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Enstitülerin Kapatılması

Responder a esta questão não é uma tarefa simples e tampouco é o objetivo principal deste trabalho. Dentro do âmbito da psicologia, a reflexão sobre o processo de formação de conceitos levou à realização de inúmeras pesquisas importantes e à elaboração de diferentes teorias sobre como ocorre este processo. No entanto, não há consenso entre os estudiosos sobre qual a definição de conceitos é mais adequada, embora não se negue a existência e a importância dos conceitos para a sobrevivência do homem.

Embora não haja dúvidas de que formamos conceitos, sua definição ainda é objeto de muitas discussões em face das muitas dificuldades implicadas nesta tarefa. Flavell (1976) aponta três dificuldades fundamentais para a definição do que seja um conceito. Primeiramente, são praticamente infinitas as entidades que podem ser consideradas como conceitos. Em segundo lugar, é difícil encontrar atributos que sejam comuns a todas as entidades que são consideradas como conceitos. Por fim, as entidades podem ser muito diferentes umas das outras. Na verdade, as diferenças ultrapassam em muito as similitudes. Flavell, fundamentado em Klausmeier et al. (1965) afirma que os conceitos diferem, pelo menos, em sete aspectos, quais sejam:

1) Atributos: a natureza dos elementos que formam os conceitos pode ser originário de qualquer aspecto percebido ou elaborado pelo ser humano. De acordo com este autor, qualquer estímulo que pode ser capturado pelos sentidos ou elaborado intelectualmente pode ser considerado como atributo de um conceito. Sendo assim, formar um conceito implica em reunir diversos atributos que dão origem a uma definição. Os atributos podem corresponder a propriedades físicas, como tamanho e cor; propriedades funcionais, uma vez que os objetos também podem ser “comestíveis”, “solúveis, etc., ou propriedades relacionais, quando os

atributos referem-se às relações do objeto em um sistema de inter-relações, para referir-se ao livro mais vendido num conjunto de outros livros.

2) Estrutura: refere-se à forma como os atributos se organizam na formação de um conceito. A estrutura de um conceito pode ser conjuntiva, disjuntiva ou relacional (Bruner et al, 1956, citado por Lomônaco, 1997). Conjuntiva é aquela em que são necessários ao menos dois atributos para a definição de um conceito. Um quadrado, por exemplo, é definido como uma “figura plana” com “quatro lados” e “ângulos retos”. Um conceito é relacional quando, para sua definição, é necessário o conhecimento do sistema ou rede de conceitos no qual ele está inserido e do qual faz parte. Os conceitos de parentesco ilustram bem a ideia de conceito relacional. Por exemplo, o conceito de “mãe” só pode ser entendido e definido em face das relações com outros conceitos. Já os conceitos de estrutura disjuntiva são aqueles em que apenas um atributo definidor é suficiente para definir o conceito, ao contrário da estrutura conjuntiva. Neste caso, mesmo que o conceito possa ter mais de um atributo definidor é suficiente a presença de apenas um deles para incluir o exemplo na categoria. Lomônaco (1997) exemplifica a estrutura disjuntiva com o conceito de “falta” no futebol, a qual pode incluir comportamentos tais como “colocar a mão na bola” ou então “agredir fisicamente ao adversário” ou “ofender o juiz verbalmente” ou “retardar a devolução da bola”, etc. Neste exemplo, qualquer um dos atributos é isoladamente suficiente para que se tenha o conceito de falta no futebol. Um segundo exemplo, mais próximo do tema deste trabalho, é o conceito de deficiência, que pode ser definido pela perda ou pela alteração de estrutura ou função psicológica, anatômica ou fisiológica. Em um grau de menor generalidade, a deficiência visual pode ser exemplificada pela cegueira ou baixa visão.

3) Abstração: os conceitos podem ser mais ou menos abstratos, dependendo do nível de acessibilidade dos mesmos pelas vias sensoriais. Um conceito é pouco abstrato quando seus atributos podem ser facilmente captados pelos sentidos. Atributos e exemplos mais abstratos são aqueles comumente formados pela linguagem verbal, uma vez que não possuem representação concreta ou real. Por exemplo, o conceito “justiça” é uma abstração feita a partir das relações humanas, mas não pode ser diretamente observada na realidade concreta. Um exemplo de conceito que não possui qualquer tipo de referencial na realidade é o conceito de “Deus” (Lomônaco, 1997).

4) Inclusão: diz respeito à abrangência de exemplos que um conceito abarca. Existem conceitos que não possuem nenhum exemplo, como “sereia”, e conceitos com infinitos exemplos, como “estrelas”.

5) Generalidade: aqui é considerada a relação hierárquica do conceito dentro de uma rede conceitual da qual ele faz parte. A relação é direcionada dos conceitos mais gerais para os mais específicos. Por exemplo, “mamífero” é um conceito mais geral do que “cão”, que por sua vez, é mais geral do que “labrador”.

6) Precisão: quando os atributos que fazem parte da definição do conceito são estabelecidos de acordo com regras bem específicas, afirma-se que o conceito é preciso, ou seja, para sabermos se um exemplo representa o conceito, basta observar se o mesmo possui os atributos especificados na definição. Exemplos: “número primo” ou “quadrilátero”. Assim, quanto menor for a precisão dos atributos, mais subjetivo será o conceito, como em “obra de arte”, por exemplo.

7) Poder: são considerados “poderosos” aqueles conceitos que ocupam uma posição central em uma determinada área do conhecimento, de forma que o seu domínio é pré- requisito para a aprendizagem de outros conceitos. Na área da Psicologia podemos considerar os conceitos de “inconsciente” para a psicanálise, “esquema” para a teoria piagetiana ou “condicionamento” para o behaviorismo, como conceitos poderosos.

Benzer Belgeler