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II. BÖLÜM

4.1. REKABET STRATEJ İLERİNİN BAŞARISININ ARTIRILMASINDA

4.3.2. Öğrenen Organizasyon Ç alışmalarının Farklılaşma Stratejisi Üzerine Etkileri

4.3.2.4. Etkili Tanıtım ve İmaj

Os modelos VAR, dentro do conjunto de nossas análises, foram feitos no sentido de tentarmos dar um passo adiante nas conclusões tiradas a partir dos testes de Granger, realizados inicialmente. Ainda que, de forma restrita, os testes de Granger nos tenham ajudado a obter percepções quanto à possível determinação do endividamento sobre as

variações do PIB e vice-versa, os modelos VAR nos possibilitariam analisar em maiores detalhes o grau e a forma em que esta eventual causalidade se daria. Um outro aspecto abordado foi a relação de interação e retroalimentação entre as variáveis de PIB e dívida pública.

Conforme descrito na seção 2.4, o primeiro conjunto de modelos foi realizado com o vetor de variáveis dependentes de taxa de variação anual do PIB e taxa de variação anual dos indicadores de dívida pública/PIB e com as variáveis explanatórias representando: taxa de variação anual do PIB e taxa de variação anual dos indicadores de dívida pública/PIB, defasadas no tempo; a taxa de variação da base monetária; a taxa de variação anual do superávit na balança de comércio exterior; a taxa de variação anual do superávit da União (receitas excetuadas pelas despesas); a taxa de variação anual das exportações; e a taxa de variação anual das despesas da União. Naturalmente, todas as estatísticas baseadas nas séries convertidas a Reais e a preços de 2004. Este primeiro conjunto de análises levou a conclusões adicionais em relação aos testes feitos anteriormente.

Os testes entre PIB e DESP/PIB, no primeiro macro-período, levaram à rejeição tanto de PIB como de DESP/PIB como variáveis explanatórias. Já os testes realizados no macro-período de 1965-2004, em contraste, indicaram uma interação entre esta última variável e a primeira defasada em 1 período, isto é, uma confirmação dos resultados previamente obtidos nos testes de Granger, com rejeição das demais variáveis no modelo. Em outras palavras, obtivemos a indicação de que, entre 1965 e 2004, a taxa de variação do PIB pode ser explicada a partir da taxa de variação do PIB do ano anterior e da taxa de variação do indicador DESP/PIB também do ano anterior. Como os parâmetros obtidos foram positivos, oscilações tanto da taxa de variação do PIB como da taxa de variação de DESP/PIB tiveram efeito de variar, no mesmo sentido (positiva ou negativamente) a taxa de variação do PIB em anos futuros. Assim, considerando todas as ressalvas realizadas anteriormente, este modelo indicou que, entre 1965 e 2004, as variações positivas da dívida externa do setor público estimularam o crescimento econômico. A hipótese de endogeneidade entre as variáveis do vetor, tx_PIB e tx_DESP_PIB, ficou enfraquecida com a rejeição destas mesmas variáveis defasadas no tempo (como variáveis explanatórias) no modelo contendo tx_DESP_PIB como variável dependente.

A análise VAR entre tx_PIB e tx_DIU_PIB produziu resultados interessantes. Vejamos, inicialmente o período 1900-1964. A regressão tendo tx_PIB como variável dependente resultou na significância das variáveis tx_PIB (2 defasagens, com parâmetro negativo), tx_DIU_PIB (1 e 2 defasagens, com parâmetros negativos) e tx_BC_EXP. Estes

resultados indicaram um padrão de decrescimento da taxa de variação do PIB, ou seja, que à medida que o período em questão evoluiu, a taxa foi sendo reduzida. Ao mesmo tempo, variações positivas da relação DIU/PIB eram sucedidas por variações negativas do PIB. Os saldos da balança comercial também contribuíram para explicar a variação do PIB. Paralelamente, a regressão tendo tx_DIU_PIB como variável dependente indicou que taxas positivas de variação do PIB (em 2 defasagens) e de tx_DIU_PIB (em 1 e 2 defasagens) eram sucedidas por variações maiores de tx_DIU_PIB. Além destas últimas, foram consideradas como significativas as variáveis exógenas de taxa de variação da base monetária e exportações. Contrariamente à influência observada na primeira regressão deste VAR, então, variações positivas de tx_DIU_PIB seriam precedidas por variações também positivas de tx_PIB. Já em relação às variações positivas de tx_DIU_PIB no passado, resultariam variações também positivas desta variável no futuro, e vice versa (variações negativas de tx_PIB auxiliariam reduções ainda maiores de tx_DIU_PIB no futuro).

