BÖLÜM 2: YİYECEK VE İÇECEK ÇEŞİTLERİ
2.1. Yiyecek Çeşitleri
2.1.2. Yemek Çeşitleri
2.1.2.2. Et Yemekleri
Religião e religiosidade são dois termos antigos na psicologia da religião. O mesmo não se pode dizer da espiritualidade, conceito utilizado recentemente na psicologia científica.
Atualmente o interesse pela religiosidade vem ocorrendo pela perspectiva multidisciplinar, estimulado pela psicologia e antropologia cultural. A religiosidade popular são os diversos modos de devoção relacionada aos santuários (peregrinações), às festas dos padroeiros, às procissões e às diferentes maneiras de culto aos santos locais. Este último caracteriza-se por uma gestualidade com envolvimento emotivo, encontra-se normalmente uma interação profunda entre religião e problemas concretos do grupo humano. Além de haver um modo “misto”: uma maneira popular de usar a religião tradicional de jeito supersticioso. Há também os limites e os riscos, reduzidos na tendência de usar o sagrado de maneira formal e de auto-ajuda, no geral, com poderes mágicos (PAIXÃO NETTO; MACHADO, 2003).
O termo “religioso” refere-se à religião, e indica “um estado de ânimo, um comportamento, um estilo de vida ou, por extensão, um ambiente ou um lugar, que encontram na religião a inspiração, a alma ou a finalidade” (PAIXÃO NETTO; MACHADO, 2003, p.657). Existe certa afinidade entre religioso e sagrado, porém este último sinaliza a dimensão subjetiva da relação com a divindade, será discutida mais adiante no capítulo 5. O filosofo e teólogo São Tomaz mostra que o serviço ao outro e a tarefa do amor fraterno constituem um ato de culto: estas são virtudes da religião. Hoje, em muitas instituições ou congregações religiosas, muitas pessoas dedicadas ao trabalho de Deus não querem ser chamadas religiosas.
O Código (sd.)5 de 1983 surgiu para reduzir ainda mais o termo “religioso” a
mera categoria jurídica, bem longe do conceito que se tinha na doutrina clássica, o qual engloba todas pessoas dos institutos que escolhem a Deus, como o conteúdo e a razão do viver.
5 Código de lei não encontrado.
Fonseca e Vasconcelos (2005, p. 57) referem que a religião pode ser considerada como segundo útero. “Seu desígnio é trazer uma coisa extremamente complexa, que é o ser humano, à maturidade, o que significa ser auto-motivado, auto-conduzido”. Abbagnano (2000, p. 846) diz que a religião é uma:
crença na garantia sobrenatural de salvação e técnicas destinadas a obter e conservar essa garantia. A garantia religiosa é sobrenatural, no sentido de situar-se além dos limites abarcados pelos poderes do homem, de agir ou poder agir onde tais poderes são impotentes e de ter um modo de ação misterioso e imperscrutável. A origem sobrenatural da garantia não implica, necessariamente, que ela seja oferecida por uma divindade, e que, portanto, a relação com a divindade seja necessária à Religião: na realidade, existem religiões ateístas, como o budismo primitivo, retornado e defendido, nesse seu caráter, por escolas posteriores (...) por técnicas entendem-se todos os atos ou práticas de culto: oração, sacrifício, ritual, cerimônia, serviço divino ou serviço social (...) Entende-se a atitude religiosa fundamental, podendo ser simplesmente interior e pessoal (religiosidade individual; diferentemente, as técnicas destinadas a obter e conservar essa garantia constitui o lado objetivo e público da Religião, seu aspecto institucional).
Para definir psicologicamente religião é importante citar duas referências mundiais: R. H. Thouless e A. Vergote. Para Thouless (1961, p.3), “a religião é uma relação vivida e praticada com o ser ou com os seres sobremundanos nos quais se crê. Em conseqüência, ela é um comportamento e um sistema de crenças e de sentimentos”. Já o conceito de religião para Vergote apud (VALLE, J., 1998, p.42) “é um conjunto orientado e estruturado de sentimentos e pensamentos, por meio do qual o homem e a sociedade tomam consciência vital de seu ser íntimo e último e, simultaneamente, nela se torna presente o poder divino”.
Campbell (2002) acrescenta que as religiões, além de apresentar mitos, condicionam todas as culturas, o seu mistério atinge todos os homens. Tem, ainda, um papel fundamental social e pessoal: harmonizar a consciência com as pré- condições da existência, como a fragilidade humana e a finitude; apresentar uma imagem consistente da ordem do universo, atribuindo sentido aos fatos; dar autoridade e respaldo a uma ordem moral particular; conduzir o sujeito pelas diferentes crises naturais que surgem na vida como nascimento, morte, envelhecimento, doença.
A idéia de salvação é o elemento essencial do conceito de religião, e essa crença é sustentada através de gestos personificados na relação entre o homem e o
sobrenatural. Nesse contexto a pessoa percebe que é consciente de sua limitação, impotência e busca algo além. Será falado mais adiante quando fala do fenômeno religioso.
Para definir a espiritualidade foi buscado primeiro no dicionário Aurélio o que é o Espírito “como a parte imaterial do homem, alma”.6 Através de um olhar
existencial, o espírito é o que impulsiona o homem para além de si mesmo para encontrar o sentido de vida. A dimensão espírito permanece em cada um mesmo quando a vida apresenta ter perdido o sentido. Em momentos de crise, as energias espirituais precisam ser reorientadas para a vida.
Espiritualidade é uma denominação mais ampla que “religião”. Esta palavra afirma-se que deriva ou do verbo latino relegere (re-ler) ou do verbo religare (re-ligar) que se refere às tradições espirituais, que se mostram concretamente através de ritos e celebrações cultural e histórica (PESSINI; BERTACHIN, 2005).
A espiritualidade refere-se à ordem dos significados últimos, que dá uma direção à vida e a torna suscetível de permissão e de consenso eternos: “não me basta fazer perguntas; desejo saber responder à única pergunta que parece incluir tudo o que eu enfrento: Por que motivo estou aqui?” Esta questão já é resgatar a “dimensão do profundo”. Indo mais além desta definição um pouco vaga, destacam- se alguns valores que são capazes de dar firmeza e unidade ao fluxo de fatos que o relógio do tempo registra: aceitação de si mesmo e fidelidade ao próprio ser profundo, criatividade artística ou esforço científico, amor ao ser humano e luta contra a injustiça, humanização ou promoção humana integral. Tudo isso atribui “certa qualidade, certa densidade e intensidade desta vida” (FIORES; GOFFI, 1993). A espiritualidade não é alguma coisa que se contradiz ao que é material, corporal ou mundano. Ela não exclui ou nega a natureza. Não é nesse sentido que ela tem a ver com o que a teologia cristã atribui de “sobrenatural”. Menos ainda podemos compreender como um “estado de alma” que só se consegue por meio da fuga do mundo. Ao contrário, a espiritualidade é “algo encarnado no contexto real da vida de cada pessoa e de cada época. Ela expressa o sentido profundo do que se é e se vive de fato. O silêncio reflexivo e a atitude contemplativa, sem os quais a espiritualidade não pode vicejar, são experimentados é na totalidade das circunstâncias temporais e espaciais do viver humano [...]”. (VALLE, J., 2005, p. 101). O espiritual da pessoa assume o corpo e permite que ultrapasse o nível biológico e emocional de suas experiências, também claro das mais sublimes e elevadas.
6 Ferreira, A. B. H.Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro, Nova