4. ETİ ALÜMİNYUM A.Ş TESİSLERİ VE ELEKTRİK ENERJİSİ DAĞITIM
4.3. Eti Alüminyum Tesisleri Dağıtım Merkezi ile Seydişehir TM Arasında
O uso de álcool e de outras drogas vem se transformando cada vez mais em um
tema recorrente na agenda política nacional. Conforme o Centro Brasileiro de
Informações Sobre Drogas Psicotrópicas/CEBRID (2009), o uso de drogas pode
acontecer como uma maneira de obtenção de prazer, de amenizar ansiedade, tensão,
medos e até de aliviar dores físicas. Quando utilizada de forma abusiva e repetitiva sem
controle do consumo, frequentemente a droga pode ocasionar dependência - que pode
ser de fundo psicológico ou fisiológico. No primeiro tipo, quando há interrupção do uso
da substância, surge sensação de desconforto e mal-estar, bem como aumento da
ansiedade e sensação de vazio. No segundo tipo, a dependência apresenta sintomas
físicos quando o indivíduo não utiliza a droga, conhecido como “síndrome de abstinência” (Crauss & Abaid, 2012).
De acordo com O’Connor (2009), podemos ainda citar outros tipos de consumo de substâncias psicoativas, a saber: (a) o uso moderado e não problemático, quando o
consumo da substância expõe o indivíduo a um risco relativamente baixo de
desenvolver problemas de saúde associados ao consumo de tal substância; (b) consumo
de risco, quando os níveis de consumo moderados são ultrapassados; (c) consumo
prejudicial, ocorre quando existem evidências claras de que o uso da substância resulta
em danos físicos ou psicológicos; e (d) uso abusivo, que pode ser definido como um
padrão mal adaptativo de consumo de alguma substância, que leva a um sofrimento ou
comprometimento clínico significativo, podendo apresentar problemas como falha ao
cumprir obrigações no trabalho, na escola ou em casa.
Estima-se que, em todo mundo, entre 155 e 250 milhões de pessoas (3,5 a 5,7%
durante o ano de 2008 (United Nations Office on Drugs and Crime - UNODC, 2010).
Em toda América Latina e Caribe, estima-se que pelos menos 4.4 milhões de homens e
1.3 milhões de mulheres tenham sido afetados por transtornos relacionados ao uso de
drogas, em algum momento de suas vidas. Na América do Sul, embora a droga ilícita
mais consumida seja a maconha, o World Drug Report (UNODC, 2010) aponta para um
crescimento do uso de cocaína e seus derivados (especialmente o crack). Para a América
do Sul, Central e Caribe estima-se que cerca de 2.7 milhões de pessoas tenham feito uso
de cocaína no ano de 2008 e o Brasil pode ser apontado como seu principal mercado
consumidor (900 mil usuários) na América do Sul (Ribeiro & Inglez-Dias, 2011).
No entanto, o uso de álcool é considerado a terceira principal causa no mundo de
adoecimento precoce e morte prematura - especialmente em pessoas com idades entre
25 e 59 anos - sendo responsável por 4% de todas as mortes no planeta. Estima-se que
2,5 milhões de pessoas morrem anualmente devido a problemas relacionadas ao álcool,
sendo a primeira causa de morte entre homens de 15 a 59 anos, principalmente pela
ocorrência de acidentes, violência e doenças cardiovasculares (World Health
Organizacion - WHO, 2011).
Diante disso, para pensar o enfrentamento de questões relacionadas ao consumo
de álcool e outras drogas, pode-se elencar dois tipos de posicionamentos políticos: o
proibicionismo e a abordagem de redução de danos.
Enquanto as políticas proibicionistas concentram esforços na redução da oferta e
da demanda de drogas - com intervenções de repressão e criminalização da produção,
tráfico, porte e consumo de drogas ilícitas - as políticas e programas de redução de
danos têm apostado em intervenções orientadas para a minimização dos danos à saúde,
sociais e econômicos relacionados ao consumo de álcool e outras drogas sem
Os princípios da redução de danos se sustentam no discurso de que o consumo
de drogas sempre esteve e sempre estará presente na história da humanidade. Dessa
forma, a ideia de uma sociedade livre de drogas perde completamente o seu sentido. Se
o consumo de drogas não pode ser eliminado da sociedade, pode ser possível, então,
idealizar estratégias para reduzir os danos a ele relacionados. Tal enfoque tem sido
apontado como o mais racional ao enfrentamento da questão das drogas, possibilitando,
por exemplo, compreender o consumo de drogas como um problema de saúde pública e
o tráfico como um problema jurídico-policial.