Quanto à relação entre tx_PIB e tx_DIU_PIB no período 1965-2004, ela não foi captada pelo VAR realizado, tendo sido identificada tão somente a correlação de cada variável a seus respectivos valores passados.

O modelo VAR realizado entre tx_PIB e tx_DPMonT_PIB no período 1900-1964 indicou a significância dos parâmetros das variáveis endógenas defasadas, mas apenas na regressão tendo tx_PIB como variável dependente. Trata-se assim de uma indicação de precedência das variações de PIB por DPMonT/PIB. O parâmetro negativo indica que a variações negativas de tx_DPMonT/PIB sucederam-se variações positivas de tx_PIB. A variável exógena representando a taxa de variação anual das exportações também foi considerada significativa.

A VAR realizada no segundo período (1965-2004) também validou as variáveis explanatórias endógenas defasadas apenas na regressão com PIB, porém, diferentemente do período anterior, os parâmetros obtidos tiveram sinais positivos. Neste caso, então, variações positivas de tx_DPMonT_PIB levaram a variações também positivas de tx_PIB. Nenhuma variável exógena foi considerada válida ao nível de significância de 5%.

O segundo conjuntos de VARs, realizado com a retirada das variáveis tx_UNIAO_SUP e tx_UNIAO_DES e, ao mesmo tempo, com a inclusão da variável tx_UNIAO_REC, produziu resultados bastante semelhantes aos do conjunto inicial.

período 1900-1964. Neste modelo, a variável defasada de tx_PIB foi rejeitada como variável explanatória, seja para a regressão usando tx_PIB como variável dependente, ou para a regressão usando tx_DIU_PIB como variável dependente. Neste modelo, então, as perturbações de tx_PIB e tx_DIU_PIB seriam explicadas pelas oscilações passadas de tx_DIU_PIB. Esta variável, com um período de defasagem, estaria negativamente correlacionada com tx_PIB e positivamente correlacionada com tx_DIU_PIB.

Um terceiro conjunto de VARs foi realizado, sem a variável explanatória tx_BC_SUP, na hipótese de que um alto grau de multicolinearidade fosse a causa dos altos valores da estatística F. Entretanto, estas regressões geraram resultados similares aos obtidos anteriormente e, também, com altos p-valores de F.

Tentamos sumarizar, então, as informações transmitidas pelas análises VAR.

A primeira delas é que os fenômenos representados pelas variáveis exógenas tx_BASEMONET, tx_BC_SUP, tx_UNIAO_SUP, tx_BC_EXP, tx_UNIAO_DES e tx_UNIAO_REC pouco contribuíram para explicar a interação entre dívida pública e PIB no período abordado. A exceção é a variável representando a taxa de variação anual das exportações, que se mostrou positivamente correlacionada com tx_PIB e tx_DIU_PIB no período 1900-1964.

As regressões realizadas com as variáveis dependentes de dívida pública devem ser observadas com extrema cautela, uma vez que os p-valores dos testes F destas regressões foram excessivamente elevados. A exceção é a regressão realizada com a variável dependente tx_DIU_PIB, no primeiro macro-período, cuja regressão como um todo foi considerada válida.

Pouco pode ser concluído a respeito da endogeneidade entre a variável de tx_PIB e as variáveis de variação anual dos indicadores de dívida pública. A totalidade dos resultados obtidos, entretanto, sugere que pareceu mais haver uma causalidade unilateral no sentido da dívida pública influenciando variações no PIB, enquanto que quase nenhum sinal válido foi obtido no sentido de que o PIB tenha influenciado a dívida pública, de forma sustentada, nos períodos estudados.

