Recomendações Articuladas no Estudo Comparativo TCU/OCDE (2012)
Objetivo da auditoria
IV. O TCU poderia se concentrar no posicionamento das CPR [Contas do Presidente da República] como documento fundamental para a responsabilização e tomada de decisão do governo, e o relatório de auditoria como garantia independente de informações relatadas nas CPR. Ao fazê-lo:
4. Empregar a posição do TCU como órgão auxiliar do Congresso Nacional para entender o nível de compreensão e uso das CPR pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e outras comissões setoriais, preservando a independência do TCU;
5. Explorar as possibilidades de cooperação e coordenação com a CGU e a STN para entender o uso das CPR pelo público-chave, levando em consideração as normas para resguardar a autonomia do TCU, preservando a independência do TCU; e
6. Recorrer à autoridade do TCU para moldar e aprimorar as características qualitativas das CPR, especificamente a relevância, confiabilidade, inteligibilidade e comparabilidade das informações relatadas.
Conclusões da auditoria
V. Alinhar o parecer ao documento INTOSAI “Reporting Standards in Government Auditing” (ISSAI 400) para mais bem orientar a compreensão de seu significado pelo público. Ao fazê-lo:
7. Alinhar a forma e o conteúdo do parecer de auditoria aos princípios do ISSAI 400, especificando claramente: a) o título explícito do assunto a que se refere o parecer de auditoria; b) os objetivos da auditoria, e o que esta garante ou não; e c) normas ou práticas (nacionais e/ou internacionais) adotadas na realização da auditoria, e como essas normas e práticas têm mudado ao longo dos anos; e
8. Alinhar o formato do parecer de auditoria com o formato de pareceres de auditoria sobre os relatórios anuais e ad hoc dos gestores públicos
responsáveis, para evitar ambiguidades e facilitar o monitoramento e relato das medidas tomadas pelo governo federal para resolver as deficiências materiais das CPR.
9. Se necessário, emitir vários pareceres, abordando individualmente: i) a regularidade dos relatórios financeiros do governo federal; e ii) a conformidade da execução orçamentária com normas, leis e regulamentos constitucionais.
10.No longo prazo, e de acordo com boas práticas emergentes das EFS, o TCU poderá incluir um parecer de auditoria sobre a fiabilidade das informações não financeiras relatadas nas CPR.
11.Enquadrar as ressalvas e recomendações da auditoria para melhor orientar o público a compreender seu significado no que diz respeito à responsabilidade e ao desempenho do governo.
12.Delinear as ressalvas e recomendações que se aplicam ao parecer de auditoria e outros objetivos da auditoria definidos no Regimento Interno do TCU.
Relatório de auditoria
VI. Avaliar se o impacto dos capítulos individuais do relatório de auditoria atual poderia ser melhorado, divulgando-os em momentos diferentes do ciclo de prestação de contas e tomada de decisão. Ao fazê-lo:
5. Tomar medidas concretas para entender quando as informações contidas no relatório de auditoria do TCU poderiam ser mais úteis no que diz respeito à avaliação da implementação de antigas – e a formulação de novas – Leis de Diretrizes Orçamentárias e Orçamentárias Anuais do Executivo e do Congresso Nacional;
6. Tomar medidas concretas para compreender para quem esta informação pode ser útil, por exemplo, Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional e/ou comissões setoriais e o Executivo (ou seja, Gabinete do Presidente da República, Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, Ministério da Fazenda, CGU e/ou ministérios federais);
7. Tomar medidas concretas para entender qual nível de informação é mais útil às necessidades do público primário – ou seja, todo o governo, função do governo e/ou pasta ministerial; e
8. Avaliar a relação custo-benefício da inclusão de avaliação do desempenho macroeconômico no relatório de, considerando o momento da informação para a formulação e discussão das Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual (OCDE, 2012).
Garantia da Alta Qualidade do Trabalho de Auditoria
IV.1 Continuar a desenvolver a matriz de auditoria das CPR para apoiar a formulação de uma auditoria eficiente e eficaz. Assim fazendo:
f. Incluir informações sobre os objetivos da auditoria articulados no Regimento Interno do TCU para apoiar a formulação de uma estratégia de auditoria eficaz; g. Incluir informações sobre os critérios em cima dos quais o objeto será avaliado,
os exames de auditoria a serem realizados e o nível mínimo de materialidade necessário para esses exames;
h. Incluir informações sobre as ressalvas da auditoria sobre as CPR de anos anteriores para apoiar a definição dos critérios e do escopo de auditoria dos exames a serem realizados;
i. Incluir informações sobre os pontos fracos de sistemas e controles chave de gestão relacionados com o objeto da auditoria para apoiar a definição dos critérios e do escopo de auditoria dos exames a serem realizados;
j. Incluir informações de trabalhos relacionados por auditoria interna, à medida que possam ser utilizadas, considerando as diferentes responsabilidades e normas usadas na auditoria interna;
IV.2 Basear-se mais sistematicamente no conjunto de conhecimento interno do TCU como contribuição para a formulação da matriz para a auditoria das CPR. Assim fazendo:
c. Desenvolver uma metodologia comum de avaliação de riscos e determinar a materialidade em todas as secretarias de controle externo; e
d. Estabelecer e implementar um critério claro para a inclusão e remoção de entidades e programas para os temas prioritários do TCU e cada secretaria de controle externo.
IV.3 Utilizar as melhorias na estratégia de auditoria para aprimorar as CPR, e não apenas o próprio relatório de auditoria. Assim fazendo:
c. Comunicar informações sobre o objetivo e os critérios da auditoria ao Executivo e o Congresso Nacional para subsidiar a sua preparação das CPR; d. Utilizar a matriz de auditoria para informar a preparação da instrução anual do
TCU, orientando a elaboração das CPR, inclusive exigindo do Executivo declarações explícitas sobre as informações.
IV.4 Adotar uma matriz para apoiar a formulação de julgamento e principais conclusões de auditoria, bem como os processos de revisão interna e garantia de qualidade.
IV.5 Alinhar o controle de qualidade para a auditoria das CPR ao de outros processos de controle e fiscalização, envolvendo especialistas, através de fóruns tais como grupos e/ou painéis de referência, para melhorar as metodologias de auditoria das CPR, bem como refinar mais ainda os critérios e os exames de auditoria.
ANEXO II – DOCUMENTO 2 ANALISADO: PEÇA 9 DO TC 043.355/2012-