2. Oturur pozisyon; çeşitli jinekolojik ve ürolojik ameliyatlarda veya hiperbarik solüsyon kullanıldığında tercih edilen pozisyondur. Fakat postural
2.4. Epidural Anestezi
Todo discurso científico deve primar pela rigidez na construção do sentido e de sua formulação. E, para que isso ocorra a contento, é preciso a adoção de um método77, em face da aproximação do objeto a ser pesquisado,
77
“Método é o caminho pelo qual se chega a determinado resultado.” (HEGENBERG, Leônidas. Etapas da investigação científica. v. 2. São Paulo: E.P.U./EDUSP, 1976 (Capítulo 4: leis, teorias, método)).
visando concatenar o pensamento mediante o estabelecimento das etapas a serem percorridas, para alcançar o fim desejado.
Em outras palavras, “[…] uma abordagem de cunho científico sobre qualquer tema em Direito requer seja definido o modo de aproximação do objeto a ser investigado78“. E, partindo da premissa de que se trata de uma pesquisa científica, deve-se adotar um método científico79, por ser um traço característico da ciência80.
Método, por sua vez, pode ser tomado “[…] como sendo a forma lógico-comportamental investigatória na qual se baseia o intelecto do pesquisador para buscar os resultados que pretende (construir suas proposições científicas – ou seja, o objeto formal)”81.
Nesta senda, para fins de produção deste trabalho, o método escolhido foi o constructivismo lógico-semântico, originário dos ensinamentos de Lourival Vilanova e difundido por PAULO DE BARROS CARVALHO82, que permite entender a necessária relação entre o objeto de estudo e o ser cognoscente, para que realize o ato de conhecimento, numa relação plenamente dialética. Trata-se, pois, de método de aproximação do objeto (da linguagem) que atribui sentido a ele; constrói o sentido desse objeto.
78 BARRETO, Paulo Ayres. Contribuições: Regime Jurídico, Destinação e Controle. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2011, p. 2).
79 PAULO AYRES BARRETO adverte que “[…] uma abordagem de cunho científico sobre qualquer tema em Direito requer seja definido o modo de aproximação do objeto a ser investigado”. (ibid., p. 3).
80
Segundo ensina LOURIVAL VILANOVA, a ciência é “[…] um conjunto de conceitos dispostos segundo certas conexões ideais, estruturadas segundo princípios ordenadores que os subordinam a uma unidade sistemática. Os elementos conceptuais não se justapõem, mas se articulam, obedecendo a relações lógico-formais de caráter necessário”. (Escritos Jurídicos e Filosóficos. v. I. São Paulo: Axis Mundi; IBET, 2004, p. 4).
81 Curso de teoria geral do direito: o constructivismo lógico-semântico. 3. ed. São Paulo: Noeses, 2013, p. 49.
82 Conforme explica FABIANA DEL PADRE TOMÉ, “[…] na atualidade, as obras do Prof. PAULO DE BARROS CARVALHO vêm cumprindo importante função de difundir o constructivismo lógico-semântico aplicado ao Direito. Foi por meio do constructivismo lógico-semântico que o direito retomou suas discussões filosóficas, permitindo, inclusive, o reencontro de diversos ramos do direito com suas origens na Teoria Geral do Direito”. (Vilém Flusser e o Constructivismo Lógico-Semântico. In: HARET, Florence Cronemberger; CARNEIRO, Jerson (Orgs.). Vilém Flusser e Juristas: comemoração dos 25 anos do grupo de estudos Paulo de Barros Carvalho. São Paulo: Noeses, 2009, p. 321-342).
Como tomamos o direito como um corpo de linguagem, o lógico, neste caso, indica a análise sintática da língua ao requerer a decomposição do objeto. A análise de cada parte individualmente permite reduzir a complexidade linguística. Por semântico indica-se a relação dos signos com os objetos que se constrói e se busca representar.
Portanto, por meio do constructivismo lógico-semântico desenvolve- se estudo hermenêutico-analítico, método próprio dos objetos culturais83, em que se dirige a atenção aos dados linguísticos, fazendo uso das categorias lógico-semânticas do texto prescritivo e analisando a norma jurídica na sua inteireza conceptual, levando em conta, ainda, a estrutura do objeto somada à valoração inerente ao Direito.