Finalmente, notamos que os resultados das análises VAR se pareceram muito com os resultados obtidos nas análises de causalidade no sentido de Granger. A consonância entre os dois tipos de testes (Granger e VARs) foi observada em todas as análises consideradas válidas e para ambos os macro-períodos. Até mesmo as mesmas defasagens temporais foram confirmadas. Especificamente, os testes sugeriram uma influência

negativa de DIU e DPMonT sobre o PIB no período 1900-1964, e uma influência positiva de DESP e DPMonT sobre o PIB no período 1965-2004. As hipóteses de influência de DESP sobre o PIB no primeiro macro-período e de DIU sobre o PIB no segundo macro- período foram estatisticamente rejeitadas.

Ao final das análises realizadas, é importante ressaltar que conclusões mais fortes somente seriam possíveis com modelos mais completos, especificamente para as análises VAR. A falta de outras variáveis explanatórias significativas poderia levar a que os modelos estivessem mal-especificados, induzindo à geração de estimadores viesados. Esta ponderação, contudo, não invalida os resultados obtidos quanto à causalidade no sentido de Granger, mas sugere que estudos futuros sejam realizados com outras variáveis explanatórias que contribuam na explicação da dívida pública e do PIB, bem como da interação entre estes fenômenos.

CAPÍTULO FINAL - CONCLUSÕES

As conclusões a que chegamos são feitas com base tanto da análise da história brasileira como dos testes econométricos.

Do ponto de vista histórico, ainda que a relação direta entre dívida pública e crescimento econômico não tenha sido o foco da historiografia abordada, em alguns momentos esta relação fica evidenciada, seja nas palavras dos governantes de então ou nas interpretações dos autores das obras cobertas.

A percepção dominante, ou mais explícita, é de que a dívida pública comprometeu o crescimento econômico no Brasil em diversos momentos. Além dos custos com o pagamento de juros, a dívida pública foi acusada de causar, posteriormente à tomada dos recursos e à medida que os saldos e juros cresciam, um estrangulamento da posição cambial do país quando a parcela externa destas dívidas gerava saídas volumosas de divisas. Outros elementos do endividamento público teriam comprometido o crescimento econômico, como nos períodos em que as altas taxas de juros pagas pelo Estado direcionavam ao setor público recursos que, de outra maneira, estariam sendo oferecidos como crédito mais barato ao setor privado da economia.

Por outro lado, é difícil não levar em conta os efeitos benéficos do endividamento público sobre o crescimento quando observamos, por exemplo, as inversões públicas ferroviárias, no século XIX, e do II PND, na década de 1970. A dívida pública teria possibilitado, ainda, o alívio da economia em momentos de emergência, como nos momentos de guerra.

É extremamente difícil fazer um balanço entre estes efeitos, benéficos e maléficos, tomando como base apenas a análise histórica. Podemos dizer que, dentro da historiografia analisada, este balanço parece reforçar o lado da dívida pública como elemento deteriorante das condições de crescimento, sobretudo quando o crescimento da dívida pública assumiu um caráter essencialmente financeiro, à medida que a necessidade de pagar dívidas antigas levou a que mais dívidas fossem assumidas, não raro a custos crescentes, de modo que a tentativa de rolar a dívida pública induziu a seu avanço endógeno e exponencial.

Do ponto da vista da análise econométrica, os resultados puderam ser avaliados de forma separada, para a dívida externa do setor público e para a dívida interna da União, segmentadas entre diversos períodos. Pudemos, com base nesta análise, abordar com mais

propriedade as questões formuladas no capítulo 1, apresentadas a seguir em três blocos: 1) A dívida pública brasileira teve influência sobre o crescimento econômico nacional? Em quais momentos isso ocorreu? Qual a forma e qual a medida desta influência? A forma e a medida desta influência mudaram ao longo do tempo? A relação de causalidade entre dívida pública externa e crescimento econômico é distinta da relação entre dívida pública interna e crescimento?

