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2. LĠTERATÜR ARAġTIRMASI

2.2. Esnek Ġmalat Sistemleri Tasarım Modelleri

Esta dissertação teve como objetivo verificar possíveis variáveis que podem contribuir para compreensão da agressividade em policiais militares no exercício de suas funções a partir de indicadores de saúde mental (estresse, ansiedade, depressão e ideação suicida). Especificamente, buscou-se avaliar os parâmetros psicométricos dos instrumentos utilizados; analisar a relação entre o contexto de trabalho dos participantes com os indicadores de saúde mental; identificar a influência desses indicadores nos níveis de agressividade dos policiais; e, finalmente, propor um modelo explicativo, integrando os construtos citados. Frente aos resultados, ainda que se identifiquem algumas limitações, confia-se que todos os objetivos foram alcançados.

Entre as possíveis limitações, destacam-se duas: 1) o fato de a amostra não ser representativa da população, o que limita a generalização dos resultados; 2) e o instrumento utilizado para elaborar o índice de risco para suicídio, que pareceu não ser uma medida adequada para avaliação do suicídio. Apesar disso, deve-se reconhecer que tais limitações não diminuem a relevância do estudo e dos resultados encontrados.

Como direções futuras, sugere-se: a realização de testes que avaliem variações do modelo apresentado, incluindo variáveis que, associadas as que foram contempladas, podem se mostrar coerentes (por exemplo, síndrome de burnout); avaliar os impactos do contexto de trabalho, a partir de uma medida específica das relações socioprofissionais de policiais, uma vez que na amostra considerada essa variável atuou como a de maior potencial explicativo; a construção de uma medida que avalie aspectos específicos das relações socioprofissionais no trabalho policial, dado que o instrumento utilizado não contempla características próprias do ambiente policial militar; a utilização de uma escala específica para ideação suicida; e a realização do estudos com amostras de outras profissões, para avaliar se, de fato, as variáveis estudadas se apresentam de forma mais acentuada em policiais militares, e para testar a invariância do modelo proposto.

Ao mesmo tempo, julga-se coerente replicar o estudo com amostras de policiais civis, federais e rodoviário federal, visando uma análise mais ampla do fenômeno da agressividade nas forças policiais brasileiras; bem como, avaliar o fenômeno da agressividade, por meio do modelo proposto, considerando policias de países diferentes do Brasil.

E, como sugestão última, apresenta-se a possibilidade de envolver, equitativamente, amostras do gênero masculino e feminino, tendo em vista que alguns autores (COSTA et. al., 2007; PIOLANTTI, 2016) apontam ser o gênero feminino mais vulnerável

aos impactos do trabalho em sua saúde mental. Dessa forma, tornar-se-ia possível verificar se o modelo explicativo da agressividade, conforme apresentado, também se adequa, quando analisado com uma amostra específica de mulheres.

Por fim, identifica-se que o estudo trouxe contribuições significativas para o campo da saúde mental. No Brasil, não foi localizada qualquer publicação que busca explicar a agressividade em policiais militares a partir de um modelo integrativo. Nota-se que as pesquisas com policiais militares se concentram na análise de aspectos específicos da profissão, do adoecimento mental ou da agressividade, deixando de lado a possibilidade de analisar a variáveis de forma sequencial, o que tem demonstrado ser imprescindível para a compreensão do fenômeno de forma mais abrangente.

Desse modo, ainda que o estudo não tenha cunho eminentemente prático, não se pode deixar de considerar que os dados aqui disponibilizados podem ser úteis na implantação de estratégias de promoção de saúde e prevenção de doenças mentais no âmbito policial. Bem como, propiciar aos órgãos de segurança pública pensar em projetos que priorizem melhorias no contexto de trabalho policial, tendo em vista que tal fator demonstrou ser relevante na possibilidade de diminuição de condutas agressivas de policias militares.

Em síntese, espera-se que os resultados possam auxiliar no embasamento de pesquisas futuras, facilitando intervenções mais eficazes por parte de profissionais da saúde e propiciando às instituições policiais alternativas para favorecer melhores condições laborais e o consequente cuidado com a saúde mental desses profissionais.

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Benzer Belgeler