O filme se inicia no ano de 2003. O estudante da Universidade de Harvard, Mark Zuckerberg, está em um bar com a namorada Erica Albright. Os dois passam por uma conversa densa sobre a entrada em clubes exclusivos da universidade, em um dos quais Mark almeja fortemente entrar. É possível perceber, na cena inicial, a primeira característica empreendedora de Zuckerberg, que é a necessidade de realização (IIZUKA; MORAES, 2014), através de sua fala no momento 00h02min50s: “existe uma diferença entre estar obcecado e estar motivado”. Após Erica irritar-se com o comportamento de Mark durante a conversa, decide terminar o relacionamento.
Momentos depois de retornar ao campus da universidade, irritado pelo término de seu relacionamento, Zuckerberg tem a ideia de criar um website para avaliar a beleza das estudantes de Harvard, após concluir que precisa de uma ideia para esquecer a ex-namorada, associando esta necessidade ao fato de achá-la bonita. Mark, então, invade as bases de dados de sete alojamentos da Universidade e salva as fotos e nomes das estudantes. Algumas horas depois, após utilizar um algoritmo apresentado pelo melhor amigo, Eduardo Saverin, ele cria o "FaceMash", plataforma onde os estudantes homens escolhem, por eliminação, com a opção entre duas estudantes, qual a mais atraente. Nesta cena, é possível depreender o conhecimento, a criatividade e capacidade de implementação e a autoconfiança de Mark, tanto pela obstinação em criar o site quanto por dominar conhecimentos técnicos para a criação do mesmo. Estas características empreendedoras foram apontadas por Dornelas (2008), Maximiano (2011) e Iizuka e Moraes (2014), respectivamente. Mark, por ser um forte detentor de habilidades de programação, mostrou ter uma grande propensão a realizar o que estava pretendendo, à medida que, apenas observando o algoritmo oferecido pelo amigo, executou o Facemash, característica empreendedora defendida por Gurol e Atsan (2006), e que seria um gatilho importante para o futuro desenvolvimento do Facebook.
A popularidade do FaceMash – que, em uma noite, obteve 22 mil visitas – e o fato de que Mark o criou em uma noite e bêbado, chama a atenção dos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss e seu parceiro Divya Narendra, todos estudantes de Harvard, que estão buscando empreender com um novo website.
Mark é acusado e punido em seis meses em audiência do conselho de administração da Universidade por desobedecer uma série de regras, tais como violação de segurança – após ter conseguido fazer os servidores de internet de Harvard caírem –, violação
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de privacidade, criação do site e violação da política de distribuição de imagens digitalizadas. No momento da audiência, Mark, apesar de reconhecer que ofendeu a comunidade feminina da Instituição, entende que, em relação à quebra de segurança, merece um reconhecimento do conselho, pois entende que apontou uma série de inconsistências no sistema da Universidade. Mais uma vez, é possível denotar no personagem o senso de autoconfiança (IIZUKA; MORAES, 2014).
No dia seguinte, Mark é procurado pelos Winklevoss e, em reunião com os irmãos e Divya Narendra, estes apontam os feitos do rapaz e o questionam acerca de um website e um aplicativo desenvolvidos no passado, tendo um destes inclusive despertado o interesse de compra por parte da Microsoft devido à sua relevante usualidade de detectar os gostos musicais de usuários de MP3 players. É possível depreender desta cena que Mark ainda jovem possuía algumas características empreendedoras: ser visionário e inovador (GUROL; ATSAN, 2006; DORNELAS, 2008; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014) e ter facilidade em detectar e explorar oportunidades, conforme Dornelas (2008) e Iizuka e Moraes (2014). Mark, então, recebe a proposta de trabalhar como programador de uma rede social exclusiva de Harvard denominada "Harvard Connection", idealizada pelos Winklevoss e Narendra.
