Şekli 2. Organofosfat ve karbamatlı insektisid maruziyeti ile gelişen zehirlenmelerin aylara
VII. C.9.Entübasyon özellikleri :
A Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, tratou de dois importantes aspectos para a educação superior, pois criou o Conselho Nacional de Educação (CNE)8 e estabeleceu a avaliação periódica de cursos e instituições de ensino
superior. Considerou-se que as atribuições da Câmara de Educação Superior do CNE definidas no artigo 9º da referida Lei fizeram com que se transformasse em importante espaço de regulação das políticas educacionais, principalmente a da expansão do ensino superior, pois como afirma Cunha (2003)
A Câmara de Educação Superior do CNE, na qual se debatem hoje os grandes interesses privados, acabou virando arena de disputa entre os próprios grupos privados, na luta pelo controle do mercado (p.48).
Além disso, Cunha (2003) aponta que a guinada privatista9 da Câmara de Educação Superior estava relacionada com a necessidade de ampliação da base parlamentar do governo FHC, que ao trocar votos no Legislativo por cargos no Executivo favoreceu os grupos privatistas do ensino superior e ainda que,
Ao termo do longo Governo FHC, a Câmara de Educação Superior do CNE tornou-se tão desmoralizada quanto todo o CFE ao fim do curto mandato de Itamar Franco. Sintomaticamente, seus membros até mesmo se recusaram à audiência pública da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que investiga denúncias de irregularidades e tráfico de influência no CNE (CUNHA, 2003, p.48-49).
Considerando a relevância da CES/CNE no processo de regulação das políticas de expansão da educação superior em geral e do ensino de Odontologia em particular, foi elaborada uma análise especifica que está apresentada no capítulo 4.
A Lei nº 9.131/95 estabelecia, ainda, a realização de
[...] avaliações periódicas das instituições e dos cursos de nível superior, fazendo uso de procedimentos e critérios abrangentes dos diversos fatores que determinam a qualidade e a eficiência das atividades de ensino, pesquisa e extensão (BRASIL, 1995).
Deve-se ressaltar que aqui ocorreu um deslocamento do processo de avaliação da educação superior, pois, como observa Ximenes (2001, p.196),
[...] a partir de 1996, o governo federal quebra o pacto da avaliação institucional com as universidades, o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), através da promulgação do Decreto n° 2.026, de 10/10/96, que estabeleceu procedimentos de avaliações de cursos e IES.
9 De acordo com Cunha (2003), a primeira composição do CNE, os conselheiros que se orientavam pela defesa
do ensino público eram em número significativo. Para esse autor, “algo inédito nessa instância do Estado, no qual prevaleceu a intermediação de recursos do governo para as instituições privadas e a legislação em causa própria” (p.48). (Grifo do autor)
O Exame Nacional de Cursos (ENC)10 e a Avaliação das Condições de Oferta dos Cursos de Graduação11 foram os dois principais modelos de avaliação da graduação implementados pelo MEC no governo FHC. A divulgação dos resultados do ENC gerou várias críticas das IES e de entidades representativas do ensino superior, devido ao ranqueamento presente na disposição dos conceitos nos relatórios apresentados pelo INEP (XIMENES, 2001, p.202). Além disso, outro alvo das críticas deve-se às suas características homogeneizadoras, porque “parte da realização de uma prova única, considerando-se a avaliação de habilidades e competências gerais, além dos resultados não informarem propriamente o nível de qualidade e a distinção entre os obtiveram conceitos semelhantes” (XIMENES, 2001, p.203) e ranqueadoras, o ENC foi muito criticado pela comunidade acadêmica brasileira, mas, apesar disso, se configurou na parte mais visível de um modelo de avaliação do ensino superior do período FHC (XIMENES, 2001, p.205), constituindo- se em um dos principais mecanismos de regulação da educação superior no Brasil. A centralidade das políticas de avaliação na regulação do sistema de ensino superior também é observada durante o governo Lula com a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).
