j ucu mesnet momenti M ej =-160.33 kNm (Deprem) M E
KİRİŞ DAVRANIŞI KONTROLÜ (SÜNEK/GEVREK=EĞİLMEDEN/KESMEDEN)
2.10.1. Etkin Göreli Kat Ötelemelerinin Hesaplanması ve Sınırlandırılması
1.7.1. Breves considerações
Importantes informações podem ser adquiridas com o estudo dos polissacarídeos em solução. A viscosidade e o comportamento reológico de polissacarídeos isolados de cogumelos, bem como, a relação desses parâmetros com as propriedades funcionais e terapêuticas destes materiais são questões pouco discutidas na literatura.
A tensão superficial (γ) é um parâmetro importante na avaliação da ação surfactante dos polissacarídeos quando em solução. A Figura 7 mostra uma representação gráfica da metodologia para medida da tensão superficial de um líquido. Em soluções diluídas, os surfactantes ocorrem na forma de monômeros, os quais atuam como eletrólitos fortes. Com o aumento da concentração, os monômeros se ligam formando agregados moleculares chamados de micelas. A micelização acontece quando a energia durante a agregação das cadeias monoméricas é suficiente para vencer a repulsão entre os grupos iônicos resultantes, ocorrendo um decréscimo na entropia devido o processo de agregação (Correia e col., 1995). Neste ponto é possível determinar a concentração micelar crítica (cmc).
Outras importantes informações podem ser obtidas a partir do cálculo da tensão superficial, como o excesso da concentração na superfície (Γ), a pressão superficial (π) e a área por molécula (A), bem como os parâmetros termodinâmicos representados pela energia livre de Gibbs de micelização (∆G) e entropia de micelização (∆S) (Maiti e Chatterji, 2000). Estes parâmetros podem contribuir para avaliar as propriedades dos polissacarídeos quanto à possibilidade de atuar como agentes de superfície ativa ou surfactante.
Figura 7. Gráfico do comportamento padrão da medida da tensão superficial de um líquido.
O uso das -glucanas de cereais como hidrocolóides em alimentos têm sido proposto baseado nas suas características reológicas. As altas viscosidades e massas molares apresentadas pelo material são consideradas como fatores determinantes para a redução de níveis de colesterol e açúcar no sangue (Yokoyama e col., 1997).
1.7.2. Propriedades em solução e atividade biológica
A viscosidade de uma substância define a via de administração utilizada para introduzi-la no organismo (Ansel, Popovich e Allen Jr., 2000). Considerando as preparações injetáveis, a perfeita solubilidade em água e baixas viscosidades são características desejáveis (Prista, Alves e Morgado, 1990).
A princípio, a água é o veículo de escolha para qualquer preparação medicamentosa, uma vez que é o líquido de maior abundância no corpo humano e, do ponto de vista fisiológico, a sua introdução no organismo é preferível em relação a qualquer outro veículo. O uso de outro meio deve decorrer da impossibilidade de dissolução dos princípios ativos em meio aquoso, o fato do fármaco ser facilmente alterável em água, ou, ainda, por se tornar útil modificar a velocidade de absorção do fármaco veiculado. Muitas vezes, quando necessário que determinada substância seja solubilizada em água, faz-se uso de substâncias tensoativas ou realiza-se a adição de grupos hidrófilos na sua molécula.
Habitualmente, quando os métodos citados se mostram ineficazes para obtenção de soluções aquosas, recorre-se a outros veículos como os óleos, ésteres e éteres (Prista, Alves e Morgado, 1990). Por outro lado, solventes não aquosos podem
T en sã o s u p er fi ci al Log da Concentração
originar agregados de difícil dispersão e susceptíveis de liberar o fármaco, lentamente, em locais do organismo onde a sua ação pode não ser desejada. Além disso, a imiscibilidade dos óleos na água tecidual pode produzir o retardamento da ação dos fármacos veiculados. Outro fato importante a ser considerado é que alguns veículos podem modificar substancialmente as propriedades farmacológicas dos princípios neles transportados.
O emprego de suspensões aquosas nem sempre proporciona uma dosagem uniforme do fármaco, o que pode comprometer a eficiência do tratamento, ou levar à prática de doses mais elevadas da substância ativa (Prista, Alves e Morgado, 1990). Esse fato destaca a vantagem da perfeita solubilidade do fármaco no veículo.
De modo geral, total solubilidade e baixas viscosidades são comportamentos desejáveis para preparações farmacológicas de uso interno, administradas tanto por via oral como injetável. Tal colocação pode ser justificada por fatores como o maior controle na dosagem do fármaco, a rápida absorção e conseqüente rapidez na ação.
Polissacarídeos e proteoglucanos de cogumelos, solúveis em água, têm demonstrado possuir atividades biológicas (Surenjav e col., 2006; Mizuno e col., 1990, 1997; Bach e col., 1998). A favorável solubilização desses polissacarídeos em água, é característica importante quando das aplicações dos modelos animais e dos testes clínicos, com o favorecimento da absorção e ação dessas substâncias. Modificações químicas têm sido realizadas em frações insolúveis desses polissacarídeos para obtenção de compostos solúveis em água, além de buscar o incremento das atividades farmacológicas (Paulik e col., 1996; Schaeffer e Krylov, 2000; Mizuno, 1996, 1999). Sabe-se que a viscosidade das soluções administradas interfere na qualidade da atuação das substâncias, ao considerar velocidade de absorção e conseqüente ação, no entanto, nenhuma consideração é feita acerca da relação da viscosidade desses polissacarídeos e a eficiência das suas atividades biológicas.
O conhecimento da massa molar e do arranjo estrutural da molécula pode ser útil na avaliação de suas atividades biológicas. Tratando-se dos polissacarídeos isolados de cogumelos, elevadas massas molares e arranjos estruturais em tripla- hélice estão relacionados com o bom desempenho biológico dessas substâncias nas suas ações antitumoral e imunoestimulante (Mizuno, 1999; Yadomae, 2000). Vários autores têm mencionado a fraca atividade antitumoral de glucanas (1→6) lineares em modelos animais (Ohno e col., 1986).
A propriedade de redução da tensão superficial é característica favorável para a solubilização da substância em determinado solvente. Em se tratando de
polissacarídeos em meio aquoso, pode contribuir para a melhor forma de atuação no organismo.