De fato, em diversos períodos analisados obtivemos indícios de que variações da dívida pública influenciaram as variações no crescimento econômico. Além disso, obtivemos resultados que indicaram que estas influências mudaram ao longo do tempo.

Variações da dívida externa do setor público (DESP) precederam as variações do PIB no período de 1965-2004, mais especificamente no período 1965-1985. A dívida interna da União (DIU) influenciou o crescimento econômico no período 1900-1964, sendo que a causalidade no sentido de Granger foi mais claramente identificada entre os anos de 1938 e 1964. Como efeito combinado destas variáveis, a dívida pública monetizável total (DPMonT) influenciou o PIB no período 1965-2004, influência observada sobretudo no período 1965-1985, refletindo assim as variações da DESP.

Conforme enfatizamos ao longo do capítulo 3, a rejeição da causalidade nos testes de Granger é um resultado mais forte que a sua não-rejeição. Desta maneira, é importante ressaltar que não houve indicação de causalidade da dívida pública sobre o PIB nos demais períodos. É particularmente chamativa a rejeição da influência de DESP, DIU e DPMonT sobre o PIB no período de 1985-1994, anos em que a historiografia entende que um dos principais freios da atividade econômica foi derivado do endividamento público.

Além das relações de causalidade, foram identificadas relações de longo prazo entre as variáveis de dívida pública e o PIB. Através dos testes de cointegração, entendemos que houve uma relação estável entre DESP e PIB ao longo do período de 1965-2004, período em que foi notada também uma relação estável entre DPMonT e PIB.

Assim, as relações de causalidade entre dívida pública e crescimento econômico de fato mudaram de período a período, ainda que durante extensos períodos esta relação tenha sido estável.

2) Na presença de quais fatores ocorre esta mudança?

Esta questão foi abordada com base nas análises de auto-regressões vetoriais (VAR). Além das variáveis de dívida pública e PIB, foram consideradas como variáveis explanatórias potenciais: a base monetária, o saldo da balança comercial, o superávit das contas da União, as exportações, as despesas e as receitas totais da União. Dentre estas

variáveis explanatórias adicionais, a única que contribuiu para explicar as variações do PIB e da dívida pública foi a variável representando o volume anual de exportações, especificamente para os modelos contendo DIU e PIB como variáveis dependentes, para o período 1900-1964.

Outra informação transmitida pelas análises VAR foi com relação ao sinal da interação entre dívida pública e PIB. Neste sentido, indicou-se que as variações positivas de DESP/PIB favoreceram o crescimento do PIB entre o período de 1965-2004, enquanto que variações negativas de DIU/PIB favoreceram o crescimento entre 1900-1964.

Entretanto, independentemente da metodologia, uma resposta mais adequada e completa a esta pergunta só seria possível se fossem feitos estudos com variáveis explanatórias adicionais. Estas variáveis deveriam refletir, entre outros fenômenos, o custo da dívida pública, o destino dos recursos (se para investimentos ou para rolagem de dívidas antigas, etc), a taxa de retorno dos investimentos públicos realizados, entre outras. A percepção de que um grande número de variáveis pode influenciar a relação de causalidade entre dívida pública e PIB é, aliás, uma das contribuições da análise histórica.

3) O que podemos dizer sobre a endogeneidade entre dívida pública e crescimento econômico, ou seja, sobre a hipótese de que o crescimento econômico e dívida pública tenham se afetado mutuamente?

Foram poucas as indicações de endogeneidade entre dívida pública e crescimento econômico, já que foram poucas também as percepções de que o PIB influenciou a dívida pública nos macro ou micro-períodos estudados. Nas análises VAR, esta causalidade mútua não foi identificada em nenhum dos modelos considerados válidos. Apenas houve a identificação de causalidade de PIB sobre a dívida pública nos testes de Granger, com o PIB afetando a DIU (e DPMonT) entre 1995-2004, mas como neste período foi rejeitada a causalidade no sentido dívida PIB, não podemos considerar que tenha havido endogeneidade. Sobretudo nos macro-períodos cobertos, entendemos que não houve endogeneidade entre dívida pública e PIB.

Benzer Belgeler