Na noite do mesmo dia, Mark externa para Eduardo sua ideia de criação de um site chamado "Thefacebook", uma rede social para os estudantes de Harvard criarem perfis e acessarem perfis de amigos na internet, reconhecendo que isto iria permitir que as pessoas compartilhassem suas informações pessoais e sociais, tais como fotos, em segurança, pois os usuários teriam de ser aceitos para acessar os perfis dos outros. Mais uma vez Zuckerberg apresenta as características empreendedoras de ser visionário, ter facilidade em detectar e explorar as oportunidades e ter necessidade de realização (DORNELAS, 2008; IIZUKA; MORAES, 2014; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014). Eduardo percebe a grandeza da oportunidade tendo em vista que não haveria necessidade de hackear nada, pois as próprias pessoas iriam fornecer suas informações. Eduardo cita, no momento 00h27min45s, que “em um mundo onde a estrutura social era tudo, aquilo foi a ideia perfeita”. Desta citação, Eduardo apresenta suas primeiras características empreendedoras, a de ser visionário e explorar as oportunidades (DORNELAS, 2008; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014), e Mark exprime a característica empreendedora de persuasão (IIZUKA; MORAES, 2014), convencendo o amigo acerca de sua ideia.
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rede de contatos, sugeridas por Filardi, Barros e Fischmann (2014) e Iizuka e Moraes (2014), respectivamente, pedindo a Eduardo o apoio financeiro de US$ 1.000,00 para iniciar o site e propõe uma divisão de rendimentos de 70% a ele e 30% ao amigo, bem como fazer de Eduardo o encarregado financeiro do projeto. Saverin prontamente aceita.
A cena seguinte ocorre num transcurso de 42 dias, entre Mark desenvolvendo as ferramentas do Thefacebook, Eduardo passando por testes para a entrada em um clube da universidade, e os irmãos Winklevoss e Divya passando por exaustivas tentativas de entrar em contato com Mark acerca do Harvard Connection, enquanto este dá-lhes inúmeras desculpas para não os encontrar, tendo em vista que ele, na verdade, não está trabalhando no projeto dos irmãos, mas sim no próprio projeto. Persistência, dedicação, determinação e perseverança foram algumas das características empreendedoras discutidas por Dornelas (2008), Maximiano (2011), Filardi, Barros e Fischmann (2014) e Iizuka e Moraes (2014) encontradas em Mark nesta passagem, bem como a aceitação de riscos, defendidas pelos mesmo autores, tendo em vista que, mesmo ciente do risco que corria em ignorar os irmãos Winklevoss e trabalhar em um website com as mesmas características do Harvard Connection, o personagem foi persistente e continuou a trabalhar incansavelmente em seu projeto, depois de ter tomado a decisão de investir em um projeto próprio, e não de outrem (DORNELAS, 2008). Além disso, Mark demonstrou uma grande capacidade de assumir o controle da situação, ainda que diante de um cenário arriscado e repleto de pressão por parte dos irmãos Winklevoss. Esta característica é defendida por Gurol e Atsan (2006).
Ainda nesse período, Eduardo encontra-se com Mark no dormitório deste, que solicita ao amigo um investimento adicional de U$200,00 para a manutenção de uma funcionalidade na rede social. Saverin questiona a necessidade desta despesa, e Mark argumenta a preparação do site para os acessos. Nesta cena os dois amigos demonstram a mesma característica empreendedora, a de planejamento (DORNELAS, 2008; IIZUKA; MORAES, 2014), mas sob duas perspectivas diferentes: Eduardo foi planejado no sentido de contenção de recursos financeiros, e Mark, por sua vez, atentou-se em antecipar o risco iminente de o servidor de internet não suportar a quantidade de acessos que o Thefacebook receberia, mostrando-se também proativo, conforme Filardi, Barros e Fischmann (2014).
O fim desse transcurso de quase um mês e meio se dá com dois marcos: o primeiro deles é Mark visualizando uma nova ideia de funcionalidade para a rede social – a de status de relacionamento – e implementando-a na programação do Thefacebook. Percebe-se desta cena a manifestação das características empreendedoras de facilidade em detectar
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oportunidades, inovação, criatividade e capacidade de implementação (MAXIMIANO, 2011; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014 E IIZUKA; MORAES, 2014), tendo em vista que Mark surge com a ideia em uma conversa espontânea com um colega e logo a idealiza e a implementa. O segundo marco se dá com Mark confirmando que a rede social está pronta para acesso, apresentando-o como Fundador e Diretor Executivo e Eduardo como Co- fundador e Diretor Financeiro. Mark, usando da característica empreendedora de persuasão (IIZUKA; MORAES, 2014), a despeito da insegurança de Eduardo, convence o amigo a compartilhar a rede social com sua rede de contatos. Este, por sua vez, concorda e concede a Mark uma série de endereços de e-mail para os quais o Thefacebook seria difundido. Eduardo, neste momento, demonstra a característica empreendedora de rede de contatos e de ser bem relacionado e interpessoal (DORNELAS, 2008; FILARD; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014), à medida que tem consciência da rede de relacionamentos que possui em decorrência de seu engajamento em grupos dentro da universidade. Eles distribuem o link para as conexões de Eduardo no Phoenix Club, e rapidamente se transforma em um sucesso entre os estudantes.
