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2. GENEL BİLGİLER

2.1. ERAS Bileşenleri

2.1.3. Ameliyat Sonrası Bileşenleri

2.1.3.5. Erken Beslenme

Os indícios e presunções não são expressões sinônimas, apesar de terem sido tratadas assim durante algum tempo, por determinados doutrinadores, conforme menciona Carlos Alberto Dabus Maluf.57

João Batista Lopes afirma que indícios constituem sinais, vestígios ou circunstâncias que operacionalizados na mente do juiz conduzem à prova pretendida, enquanto presunções são raciocínios e deduções decorrentes das provas já apresentadas, não sendo estes meios de prova.58

Custódio da Piedade Ubaldino Miranda, todavia, afirma que as presunções são conclusões que o julgador tira de fatos conhecidos para se chegar ao desconhecido objeto da prova, enquanto os indícios constituem fatos auxiliares que constituem sinais de outros fatos que ligam ao objeto investigado. Para o autor as presunções não são

55 GRECO, Leonardo. A prova no processo Civil: do Código de 1973 ao novo Código Civil, Revista

Dialética de Direito Processual 15/76. São Paulo, Dialética, p. 76.

56 GIANNICO, Maricí. A prova no Código Civil: Natureza Jurídica, São Paulo, Saraiva, 2005, “Coleção

Theotonio Negrão”, coordenação de José Roberto F. Gouvêa, p.194.

57 MALUF, Carlos Alberto Dabus. A presunção absoluta e a relativa na teoria da prova ‐ Sua

natureza jurídica e sua eficácia, publicado na Revista Forense, v. 74, n 262, p.89‐100.

meios de prova, mas sim operações mentais, ao passo que os indícios são meios de prova porque são fatos auxiliares do objeto investigado.59

Marinoni afirma que a presunção admite a dedução de um fato pela prova de

outro; que as presunções podem ser judiciais (ou hominis), legais relativas e legais absolutas. São presunções judiciais ou hominis aquelas decorrentes do raciocínio do juiz sem o arrimo de preceito legal. A verdade sobre o fato probando decorre da prova de um fato secundário ligado ao primeiro e mediante uma inferência lógica do magistrado. As presunções legais relativas verificam-se quando o silogismo racional indutivo decorre da lei, isto é, se a verdade sobre o fato probando emerge da presunção relativa, isto significa que a parte prejudicada detém o ônus da prova de elidir esta presunção. As presunções legais absolutas verificam do mesmo silogismo, contudo, não admitem prova em contrário.60

Sérgio Carlos Covello também afirma que as presunções relativas, juris

tantum, admitem prova em contrário, ao passo que as absolutas, juris et de jure, não admitem.61

Barbosa Moreira afirma que a presunção relativa induz a distribuição do ônus da prova, em que parte prejudicada terá o encargo de fazer a prova para afastar a veracidade presumida.62

Arruda Alvim distingue presunções hominis da presunção legal ao afirmar que as primeiras decorrem da autorização implícita do artigo 335 do CPC, e, portanto, são cabíveis quando a lei não regular a presunção de forma expressa.63

Fredie Didier Jr. dá exemplos de presunção legal relativa:

59 MIRANDA, Custódio da Piedade Ubaldino. Indícios e Presunções como Meio de Prova. Revista de

Processo, Ano X – janeiro‐março de 1985, nº 37, p. 54 e66.

60MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz, op. cit, p.141 ‐ 145.

61 COVELLO, Sérgio Carlos. A presunção em matéria Civil, São Paulo: Saraiva 1983, p. 129‐130. 62 BARBOSA MOREIRA. José Carlos. Temas de Direito Processual – Primeira Série, 2ªedição: São

Paulo: Saraiva, 1988, p.60.

63 ALVIM NETTO, José Manoel de Arruda. Manual de Direito Processual Civil. 15ª edição. São Paulo:

“a) a presunção de necessidade que decorre da declaração da parte de não poder arcar com as despesas processuais (art. 4º da Lei Federal n.1060/1950); b) a presunção de propriedade que decorre do registro imobiliário; c) a construção e a plantação feita em um terreno presumem-se até prova em contrário, feita pelo proprietário e à sua custa (art.1253 do CC2002); d) os bens móveis presumem-se adquiridos na constância do casamento, no regime da participação final nos aquestos (art. 1.674, par. ún. CC 2002) e) quando o pagamento for a quotas periódicas, a quitação da última estabelece, até a prova em contrário, a presunção de estarem solvidas as anteriores, (art. 322 do CC -2002) etc.”64

O mesmo autor dá exemplos de presunção legal absoluta:

a) Presunção de conhecimento do terceiro sobre a penhora de imóvel que fora transcrita na matrícula do bem (art.659, § 4º, CPC); b) as causas de impedimento do juiz(art. 134 do CPC) implicam presunção absoluta de parcialidade; c) há presunção absoluta de que um cônjuge autorizou o outro a contrair dívidas para a economia doméstica(art.1643 do CC 2002); d) presunção de existência de repercussão geral no recurso extraordinário interposto contra decisão que contraria enunciado de súmula ou jurisprudência dominante do STF (§ 3º do art. 543 –A do CPC).65.

Quanto às máximas de experiência, Marinoni afirma que o juiz para formar seu raciocínio sobre a lide utiliza-se de regras de experiência comuns e técnicas. As primeiras decorrentes de valores sociais, religiosos, culturais, lógicas ou cientificas, enquanto que as técnicas decorrem de pensamento técnico científico. Ambas possibilitam ao juiz avaliação da lide mediante um modelo silogístico dedutivo do juízo de fato.66

64 DIDIER JR., Fredie; BRAGA, Paulo Sarno; Oliveira, Rafael, op. cit. p.61. 65 Idem, ibidem, p.62.

Didier afirma que as regras de experiência exercem quatro funções no processo, tais como:

a) apuração dos fatos, a partir dos indícios; b) valoração da prova, servindo para que o magistrado possa confrontar as provas já produzidas (dar mais valor a um testemunho do que a outro, por exemplo); c) aplicação dos enunciados normativos, auxiliando no preenchimento do conteúdo dos chamados conceitos jurídicos indeterminados (preço vil, por exemplo); d) limite ou livre convencimento motivado: o magistrado não pode decidir apreciar as provas em desconformidade com as regras de experiência. ” 67

A meu ver, as presunções e os indícios não são meios de provas que visam à obtenção da verdade, conforme os fatos históricos ocorreram, mas, são técnicas processuais para se obter uma verdade formal, que poderá coincidir ou não com a verdade real.

Benzer Belgeler