No campo internacional e nacional, há claros indícios de que gradualmente está
sendo quebrado o duro consenso da política estritamente proibicionista para o campo
das drogas ilícitas. As conferências das agências internacionais ligadas ao tema, nos
últimos anos, vêm mostrando uma clara discordância em relação a tais políticas até hoje
hegemônicas, ao reconhecer que a atual política é incapaz de reverter os níveis atuais de
produção e o consumo de drogas, bem como de enfrentar o poder crescente do tráfico
internacional e nacional (Vasconcelos, 2012).
Vasconcelos (2012) afirma que hoje, no Brasil, há um maior espaço para se
discutir novas políticas e programas de redução de danos, de assistência ao abuso de
drogas e para a descriminalização parcial do consumo de pequenas quantidades de
drogas mais leves. Um exemplo disso é a Lei 11.343, de 2006, que diferencia o
consumidor do traficante e estabelece penas comunitárias e tratamento para o primeiro.
Em contrapartida, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva/ABRASCO
(2013), emitiu um comunicado alertando para o rápido andamento do Projeto de Lei
7663/2010, um projeto que cria um cadastro de usuários de drogas no país, prevê a
internação involuntária de dependentes, que pode ser solicitada por um familiar e até
anos de cadeia. O Projeto, que altera a lei 11.343/2006, a Lei de Drogas, também pode
vir a instituir a obrigatoriedade da notificação pelos professores da suspeita de uso de
drogas nos estabelecimentos de ensino. Por tudo isso, a ABRASCO (2013) manifesta-se
contra o uso da internação compulsória como medida principal para enfrentar o
problema do consumo de crack ou de qualquer outra droga e ainda aponta que algumas
iniciativas devem ser pensadas com urgência.
É nessa perspectiva que tem se fomentado cada vez mais debates acerca do
modelo de atenção à saúde de usuários de álcool e outras drogas. Hoje, a maioria das
propostas de tratamento direcionadas ao consumo abusivo de álcool e drogas propõe a
institucionalização do sujeito, composta por intervenções médico-farmacológicas,
psicossociais, socioculturais ou religiosas. O usuário tem ficado entre o manicômio e o
presídio, ocupando o lugar do louco e do transgressor da lei, ambos excluídos pela
sociedade e rotulados seja como doentes, seja como delinquentes (Rosenstock & Neves,
2010).
Porém, o consumo abusivo de álcool e outras drogas - caracterizado
essencialmente por ser um fenômeno constituído nas inúmeras interfaces e articulações
entre variáveis biológicas, farmacológicas, psicológicas, socioculturais, políticas,
econômicas e antropológicas - se configura como uma complexidade que inviabiliza
qualquer tentativa de explicação reducionista, que desconsidere suas múltiplas
determinações.
Contraditoriamente, este fenômeno é abordado, em geral, a partir de processos
teóricos e de intervenção dicotômicos, fragmentados, ahistóricos, deterministas e de
cunho acentuadamente reducionistas (Schneider & Lima, 2011). Tais concepções, em
geral, enfatizam apenas um dos aspectos envolvidos no uso de substâncias psicoativas,
influência do meio familiar, ou os efeitos bioquímicos das drogas, ou ainda os fatores
genéticos, enfim, concepções que, embora intimamente relacionada com o consumo
abusivo, isoladas não são suficientes para explicá-lo, nem propor-lhe intervenções
adequadas.