Ximenes (2001), ao analisar a política de avaliação do ensino superior do governo FHC, considera que ela estava relacionada basicamente com a lógica de prestação de contas à sociedade e a legitimação da expansão do sistema, a partir do segundo ciclo de expansão acelerada das IES e cursos de graduação nos meados dos anos 90 (p.193, grifo nosso). Assim, a avaliação torna-se, no discurso
10
A denominação “Exame Nacional de Cursos (ENC)”, foi estabelecida na Portaria do MEC nº 249/96. O ENC é uma avaliação dos cursos de graduação aferida pelo desempenho dos estudantes, através de um teste de conhecimento aplicado aos egressos dos cursos e avalia as habilidades e conteúdos básicos para o exercício da profissão ou para a continuidade dos estudos (XIMENES, 2001, p. 201). Os objetivos oficiais do ENC eram o de fornecer informações relevantes para a melhoria da qualidade do ensino superior e de ser um instrumento auxiliar para a supervisão do sistema de ensino, ou seja, cumpre a determinação legal de promover a renovação periódica do reconhecimento de cursos, por meio das avaliações10 (XIMENES, 2001, p.202). Os cursos recebem uma classificação que varia de A (melhor avaliação) até E (pior avaliação), assim, “os 12 melhores cursos obtém nota A, em seguida os 18% com B, os 40% com C, os outros 18% com D e os 12% piores com E. Assim, mesmo que a média geral dos conceitos seja muito baixa, sempre haverá cursos com conceito A” ( XIMENES, 2001, p.201-2).
11 É conhecida genericamente como Avaliação dos Especialistas, justamente pela sua característica de
avaliação por pares oriundos da comunidade acadêmica. Trata-se de uma avaliação in loco, que abordam três dimensões principais: a qualificação do corpo docente, organização didático-pedagógica e a infra- estrutura das IES. Representa uma avaliação diagnóstica visando verificar o atendimento dos cursos de graduação aos padrões de qualidade definidos previamente pelas comissões de especialistas e cada uma das dimensões acima recebe uma conceituação11, que varia de CMB - melhor avaliação- até CI - pior avaliação. Ximenes (2001) considera que o padrão diagnóstico da Avaliação das Condições de Oferta facilita a homogeneização do processo avaliativo, tendo em vista seu caráter basicamente descritivo.
oficial, o principal símbolo de garantia da qualidade do ensino superior (XIMENES, 2001, p.194).
A relevância da Lei nº 9.131/95 para a política de expansão da educação superior no governo FHC é corroborada pela fala de um dos nossos entrevistados, gestor educacional da SESu/MEC:
[...] Nesse período também se reformulou o CNE e se instituiu o Exame Nacional de Cursos (o chamado “Provão”) e a sistemática das “Avaliações das condições de oferta”, como um passo inicial de criação de um sistema de avaliação que orientasse as decisões da SESu na autorização e reconhecimento de cursos (E2).
Esse entrevistado também considera que o sistema de avaliação implantado no governo FHC foi muito relevante para legitimar a opção política de expansão, pela via privada, da educação superior adotada pelo MEC, pois considera que:
[...] No governo FHC ficou explícito o slogan “expandir com qualidade”, e a opção de que tal expansão deveria estar concentrada no setor privado,
diante do cenário de contenção orçamentária para as IFES. Nesse momento (entre 1996 e 1999), embora tal estratégia estivesse de acordo com as metas do PNE, ainda não havia instrumentos de avaliação consolidados e criteriosos para a autorização de novos cursos e para a criação (credenciamento) de novas IES, o que gerou um crescimento desigual e, por vezes, a partir de projetos com baixa qualidade ou condições de sustentabilidade. Ao mesmo tempo foi o período em que se publicaram portarias instituindo a periodicidade dos atos de reconhecimento de cursos e de recredenciamento das instituições, começando a criar uma cultura da avaliação sistemática. Também foi nesse período que se constituíram as “comissões de especialistas das áreas”, com o objetivo de que funcionassem como “assessores” da SESu subsidiando a tomada de decisão diante dos projetos avaliados (E2, grifo nosso).