Na noite do dia seguinte, Divya Narendra e os irmãos Winklevoss descobrem o Thefacebook, fato este que gera revolta, pois estes acreditam que Zuckerberg roubou suas ideias. Neste momento a rede social já está sendo propagada entre os alunos de Harvard e já conta com mais de 650 inscrições, com previsão de mais 900 inscrições em poucas horas. Em poucas semanas, o Thefacebook já estava sendo acessado por todos os alunos da universidade. Tyler e Divya demonstram interesse em processar Mark por roubo de propriedade intelectual, porém Cameron os convence que eles podem resolver o assunto como "Cavalheiros de Harvard". É possível denotar que a rede social de Mark e Eduardo fez a diferença para a comunidade estudantil, conforme salienta Dornelas (2008), portanto os estudantes apresentaram esta característica através do sucesso de seu site e do valor percebido pelos alunos de Harvard.
Após uma palestra de Bill Gates, Christy Lee, também aluna de Harvard, se apresenta para Eduardo junto com sua amiga Alice, e pede que eles as “adicionem no Facebook", frase que se popularizou rapidamente com o sucesso da rede social, demonstrando o sucesso do website entre os alunos e deixando Eduardo impressionado. Ao chegarem ao dormitório de Mark, Eduardo profere a Mark no momento 00h46min41s a seguinte frase: “hora de monetizar o site”, isto é, fazer do Thefacebook uma fonte financeiramente rentável através de cobranças por propaganda, passagem que demonstra em Eduardo a característica
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empreendedora de facilidade em detectar oportunidades (DORNELAS, 2008; IIZUKA; MORAES, 2014). Mark, por sua vez, discorda da ideia de Saverin alegando que a rede social não tem preço e que eles não iriam desistir de torná-la atrativa por ser interessante, além do fato de que o site nunca encerraria pois a ideia em si nunca acabaria. Nesta passagem denota- se em Mark as características empreendedoras de otimismo e paixão, autoconfiança, persistência e perseverança (DORNELAS, 2008; MAXIMIANO, 2011; FILARDI, BARROS; FISCHAMNN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014).
Ainda nesse momento, Eduardo encontra uma carta cessatória endereçada a Mark, enviada dez dias após o lançamento do site, sobre a qual Mark não havia comentado com Eduardo. Saverin lê na carta que os irmãos Winklevoss e Divya Narendra alegam roubo de propriedade intelectual e que Mark e Eduardo poderiam ir a julgamento. Isto provoca indignação em Saverin, que severamente questiona ao amigo a veracidade das acusações contidas na carta. Zuckerberg veementemente nega, alegando apenas que os idealizadores do Harvard Connection surgiram com uma ideia e ele desenvolveu uma melhor. Eduardo, por sua vez, demonstra-se apreensivo com a situação.
Mark e Eduardo vão para um bar com Christy e Alice. No lugar, Mark encontra sua ex-namorada, Erica, que, após defender-se das ofensas proferidas a ela por Mark no passado, alega não conhecer o Thefacebook por não ser uma estudante de Harvard, e sim de outra universidade. Surpreendido por isso, Mark decide expandir o site para outras instituições de ensino. Neste momento denota-se a característica empreendedora de detecção de oportunidades (DORNELAS, 2008; IIZUKA; MORAES, 2014). Além disso, Mark oferece parte da Companhia para alguns outros colegas, propondo aos mesmos as posições de Vice- Presidente e Programador Chefe e Diretor Publicitário, demonstrando-se um líder e formador de equipe (DORNELAS, 2008; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014). Mark propõe a expansão da rede social para as universidades de Yale e Columbia. Eduardo sugere ainda a Universidade de Stanford, devido ao fato de localizar-se em Palo Alto, uma cidade que sedia empresas de alta tecnologia do Vale do Silício. Percebe-se, desta passagem, as características de ser visionário e detectar oportunidades no personagem de Eduardo (GUROL; ATSAN, 2006; DORNELAS, 2008; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014).