Essas concepções reducionistas se refletem nos modelos de atenção utilizados na
área. Observa-se, através de estudos, a baixa efetividade da maioria dos tratamentos
oferecidos aos usuários que, a custo, conseguem realizar sua meta, que, em geral, é a de
alcançar e manter a abstinência (Schneider & Lima, 2011). Diante deste fato há que se
questionar se a raiz do problema da efetividade não se encontra nas próprias práticas em
saúde que, se constituem numa mistura de diferentes modelos de análise do fenômeno
da drogadição e do emprego de diferentes metodologias de atuação. Sendo assim, não
basta responsabilizar o usuário pelo insucesso dos tratamentos, como é comum em
muitos serviços, que justificam a situação a partir da lógica de que a dependência é uma
doença crônica e recorrente e, portanto, a recaída é parte do processo, ou ainda, da falta
de motivação para os tratamentos, conforme demonstram algumas pesquisas (Schneider,
Spohr & Leitão, 2006).
Na realidade brasileira, com o intuito de preservar a segurança no país através do
controle do comércio e consumo de drogas foi apenas recentemente que o Governo
começou a intervir na área de álcool e drogas. Foram criadas leis que, se infringidas,
geravam penas de exclusão social e internações em sanatórios. Somente na década de
1980 foram criados os centros de tratamento que favorecem a saúde do usuário. Nessa
época, no entanto, ainda não se considerava o consumo de substâncias psicoativas como
problema de saúde pública, mas como uma questão jurídica ou médico-psiquiátrica
Tal concepção parece ter mudado somente em 2003 quando o Ministério da
Saúde publicou a “Política para a Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas” (Brasil, 2004), assumindo assim o desafio de prevenir, tratar e reabilitar esses usuários. Para alcançar esse desafio, o governo brasileiro desenvolveu, através dessa
política, algumas práticas a serem contempladas, dentre elas: proporcionar tratamento
na Atenção Primária, garantir o acesso a medicamentos, garantir atenção na
comunidade, fornecer educação em saúde para a população, envolver
comunidades/famílias/usuários, formar recursos humanos, criar vínculos com outros
setores, monitorizar a saúde mental na comunidade, dar mais apoio à pesquisa e
estabelecer programas específicos.
Para tanto, tal política baseia-se em dispositivos extra-hospitalares de atenção
psicossocial especializada, os Centros de Atenção Psicossocial álcool e outras drogas
(CAPSad). Esses CAPS têm como objetivo principal fornecer atendimento para a
população através da oferta de atividades terapêuticas e preventivas, tratamentos
personalizados para cada indivíduo quando possível, bem como condições de repouso
ou desintoxicação ambulatorial de usuários que necessitem de tais cuidados, buscando
sempre a reabilitação destes na sociedade (Brasil, 2004). O CAPSad deve ainda
articular-se à Rede de Atenção Psicossocial e ao restante da rede de saúde, incluindo os
dispositivos da Atenção Primária que devem estar voltados para a promoção de saúde e
identificação precoce de problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas.
A visibilidade conquistada pelos modelos de cuidado de base comunitária, que
se originam e se movimentam fora do espaço hospitalocêntrico, ou da abstinência como
única alternativa de encontrar qualidade de vida coloca em debate questões
fundamentais, como: liberdade de escolha, responsabilidade individual, familiar e
criar condições para o exercício do autocuidado e redes sociais de apoio e sua conexão
com as redes informais dos usuários (Brasil, 2010).
A Atenção Primária, dessa forma, apresenta grande potencial para acolher
demandas relacionadas ao consumo de álcool e outras drogas uma vez que é nesse
âmbito que parte dos usuários procura auxílio para tratamento de sintomas orgânicos
associados às fases iniciais do uso abusivo ou da dependência, tendo em vista que tais
usuários apresentam relutância em procurar serviços especializados devido à
estigmatização, medo de serem rotulados como "alcoólatras" ou "maconheiros",
"viciados", "drogados", etc. (Ronzani, 2008).
No entanto, é possível constatar a carência na formação dos profissionais da
Atenção Primária, no que se refere à temática do uso de drogas, quando suas ações
ficam restritas ao encaminhamento desses usuários a serviços especializados em saúde
mental, mesmo que somente devam ser encaminhados aos CAPSad casos de alta
gravidade (Rosenstock & Neves, 2010).
