variação da Eficiência

Minas Gerais 1,093 9,30%

Grupo 1 1,232 23,20%

Grupo 2 1,072 7,20%

Grupo 3 1,461 46,10%

GANHO/PERDA DE EFICIÊNCIA

Maior perda Maior ganho

Microrregião Valor Microrregião Valor

Minas - - Varginha 260%

Grupo 1 Aimorés -44,70% Ipatinga 102,20%

Grupo 2 Almenara -26,90% Teófilo Otoni 70,10%

Grupo 3 Diamantina -26,90% Rio Espera 219,90%

Fonte: Resultados da pesquisa.

Minas Gerais obteve variação positiva de 9,3% no nível de eficiência médio do início do plano de desenvolvimento até 2009, mostrando que a redução observada, anteriormente, no coeficiente de variação indicava que o Estado se tornou mais homogêneo a níveis mais altos de eficiência na alocação dos recursos. Nenhuma microrregião nesta análise agregada obteve perda de eficiência no período em questão e a que obteve maior ganho foi Varginha, melhorando 260% o nível em relação ao ano inicial.

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Quando observada a variação dos grupos, vê-se que o segundo, o que apresentou os piores indicadores na divisão dos clusters, é justamente o que obteve menor ganho de eficiência entre 2003 e 2009. A microrregião com maior perda de eficiência foi Almenara (-26,9%), enquanto Teófilo Otoni foi a que alcançou maior ganho: 70,1%.

O primeiro grupo melhorou aproximadamente 23,2% seu desempenho, sendo que Aimorés perdeu cerca de 44% de eficiência e Ipatinga ganhou 102,2%, sendo estas as microrregiões com maior perda e maior ganho, respectivamente.

Já o terceiro Grupo, apontado na Análise de Agrupamento como intermediário, foi o que teve o maior acréscimo na eficiência: 46,1%. Diamantina foi a região com maior perda e Rio Espera o maior ganho.

Benzer Belgeler