Ao descobrirem que Mark está expandido para três instituições de ensino, Divya, Cameron e Tyler, percebem que a expansão do Thefacebook provoca cada vez mais a desvalorização do Harvard Connection. Narendra, disposto a entrar com um processo judicial
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contra Zuckerberg, alega que, ao expandir para outros estados, ele estaria violando leis estaduais e federais e ainda normativos internos da própria Universidade de Harvard, à medida que consta no Manual do Estudante de Harvard que não é permitido que um aluno roube outro. Os irmãos Winklevoss, convencidos de que estão em seu direito, resolvem reivindicar uma reunião com o presidente de Harvard.
A cena seguinte é ambientada no dormitório de uma aluna da Universidade de Stanford, a qual conversa com um homem que conheceu na noite anterior. Durante a conversa, a aluna se dá conta de que está conversando com Sean Parker, empreendedor e criador da famosa plataforma de compartilhamento de músicas Napster. Parker, ao pedir para checar seu e-mail do computador da moça, observa na tela inicial do laptop o perfil do Thefacebook da garota. Ao questioná-la sobre o site, a mesma afirma que a rede social havia sido lançada em Stanford há duas semanas. Impressionado com o website, Sean Parker demonstra interesse em entrar em contato com Mark Zuckerberg.
Voltando a ambientar-se no campus da Universidade de Harvard, na passagem que segue os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss estão no gabinete do presidente de Harvard, para tratar do suposto roubo de propriedade intelectual por parte de Mark Zuckerberg, que, segundo eles, fere o Manual de Harvard. O presidente, por sua vez, entende que a situação não está dentro da esfera de controle da Harvard, e sugere que os irmãos invistam em um novo projeto ou levem a questão aos tribunais.
Mark e Eduardo, no período de férias estudantis, vão à cidade de Nova York para realizar reuniões com anunciantes em potencial, iniciativa tomada por Eduardo como Diretor Financeiro. Podem ser percebidas em Saverin algumas características empreendedoras sugeridas por Dornelas (2008), Filardi, Barros e Fischmann e Iizuka e Moraes (2014), tais como ser visionário, explorar ao máximo as oportunidades, ser determinado e dinâmico, perseverante e persistente, dada a obstinação do estudante em fazer o negócio crescer através de investidores. Em um dos momentos desta passagem, ao ser questionado por Mark se uma das reuniões seria para falar de anúncios publicitários novamente, Eduardo afirma que “[...] o objetivo dos negócios é gerar lucro” (01h05min41s), demonstrando nele uma visão de negócios alinhada à característica empreendedora de ser visionário, planejado e ter necessidade de realização (DORNELAS, 2008; MAXIMIANO, 2011; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014), à medida que ele se vê na necessidade de concretizar a ideia de fazer o Thefacebook uma plataforma lucrativa.
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Eduardo, eles encontram-se com Sean Parker, que havia demonstrado, em cenas anteriores, o interesse em entrar em contato com Zuckerbeg. Eduardo, entretanto, está cético com relação a Parker, questionando sua personalidade problemática e sua negativa reputação profissional, e durante toda a conversa com Parker, mostra-se desconfiado. Mark, entretanto, fica impressionado com Parker por ele apresentar uma visão similar à dele. Sean, quando questionado sobre a ideia de Eduardo de lucrar com o Thefacebook, entende que o uso de anúncios não é interessante. Apesar de nenhum acordo ter sido estabelecido entre os fundadores da rede social e Parker, este sugere que eles tirem o "The" de "Thefacebook" e atualizem o nome do site para "Facebook". Eduardo reconhece esta como a única contribuição de Parker para o site.
De volta a Harvard, Mark afirma a Eduardo que precisará de um incremento financeiro. Eduardo concorda, acreditando ser para melhorias no servidor de internet. O dinheiro, entretanto, conforme retifica Mark, será destinado para subsidiar a contratação de dois estagiários para o Facebook e o transporte dos mesmos para Palo Alto, cidade próxima à Universidade de Stanford, demonstrando ser um líder e formador de equipes e criador de valor para a sociedade, à medida que começou a fazer do Facebook um gerador de empregos (DORNELAS, 2008). Mark afirma ainda que realizou o aluguel de uma casa nesta cidade, próxima a Stanford, mostrando possuir um senso de independência, conforme defendem Dornelas (2008) e Maximiano (2011). Eduardo, demonstrando-se surpreso, questiona a Mark quando ele havia resolvido mudar-se para a Califórnia, crendo que Mark havia sido manipulado por Sean Parker. Mark, a despeito da reação de seu sócio, mostra-se autoconfiante, otimista e ambicioso, características empreendedoras levantadas por Dornelas (2008), Filardi, Barros e Fischmann (2014) e Iizuka e Moraes (2014), pois mostra-se certo de que “a Califórnia é o lugar onde eles deveriam estar” (01h15min08s).