Ribeiro (2012) aponta que em meio ao caos, quem perde é o usuário. Diz que é
angustiante ingressar na rede e constatar a sua falência. O usuário inicia o tratamento no
CAPSad, mas a vinculação não acontece, porque o número de profissionais não atende a
demanda. Quando ocorre a tentativa de encaminhá-lo a algum outro serviço, o
acompanhamento nem sempre acontece. “Antes de o processo terminar, o usuário já desistiu e o sistema que o encaminhou, às vezes, descobre isso somente meses depois,
quando já é tarde demais. Assim, as ruas continuam lotadas de pessoas que “gritam” por socorro.” (Ribeiro, 2012, p.2)
Desse modo, podemos perceber que grandes desafios para a Atenção Primária
são impostos todos os dias, no que se refere aos cuidados a serem destinados às
Estratégia de Saúde da Família ainda apresenta cobertura inferior a 20% em algumas
grandes cidades brasileiras, e a quase totalidade da ESF não inclui a atenção ao uso de
drogas em suas ações (Andrade, 2011). Essa baixa cobertura da ESF é também um
problema para os CAPSad, pois compromete a essência da função para a qual estes
Centros foram concebidos, ou seja, prestar atendimento clínico em regime de atenção
diária, evitando as internações e ser o coordenador e articulador das ações de saúde
mental na atenção ao uso de álcool e outras drogas em um determinado território.
Função esta que depende muito da articulação com a ESF e da inclusão de ações de
Redução de Danos com base territorial. Fica evidente, dessa forma, a lacuna existente
na ainda frágil ESF, e também “o preço elevado pago pelo Brasil por não ter assegurado a sustentação e a expansão das ações de RD entre usuários de drogas nos últimos oito
anos” (Andrade, 2011, p.4668).
No entanto, como tentativa de incorporar ações relacionadas ao uso de
substâncias psicoativas na Atenção Primária, o Governo Federal incluiu questões
direcionadas a demandas envolvendo o uso de álcool e outras drogas no Programa
Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).
Instituído pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria nº 1654 de 19/07/2011, o
PMAQ-AB tem como objetivo, induzir a ampliação do acesso e a melhoria da qualidade
da Atenção Primária e dentro de suas diretrizes prevê o estímulo de um processo
contínuo e progressivo de melhoramento dos padrões e indicadores de acesso e
qualidade que envolva a gestão, o processo de trabalho e os resultados alcançados pelas
equipes de saúde da Atenção Primária. Dentre os pontos abordados no Programa, é
possível encontrar alguns direcionados ao consumo de álcool e outras drogas, a saber: o
planejamento de atividades envolvendo questões relacionadas a riscos biológicos e
criação de protocolos com definição de diretrizes terapêuticas para álcool e drogas; o
registro dos usuários com necessidade decorrente do uso de crack, álcool e outras
drogas; projetos de prevenção e tratamento ao uso abuso e dependente decorrente do
uso de crack, álcool e outras drogas; e atividades de promoção e prevenção ao uso de
drogas (Brasil, 2014b).
Todavia, como um fator que dificulta o acesso a cuidados destinados a usuários
de álcool e outras drogas citamos a atuação dos CAPSad, que deveria ter por base ações
territoriais, mas no entanto fica reduzida ao atendimento no próprio serviço, o qual
mesmo situado em território de elevada prevalência de consumo e tráfico de drogas, é
subutilizado uma vez que a população alvo não o tem como referência. Tais serviços
acabam por perdurarem em uma postura de não consideração das pautas culturais e o
modo de vida dos usuários, embebida em uma a visão cômoda, mas equivocada, de que
estas pessoas não querem se cuidar - o que ratifica a exclusão social e a precariedade da
assistência à saúde em que ela vive (Andrade, 2011).
Um fato recente que exemplifica o contexto de desafios em que o Brasil se
coloca no campo de álcool e drogas é o frágil funcionamento da maioria dos primeiros
14 Projetos de Consultório de Rua do SUS (PCR), financiados pelo MS no ano de 2010
e supervisionados pela Aliança de Redução de Danos, Serviço de Extensão Permanente
da Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA. Os Projetos de Consultório de Rua se
constituem numa estratégia com o objetivo de fornecer cuidados básicos de saúde para
populações vulneráveis, com ênfase para crianças, adolescentes e jovens usuários de
álcool, crack e outras drogas vivendo nas ruas (Andrade, 2011). Durante a idealização e
operacionalização do projeto foram detectadas várias dificuldades, são elas: 1. falta do
conhecimento necessário à abordagem da população alvo pelas equipes 2. dificuldades
atividades de campo, 3. falta de repasse dos recursos recebidos do MS ao projeto por
alguns gestores municipais; 4. Falta do veículo necessário às ações de campo,
fundamental para o deslocamento da equipe e para a condução dos usuários com
necessidade de encaminhamento a outros serviços de saúde e 5. falta de materiais para o
trabalho de campo.