Neste sentido, as teorias analítica e hermenêutica se completam, e, como bem coloca AURORA TOMAZINI DE CARVALHO,
[…] a base do Constructivismo lógico-semântico, como o próprio nome enseja, não é a desintegração de uma opinião, mas a construção de uma posição, fundada em premissas solidificadas num referencial filosófico, onde o modelo dogmático mostra-se presente do começo ao fim84.
83 A divisão dos objetos é feita a partir de sua essência, ou seja, são separados em classes de acordo com sua ontologia, tendo o ser humano como ponto de referência onde se irradiam os espaços correspondentes. Isso porque o ser humano é o centro a partir do qual os objetos do mundo são considerados. Dessa classificação, chegou-se a quatro regiões ônticas dos objetos:
a) Objetos Naturais: são reais; têm existência no tempo e no espaço; estão na experiência; são neutros de valor; o ato gnosiológico é explicação, e o método é empírico-indutivo; b) Objetos Ideais: são irreais; não têm existência no tempo e no espaço; não estão na experiência; são neutros de valor; o ato gnosiológico é intelecção, e o método eficaz é o racional-dedutivo; c) Objetos Culturais: são reais; têm existência no tempo e no espaço; estão na experiência, além de serem valiosos, positiva ou negativamente; o acesso cognoscitivo se dá pela compreensão, e o método próprio é o empírico dialético; d) Objetos Metafísicos: são reais; têm existência no tempo e no espaço; não estão na experiência; são valiosos, positiva ou negativamente; não existe caminho científico para o seu acesso, o qual dependerá do poder retórico de quem o afirma, contando com a boa vontade e a crença do receptor da mensagem. O direito está na região ôntica dos entes culturais. E, como objeto cultural, pode-se afirmar ser o direito real (é possível ter acesso a ele); ter sua existência no tempo e no espaço (validade, vigência e eficácia das normas jurídicas); além de valioso positiva ou negativamente (no caso do direito positivo, serem as normas jurídicas válidas ou não).
84 Curso de teoria geral do direito: o constructivismo lógico-semântico. 3. ed. São Paulo: Noeses, 2013, p. 83.
Assim, nos falares de FABIANA DEL PADRE TOMÉ:
O constructivismo lógico-semântico pode ser visto como rigorosa elaboração da metodologia sintática e semântica do direito. Essa concepção filosófica possibilita edificar uma teoria das normas bem estruturada em termos lógicos, discutida e esquematizada no nível semântico e com boas indicações para um desdobramento pragmático. Tudo isso, considerando que a positivação do direito se opera mediante a presença indispensável da linguagem, num contexto de crenças, ideias e convicções, decorrentes dos valores dos sujeitos que integram a sociedade. Trata-se, portanto, de um estudo hermenêutico- analítico do direito, em que se dirige a atenção aos dados linguísticos (linguagem jurídico-normativa), fazendo uso das categorias lógico-semânticas do texto prescritivo e analisando a norma jurídica na sua inteireza conceptual, mas que, por outro lado, também considera a necessidade premente de o discurso teórico propiciar a compreensão da concretude empírica do direito posto85.
Em suma, nesta linha metodológica, procura-se amarrar as ideias, definir os termos importantes, mediante rigorosa elaboração da metodologia bem estruturada em termos lógicos, discutida e esquematizada no nível semântico.
Tudo isso para conferir firmeza ao discurso (reduzindo as ambiguidades e vaguidades), primando pela coerência com as premissas firmadas e rigor da mensagem comunicativa do direito positivo e da Dogmática Jurídica86, sem qualquer desprezo pelo plano pragmático87, vez que o direito está voltado a reger as condutas intersubjetivas do mundo social.
85 Vilém Flusser e o Constructivismo Lógico-Semântico. In: HARET, Florence Cronemberger; CARNEIRO, Jerson (Orgs.). Vilém Flusser e Juristas: comemoração dos 25 anos do grupo de estudos Paulo de Barros Carvalho. São Paulo: Noeses, 2009, p. 237.
86 “Nesta acepção, diz-se que ‘dogmática jurídica’ denota nada mais do que a ‘ciência jurídica’ por excelência, ou seja, o estudo doutrinário do direito”. (GUASTINI, Ricardo. Das Fontes às Normas. São Paulo: Quartier Latin, 2005, p. 166).
87 Tanto que no presente trabalho dissertativo, procederemos à analise jurisprudencial acerca de nosso objeto de estudo (vícios materiais e formais no lançamento tributário).