Mark, então, contrata os estagiários e muda a sede da Companhia para Palo Alto, enquanto Eduardo vai para Nova York para fazer um estágio e procurar investidores, após afirmar ter aberto uma conta para a Companhia no valor de 15 mil dólares.
Sean Parker descobre que Mark é seu vizinho, e demonstra interesse em ajudar o rapaz, principalmente devido ao fato de Eduardo não estar presente. Parker está certo do futuro promissor do Facebook, por se tratar de uma Companhia com um potencial bilionário, e do futuro de Mark como um grande CEO, defendendo que Mark não precisaria de investidores para controlarem os negócios da rede social, porém critica a atitude de Eduardo de ter ido à Nova York, pois “a empresa está aqui (na Califórnia). Uma empresa de 1 bilhão de
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dólares” (01h23min08s). Após Mark externar a intenção de expandir para mais 100 instituições de ensino, Parker corrobora com a ideia, propondo ainda a expansão para dois continentes. Mark, então, o convida para morar com ele e o restante da equipe do Facebook, manifestando, portanto, a característica empreendedora de interpessoalidade e sociabilidade (FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014).
Na pequena cidade do Reino Unido Henley-on-Thames, em uma competição esportiva dos irmãos Winklevoss, Tyler, Cameron e Divya descobrem por um desconhecido que o Facebook havia chegado na Universidade de Cambridge e em mais 5 instituições de ensino britânicas. Este é o estopim para que os três decidam colocar em prática o desejo de processar Mark na Corte Federal.
De volta à Califórnia, Eduardo toca a campainha da casa de Mark em Palo Alto, e fica bravo ao deparar-se com Parker vivendo na casa que eles alugaram com seu dinheiro e fazendo decisões sobre os negócios do Facebook. Saverin passa por uma discussão com Mark e Sean, e Mark alega que Sean está conseguindo grandes contatos que viabilizariam o crescimento do Facebook e que Eduardo poderia ser deixado para trás se não se mudasse para a Califórnia.
Eduardo, então, volta para Harvard e resolve congelar a conta corrente da Companhia. No mesmo período, Sean consegue para Mark, através de um investidor anjo, um investimento de U$500.000,00 para o Facebook, sob a condição de a Companhia passar por uma reestruturação societária. Com esta passagem, pode-se denotar em Mark e Eduardo o nascimento de uma das características encontradas nos empreendedores, a de ficar rico, isto é conseguir dinheiro como consequência do sucesso de seu negócio (DORNELAS, 2008). Algumas horas depois, Eduardo recebe uma ligação de Mark, revelando o investimento concedido pelo investidor anjo e a promessa de montagem de um escritório para o Facebook, alcançados através dos contatos de Parker, o que demonstra que Mark, apesar de assumir o risco ao tomar decisões sem o consentimento de Saverin, toma uma decisão certeira e utiliza seu contato com Sean para angariar recursos à rede social, demonstrando três características empreendedoras: tolerância a riscos, saber tomar decisões e ser bem relacionado através da rede de contatos (DORNELAS, 2008; MAXIMIANO, 2011; FILARDI; BARROS; FISCHMANN, 2014; IIZUKA; MORAES, 2014).
Eduardo, ao retornar à Califórnia para assinar os documentos referentes à reincorporação do Facebook, descobre que sua participação acionária havia subido 4,4%, para 34,4%, ao passo que Mark baixou a percentagem de sua participação para 51%, sendo o
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restante 6,81% para Dustin Moskowitz – o colega de Mark e Eduardo que assumiu o cargo de Vice-Presidente e Programador Chefe –, 6,47% para Sean Parker e 7% para o investidor anjo. Eduardo aceita os termos e volta para a universidade, enquanto Mark decide permanecer, optando por não frequentar o curso por pelo menos um semestre, assumindo o senso de independência defendido por Dornelas (2008) e Maximiano (2011).