Desse modo, torna-se importante pensar a incorporação de ações destinadas a
usuários de álcool e outras drogas na Atenção Primária, a fim de contribuir para
alavancar o modelo de atenção a saúde descentralizado e de base comunitária,
oferecendo melhor cobertura assistencial a este tipo de agravo e maior potencial de
reabilitação psicossocial para os usuários do Sistema Único de Saúde. Uma das
estratégias que se destaca nesse sentido é a Triagem e Intervenção Breve
A técnica de Intervenção Breve foi proposta como uma abordagem terapêutica
para usuários de álcool em 1972, por Sanchez-Craig e colaboradores, no Canadá
(Neumann, 1992). É uma estratégia baseada em abordagem motivacional para
prevenção, cujo foco é a mudança de comportamento do usuário por meio de
atendimento com tempo limitado, podendo ser realizado por profissionais de diferentes
formações, desde que devidamente treinados. No entanto, não serve apenas para
problemas relacionados ao álcool, mas também pode ajudar na mudança de uma série de
comportamentos como modificar a dieta, parar de fumar, perder peso, dentre outros.
A literatura indica seis componentes essenciais de devem estar presentes para
caracterizar a intervenção, identificado pelo acrônimo “FRAMES”, originados pelas primeiras letras das palavras em inglês: Feedback, Resposability, Advice, Menu of
option, Empathy, Self efficacy. Em português o acrônimo se transformou em “ADERIR”, representando as palavras Auto-eficácia, Devolução, Empatia,
Responsabilidade, Inventário e Recomendações. (Miller & Sanches, 1993, Segatto,
Pinsky, Laranjeira, Rezende & Vilela, 2007), descritas a seguir:
1. Devolução: Depois de uma avaliação do usuário, é dado um retorno relacionado aos riscos de problemas clínicos, psíquicos e as consequências
do padrão de consumo em questão.
2. Responsabilidade: é dada ênfase na responsabilidade pessoal do usuário pela mudança e apoio no estabelecimento de metas a serem atingidas.
3. Recomendações: Orientação e suporte de informações que os profissionais devem oferecer ao usuário sobre o que o paciente pode evitar (ressaca,
situações embaraçosas, pressão familiar) e ganhar (melhor desempenho no
trabalho ou escola, controle da situação) com a moderação do uso.
4. Inventário: Identificação de situações de risco e estratégias de para enfrentar tais situações, aumentando a sensação de controle e escolha pessoal
5. Empatia: A empatia dos profissionais constitui-se forte determinante para motivação e mudança. É importante manter um comportamento
compreensivo e sem preconceitos.
6. Auto eficácia: É o reforço da auto-estima, da esperança e do otimismo do paciente. Refere-se à crença de uma pessoa em sua capacidade de realizar e
ter êxito em uma tarefa. Desta forma, a meta é persuadir o paciente para que
ele se sinta capaz de fazer uma mudança bem sucedida na área que apresenta
problemas.
Nesse sentido, a intervenção breve possui baixo custo e se mostra efetiva para
questões relacionadas ao uso de risco de substâncias psicoativas, sendo uma ferramenta
destinada a reforçar a autonomia nas escolhas do usuário, assim como sua capacidade de
de álcool e outras drogas bem como problemas associados e orientar de modo focal e
objetivo sobre os efeitos e consequências relacionados ao consumo de risco,
constituindo-se também como um meio adequado para referenciar casos de dependência
para tratamentos especializados (Ronzani, 2008).
Ronzani, Ribeiro, Amaral e Formigoni (2005) apontam que os estudos sobre a
intervenção breve se concentram em duas direções principais: sua efetividade na
redução de padrões de uso da substância e as condições em que tem sido implementada,