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Etkin iletişim kurma becerisi(Türkçe ve İngilizce) X

AFYON KOCATEPE ÜNİVERSİTESİ

EK-4 AFYON KOCATEPE ÜNİVERSİTESİ

12 Etkin iletişim kurma becerisi(Türkçe ve İngilizce) X

Os conceitos de sentido e significado, centrais na obra Pensamento e Linguagem de Vygotsky (1934), são essenciais para esta pesquisa, uma vez que, tem-se como objetivo compreender criticamente as relações entre professora e alunos e o processo de produção de novos modos de pensar e agir desses participantes. Vygotsky (1934) apresenta o significado como unidade analítica do pensamento verbal para a compreensão da relação entre pensamento e linguagem na constituição da consciência. Essa relação é considerada um processo em movimento constante de idas e vindas entre pensamento e linguagem, pois ambos têm origens e trajetórias diferentes, não sendo um o reflexo do outro, mas que se compõe como realidade. Dessa forma, o pensamento sofre diversas alterações ao se transformar em fala e, diferentemente do que dizem os cognitivistas, o discurso é construído de fora para dentro e de dentro para fora, em movimento contínuo, pois sua natureza é determinada pelo processo sócio-histórico-cultural. Nas palavras de Vygotsky (1934, p.150):

“o significado de uma palavra representa um amálgama tão estreito do pensamento e da linguagem, que fica difícil dizer se se trata de um fenômeno da fala ou um fenômeno do pensamento. Uma palavra sem significado é um som vazio; o significado, portanto, é um critério da “palavra”, seu componente indispensável. Pareceria, então, que o significado poderia ser visto como um fenômeno da fala. Mas, do ponto de vista da psicologia, o significado de cada palavra é uma generalização ou um conceito. E como as generalizações e os conceitos são inegavelmente atos de pensamento, podemos considerar o significado como um fenômeno do pensamento.”

O significado de uma palavra é considerado uma produção social convencional com relativa estabilidade, que pode ser visto como cristalizado e/ou em definições de dicionário, do qual os sujeitos se apropriam por meio da relação com as gerações que os precedem. Segundo Leontiev (1977), o significado é entendido como imagens genéricas que são resultado de um sistema de processos, inacabados e constantes, produzidos historicamente pela sociedade “e tem sua história no desenvolvimento da linguagem, na história do desenvolvimento das formas de consciência social” (Leontiev, 1977, p.71). Deste modo, o significado pode ser compreendido como uma das zonas de sentido, sendo apresentado e criado pela combinação de sentidos numa perspectiva temporariamente estável. Apesar de ser um sistema mais estável e coletivo, não se configura como formação ou associação estática e simples, mas pode ser transformado na relação entre os

sujeitos, num processo infinito de constituição da sociedade, infundido pelo significado da palavra.

Se o significado tem como atributo uma relativa estabilidade, o sentido não é estável e consiste “na soma de todos os eventos psicológicos que a palavra desperta na consciência” Vygotsky (1934, p.181), sendo considerado como o “modo que os significados historicamente estabilizados são internalizados e externalizados por cada indivíduo” (Liberali, 2009, p. 105 , embasada em Vygotsky, idem ). Vygotsky (ibidem) ainda explica que o sentido é uma formação complexa dinâmica e fluída que tem muitas zonas que variam em sua instabilidade em razão do contexto.

Assim, essa diversidade de sentidos deve-se, segundo Leontiev (idem), às diferenças sócio-histórico-culturais que emergem de sociedades diversas, nas quais os sujeitos têm seus motivos sociais e interesses divergentes, daí advém o conflito. O sentido, então, não é compreendido como individual, mas numa relação constituída de um conjunto de interesses de determinados grupos sociais. Nas palavras de Leontiev (1977, p.135):

“O sentido pessoal, como fábrica sensorial da consciência, não tem sua existência „supra individual‟ e „não psicológica‟ própria. Se na consciência do sujeito a sensibilidade externa conecta significados com a realidade do mundo, então o sentido pessoal os conecta com a realidade de sua própria vida neste mundo, com seus motivos. Os sentidos pessoais também criam a parcialidade da consciência humana.”

Com base nessa citação, sentidos pessoais e significados coletivos coexistem na relação entre sujeitos e estão conectados com o motivo, visto que este se constitui pela necessidade individual e coletiva. O motivo, então, é o que impulsiona a atividade, uma vez que articula a necessidade coletiva a um objeto.

Nesta pesquisa, os sentidos e significados serão analisados como parte constituinte do objeto e sua transformação consiste na expansão das atividades e na criação de cadeia criativa, ou não. Segundo Liberali (2006, 2009, 2011), uma cadeia criativa se caracteriza como o entrelaçamento de atividades em rede o que permite, a todos os envolvidos, vivenciarem um processo de transformação crítico-criativa. Essa relação implica o engajamento entre os parceiros que os leva a uma nova atividade, ao trazerem à tona sentidos e a produção compartilhada de novos significados. Neste processo, há a intencionalidade de uma atividade criar sentidos e significados compartilhados, que serão levados a outras atividades.

Esse conceito, que reflete a ideia de elo, união, conexão, se diferencia do conceito de redes de atividades apresentado por Engeström (1999) a partir do elemento

que é compartilhado no contato dos diferentes sistemas de atividades. Na rede, os sistemas de atividades estão interligados pelo compartilhamento do mesmo objeto. A Cadeia Criativa supõe essencialmente o compartilhamento de significados, cujos traços permanecem e se recriam, entrelaçando-se, de forma criativa, em todos os sistemas. Portanto, se, por um lado, toda cadeia é também uma rede de atividades, por outro, nem toda rede de atividades se configura em uma Cadeia Criativa. Esta pressupõe, ainda, a produção de um conhecimento novo por meio do ciclo externalização de sentidos, aproximação por meio de contradição e colaboração, produção de um novo significado compartilhado, internalização: incorporação e reestruturação de novos sentidos.

A seguir discorro sobre o Ensino-aprendizagem de Língua Inglesa no Brasil, as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, o que diz os PCN-LE e a Proposta curricular do Estado de São Paulo para a disciplina de Língua Estrangeira Moderna.